segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eleições à portuguesa

Mais uma vez , numas eleições legislativas em Portugal, neste caso nos Açores, todos ganharam.
Claro que houve um que ganhou mais e por isso vai governar e com maioria absoluta.
E os discursos da victória geral já se ouviram. Do Portas ao Jerónimo, do Louçã ao PPM, e até o PSD não perdeu, ficou na mesma, o que por si só já é uma victória.
Particularidades de um País peculiar.
Perante a victória do PS só falta, mesmo, vir o Manuel Alegre a dizer que se abstem, para que a peculariedade seja absoluta.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O Bloco do Louçã e o PCP do Jerónimo

votaram contra e o Alegre, porque está a gostar da brincadeira, absteve-se.
Mas alguém lhes liga alguma na situação grave actual ?
Do outro lado, alguém se preocupa com a falta de opiniões da Drª. Ferreira Leite ou com as diatribes e pedinchices do Dr. Portas ?
E sobre o Governo, está tudo de acordo e tudo contra ?
Quando a crise bater forte e a todos, logo entendem...

A recobrar do cinzento

O feminino está sempre presente.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dias cinzentos

Peço desculpa aos meus habituais leitores mas, nos últimos dias, tenho estado como o tempo:
cinzento.
E um tipo cinzento nunca é boa companhia nem bom conversador.
Por isso espero melhores dias, que desejo não sejam muito demorados, até porque estou habituado a escrever diariamente e a saber da Vossa companhia o que me satisfaz sobremaneira.
Assim, até amanhã e que o amanhã seja já amanhã.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Porque é que

quando algo nos transcende, não somos nós, efectivamente, que nos transcendemos ?
Ele há conversas, ele há "posts", ele há gente que nos faz pensar.
Felizmente há gente...
Felizmente há controvérsia...
Felizmente transcendemo-nos !

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Bento XVI reitera condenação da Igreja aos contraceptivos

Se deixasse os sapatinhos vermelhos à porta da Basílica de S. Pedro e fosse ao sul do continente africano, não dentro de uma carro à prova de bala sentado num trono almofadado, mas a pé e a visitar as cubatas e as cidades populosas talvez aprendesse qualquer coisinha, e não defendesse o indefensável.
Não se pode defender a morte. E é isso que o papa Bento e os seus acólitos perante a desgraça do HIV em África e no resto do Mundo estão a promover.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Deve ser uma dura lição

Para a grande maioria dos economistas de direita e centro-direita, estes últimos dias têm significado o estertor das suas ambições e daquilo que sempre representaram.
Para eles, o terem de se sujeitar, de novo, à supremacia da Política em detrimento da Economia, e fundamentalmente pelos péssimos serviços prestados à comunidade, é um verdadeiro golpe de misericórdia nas suas aspirações de manterem o Todo-poderoso Deus Mercado a governar o Mundo e os Homens e a encherem os bolsos à custa dos mesmos.
Quem disse que as idealogias tinham morrido ?
À pala dos economistas voltaram e se calhar para ficar e com mais força.
Quem boa cama faz em boa cama se deita.
"É a Política estúpido !"

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ana Sara Brito

Felizmente ainda há autarcas com sentido ético.

Aquelequeviu

Não posso queixar-me dos visitantes do meu blog, embora conheça alguns "bloguers" que se têm queixado de intromissões menos agradáveis.

Talvez por o Vermelho Côr de Alface ser relativamente novo nunca tive problemas e, antes pelo contrário, agradeço sempre a quem me visita.

Vem este "post" para agradecer uma amabilíssima entrada de "Aquelequeviu", que, no entanto, não me deixou margem para entrar em diálogo com ele, porque, apesar dos meus esforços, não consigui o endereço para retorquir.

Se cá voltar dê-me uma dica.É bom trocar impressões e experiências.

domingo, 28 de setembro de 2008

Perdi a cabeça e comprei um

E não é que é útil ?
Antes de ser popularizado, hoje em dia, por toda a gente que pede ( ou vende pensos ou vende o Borda d'Água), esta publicação sui-generis ( será assim que se escreve ?), faz parte da minha memória de criança, quando ouvia os verndedores no Rossio, no tempo em que a Baixa era o centro do comércio e serviços de Lisboa, mas não só o Borda d'Água, também o jornal do Gaiato, os jornais vespertinos, a parada dos meninos da Fragata D. Fernando e Glória, etc.
Se tenho saudades desse tempo, não!
Mas, bolas, chego à conclusão que estou mesmo a ficar velho.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Até amanhã se Eu quizer...

Era assim que terminava uma velha anedota sobre Deus nos tempos da minha juventude.
Mas bem se podia aplicar ao caricatíssimo artigo da autoria de João César das Neves, no Diário de Notícias de hoje : "Deve ser horrível ser Deus".
Para quem acredita, tal texto, uma charada cómica que faria rir a bandeiras despregadas os alunos mais atrasados do 5º. ano do ensino obrigatório, deve levar a maioria a meditar se continuam a acreditar.
Se Deus existisse, ele (João César das Neves ) certamente seria impedido de escrever sobre estes assuntos. E ele (JCN) continua a escrever . Daí...
É a isto que levam os extremismos. Uma pena.

domingo, 21 de setembro de 2008

Palhaçadas

Nem vale a pena comentar muito.
Os senhores juizes estão a brincar com um povo inteiro.
Digam agora que a culpa é da lei.
Não há dúvida que existe um braço de ferro.
Venha agora o Presidente do Supremo tentar branquear a situação ( foi lastimável a entrevista deste senhor à Sic ).
Venha o Presidente da República pedir entendimentos onde se vê, claramente, que os juizes não os desejam.
Como disse há dias, estão a fazer de nós palhaços, apesar de existiram muitos a fazer palhaçadas, julgando que ganham alguma coisa com a situação.
E a situação não tem grande forma de se resolver dada a situação específica dos juizes que são agentes quase inimputáveis, corporativamente defendidos pela sua classe.
Ou por outra, tem, mas só com uma valente vassorada nas cúpulas dirigentes, e com a assumpção por parte do poder político de que o problema tem mesmo que ser resolvido e alterar a Constituição no que diz respeito às prerrogativas desta classe .
Uma situação democráticamente chocante.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Manuel Alegre

Pela muita consideração e simpatia que nutro por Manuel Alegre, sobretudo como poeta e como resistente, e com o qual me identifico em muitas posições e opções políticas, não posso deixar de verberar a sua recente conduta no que respeita às questões que tem levantado no partido a que pertence.
Como já afirmei não sou filiado no PS e talvez por isso tenha mais facilidade em olhar os assuntos com maior independência.
Manuel Alegre apresenta-se, actualmente, perante o país como um "enfant terrible" do PS. Uma pessoa que actua, políticamente, na lógica de um Francisco Louçã . Talvez não seja dispicienda a sua recente aproximação às realizações daquele grupo político. Mas em nada o beneficia.
Manuel Alegre tem todo o meu apoio no que respeita à liberdade de voto dos deputados e à sua liberdade de consciência, mas anda mal quando lança diatribes à JS, onde, segundo consta, a sua influência é pequena ou quase nula. Aliás, como no resto do partido, segundo parece.
Ouvir um jovem (JS) desafiar o velho político, quase que o chamando à atenção por os querer calar, num assunto que tem a ver com as Liberdades e Garantias de uma parte da população(casamento dos homossexuais), e sobre o qual não me recordo do poeta ter tomado pública posição, ,soa-me a inusitado mas foi o deputado que se colocou nessa situação. Seja grande ou pequena a fatia da população que quererá ver esse asunto resolvido não interessa, porque não deixam de ser Liberdades e Garantias constitucionalmente aceites, e, condenável, porque pelas suas palavras será, parece, um assunto menor, e só a Lei Laboral e assuntos semelhantes são importantes.
Já agora seria interessante saber o que Manuel Alegre pensa soubre o tema.
Que diria Manuel Alegre se a JS começasse a gritar o slogan que mais distinguiu o poeta :"Não nos Calaremos !"
Terá Manuel Alegre necessidade disto no ocaso da sua vida política ?
Creio que não e só perderá com tal situação, o que muito lastimo.
Até porque não foi o único a fazer opções mais à esquerda dentro do PS, e que tiveram a coragem de romper. Haja memória :
Foi o caso do saudoso Engº. Lopes Cardoso e da sua UEDS. Nessa altura Manuel Alegre ficou no partido junto a Mário Soares, não alinhou com a rutura que parece querer fazer agora ou levar outros a obrigá-lo a fazer.Como também não alinhou com a rutura de outro histórico, Salgado Zenha, ficou também ao lado de Mário Soares.
Estas palavras não retiram nem um pouco ao meu positivíssimo conceito sobre Manuel Alegre, mas se não o fizesse, poder-se-ia pensar, por omissão, que estaria de acordo.
PS.: É claro que ninguém me perguntou, mas é para memória futura.

Casamento de homossexuais

Não é segredo para ninguém que a recusa da Direcção do PS, em dar luz verde à aprovação do Lei sobre o casamento de homossexuais, é resultante de mera estratégia política, por um lado, porque não quere ir a reboque do BE, por outro, porque teme um juizo punitivo da sociedade portuguesa onde persiste uma conservadoríssima concepção sobre estes temas.
É o pragmatismo, tentando reduzir ao máximo as eventuais armas de arremesso político que a direita poderá vir a utilizar junto do eleitorado, e também a assumpção de que, numa época de dificuldades, não há razão alguma para ir abrir mais uma situação de rotura com a maioria do eleitorado.
Por outro lado, um partido que tem tido a coragem de realizar tarefas de indiscutível significado, não deveria ter receio de avançar com a liberdade de voto aos seus deputados, primeiro porque é um assunto de concepção pessoal,segundo, porque os deputados devem, sobretudo, ser livres na sua apreciação dos problemas.
Dito isto, e quanto à essência do problema, o casamento dos homossexuais, e partindo dos princípios constitucionais, por um lado, e dos princípios de ordem pessoal, por outro, sou absolutamente favorável ao reconhecimento desse direito e, mais, aceito perfeitamente a possibilidade de adopção por parte dos intervenientes.
A capacidade de amar, de proteger, de desenvolver, etc, não tem sexo.
A possibilidade de viver feliz também não.
É claro que hoje, porque não quero ser acusado de perseguição, não comento as posições, sobre o assunto, da hierarquia religiosa.

Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...