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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

E a Hungria aqui tão perto

As recentes alterações constitucionais na Hungria, já condenadas pela União Europeia, veio relançar a discussão sobre o futuro da Europa e sobre o que leva um povo, recentemente liberto de um regime totalitário, a embarcar num processo que o faz retroceder, agora que vivia em Democracia, para um regime que se apresenta, de novo, autoritário.
E vem relançar a discussão pelos motivos, já bem à vista, da proliferação e aumento de notoriedade de movimentos ligados à extrema direita.
E que razões podem justificar o aumento de adeptos destas formas de intervenção política ? Em primeiro lugar a desilusão que o regime democrático, porque incapaz de dar resposta aos desejos das populações, tem  sido incapaz de colmatar. Os cidadãos voltam a olhar para soluções paternalistas que lhes facultem o mínimo dos mínimos como preferíveis à livre expressão liberal das suas capacidades e daí à não dependência do Estado.
A promoção da "ideologia" ultra-neo-liberal que tem sido a pedra de toque da política económica global, o canibalismo dos mercados, a falta de respeito pelos direitos consagrados nas constituições democráticas, especialmente na Europa, como a defesa  do Estado Social, são razões suficientes para que os povos olhem para soluções, em que vendendo os direitos de Liberdade real, se considerem mais protegidos, nem que o seja minimamente.
A corrupção, os escandalos, a falta de credibilidade dos governos e governantes, o desparecimento de aspectos básicos no que se refere à Educação, à Saúde, à Protecção Social, à Cultura, etc. fazem parte do caldo que leva à decepção dos cidadãos.
E é aqui que se entronca a relação com o que se passa no nosso país.
Não será de estranhar que a curto/médio prazo estas manifestações de desagrado se possam vir a verificar no nosso país.
E ultimamente, ainda mais grave, tem-se verificado algo de ainda mais preocupante como a caça às bruxas que se tem desenvolvido com o ataque descabelado às obediências maçónicas para já não falar nas declarações de gente com responsabiliades, que chocaram a grande maioria,  em que o desprezo a que eram votados os mais desprotegidos  ou, também, o exacerbamento do valor individual e a sua recompensa, mesmo que despudoradamente chocante.
Por isso, ou levamos a peito a defesa efectiva dos nossos valores democrático ou podemos descobrir um dia destes que acordamos num outro regime.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Por um direito

Desde quando é que cumprir-se um direito é a razão de ser de uma notícia de jornal.
O seu não cumprimento é que o deveria ser.
É a mentalidade do pequeno escândalo, para quem , afinal, não está de acordo com tal direito, que leva a publicações deste género.
Aceda a:
http://www.ionline.pt/conteudo/103616-duas-militares-da-gnr-celebram-o-primeiro-...casamento-homossexual-na-instituicao

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ainda sobre a violência doméstica



Tive conhecimento de uma decisão judicial, sobre o assunto em título, a que não foi, pergunte-se lá porquê (talvez porque não venda tanto papel de jornal) dada tanta publicidade como àquele da "virilidade verbal" na GNR.
Mas o assunto é naturalmente mais importante, e perante isso, não resisti a dá-lo a conhecer.


Aceda a:  http://www.dgsi.pt/jtrl.nsf/e6e1f17fa82712ff80257583004e3ddc/f9e067d613e40a51802577dd00598348?OpenDocument

Chocante

O ano não acabou e já é o terceiro pior em número de mortes por violência doméstica

Desde 2004, ano em que a União de Mulheres Alternativa e Resposta começou a fazer recolha nos jornais, já foram mortas 247 mulheres. Muitas tinham apresentado queixa

(Jornal Público)

Para ler a notícia toda aceda a :
http://jornal.publico.pt/noticia/23-11-2010/o-ano-nao-acabou-e-ja-e-o-terceiro-pior-em-numero-de-mortes-por-violencia-domestica-20675588.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+JornalPublico+%28P%C3%9ABLICO+-+Edi%C3%A7%C3%A3o+Impressa%29

sábado, 13 de novembro de 2010

A propósito do site da PGR para denúncias.

Só a notícia me fez estremecer; só o saber que existe me faz pensar que chegámos mesmo ao fim de um sonho.
A ética  republicana, a cidadania assente em ideais democráticos, já foi.
Neste momento, seja o que vier, já não me espanta.
Quando é a própria Justiça, um dos poderes inalienáveis do Estado Democrático, a enveredar pela denúncia anónima cheira-me a reles "bufaria" e recorda-me tempos a que não queria regressar. Só falta começar, mesmo, a remunerar os delatores.
Pronto! Estou zangado...Não me digam mais nada...!

Aunn Suu Kyi

Aunn Suu Kyi foi libertada !
Mas será que a vão deixar ser Livre ?


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ainda a propósito da expulsão dos ciganos imigrantes em França

Apenas uma chamada de atenção ao Grupo Parlamentar do Partido Socialista:

"DIREITOS HUMANOS", SABEM O QUE É  ISSO ?

Pelo que é conhecido, apenas Sérgio Sousa Pinto sabe !
Chocante !!!!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ana Gomes defende no Parlamento Europeu "especial apoio" para os ciganos

Chamou-nos a atenção, porque continua um assunto aqui já muito referido, o post de Osvaldo de Castro no "A carta a Garcia"; daí esta menção do respectivo link.

Aceda a :
http://acartaagarcia.blogspot.com/2010/09/ana-gomes-defende-no-parlamento-europeu.html

É bom que se tome conhecimento do muito que se continua a fazer para um combate que não pode, nem deve, deixar de ser travado.
Não é um qualquer Sarkosi que nos desvia de lutar pelos Direitos Humanos, por muito poder que tenha, por muita capacidade de arregimentação que possua.
Hoje são os ciganos, amanhã....

segunda-feira, 29 de março de 2010

Save Mohammad Valian from Execution


Está a decorrer uma petição a nível internacional a favor de Mohammad Valian, estudante iraniano, condenado à morte por motivos religiosos.
Se a pena de morte é já, só por si, uma aberração na consciência do mundo civilizado, pelo motivos apresentados, delito de consciência e pensamento, maior condenação deve merecer.
Se quizer assinar a petição a favor de Mohammad Valian,
aceda a:
http://www.gopetition.com/online/34547.html

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Badaró tinha piada, José Mourinho não tem nenhuma


Num "sketch" muito antigo do saudoso Badaró, havia um diálogo aluno/professor:
-Então, o que me diz da frase : A América para os americanos ?
Respondia o aluno:
-Bem, a América para os Americanos, a Ásia para os asianos, a Europa para os europlanos e a Espanha para os espanadores...
Badaró, um brasileiro completamente português, sabia a ironia que estava a fazer. A sua mensagem era anti-xenófoba.
O mesmo não se passa com o cidadão português José Mourinho, emigrante a trabalhar ma Europa, useiro e vezeiro na contratação de "craques" das mais diferentes nacionalidades, que numa entrevista deu o sinal mais descarado da sua xenofobia interesseira, ao afirmar que, se fosse seleccionador de Portugal, não convocaria naturalizados.
Talvez o sr. Mourinho gostasse que as organizações profissionais de treinadores dos países onde tem trabalhado ( Espanha, Inglaterra e Itália),  também defendessem que nos seus campeonatos nacionais só tivessem cabimento treinadores nascidos nos respectivos estados. Mais ! Gostava de saber se o sr. Mourinho tinha a mesma reacção no que se refere a jogadores europeus que se naturalizassem portugueses ?
O sr. Mourinho esquece-se que existe legislação nacional, e também europeia,  que protege os cidadãos naturalizados, por isso portugueses de pleno direito, dos ataques xenófobos de pessoas como ele.
O sr. Mourinho nunca será seleccionador nacional !
Neste país de emigrantes e de imigrantes existe respeito pelos direitos dos mesmos, naturalizados ou não.
O futebol pode ser um grande espectáculo e uma grande indústria, mas comparado com os Direitos Humanos, se se tiver de prescindir de um deles, prescinde-se do futebol.
Ouviu, sr. Mourinho ?

Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...