És incapaz de me escutar
e de olhar por mim
mesmo que o teu corpo ainda amanheça
ou que no meu,
ainda esvoassem gaivotas
aturdidas pela espuma branca das ondas.
Tens a certeza de todo o meu amor!
E é nesse limbo que ficarei
apesar dos gritos das entranhas
apesar de toda a tua indiferença.
Todos os homens são livres e iguais em direitos; e todavia, alguns são livres para morrer à fome e iguais para morrer de frio. (António Soveral-1905)
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
O beijo
O meu amor deu-me um beijo
e nasceu um rio de madrugadas
que desaguaram sobre o peito.
Um renascer
em que se adormece ao sol do sonho
deitados de costas no chão
respirando o hálito fesco da terra ainda húmida.
Bendito campo
pobre de terra mas cheio de vida
que acena aos pássaros com as suas mãos de espiga
e agradece às raizes o dom da seiva.
Hoje,
os rios libertam as sereias
e o seu canto de harpa mágica
e as colinas rasgam o céu
com a força desmedida da terra-mãe.
O meu amor está em festa
cumpre-se a vida na colmeia
renasce o sol
e quere-se a lua.
e nasceu um rio de madrugadas
que desaguaram sobre o peito.
Um renascer
em que se adormece ao sol do sonho
deitados de costas no chão
respirando o hálito fesco da terra ainda húmida.
Bendito campo
pobre de terra mas cheio de vida
que acena aos pássaros com as suas mãos de espiga
e agradece às raizes o dom da seiva.
Hoje,
os rios libertam as sereias
e o seu canto de harpa mágica
e as colinas rasgam o céu
com a força desmedida da terra-mãe.
O meu amor está em festa
cumpre-se a vida na colmeia
renasce o sol
e quere-se a lua.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Poema contigo
É bom saber que estás por perto
embora das tuas mãos não brotem gestos solares
nem da tua boca surjam rumores de mel.
Mas é bom olhar e sentir que estás
porque a tua ausência seria a amargura nos dias
e as noites um túnel de insónia.
Por mais que te sinta transparente
não posso esquecer o tempo
em que dávamos de comer à ave dos sonhos.
E que da nossa árvore brotou seiva,
que nasceram risos e cairam lágrimas
e se levantaram manhãs que nos justificaram.
Por mais que pressinta o desentrelaçar dos nossos ramos
eu sei que seguiremos sempre resguardando os frutos
até que a árvore se consuma.
embora das tuas mãos não brotem gestos solares
nem da tua boca surjam rumores de mel.
Mas é bom olhar e sentir que estás
porque a tua ausência seria a amargura nos dias
e as noites um túnel de insónia.
Por mais que te sinta transparente
não posso esquecer o tempo
em que dávamos de comer à ave dos sonhos.
E que da nossa árvore brotou seiva,
que nasceram risos e cairam lágrimas
e se levantaram manhãs que nos justificaram.
Por mais que pressinta o desentrelaçar dos nossos ramos
eu sei que seguiremos sempre resguardando os frutos
até que a árvore se consuma.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Ausência
Nasce a saudade no abrir dos braços
e a ave da angústia que esvoaça no vazio
faz o ninho no meio do peito.
A tua ausência é uma planta de cacto.
Perene,
trespassa-me em tropismos que dilaceram.
e a ave da angústia que esvoaça no vazio
faz o ninho no meio do peito.
A tua ausência é uma planta de cacto.
Perene,
trespassa-me em tropismos que dilaceram.
Re(a)cordar
Ao anoitecer,
quando os homens, como os pássaros,
se despenham nas suas árvores
o cheiro primaveril das flores roxas,
aponta para uma outra vereda.
Um de novo encher o peito,
um recobrar primário dos sentidos
poluídos nos caminhos entre os espelhos,
entre as mãos e os olhos
e pelo esquadrinhar dos desejos.
Só depois,
o submergir no mar do sono,
numa calma sem fantasmas.
quando os homens, como os pássaros,
se despenham nas suas árvores
o cheiro primaveril das flores roxas,
aponta para uma outra vereda.
Um de novo encher o peito,
um recobrar primário dos sentidos
poluídos nos caminhos entre os espelhos,
entre as mãos e os olhos
e pelo esquadrinhar dos desejos.
Só depois,
o submergir no mar do sono,
numa calma sem fantasmas.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Certeza
Até amanhã!
Tenho a certeza de que estarás comigo.
Mesmo que desaparecesses, hoje, ao fim do dia,
amanhã estarias comigo, dentro de mim.
Tenho a certeza de que estarás comigo.
Mesmo que desaparecesses, hoje, ao fim do dia,
amanhã estarias comigo, dentro de mim.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Frente a um cavalete transparente
Pega na tua paleta e mistura todas as tuas cores.
Do resultado, apenas tu, tens a total compreensão.
Se tiveres coragem, pinta-te e assina.
Poderás não ser um artista...mas és tu assumidamente!
Do resultado, apenas tu, tens a total compreensão.
Se tiveres coragem, pinta-te e assina.
Poderás não ser um artista...mas és tu assumidamente!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Anátema
Súbito, reapareceu perante os nossos olhos.
Não queríamos acreditar!
Era o reavivar de feridas antigas, o readmitir que se voltava de novo ao princípio.
Era um Anátema que nenhum de nós queria aceitar.
Sabemos que os factos balançam entre as nossa emoções.
Mas seria que estávamos preparados para semelhante provação?
De novo demos as mãos.
Se o Anátema se extinguiu não creio que em tal acreditemos.
Mas que acreditamos na nossa força, isso, é certo!
Não queríamos acreditar!
Era o reavivar de feridas antigas, o readmitir que se voltava de novo ao princípio.
Era um Anátema que nenhum de nós queria aceitar.
Sabemos que os factos balançam entre as nossa emoções.
Mas seria que estávamos preparados para semelhante provação?
De novo demos as mãos.
Se o Anátema se extinguiu não creio que em tal acreditemos.
Mas que acreditamos na nossa força, isso, é certo!
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A Hora da Poesia- Rádio Vizela
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E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...
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A Nossa Candeia agraciou-nos com o selo " O Seu Blog É Viciante "... O Prémio "Seu Blog É Viciante" resulta na comunhã...