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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Por um direito

Desde quando é que cumprir-se um direito é a razão de ser de uma notícia de jornal.
O seu não cumprimento é que o deveria ser.
É a mentalidade do pequeno escândalo, para quem , afinal, não está de acordo com tal direito, que leva a publicações deste género.
Aceda a:
http://www.ionline.pt/conteudo/103616-duas-militares-da-gnr-celebram-o-primeiro-...casamento-homossexual-na-instituicao

domingo, 13 de junho de 2010

Islândia: Parlamento aprova lei que permite casamento homossexual



Será que o presidente da Islândia também vai discursar a dizer que promulga a lei por causa dos gravíssimos problemas economico-financeiros do seu país ?
Ou será que vai ter uma atitude digna de um presidente e assumir a promulgação da lei  aprovada inequívocamente pelo parlamento e independentemente das suas  convicções pessoais ?
Aceda a:
http://www.publico.pt/Mundo/islandia-parlamento-aprova-lei-que-permite-casamento-homossexual_1441623?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Nenhuma razão serve de desculpa para não avançar no campo dos direitos

Pelo menos ainda existe neste País alguém, governante de topo, que não tem medo de assumir abertamente as suas responsabilidades.
Um bom exemplo para o actual PR.

Para ler a notícia aceda a:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1582829&tag=Casamento homossexual


Entretanto, o Senhor General Garcia Leandro veio afirmar :
"Homossexuais foram usados como «carne para canhão» de lutas partidárias"
"Considerando que toda a situação em torno da nova lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo era dispensável, até porque a maioria da população mostrou-se «contra», o general Garcia Leandro afirmou que a nova lei serviu apenas para «jogar com os homossexuais como carne para canhão para a guerra partidária».

Esquece-se o Senhor General que tal Lei foi uma promessa eleitoral do Partido Socialista e como tal foi referendada.
Então, Senhor General, pelo menos cumpriram uma !!!

Para aceder à notícia aceda a:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1583007

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A promulgação da lei do casamento homossexual

Cavaco promulgou a lei porque a tal foi obrigado e porque não vislumbrou hipótese de a mesma poder vir a não ser aprovada na AR.
Assim, e contra sua vontade, assinou !
Mas deixou, para a posteridade, um texto que, para mim, é o suficiente para, junto com tudo o resto que tem representado a sua actuação como PR, dizer que NUNCA votaria, como não votei, no actual presidente caso se venha a recandidatar.
Promulgou no Dia Contra a Homofobia! Ficou-lhe bem! Os fundamentos, contudo, anularam todo o benefício que poderia ter tido. Saiu-se mal !
Também, se pensarmos maduramente, daqui a alguns anos, já ninguém se lembrará que existiu em Portugal um PR chamado Aníbal Cavaco Silva.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Grande manifestação contra o casamento homossexual

Deve ter sido deveras empolgante !
A organização fala em mais de cinco mil pessoas o que, como é hábito, estará empolado. Mas está bem demos de barato-5.000 manifestantes.
Para uma organização de âmbito nacional com 19 comités a trabalhar o resultado é fraco.
Segundo o DN de hoje:
"A Plataforma Cidadania e Casamento, que convocou o protesto para as 15.00, não arrisca avançar com uma estimativa para o número de participantes. Mas grande parte dos 19 comités regionais que estão a promover a ideia tem autocarros para deslocar hoje os participantes até ao centro de Lisboa."
Informava, também, o mesmo jornal :
"Os bispos e a maioria dos padres do País não vão hoje à Avenida da Liberdade, em Lisboa, participar na manifestação contra o casamento gay. A Igreja Católica apoia e aplaude a manifestação, mas recusa envolver-se nesta iniciativa da sociedade civil.
Ontem, o porta-voz da Conferência Episcopal disse ao DN que "a Igreja Católica aplaude e congratula-se com todas as iniciativas que saiam em defesa da família e do casamento."
Ora bem, já nem lhes obedecem...
Se estavam à espera de uma mole humana que levasse o PR a vetar a lei, tiveram pouca sorte. Não é com esta infima adesão que conseguem levar Cavaco a tomar uma atitude que, ele sabe, o pode prejudicar em
véspera de presidenciais.
Só mais uma coisa.
Havia um manifestante com um cartaz dizendo que toda a criança tem de ter  pai e  mãe ...
Nada mais verdadeiro. Talvez a única coisa verdadeira da manifestação, além do apoio do CDS, embora pequeno, e a congratulação  monárquica consubstanciada na presença daquele que se diz herdeiro de uma coisa que não existe  - Duarte Pio de Bragança.
Resumindo:
QUALQUER CRIANÇA TEM DE TER PAI E  MÃE.......
...caso contrário não tinha nascido !

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Grupo de militares de Abril contra casamento entre homossexuais

E depois ?
É acaso, o ser de Abril, uma etiqueta que dê consistência de maior  à sua tomada de posição?
É a mesma coisa que promover agora um "Grupo de cidadãos de Abril contra o grupo de militares de Abril contra o casamento entre homossexuais". Dá, acaso, aos cidadãos, alguma mais valia....o ser , também, de de Abril ?
Manifestem-se, digam que não estão de acordo, o que quizerem, mas não utilizem meios menos dignos para atingirem os seus fins. Não é assim em democracia, aquela que afimam ter ajudado a restaurar.Ajam como cidadãos comuns, não se aperaltem com etiquetas que acabam por desmerecer.
Já agora, só uma pergunta :
Não havia homossexuais no conjunto dos militares que fizeram o 25 de Abril ?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Mais uma deriva de D.José Policarpo


"A igreja nunca aceitará o casamento homossexual " !
Estas palavras do responsável  máximo da ICAR em Portugal  obrigam-nos a duas reflexões:
1ª. Em que qualidade fala o cidadão português José Policarpo ?
Como português ou como representante de um Estado estrangeiro ?
2ª. Como cidadão português qual a lei que tem por obrigação conhecer e respeitar ?
A frase acima do Cardeal de Lisboa mais não representa que um desrespeito às leis do seu país, embora, como a qualquer outro lhe seja dado o benefício de objecção de consciência,  não lhe pode ser  concedido , contudo, o direito de não acatar as leis nacionais, disciplinadamente como qualquer outro cidadão.
Que diria o Cardeal Policarpo se os fieis lhe desrespeitassem, na esfera dac religião, os mandamentos da organização que representa ? 
Certamente que os excomungava!
Pois, será isso que o Estado Português deverá fazer ao Cardeal Policarpo ? Retirar-lhe a nacionalidade ?
Se não quer respeitar as leis do seu País....!?
Não tenho a menor dúvida acerca da qualidade de português do Cardeal Policarpo, nem da sua   estatura  enquanto cidadão, mas não pode, por via de uma crença sua pôr em causa as leis do país  
democrático, contráriamente ao que ele representa enquanto dignatário da ICAR.
Os representantes das religiões não podem pôr em causa, em caso algum, as leis do país em que vivem.
Sejam quais forem as religiões , é igual para todas. Neste país respeitam-se as convicções de cada um mesmo daqueles que não têm religião, por isso o Estado é laico.
Toda e qualquer tentativa de subverter esta situação é querer subverter o Estado de Direito e com isso  gratuitamente, comprar uma guerra sem sentido.
E como já disse uma vez a ICAR tem bons motivos para se não esquecer, fundamentalmente neste ano de 2010...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

«Se tudo é igual a tudo, tudo desvalorizamos»- Padre Manuel Morujão


«Fosse com referendo ou sem referendo, dá-me a impressão que há uma precipitação e que toda a ponderação de um assunto tão transcendente era necessária», afirmou Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, citado pela TSF.

Morujão defendeu que «não deve haver iniciativas legislativas para legalizar» o casamento homossexual, sublinhando no entanto que «não é contra as pessoas homossexuais», mas antes contra a equiparação do casamento a outro tipo de união.
«Se tudo é igual a tudo, tudo desvalorizamos», reforçou.
(Notícia SOL-online)

Mais uma vez a CEP à semelhança do sumo pontífice da ICAR vem meter-se onde não é chamada.
O problema da legalização do casamento das pessoas do mesmo sexo é de natureza civil, pertence ao Estado.
Mas a frase acima diz tudo acerca do que pensa a CEP.
«Se tudo é igual a tudo, tudo desvalorizamos»
Quer dizer :
Se os homens são todos iguais , desvalorizamos todos ? A não ser que uns sejam mais iguais do que outros.
Nós sabemos que na ICAR é assim, mas a ICAR é uma monarquia teocrática e não uma democracia como a República Laica Portuguesa.
Se os homens e as mulheres são iguais em direitos, desvalorizamos o quê ?
Nós sabemos que na ICAR é assim, mas a ICAR é uma organização religiosa em que as mulheres não têm os mesmos direitos que os homens.
E por aqui podíamos continuar uma mão cheia de argumentos que desacreditariam as já desacreditadas teorias expressas pela CEP e pelo seu guru máximo no Vaticano.
Estes  senhores continuam a pensar que podem, a seu belo prazer e utilizando todos os meios que lhes são postos à disposição, afrontar os poderes instituídos da República - Governo e AR - para o que ninguém lhes declarou legitimidade.
No ano da Comemoração do 1º. Centenãrio da Implantação da República Portuguesa talvez não seja mau lembrar à CEP e à ICAR que coisas existem que um Estado não pode aceitar - a interferência das organizações religiosas nos assuntos que apenas ao Estado dizem respeito. E têm bons motivos para acreditar nisso...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Papa critica casamento homossexual



Para o homem, o caminho escolhido não pode ser determinado por caprichos ou vontades mas deve corresponder à estrutura determinada pelo Criador”, disse o Papa.

Bento XVI dirigiu nesta segunda-feira críticas ao casamento gay. O Papa chamou atenção para as leis que ignoram a diferença entre sexos, poucos dias depois de Portugal ter aprovado no Parlamento a união civil entre homossexuais.

Na sua tradicional mensagem de Janeiro, centrada maioritariamente em questões do ambiente, Bento XVI referiu ainda que “a liberdade não pode ser absoluta”. Apontando a “certos países da Europa e da América do Sul”, o Papa afirmou que “a legislação aprovada em nome da luta contra a discriminação ataca o fundamento biológico da diferença de sexos”.

(http://noticias.sapo.pt/especial/casamento_gay/)

Oh, Sr. Papa, não seria melhor olhar primeiro para os pedófilos que tem dentro da sua organização, que são criminosos de delito comum, e deixar em paz os homossexuais que querem viver em  Paz e num Estado de Direito, às claras, e sem necessidade de se esconderem nem beneficiarem de compadrios espúrios como é o caso de muitos altos dignitários da ICAR ?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

José Sócrates impediu hoje o grupo parlamentar do PS de votar livremente os projectos do BE e do PEV sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo (DN on-line)

(Transcrição de um meu comentário a um poste sobre o mesmo assunto publicado no blogue "A Nossa Candeia")

Pois é, a política é a Arte do Possível, não é?
E com isso traz as suas contradições tanto de princípios como de táctica.
Se na óptica dos princípios nada mais aconselhava a total liberdade quanto ao problema da adopção, possibilidade que eu não descarto para não dizer que apoio, quanto à táctica, e se defendemos que o casamento já foi referendado pela concentração maioritária dos votos nas legislativas em partidos que o expressaram nos seus programas, também não podemos, sobre o risco de incoerência, deixar de querer dar o mesmo tratamento ao problema da adopção, assunto que foi propositadamente referido como não admissível, para já, pelo partido maioritário.
Daí o problema que, neste momento, nos confronta.
A solução total do problema está a li à mão de semear, com maiorias possíveis para o resolver, mas será que é compaginável com o assumido no programa maioritariamente sufragado?
O único problema que eu gostava de ver completamente resolvido, para não dar quaisquer veleidades ao inquilino de Belém, é o das possíveis inconstitucionalidades. Acerca disso , o ponto de vista de António Arnault, hoje, no DN, deverá ser tido como um aviso.
Não sou daqueles que prefere mudar os nomes para não incomodar ou considerar que o problema é fracturante. Por isso recuso liminarmente o projecto do PSD; é de uma hipocrisia atorz.
O que eu quero é que tenham cuidado para não sermos, depois, apodados de ingénuos ou incapazes de legislar de forma correcta.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Afinal ainda existem trogloditas...

(Notícia TSF on-line)

"Quem admite casamento "gay" pode aceitar uniões entre irmãos, diz deputado do PSD


O deputado do PSD Carlos Peixoto disse, esta sexta-feira, em declarações à Rádio Altitude, que quem admite um casamento homossexual pode também vir a aceitar o casamento entre irmãos, primos directos ou pais e filhos."

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Porquê ?

"A Igreja Católica espera que a questão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo esteja resolvida até à visita do Papa Bento XVI a Portugal, que se realizará entre 11 e 14 de Maio do próximo ano, embora garanta que o tema não será abordado nas celebrações."

(Notícia do Correio da Manhã)

O que têm a igreja católica com um assunto civil da República Portuguesa ?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

"O casamento nada tem a ver com os afectos"

Perante esta frase, ontem lançada no Prós e Contras, lembrei-me dos três versos finais de um soneto de Pablo Neruda

"Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
   nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
   são eternos como é a natureza."

(Pablo Neruda- Antologia Breve-Cem sonetos de Amor-XLVIII)

Prós e Contras - Referendo ao casamento gay

Mais bem preparados, melhor concentrados na discussão e, sobretudo, acreditando fortemente no que defendem, os "Contra-o-referendo" fizeram passar a sua mensagem de forma clara e venceram o debate.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Homossexuais católicos estão contra referendo

É a confusão nas hostes da crença.
Uns querem outros não e deve haver quem nem ligue ao assunto.
Na própria organização eclesiástica existem divergências.
Quando é que resolvem, de vez, deixar de misturar a discussão das leis do Estado com conceitos de ordem religiosa.
É que por uma questão até de respeito para consigo próprios não deviam proporcionar publicamente tal espectáculo.

Para conhecer esta última posição, aceda a
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1417171

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Flecte, flecte, insiste, insiste...

"Bispos portugueses podem pedir referendo sobre casamento homossexual"
(Notícia de hoje da TSF online)

Esta gentinha não pára.
Não existe qualquer razão objectiva para tal referendo, como aliás já foi afirmado por alguns indefectíveis católicos.
Esta legislação civil cabe por inteiro na responsabilidade da AR.
Mas, já agora, considerando que poderia considerar a hipótese de referendo, que não aceito, porque não, então, referendar também a inimaginável Concordata, porque contrária à laicidade do Estado Português e promotora da primazia dada à igreja católica  face às demais crenças, assim como as disposições do Direito Canónico, mormente o casamento dos sacerdotes, a impossibilidade de ordenação das mulheres, a indissolubilidade do casamento religioso, etc. ?
Se se querem meter na vida e na  legislação civil têm de aceitar, também,  que a sociedade civil se possa imiscuir na vida e na  legislação que gere a própria igreja.
Mas por aqui podemos estar descansados. Eles não vão aceitar.
É uma questão de poder, e de obscurantismo necessário à sua sobrevivência, que a igreja não vai querer submeter à opinião pública .

domingo, 8 de novembro de 2009

Homossexualidade e casamento

Escreveu, no DN de ontem, o padre e filósofo Anselmo Borges um novo artigo cujo título corresponde ao título deste post.
Começa por fazer uma resenha das posições que ao longo dos tempos foram sendo transmitidas aos crentes; desde o Levítico, aos relatos sobre Sodoma e Gomorra e o incidente em casa de Lot, seguindo-se as posições de S. Tomás de Aquino, S. Paulo e do Catecismo da Igreja Católica, assim como uma posição tomada pelo Dalai Lama em 2001 e uma menção aos debates que têm vindo a suceder no seio da igreja Anglicana e que levou recentemente à cisão pelo movimento mais tradicionalista.
Mas o padre Anselmo Borges não se fica por aqui, o que seria extremamente fácil. Sai da esfera do religioso a acerca-se da parte civil e refere a posição de 1993 da Organização Mundial de saúde que excluí a homossexualidade da lista de doenças mentais. Menciona, igualmente, o apelo lançado por 66 países para que fosse universalmente despenalizada a homossexualidade. De notar que o Vaticano apoiou este apelo.
Afirma depois o articulista, e é esta independência que me faz não perder um artigo deste teólogo e professor universitário, que não existem razões para vedar o sacramento da comunhão a quem tem esta orientação sexual, após o que discorre sobre o casamento em si mesmo.
Anselmo Borges considera, e bem, que o Estado devia providenciar uma forma de união com consequências jurídicas semelhantes à dos casados heterossexuais. E então é que levanta aquilo que parece ser o fulcro da situação:
“...a questão reside em saber se há-de chamar-se casamento. O problema é mais do que religioso e as palavras não são indiferentes, pois não pode dar-se o mesmo nome ao que é diferente.”
Socorre-se para tanto das palavras do ateu Bertrand Russell sobre o casamento:
“...o casamento é algo mais sério do que o prazer de duas pessoas na companhia uma da outra : é uma instituição que, através do facto dela provirem filhos, forma parte da textura íntima da sociedade, e tem uma importância que se estende muito para além dos sentimentos pessoais do marido e da mulher...”
E conclui :
“Assim, o que a sociedade tem de resolver é se considera o casamento essa instituição ou uma mera contratualização de afectos.”
Pois bem. Mais uma vez saúdo o saber e a inteligência do padre Anselmo Borges para além do facto, não mencionado por Russell, dos casais hetero que não querem ou não podem ter filhos; não deixam de ser casamentos e não se baseiam só no prazer. No entanto, parece-me que o fundamental para que o assunto seja resolvido, é um problema de sinonímia ou de semântica, considerando neste último caso a evolução do significado da palavra.
O problema já não é entre casamento religioso ou civil.
O problema já não é o sexo dos nubentes.
O problema reside no que se lhe deve chamar.
Casamento, e para ir buscar o dicionário mais antigo que possuo, é a “União legal entre homem e mulher”, sendo casamento civil: o que se contrai perante as autoridades administrativas, com as formalidades legais.
Só à guisa de piada, no mesmo dicionário casamento também é sinónimo de “Boa harmonia”.
Pois é, mas isto são sinónimos baseados no tempo e na lei vigente à data da edição do dicionário, não sendo, contudo, muito diferentes dos actuais..
Mas o nosso tempo é outro, e as leis estão em permanente mutação.
Se vier a existir uma lei que diga que uma união administrativa contraída perante as autoridades, com as formalidades legais, pode ser estendida a pessoas do mesmo sexo, os dicionários de amanhã, certamente, farão cair a especificação de obrigatoriedade de serem de sexo diferente.
Daí o poder legalmente chamar-se casamento, sem peias nem artifícios, que parece ser o que se quer neste momento.
E voltando à “boa harmonia” essa consegue-se sempre que as pessoas dela possam desfrutar, seja o casamento “civil”, “canónico”, “de consciência” ou “de mão esquerda”.

Para consulta integral do artigo aceda a :
http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1413190&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Papa poderá falar sobre casamento homossexual em Fátima


Notícia da TSF on-line.

Não tenho nada contra. Está em terreno dele a falar para os seus seguidores. Só isso e sem mais comentários.
Diferente seria se o fizesse na Assembleia da República que é um terreno meu e eu não lho admito nem lhe reconheço autoridade..

Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...