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terça-feira, 29 de setembro de 2009

O grande derrotado



Pacheco Pereira, por uma incompreensível cegueira, é na realidade o maior derrotado nestas Legislativas.
Por tudo o que representa no PSD, pela inconsequência dos seus comentários e atitudes, Pacheco Pereira atirou borda-fora todo o capital de credibilidade que ainda possuía, muito embora, já há muito, desse sinais inequívocos de incapacidade de olhar de forma séria para a política nacional.
De pensador e crítico de referência, transformou-se em adepto ferrenho, incapaz de raciocinar, tal como um amante desvairado de um qualquer clube de futebol a quem os resultados não bafejam.
É o ocaso de uma vida de intervenção política que se lastima.

Ora então vamos lá...Legislativas 2009 (I)


Embora neste país "sui generis", apesar dos resultados , se esforçarem, sempre, por menorizar os números obtidos por quem realmente vence e, no final, se apresentarem todos como vencedores, por esta ou por aquela razão,  todos, claro,  menos os que de facto tiveram mais votos e deputados, o Partido Socialista e o seu Secretário-Geral ganharam as Legislativas.
Não quer isto dizer que não tenha havido bons resultados de outros partidos assim como alguns decepcionantes face ao que era pretendido pelos seu directórios.
Mas o PS foi, na realidade, o grande vencedor, porquê ?
Porque foi o que fez a melhor campanha; porque o seu Secretário-Geral foi o que melhor se preparou para os embates televisivos; porque tinha de vencer todo um trajecto cheio de incidentes e suspeições; porque foi o mais vilipendiado depois de uma governação destemida mas necessária para o futuro do país; porque teve de combater democraticamente a voz da rua; porque toda a gente já lhe passara a certidão de óbito quanto a um futuro governo; porque, afinal, era o bombo da festa de todos os outros partidos concorrentes que só referenciavam o que tinha corrido mal ou menos bem e nunca o verdadeiro trabalho realizado.
Mas, como dizia Mário soares, o Povo não é estúpido; já não se deixa ir atrás de miragens nem de conversas idílicas. O Povo sabe que o caminho é difícil e preferiu, na sua maioria, votar em quem , apesar das inúmeras perseguições, nunca desistiu, nunca virou a cara, sempre olhou os seus adversários de frente e os combateu e finalmente, tinha obra feita para mostrar..
Foi por tudo isto que o PS ganhou . E não é pouco...

domingo, 27 de setembro de 2009

Será bom sinal ?

Há muito que não via tanta gente em fila a aguardar o seu momento de votar na velhinha Escola da Mata.
E principalmente na minha mesa de voto, a dos  mais antigos desta zona  de Benfica, onde apenas existem 3.000 inscritos . E mesas de voto já só existem meia dúzia, se tanto.
Claro que nada tem a ver com  1976.
Mas, para já, é um muito bom sinal .
Logo veremos o resto ...

A mensagem do Presidente da República

O PR fez um apelo ao voto como lhe competia.
Mas pela primeira vez, que me recorde, vi um Presidente a justificar-se perante as notícias de intromissão no processo eleitoral. Coisa nunca vista. Coisa pouco recomendável.
Que terá levado o PR a ter de aproveitar um discurso de apelo para uma justificação pessoal.
Não era o lugar nem a altura para o fazer. Mais uma vez, Cavaco Silva, foi pelo caminho errado. Ou julgará que esta declaração lhe basta para não ter de vir a terreiro, já na próxima semana, a justificar as atitudes da sua casa civil ?
Não basta à mulher de César dizer que é séria ...
O Presidente ainda tem muito para se justificar, seja qual fôr o resultado do acto eleitoral. E vai ter de o fazer de forma inequívoca se pretende continuar, como afirma, a ser Presidente de todos os portugueses.
Caso contrário, talvez esteja a construir o caminho, indesejável, para uma resignação, que, também essa e em Democracia Constitucional pós Revolução, também será coisa nunca vista.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Reflexão

A partir da meia noite de hoje entramos em período de reflexão.
Nós, já há muito, refletimos e só temos uma opção.
No dia 27 votamos no Partido Socialista.
Não facilite ! VÁ VOTAR !

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Informação Especial TVI - 23-09.09

Olhem bem que conjunto.
Todos jornalistas.
Maria João Avillez, Constança Cunha e Sá, Octávio Ribeiro e André Macedo.
Ninguém dirá que foi um debate plural, e não foi, porque mais parecia uma sessão de esclarecimento do PSD, fundamentalmente por parte da Maria João e Constança.
Quem disse que o governo controlava os meios de Comunicação Social ?
Quem foi ?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A verdade para Manuela Ferreira Leite

Não é para rir porque é trágico

http://www.youtube.com/watch?v=l5dHMZ3IQyshttp://www.youtube.com/watch?v=l5dHMZ3IQys

"E não tem culpa de nada porque ele atribui tudo a uma figura mítica que se chama crise, (...)"

De quem é esta frase, de novo repetida ?
Claro que é da Presidente do PSD !
Afinal, parece que o Dr. Mário Soares tinha razão.
A Senhora ou é fanática ou é irresponsável.
Como muito bem diz, hoje, o Prof. Carlos Santos (Valor das Ideias), a próxima reunião do G20 foi marcada, certamente, para discutir mitos ...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ainda sobre Fernando Lima

Era interessante, se não obrigatório, que Cavaco Silva informasse os portugueses do destino profissional de Fernando Lima. Se Fernando Lima continua, ou não, a fazer parte do organograma da sua Casa Civil.
É que uma coisa é afastar alguém de funções mas mantê-lo a trabalhar ao seu serviço, agora na penumbra; outra, é confirmar que existe uma verdadeira demissão da estrutura de apoio directo ao Presidente.
Se Cavaco quiser manter, particularmente, essa relação é com ele, é do seu foro privado; caso contrário, é uma acção de maquilhagem que não pode ser aceite, até porque perversa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Cavaco Silva afasta Fernando Lima do cargo

Tal como um gato em telhado de zinco quente o PR foi incapaz de aguentar a subida vertiginosa da temperatura política que rodeava os últimos acontecimentos envolvendo a sua Casa Civil, mormente nas relações com a Comunicação Social .
Terá feito o que devia ? Ver-se-á depois das eleições e das explicações que prometeu dar.
Mas uma coisa é certa também. Não deixa de ser tardio o momento em que resolveu afastar-se do seu assessor predilecto. Não deixa de ser tardio o momento em que resolveu começar a não interferir, mesmo que indirectamente, no curso da campanha eleitoral, devido aos seus silêncios e omissões. Muito já foi dito e muitos já foram condenados publicamente pelos hipotéticos actos de que a Presidência se queixava (?).
Terá tomado uma medida correcta, mas não sei se ainda vai a tempo.

domingo, 20 de setembro de 2009

O Provedor do Leitor do Público

É impossível deixar de ler a conclusão do texto de Joaquim Vieira, no Público de hoje, sobre o caso das escutas e o comportamento do jornal.
Até onde chegou a pouca vergonha...

"A questão principal


Por Joaquim Vieira Provedor do leitor

O caso das escutas de Belém suscita a mais preocupante das perguntas: terá este jornal uma agenda política oculta?

Na sequência da última crónica do provedor, instalou-se no PÚBLICO um clima de nervosismo. Na segunda-feira, o director, José Manuel Fernandes (J.M.F.), acusou o provedor de mentiroso e disse-lhe que não voltaria a responder a qualquer outra questão sua. No mesmo dia, J.M.F. admoestou por escrito o jornalista Tolentino de Nóbrega (T.N.), correspondente do PÚBLICO no Funchal, pela resposta escrita dada ao provedor sobre a matéria da crónica e considerou uma "anormalidade" ter falado com ele ao telefone. Na sexta-feira, o provedor tomou conhecimento de que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário, fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do PÚBLICO (certamente com a ajuda de técnicos informáticos), tendo estes procedido à detecção de envios e reenvios de e-mails entre membros da equipa do jornal (e presume-se que também de e para o exterior). Num momento em que tanto se fala, justa ou injustamente, de asfixia democrática no país, conviria que essa asfixia não se traduzisse numa caça às bruxas no PÚBLICO, que sempre foi conhecido como um espaço de liberdade.

A onda de nervosismo, na verdade, acabou por extravasar para o próprio mundo político, depois de o Diário de Notícias ter publicado anteontem um e-mail de um jornalista do PÚBLICO para outro onde se revelava a identidade da presumível fonte de informação que teria dado origem às manchetes de 18 e 19 de Agosto, objecto de análise do provedor. A fuga de informação envolvia correspondência trocada entre membros da equipa do jornal a propósito da crónica do provedor. O provedor, porém, não denuncia fontes de informação confidenciais dos jornalistas - sendo, aliás, suposto ignorar quem elas são -, e acha muito estranho, inexplicável mesmo, que outros jornalistas o façam. Mas, como quem subscreve estas linhas não é provedor do DN, sim do PÚBLICO, nada mais se adianta aqui sobre a matéria, retomando-se a análise que ficou suspensa há oito dias.

Em causa estavam as notícias dando conta de que a Presidência da República (PR) estaria a ser alvo de vigilância e escutas por parte do Governo ou do PS. O único dado minimamente objectivo que a fonte de Belém, que transmitiu a informação ao PÚBLICO, adiantara para substanciar acusação tão grave no plano do funcionamento do nosso sistema democrático fora o comportamento "suspeito" de um adjunto do primeiro-ministro (PM) que fizera parte da comitiva oficial da visita de Cavaco Silva (C.S.) à Madeira, há ano e meio. As explicações eram grotescas - o adjunto sentara-se onde não devia e falara com jornalistas -, mas aceites como válidas pelos jornalistas do PÚBLICO, que não citavam qualquer fonte nessa passagem da notícia (embora tivessem usado o condicional).

A investigação do provedor iniciou-se na sequência de uma participação do próprio adjunto de José Sócrates, Rui Paulo Figueiredo (R.P.F.), queixando-se de não ter sido ouvido para a elaboração da notícia, apesar de T.N. ter recolhido cerca de seis meses antes a sua versão dos factos. O provedor apurou que na realidade T.N., por solicitação de um dos autores da notícia, o editor Luciano Alvarez (L.A.), já compulsara no Funchal, logo após a visita de C.S., e enviara para a redacção informações que se convergiriam com aquilo que R.P.F. lhe viria a afirmar um ano depois (e que o correspondente entendeu não ter necessidade de comunicar a Lisboa, convencido de que o assunto morrera). Esses dados, contudo, não haviam sido utilizados na notícia (foi por tê-lo dito na crónica que o provedor recebeu de J.M.F. o epíteto de mentiroso, não tendo recebido entretanto as explicações que logo lhe pediu). O provedor inquirira J.M.F e L.A. sobre as razões dessa omissão mas não obtivera resposta.

Quanto ao facto de não se ter contactado o visado para a produção da notícia, como preconiza o Livro de Estilo do PÚBLICO ("Qualquer informação desfavorável a uma pessoa ou entidade obriga a que se oiça sempre 'o outro lado' em pé de igualdade e com franqueza e lealdade"), respondeu L.A. ao provedor: "Ao fim do dia da elaboração da notícia, eu próprio liguei para Presidência do Conselho de Ministros [PCM], para tentar uma reacção de R.P.F., mas ninguém atendeu. Cometi um erro, pois deveria ter, de facto, ligado para São Bento, pois sabia bem que era aí que R.P.F. habitualmente trabalhava, já que uma vez lhe tinha telefonado para São Bento para elaboração de outra notícia".

Numa matéria desta consequência, em que se tornaria crucial ouvir o principal protagonista, o provedor regista a aparente escassa vontade de encontrar R.P.F., telefonando-se ao fim do dia (em que presumivelmente já não estaria a trabalhar) e para o local que o jornalista sabia ser errado. A atitude faz lembrar os métodos seguidos num antigo semanário dirigido por um dos actuais líderes políticos (que por ironia tinha por objectivo destruir politicamente C.S., então PM), mas não se coaduna com a seriedade e o rigor de que deve revestir-se uma boa investigação jornalística. Se o jornal já possuía a informação há ano e meio, porquê telefonar ao principal protagonista pouco antes do envio da edição para a tipografia? É um facto que R.P.F., segundo afirmou ao provedor, estava então de férias, mas isso não desculpa a insignificância do esforço feito para o localizar.

Também J.M.F. reconheceu ao provedor "o erro de tentar encontrar R.P.F. na PCM e não directamente na residência oficial do PM", acrescentando, porém: "Tudo o mais seguiu todas as regras, e só lamentamos que os recados deixados a R.P.F. não se tenham traduzido numa resposta aos nossos jornalistas, que teria sido noticiada de imediato, antes no envio de uma queixa ao provedor - a resposta não impediria que se queixasse na mesma, mas impediu-nos de noticiar a sua posição e de lhe fazer mais perguntas".

O provedor considera, porém, que nem "tudo o mais seguiu todas as regras". As notícias do PÚBLICO abalaram os meios políticos nacionais, e o próprio PM as comentou, considerando o seu conteúdo "disparates de Verão". O assunto era, pois, suficientemente grave para o PÚBLICO, como o jornal que lançou a história, confrontar a sua fonte em Belém com uma alternativa: ou produzia meios de prova mais concretos acerca da suposta vigilância de que a PR era vítima (que nunca surgiram) ou teria de se concluir que tudo não passava de um golpe de baixa política destinado a pôr São Bento em xeque. Não tendo havido qualquer remodelação entre os assessores do Presidente da República (PR) nem um desmentido de Belém, era, aliás, legítimo deduzir que o próprio C.S. dava cobertura ao que um dos seus colaboradores dissera ao PÚBLICO. Mais significativo ainda, o PÚBLICO teria indícios de que essa fonte não actuava por iniciativa própria, mas sim a mando do próprio PR - e essa era uma hipótese que, pelo menos jornalisticamente, não poderia ser descartada. Afinal de contas, o jornal até podia ter um Watergate debaixo do nariz, mas não no sentido que os seus responsáveis calculavam.

No prosseguimento da cobertura do caso, o passo seguinte do PÚBLICO deveria, logicamente, consistir em confrontar o próprio PR com as suas responsabilidades políticas na matéria. Tendo o provedor inquirido das razões dessa inacção, respondeu J.M.F.: "O PÚBLICO tratou de obter um comentário do próprio Presidente, mas isso só foi possível quando este, no dia 28 [de Agosto], compareceu num evento em Querença previamente agendado, ao qual enviámos o nosso correspondente no Algarve. Refira-se que, quando percebemos que não conseguiríamos falar directamente com o PR para a sua residência de férias, verificámos a sua agenda para perceber quando ia aparecer em público, tendo notado que a notícia saíra da Casa Civil exactamente antes de um período relativamente longo em que o Presidente não tinha agenda pública".

Em Querença, C.S. limitou-se, porém, a invocar "os problemas do país" e a apelar para "não tentarem desviar as atenções desses problemas", tendo faltado a pergunta essencial: como pode o PR fazer declarações altruístas sobre a situação nacional e ao mesmo tempo caucionar (se não mesmo instigar) ataques abaixo da cintura lançados de Belém sobre São Bento? E, como qualquer jornalista político sabe, havia muitas maneiras de confrontar a PR com a questão e comunicar ao público a resposta (ou falta dela), não apenas andando atrás do inquilino de Belém.

Do comportamento do PÚBLICO, o provedor conclui que resultou uma atitude objectiva de protecção da PR, fonte das notícias, quanto aos efeitos políticos que as manchetes de 18 e 19 de Agosto acabaram por vir a ter. E isto, independentemente da acumulação de graves erros jornalísticos praticados em todo este processo (entre eles, além dos já antes referidos, permitir que o guião da investigação do PÚBLICO fosse ditado pela fonte da PR), leva à questão mais preocupante, que não pode deixar de se colocar: haverá uma agenda política oculta na actuação deste jornal?

Noutras crónicas, o provedor suscitou já diversas observações sobre procedimentos de que resulta sempre o benefício de determinada área política em detrimento de outra - não importando quais são elas, pois o contrário seria igualmente preocupante. Julga o provedor que não é essa a matriz do PÚBLICO, não corresponde ao seu estatuto editorial e não faz parte do contrato existente com os leitores. É, pois, sobre isso que a direcção deveria dar sinais claros e inequívocos. Não por palavras (pois a coisa mais fácil é pronunciar eloquentes declarações de isenção), mas sim por actos. "

(Agradecimento ao Jugular)

sábado, 19 de setembro de 2009

Serviços de informação realizaram buscas em Belém - CM

e o que encontraram ?
NADA!!!
E então agora Senhor Presidente ?
Assuma-se, esclareça os portugueses ou ... resigne . 

Esta Senhora não aprende

Tentando apanhar em movimento um comboio para o qual não tinha bilhete, Manuela Ferreira Leite afirmou ontem em Aveiro, e em seguimento das notícias do dia sobre as escutas na Presidência da República :
"Não aceito que o director de um Jornal de referência esteja sobre escuta"...
À noite no jornal da SIC Notícias, José Manuel Fernandes, fez marcha atrás e afirmou não ter provas da envolvência do SIS. A sua administração também, entretanto, desmentiu as suas declarações matinais.
Então a quem se referia Manuela Ferreira Leite ?
A Cavaco ?
Que se saiba não é, por enquanto, director de nenhum Jornal...
Da Oposição ainda estamos para esclarecer...
Mas adiante.
Esta Senhora, que demonstra uma vez mais a sua incapacidade política, parte para afirmações sem as confirmar minimamente. E depois é apanhada, mais uma vez, em falso.
É disto, desta incapacidade, desta incompetência, que os portugueses estão necessitados ?
Tenhamos juízo !!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Uma coisa que não entendo (2)

Diz o Presidente da República que não faz comentários sobre assuntos de política partidária, isto a propósito das escutas.
Política partidária !?
Então existem partidos que estão metidos neste grave assunto de segurança do estado ?
Se há, denuncie já, e antes das eleições, para que os portugueses possam saber quem não é de confiança para obter o seu voto.
Ao calar-se, Cavaco Silva pode levar a ser eleito um partido que desrespeita valores essenciais do estado democrático.
O PR tem a obrigação de elucidar os portugueses. Até porque, no extremo, pode vir a ser acusado de conluio, o que, certamente, não deve ser do seu maior agrado.
E eu nem sequer quero pensar que o PR está por detrás de semelhante maquinação...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Juízes e magistrados do Ministério Público fazem balanço negativo de reforma penal

Já que a manchete do "Público" pode conduzir a uma ideia diferente, deve dizer-se:
"Representantes das Associações Sindicais dos Juízes e dos Magistrados do Ministério Público"
É que parecendo ser a mesma coisa não o é e as motivações são diferentes.
Os juízes e os magistrados do MP são representados, enquanto agentes da Justiça, pelos respectivos Conselhos Superiores.
As associações sindicais representam-nos nas situações de natureza laboral pelo que, até se devia perguntar, o leva estes senhores a pronunciarem-se sobre a política do sector.
É duvidoso o interesse destas afirmações, nesta altura, podendo mesmo questionar-se, também, a quem interessa a sua divulgação e a agitação que provocam .

Sócrates vai-se calar sobre TGV e Espanha como fez com casamentos de homossexuais - Pacheco Pereira

Mais uma "boutade" de Pacheco Pereira.
Só quem não ouviu, há dias, a Convenção do PS e a belíssima intervenção de Miguel Vale de Almeida poderá fazer uma afirmação destas.
O assunto está em discussão até nas mais altas organizações do PS. Não foi calado, antes pelo contrário. E o Secretário-Geral não necessita de estar sempre a falar nos temas, mesmo nos fracturantes.
Ao contrário do PSD, em que só a presidente fala para que o Dr. Pacheco Pereira depois descodifique, na campanha do partido de governo existem diversos oradores para entrar na liça.E falam claro, não necessitam de interprete.

Afinal o que está em discussão nesta campanha eleitoral ?

Julgava-se no início da campanha eleitoral que o que estava em discussão nestas legislativas era, fundamentalmente, o confronto entre visões políticas entre o PS e o PSD que determinaria o sentido do voto dos portugueses conducente à eleição de um novo governo.
Enganámo-nos.
O que vai estando em discussão é o, ou não, regresso ao passado.
Contra todas as previsões, o discurso de direita do PSD, partido estruturante da nossa democracia, tem-se tornado cada vez mais radical, com laivos de saudosismo Salazarista, correndo o risco do próprio CDS-PP poder ser considerado à sua esquerda, atirando aquele para os braços da direita reaccionária, comprometida com o Estado-Novo.
E o que é mais espantoso é que, a líder do PSD, cada vez mais acentua essa tendência .
Julgará a Senhora que com isso vai ganhar os votos dos descontentes. Mas engana-se.
Os portugueses podem estar descontentes com o governo, ou com as consequências políticas da conjuntura actual, mas não estão contra o regime democrático que levou à queda de Marcello Caetano e Tomás.
Os portugueses se, em certas coisas, têm a memória curta, noutras, como a Ditadura de 33-74, não se esquecem.
Nem se esquecem dos seus apaniguados nem daqueles, que pelo silêncio comprometido, nada fizeram por alterá-la.
É este, também, o drama de Ferreira Leite.
Sem passado político longínquo que possa apresentar , sem obra, como governante, de que se possa orgulhar, antes pelo contrário.
Daí parte para o insulto. Daí começa a baixeza de processos.
A candidatura da presidente do PSD é um grande revéz para o regime democrático.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Porque será

que estou cada vez mais à espera que a Drª. Ferreira Leite faça uma declaração em que afirme o seu orgulho de "FICARMOS ORGULHOSAMENTE SÓS"...
Até o PNR está de acordo com ela sobre a independência nacional.
A Presidente do PSD, cada dia que passa, mais vai aprofundando o pântano de conceitos em que se está a afogar.
Só falta, um destes dias, afirmar que Portugal deverá abandonar a União Europeia.
Impossível ?
Com aquela Senhora não há impossíveis.
A mim já não me apanha desprevenido.

domingo, 13 de setembro de 2009

"Esta sala é grande para o PS mas pequena para o BE", disse Louçã no Pavilhão Atlântico

Os rancores do Doutor Louçã estão bem à vista.
O ter perdido o debate com Sócrates deixou-o afectado.
E não perdoa.
Afinal, José Sócrates, tinha razão:
O PS é o inimigo principal do Bloco por mais que Louçã diga o contrário.
As acções estão patentes e Louçã começou a demonstrar a sua verdadeira face.
O Senhor polido e bem educadinho afinal ...

Debate Sócrates versus Fereira Leite

Não o ouvi em directo. Ouvi a gravação.
De todas as opiniões, entretanto expendidas, fixei uma, por a considerar a mais equilibrada, a de Mário Bettencourt Resendes:
-Se alguém chegasse, desconhecendo os antecedentes, e ouvisse o debate diria, certamente, que Sócrates o tinha ganho..." (Mais ou menos, foi o que disse na Sic-Notícias, enquanto outros, tentando doirar a pílula, se dedicavam ao desporto de arranjar modo de dizer que MFL também tinha ganho. Estilo PCP após as eleições em que ganha sempre. )
MFL ganhou porque as expectativas sobre o seu desempenho eram muitíssimo baixas, e não foi tão mal como é habitual ?
Sócrates esteve igual a si próprio, mas não ganhou porque as expectativas à sua volta são sempre muito altas ?
Mas o que é isto ? Que raio de argumentação é esta ?
Usando o discurso futebolístico:
Uma equipa fraca perde com uma equipa forte por 5-0. Mas, segundo os princípios atrás referidos, a equipa fraca também ganhou porque se esperava que perdesse por 10-0.
Sejamos claros !
MFL perdeu o debate por falta de preparação e qualidade políticas.
Demonstrou, em muitos momentos, a sua verdadeira face de pessoa incapaz de aceitar críticas, de irredutível, de sobranceira, de arrogante, de xenófoba.
Foi isto que se viu, nada mais.
Uma nota:
Eu julgava que o Banco Santander, onde MFL era administradora, era espanhol. Enganei-me...

Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...