segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Vamos lá recordar...



Era assim que se dançava nos finais dos anos 50/60.
Uma loucura para as famílias daquela gente degenerada.

"Contra a indiferença"

Mais uma vez volto a lembrar o blog acima que poderão ler no endereço
http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/
Não me canso de o visitar e de o ler.
A voz autorizada do Dr. Fernando Nobre fala-nos das infelicidades deste Mundo, daquelas que nos pesam na consciência porque, afinal, somos todos culpados quanto mais não seja por indiferença, por egoismo, por não querermos saber, por nos preocuparmos, apenas, com o acessório, porque a nossa vidinha é sempre mais importante que as catástrofes que por aí se vêm, porque não nos tocam. Quando nos tocam algumas dificuldades, aí sim, barafustamos desmesuradamente, chamamos nomes a toda a gente e não compreendemos que o que nos custa talvez custe pouco em comparação com as tragédias humanitárias que por aí pululam.
Fernando Nobre escreve duma forma calma, sem puxar por sentimentos básicos e despropositados. A realidade, afinal, até é fácil de descrever, embora a crueza das situações, por mais complexas, nos pareça indiscritível.
Se tiverem tempo (?) vão lá e leiam.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Drª. Ferreira Leite

A Senhora não tem mesmo jeito para a função.
Tudo em si está errado.
Tudo em si é postiço.
E então a sua imagem...
Quer transmitir confiança e só transmite horror.
Olhe, quando a minha neta não quer comer a sopa eu digo-lhe :
-Ou comes a sopa ou chamo a Drª. Manuela Ferreira Leite ...
Remédio santo ! A sopita é engolida de um trago...

Já fizeram esta Viagem ?


Façam-na que vale bem a pena.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Sobre uma quinta-feira e outras coisas - II

Saír de casa mais cedo, levado pelo interesse de passear pelo Chiado, tomar café na "Bénard" e comer um delicioso "éclair", coisa que não dispenso.
Mas o S. Pedro, ou porque não foi convidado para a visita ou por estar mal disposto por não saber onde tinha deixado as chaves do Céu, enviou cá para baixo, durante toda a manhã, uma chuvada copiosa que me fez falhar todos os meus intentos.
E lá foi à viola o café na Bénard e o delicioso "éclair" e as visitas aos alfarrabistas, coisa da minha grande predilecção, e o passeio agradável entre o Combro e a Garrett que eu tinha idealizado.
Pois cheguei mais tarde ao Chiado por causa do trânsito entre a Politécnica e o Largo de Camões, tentei ainda na Rua da Trindade visitar A Barateira mas a chuvada era de tal ordem que fiquei todo encharcado além de ter ficado com uma vareta do guarda chuva partida .
No caminho para a A Barateira passei em frente da Cervejaria Trindade, sítio onde não entrava há já mais de 30 anos, desde os gloriosos tempos pós-revolução, e pensei, à volta é aqui que tiro a barriga de misérias.
Além do mais, e eu já sabia, existe no seu interior uma colecção imperdível de mosaicos de temática maçónica da autoria de um antigo grande artista lisboeta do ramo, o Ferreira das Tabuletas . E se a visita, à tarde, era ao Palácio Maçónico, almocemos num ambiente condizer.
Encharcado, depois de sair de A Barateira, lá me dirigi à Cervejaria Trindade.
Pensei que tudo não podia ser tão mau e vinguei-me...
Venha lá o bife com o dito a cavalo, as batatas fritas, meia de bom tinto e uma belíssima trouxa de ovos.
Mas não foi um almoço que me entusiasmasse. Detesto almoçar sozinho. Eu sei que estar sozinho não é a mesma coisa que estar só, como estar acompanhado não é o mesmo que ter companhia.
Mas, também, ainda não cheguei a esse extremo.
Entretanto dava-me ao luxo de observar calmamente os muitos paineis de mosaicos que enchem as paredes.
Na realidade, belíssimos e a agradecer a quem durante tantos e tantos e tantos anos os soube preservar malgrado o edifício ter passado tantas vezes de mãos.
Saí e, antes de me dirigir às velhas ruas do Bairro Alto, ainda fui ao Largo Rafael Bordalo Pinheiro, ali ao lado, ver a frontaria em azulejo de um prédio bastante antigo, também com temática maçónica. Vale a pena ir vê-lo.
São coisas agradáveis à vista e até deu para tirar fotografias, que o Santo das chaves atrás referido, resolveu fazer uma pausa para o almoço e ficar com a água para ele.
Dirigi-me então à Rua do Grémio Lusitano, palmilhando aquelas ruas estreitas do Bairro Alto, com aquela calçada de basalto toda desalinhada, uma maravilha para os pés de quem já muito andou na vida, mas com a curiosidade de quem revê espaços por onde há muito não passava, muito embora os tenha calcorreado muito bem noutra época.
E está diferente o Bairro Alto. E diria que para pior.
Bom, mas, entretanto, com mais escorregadela menos escorregadela na calçada molhada da chuva, lá cheguei à porta do Palácio Maçónico, velha casa por fora, degradada à vista, como as demais do lugar, devido às muitas "pixagens" que os transeuntes nocturnos do bairro se distraem a fazer.
Por dentro é uma casa arejada e sóbria mas acolhedora. Perguntar-me-ão se andavam lá dentro de avental ? Não! De secreto não vi nada e o ambiente mais parecia o de um clube privado onde as pessoas se portam com a necessária compustura. Bom ambiente, portanto.
Quanto ao Museu, visitável por qualquer profano que o deseje, é um conjunto de salas bem arrumadas, com inúmeras curiosidades, a que o nosso excelente cicerone juntou uma belíssima aula de história .
A visita, com a aula e a troca de impressões, durou cerca de duas horas e meia. Foi um tempo bem empregue em que se aprendeu e se compreendeu muita coisa de que as pessoas falam sem saber.
À saída o S. Pedro já tinha acabado de almoçar e isto quer dizer que lá nos defrontamos, outra vez, com chuva da grossa. Mas a tarde estava ganha e o dia tinha valido a pena.
Despedi-me dos outros Seniores (Uff !) e dirigi-me calmamente para casa, sem segredos embora tenha estado numa instituição considerada secreta .

Sobre uma quinta-feira e outras coisas - I

No trimestre final do ano passado decidi, tal como muitos outros reformados, participar nas actividades daquilo a que pomposamente chamam, hoje em dia, uma Universidade Sénior.
O nome, na verdade, faz-me uma certa urticaria. Agora sou "Sénior" ! Quer dizer que até aqui era, certamente, "Júnior", o que, além do mais, não passa de um tremendo disparate.
Estas manias, que se devem com certeza a uns iluminados cheios de medo da velhice, não serve se não para mascarar uma realidade comezinha que é a de todos, ou os que têm essa sorte, sermos velhos.
Já lhe chamaram velhice, depois terceira idade, agora seniores, que nos chamarão no futuro, talvez "Seguidores da Fénix" ?
Adoro a idade que tenho, felizmente que os avanços da Ciência nos proporcionam o aumento da esperança de vida, de melhor qualidade e melhor saúde, mas não deixo, por tal, de estar a caminhar inexoravelmente para a velhice pura e dura.
Agora "sénior"parece que faço parte de uma Academia em Alcochete ou no Seixal e que amanhã vou entrar em estágio.
Além do mais até porque sabe bem sair de manhã e ir ao encontro de outras pessoas, independentemente da idade, onde, além do convívio, se pode, ainda e sempre, aprender qualquer coisa de novo e ir tentando enganar, o maior tempo possível, o terrível Alzheiemer ou outra qualquer horrível maleita .
Estas instituições são, aparte o benefício que trazem, sem mais, uns centros de dia previlegiados onde os utentes, e pagantes, passam uns períodos de tempo agradáveis e em amena cavaqueira, e são um magnífico centro de meteorologia, já que, quando chove ou faz mais frio, a maioria dos "alunos" não põe lá os pés, ou melhor, têm-nos em casa cobertos com pantufas.
Mas perdoem a divagação, estava eu a dizer que pertencia a uma tal "Universidade Sénior" (BBRRRR!!!!), onde temos a possibilidade de realizar visitas interessantes como complemento aos temas que se focam nas "aulas".
Deste modo, no dia 15 deste mês, fomos convidados a visitar o Museu Maçónico, do Grande Oriente Lusitano, ali ao Bairro Alto, na Rua do Grémio Lusitano, nome justificado pela presença do dito palácio maçónico.
Era uma visita já programada desde os finais do ano passado e sabiamos que tinhamos um cicerone à altura.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Retiraste a linha ao horizonte




Mantens-te a querer ser um náufrago no seco leito de um rio.
O teu olhar diz-me que renunciaste.
O teu silêncio diz-me que te resignaste.
O teu corpo diz-me que desististe.
Retiraste, mesmo, a linha ao horizonte.


domingo, 11 de janeiro de 2009

Um Natal fora de época

Pois é, o Dia de Reis já foi e com isso se chegou ao fim oficial da quadra de Natal.
Mas, e repetindo uma frase que eu detesto, mas que neste caso foi verdade, "O Natal é quando um homem quiser...", porque estive ausente, só ontem, e para gáudio dos mais pequenos, os crescidos não o dizem mas também o sentem, lá consegui reunir os mais chegados, residentes em Lisboa, e fazer a distribuição de prendas que ficou adiada.
Claro que tudo tinha subjacente, para a criançada, que o dito Pai Natal, ao fazer a distribuição, tinha deixado parte na Alemanha e que os viajantes lhe tinham feito o favor de a transportar para cá.
E lá voltaram os sorrisos maravilhados e a certeza do cumprimento, por parte do barbudo branco, do desejado em cartas e empenhos antes expressos endereçados a um marco só existente na fantasia.
E lá fiquei eu, ficámos, enternecidos e agradados por termos podido, mais uma vez, contribuir para mais uns momentitos de felicidade infantil e não só.
E então renovei minha certeza, já antes expressa, que o Natal, sempre que é possível, é uma festa essencialmente de família, independentemente de outros significados, que até por se encontrarem na sua génese, hoje, só muito excepcionalmente são lembrados por razões meramente religiosas, mas numa percentagem altamente reduzida.
Mas este" post" não é para polémicas mas sim para celebrar.
Ontem, felizmente, tive uma nova festa de Natal este ano, e porque eu quis, e isso agradeço à família.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Faltava o principal






Pois aqui está Oldenburg através de pequenos apontamentos.
Só ainda não descobri porque é que o elefante tem botas...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Parabéns Mlee !!!!

Orgulhozinho do Titio...
Primeira duma Geração de gente com qualidade.
Beijos enormes.

Votações na AR

Por um se ganha, por um se perde.
Só gostava mesmo de saber se, se não tivessem a certeza de que havia votos suficientes, e constatando-se que um deputado da maioria não estava presente e que o Presidente da AR não votou, se os deputados do PS que mantiveram a rejeição da disciplina partidária, se tinham mantido nessa posição e acompanhariam a oposição na derrota da maioria ?
É que é fácil a fanfarronice quando se tem a certeza de que não tem consequências.
E existe um exemplo. Matilde Sousa Franco, que votara contra, agora absteve-se. Porque foi ?

Lilienthal !

Uma árvore de Natal iluminada com velas verdadeiras.

E de Bad Zwischenahn ?








quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Lembram-se do Lamberti Markt ?




So para dar a conhecer que a última fotografia se refere a uma cas onde durante o dia se liam histórias às crianças.

Auf Wiedersehen Oldenburg - 05.01.20095

Acabei de voltar do jardim, são cerca das 22 horas.
Lá fora os 8 negativos deixam-nos, contudo, ver uma noite estrelada, com uma quase meia lua deitada, uma Orion e as suas três Marias, e o sempre presente planeta, mais conhecido, poeticamente, por Estrela da Tarde, que desde muito cedo nos aparece, aqui, em frente do nariz.
Amanhã vou de abalada até à minha Lisboa e quero, neste momento, dizer Obrigado !
Que voltarei o mais breve possível para reencontrar quem muito quero e, para com a calma dos dias comuns e uma temperaturazinha mais convidativa, poder ir apreciar melhor a cidade, os seus palácios e museus e o muito mais que há para ver, e que foi impossível de concretizar na quadra de Natal e Ano Novo.
Apenas uma nota final e íntima que a maioria não compreenderá o que não acontece com o destinatário :
- Mipa, olha para o céu !...

Peço as maiores desculpas

mas uma avaria nesta querida máquina que é um computador não me deixou contactá-los desde o meu regresso no dia 6 do corrente.
Aliás o ano começou da melhor maneira.
Já nem falo nas temperaturas negativas, a chegar aos dois dígitos, que apanhei alegremente em Oldenburg e arredores, já que tinha sempre uma casa quentinha à minha espera; nem quero falar na tristeza da despedida de quem muito amo, principalmente de dois pimpolhos, que dando-me beijinhos, diziam não me querer deixar vir embora.
Mas já depois de ter chegado ao aeroporto de Lisboa, circulando na segunda circular em direcção a casa, vi-me abraçado por um camião, daqueles todos em aço, que me resolveu limpar duas portas do lado esquerdo do meu querido carrinho.
Dizia-se antigamente que quando um tipo está com pouca sorte até os cães lhe despejam inconveniências líquidas nas pernas. Só não passei por isso porque a minha Zuca vai à rua duas vezes por dia.
Mas como disse, no princípio do ano, 2009 - Venha ele !, que venha que nem estes precalços me tiraram tal disposição.
Por isso e a partir daqui, vou fazer o que já devia ter feito e não fiz e mostrar-vos fotografias que tirei durante a ausência e depois o normal a que já estão, creio , habituados e coisas novas para alegrar o blog.

sábado, 3 de janeiro de 2009

E ao fim de 12 dias...

a NEVE !!!!!!
Ralinha, mas neve !
E para um viajado inveterado como eu (?) foi preciso chegar aos 61 para ver tal coisa.
Passeando por Oldenburg, com o vento pela frente, e os pequeninos flocos de neve a pintarem-me o sobretudo.
Foi um sucesso ...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009 - Vamos a ele ...

Sao quase 13 horas do dia primeiro de Janeiro, depois de um pequeno almoco tardio e de um acordar a horas fora do comum.
Lá fora está tudo branco dado ter nevado, embora de forma fraca, durante a noite.
Às 24 horas de 31 de Dezembro ouviu-se por esta zona, e ao que parece tanbém é normal por estas paragens, uma morteirada incrível misturada com fogo de artifício.
Os vizinhos vem para a rua e daí lancam catadupas de fogo, o que deixa no ar um característico cheiro a pólvora.
Estavam cerca de quatro gaus negativos mas isso nao impediu a comemoracao nem a estadia no meio da rua.
Depois das habituais saudacoes e do redobrar dos desejos de felicidade, e tendo como pano de fundo o já referido fogo - à uma da manha ainda se ouviam morteiros, embora já espassados - mantivemo-nos em amena cavaqueira ate que o Joao Pestana comecou a fazer das suas e recolhemos aos aposentos respectivos.

E agora 2009 ?

Já sabemos que as núvens no horizonte nao aparecem brancas e , muito pelo contrário, os sinais de chuva intensa, quicá de de tempestade e trovoada dura, por aí se nos apresentam.
Tanto na política nacional como internacional, nas financas, nas políticas sociais, etc., assim como no que nos diz respeito directamente, todos sabemos que o novo ano vai ser exigente em demasia .
Mas quem sendo gente aceita desistir ?
Por isso, e porque largar a mesa em pleno jogo nao é bem a minha especialidade, por mais difícil que se apresente, VAMOS A ELE ...
Troquem-se as voltas ao destino, para quem acredita nele, e facamos do nosso intento a razao de ser do novo ano.
Por mim assim será. Será que terei companhia ?
Em 31 de Dezembro dir-lhes-ei.
Bom Ano !

Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...