Afinal, candidato candidato só temos um no qual, seja qual for o seu desempenho na campanha, nunca votarei - Fernando Nobre.
Quanto aos putativos candidatos, Cavaco e Alegre, temos o problema do ovo e da galinha...
Não se pode apoiar o que não existe - candidaturas assumidas - mas também não existem - são só intenções -, talvez, porque não foram ainda devidamente apoiadas.
Difícil solução ? Será?
Ou será que também interessa aos possíveis candidatos manter este assunto em banho-maria, já que ao criar espectativa, estão a observar a reacção do eleitorado, sem, contudo, se exporem demasiado?
A ver vamos...
Todos os homens são livres e iguais em direitos; e todavia, alguns são livres para morrer à fome e iguais para morrer de frio. (António Soveral-1905)
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Dúvidas da entrevista de Louçã
Da entrevista concedida por Francisco Louçã ao Diário Económico poucas coisas são novidade. Desde a sua intransigência em alguma vez entrar numa política séria de alianças, ao seu combate principal, como é natural de um pequeno partido de esquerda contestatária, ao Partido Socialista e às suas políticas de compromisso numa Europa e num Mundo em que isso não é só necessário como vital.
Mas o que mais dúvidas me suscitou foi o posicionamento face a Manuel Alegre.
Não consegui descortinar se Louçã e o BE apoiam Alegre ou se estão a utilizar de Alegre.
Perante a tarefa extremamente dificil que o candidato de Águeda tem pela frente no combate desigual com Cavaco mais me parece que Louçã e o seu Bloco estão a utilizar Manuel Alegre como arma de arremeço e desgaste do Partido Socialista para futura cobrança de benefícios .
Quando se pretende uma frente unida num propósito não se exclui ninguém. Esquecem-se o que disseram de Lello quando este afirmou que não apoiava Alegre; do mesmo se afirma agora Louçã face à participação possível de Sócrates na campanha ao lado de quem se recusa a fazê-lo.
Quando Louçã se afirma opositor frontal do Partido do Governo, e que não diga hipocritamente que é só de José Sócrates e amigos, está a condicionar a participação do PS e do seu secretário-geral na campanha e a deixar transparecer que seria politicamente benvindo ao Bloco, o não apoio dos socialistas ao candidato, para com isso poder abrir uma nova frente de contestação popular à esquerda contra os seus inimigos políticos de eleição.
E Manuel Alegre, que posição tomará?
Também para ele fica difícil a gestão da sua campanha face à deterioração da relação entre apoios.
Também ele terá de medir o discurso político e não se deixar entusiasmar com tiradas que lhe poderão render alguns votos mas lhe poderão retirar muitos mais.
Mas isso a Louçã não importa, desde que o Bloco ganhe (?) mais algumas franjas no combate com o Partido Socialista e José Sócrates.
Mas o que mais dúvidas me suscitou foi o posicionamento face a Manuel Alegre.
Não consegui descortinar se Louçã e o BE apoiam Alegre ou se estão a utilizar de Alegre.
Perante a tarefa extremamente dificil que o candidato de Águeda tem pela frente no combate desigual com Cavaco mais me parece que Louçã e o seu Bloco estão a utilizar Manuel Alegre como arma de arremeço e desgaste do Partido Socialista para futura cobrança de benefícios .
Quando se pretende uma frente unida num propósito não se exclui ninguém. Esquecem-se o que disseram de Lello quando este afirmou que não apoiava Alegre; do mesmo se afirma agora Louçã face à participação possível de Sócrates na campanha ao lado de quem se recusa a fazê-lo.
Quando Louçã se afirma opositor frontal do Partido do Governo, e que não diga hipocritamente que é só de José Sócrates e amigos, está a condicionar a participação do PS e do seu secretário-geral na campanha e a deixar transparecer que seria politicamente benvindo ao Bloco, o não apoio dos socialistas ao candidato, para com isso poder abrir uma nova frente de contestação popular à esquerda contra os seus inimigos políticos de eleição.
E Manuel Alegre, que posição tomará?
Também para ele fica difícil a gestão da sua campanha face à deterioração da relação entre apoios.
Também ele terá de medir o discurso político e não se deixar entusiasmar com tiradas que lhe poderão render alguns votos mas lhe poderão retirar muitos mais.
Mas isso a Louçã não importa, desde que o Bloco ganhe (?) mais algumas franjas no combate com o Partido Socialista e José Sócrates.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Primeiras razões porque não apoio o Dr. Fernando Nobre
Quero, em primeiro lugar, afirmar que o cidadão Fernando Nobre me merece a maior consideração e é um exemplo para todos pelas suas qualidades humanas.
Agora:
Agora:
- Não quero que seja eleito PRESIDENTE DA REPÙBLICA PORTUGUESA um cidadão que se afirma e defende os ideais monárquicos;
- Não acredito em regenadores, mais, causam-me graves engulhos os personagens que se apresentam como transversais politicamente, tanto apoiam partidos de direita, de centro e de esquerda;
- O discurso de apresentação do Dr. Fernando Nobre é um somatório de lugares comuns populistas, quase anti-partidos e anti-política;
- Portugal necessita de um Presidente batido na política, quer nacional quer internacional.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
A candidatura presidencial de Manuel Alegre (2)
Alegre recusa ser candidato do Bloco
[Cristina Figueiredo /Expresso, 23.01.2010]
Manuel Alegre garante que o apoio do BE à sua eventual recandidatura a Belém não significa que ele esteja ‘encostado’ à esquerda: “As pontes que possa ter estabelecido com outros sectores de esquerda não legitimam ninguém a dizer que sou um candidato do Bloco”. “A candidatura será nacional, com grande marca de independência e historicamente enraizada no PS”, afirmou Manuel Alegre ao Expresso.
Primeira tomada de posição do pré-candidato sobre um tema que estava já a deixar que se apregoassem, por culpa exclusiva do BE e do seu coordenador, e por tardio esclarecimento de Alegre, muitas opções, mormente dentro do PS mas também da esquerda independente, que começavam a minar a confiança que a candidatura devia merecer.
Foi, assim, um primeiro passo, mas tem de haver outros que clarifiquem posições, fundamentalmente, nas áreas de intervenção política de um PR e que lhe estão consignadas pela Constituição.
É que é necessário que se dissipem as dúvidas, com especial incidência, do eleitorado mais moderado.
Aguardemos.
[Cristina Figueiredo /Expresso, 23.01.2010]
Manuel Alegre garante que o apoio do BE à sua eventual recandidatura a Belém não significa que ele esteja ‘encostado’ à esquerda: “As pontes que possa ter estabelecido com outros sectores de esquerda não legitimam ninguém a dizer que sou um candidato do Bloco”. “A candidatura será nacional, com grande marca de independência e historicamente enraizada no PS”, afirmou Manuel Alegre ao Expresso.
Primeira tomada de posição do pré-candidato sobre um tema que estava já a deixar que se apregoassem, por culpa exclusiva do BE e do seu coordenador, e por tardio esclarecimento de Alegre, muitas opções, mormente dentro do PS mas também da esquerda independente, que começavam a minar a confiança que a candidatura devia merecer.
Foi, assim, um primeiro passo, mas tem de haver outros que clarifiquem posições, fundamentalmente, nas áreas de intervenção política de um PR e que lhe estão consignadas pela Constituição.
É que é necessário que se dissipem as dúvidas, com especial incidência, do eleitorado mais moderado.
Aguardemos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
A candidatura presidencial de Manuel Alegre
Muito se tem falado nestes últimos dias da "disponibilidade" de Manuel Alegre para se candidatar à Presidência da República em 2011.
A esse respeito chamo aqui à colação o post de Elísio Estanque no "BoaSociedade", http://boasociedade.blogspot.com/2010/01/presidenciais-e-dilemas-da-esquerda.html, onde se faz apelo a uma clarificação do próprio Manuel Alegre.
O candidato lançou a "boca" mas depois calou-se...
Viu o BE colar-se, que nem lapa em rocha, e não se moveu nem falou.
Manuel Alegre, agora, não pode ficar calado se espera um apoio global da esquerda e a esquerda não é, só e apenas, porque é muito pouco, o BE.
Continuo à espera, em nome da maioria da esquerda que não é o BE, da fotografia transparente que Manuel Alegre teima em não tirar.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Tudo bem, Manel, então vamos começar a conversar
Para mim, e eu já não estava à espera de outra coisa, a tua declaração de disponibilidade para te candidatares à Presidência da República em 2011 foi um acto de afirmação de princípios e apenas isso.
E já não é pouco. Tiveste a oportunidade de marcar terreno e apresentar, já, algumas posições que te diferenciam do actual inquilino do Palácio de Belém com que, também, estou de acordo.
Portanto, tens o caminho aberto para me convenceres, e eu quero votar em ti, de que cumprirei o meu dever de votar conscientemente, baseado nas permissas de um programa due irás apresentar, que seja equilibrado e não paternalista, de modo a poderes agregar à sua volta o maior número de votantes de esquerda e centro- esquerda ...e porque não do centro?
Mas para isso, igualmente, e isto é um conselho, deixa-te de frases épicas e bombásticas , muitas delas só palavras adornadas de conceitos vagos para a maioria da população. Queres vencer, fala para toda a gente, para que toda a gente te entenda. Explica-te bem porque, também sabes, vais ser atacado por posições recentes que tomaste e que muitíssima gente, eu incluído, não entendeu.
Portanto, para já, estou por ti mas tens de me convencer que a minha posição vai ser a correcta no momento de colocar o voto na urna. E não te esqueças que eu sou difícil de convencer; eu e os outros todos que pensam como eu e, claro, não te fará mal um exercício de humildade de te olhares como um cidadão comum e não um guardador de virtudes proibidas a muitos outros.
Fico à espera que me mandes uma fotografia em que te apresentes transparente.
E já não é pouco. Tiveste a oportunidade de marcar terreno e apresentar, já, algumas posições que te diferenciam do actual inquilino do Palácio de Belém com que, também, estou de acordo.
Portanto, tens o caminho aberto para me convenceres, e eu quero votar em ti, de que cumprirei o meu dever de votar conscientemente, baseado nas permissas de um programa due irás apresentar, que seja equilibrado e não paternalista, de modo a poderes agregar à sua volta o maior número de votantes de esquerda e centro- esquerda ...e porque não do centro?
Mas para isso, igualmente, e isto é um conselho, deixa-te de frases épicas e bombásticas , muitas delas só palavras adornadas de conceitos vagos para a maioria da população. Queres vencer, fala para toda a gente, para que toda a gente te entenda. Explica-te bem porque, também sabes, vais ser atacado por posições recentes que tomaste e que muitíssima gente, eu incluído, não entendeu.
Portanto, para já, estou por ti mas tens de me convencer que a minha posição vai ser a correcta no momento de colocar o voto na urna. E não te esqueças que eu sou difícil de convencer; eu e os outros todos que pensam como eu e, claro, não te fará mal um exercício de humildade de te olhares como um cidadão comum e não um guardador de virtudes proibidas a muitos outros.
Fico à espera que me mandes uma fotografia em que te apresentes transparente.
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E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...
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