quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tenho pena de ti, Cristo


Em vez de defenderem, os teus crentes, que estejas no seu coração, lutam para que estejas pendurado numa parede.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Clube dos "Desassossegados" - contribuição - II


Do “Livro do Desassossego

Fase primitiva constituída por textos de Fernando Pessoa, ele próprio, ainda não atribuídos a Bernardo Soares.

18.07.1916

“Nenhum problema tem solução. Nenhum de nós desata o nó górdio; todos nós ou desistimos ou no cortamos. Resolvemos bruscamente, com o sentimento, os problemas da inteligência, fazêmo-lo ou por cansaço de pensar, ou por timidez de encontrar conclusões, ou pela necessidade absurda (?) de encontrar um apoio, ou pelo impulso gregário de regressar aos outros e à vida.
Como nunca podemos conhecer todos os elementos duma questão, nunca a podemos resolver.
Para atingir a verdade faltam-nos dados que bastem, processos intelectuais que esgotem a interpretação desses dados.”

A propósito das últimas posições da igreja católica

Desde quando uma organização teocrática dirigida e governada por alguém que tem o estatuto de infalível faz apelos à utilização de meios de consulta democrática ?
E  que bons exemplos semelhantes temos também , actualmente e desde há muito, noutra crença, no Irão ?
Como diz o povo:
"Faz o que eu digo não faças o que eu faço..."

Deambulações Oblíquas



Creio que todos temos poetas de referência.
Um dos que me acompanha desde há muito e por quem nutro grande estima é António Ramos Rosa.
Num dos seus últimos livros que li,  que me tem acompanhado, e não cesso de voltar a reviver as palavras
é o "Deambulações oblíquas", editado pela Quetzal em  2001.
Tem linhas como estas, e isto só para dar um cheirinho:

 "Morremos por estarmos a mais
e estar a mais é ir morrendo cada dia..."

ou

"Assim o poema é um peixe que nada em diversos níveis numa corrente
e às vezes desce ao fundo para repousar entre as pedras."

e tenho a certeza que sou acompanhado por muita gente nesta preferência.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um pouco de mim em 5 revelações



Desafiou-me o Henrique Antunes Ferreira, do " A minha Travessa do Ferreira ",a dar seguimento a esta "cadeia" em que cada um fala um pouco de si ou das suas experiências. O Humor ou a ausência dele são opção de cada autor.. Diz ele,  no seguimento do pedido que deixou , que aqui vai o texto com as regras.


1- Seguir as regras.
2- Levar o selo que identifica quem está, esteve ou estará na brincadeira. Colocar o selo no início da mensagem.
3- Completar as seguintes frases:

Eu já tive ...alturas em que considerei que era impossível viver neste Mundo.
Recordo-me perfeitamente dos tempos, ainda nos da outra senhora, em que olhavamos para as democracias lá fora como o máximo a que podiamos e devíamos aspirar. Era o Eden da nossa vida política. O poder votar livremente, o poder falar para o lado sem olhar primeiro por sobre as cabeças, tentando descobrir aqueles que andavem sempre de cabeça baixa mas olhavam a nossa boca e os nossos olhos.
Também tive alturas em que pensei que o caminho deste país era aquilo que tinha sonhado, uma sociedade linda, sem pressões, sem especulações, sem confusões.
Mas tive de aprender.
Bolas, eu tinha nascido na ditadura, não podia saber tudo. Ainda por cima nunca tinha saído do rectângulo, nem para a tropa, da qual tinha ficado livre por obra de maleitas da minha meninice.
Portanto, experiência só aquela que nos era trazida por alguns livros que nos iam chegando e, nas demais das vezes, vendidos já embrulhados e tirados à socapa de baixo do balcão.
Dos livros e dos contactos mascarados de grupos de poesia, grupos cénicos, clubes de cinema, tertulias de estudantes, encontros aqui e ali.
Foi um tempo dos diabos que ainda recordo mas do qual não sinto nostalgia, porque estava "preso"; eu e os outros todos que habitavam neste país. As nossas grades, que para muitos eram reais e com tortura, para nós, os cá de fora, eram só de tortura, não fisica, mas da outra que também marca gerações. A tortura da impossibilidade de ser.

Eu nunca...disse que era do Benfica !
T'arrenego, Satanás !
Eu, “Lagarto”, embora não empedrenido - quem o ganha não sou eu e convenhamos que ganham demais - se há coisa que me afecta, e resido na freguesia de Benfica, é passar junto à tubagem da unidade de transformação de lixos que existe na segunda circular de Lisboa, ali à esquerda, pouco antes de se chegar à entrada da IC19., ao pé do Fonte Nova .
E não sou fundamentalista, vejam lá se fosse...

Eu sei...que gostava de continuar a sentir-me útil, agora que passei à classe da utilidade mínima, isto é, já estou reformado e tenho netos.
Por isso mantenho um certo número de actividades que pelo menos me distanciem daquele amigo estrangeiro, o “Hall Zeimmer”, que tantas amizades pretende fazer na chamada terceira idade.
Por isso descobri, aqui na minha área.,aquilo a que chamo um "Centro-de-Dia-em-que-se-aprende-qualquer-coisa-e-nos-mantem-ocupados-umas-horas-diárias", aparte o gosto de continuar a gostar de navegar na net, e com um blog, promover a boa relação entre as pessoas e as ideias.

Eu quero... tendo recebido hoje, que amanhã ainda me reste o suficiente para poder viver até ao fim do mês.
É um problema antigo dos portugueses. Sobra sempre mais mês no fim do dinheiro. E agora não há patrão para meter um vale. Agora não vale de nada...

Eu sonho... que amanhã acordo e já nasceu o meu quinto neto. Ou melhor, neta. Já sabemos que é neta.
Longe vão os tempos em que, enquanto a mãe berrava com dores, o progenitor, contava os quadrados, normalmente pretos e brancos, que atapetavam o chão das salas de espera, ou entre portas, das clínicas especialisadas em nascimentos. Nessa altura, amigos, também a gente sofria.
Não havia ecografias digitalizadas, nem análises especiais. Era esperar, e esperar e esperar, e aguardar pelo desfecho que desejávamos, sempre, ser o melhor possível.
Era uma grande aventura o ser mãe, mas não menor, o ser pai.
E, agora, posso dizer, ser avô também encanita.
Afora isso, sonho, também, e a vida volta sempre ao princípio, que a minha neta que vai nascer, tal como os outros quatro, tenha no futuro um país em que vale a pena viver, democrático naquilo em que a palavra tem de mais profundo, solidário, naquilo que a humanidade tem de melhor, fraterno, na forma mais elevada de olhar o outro.
Enfim, só quero que sejam felizes e cidadãos de corpo inteiro.


E agora para continuar a cadeia, desafio, e tenho a certeza de que vai ser interessante,

Ana Paula Fitas do " A nossa candeia "
Ana Paula S. Belo do "Catharsis"
Maria Josefa Paias do "Restolhando"
Leonor Rosado do "Outro Sentido"
Analima do "Dias imperfeitos".

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Caim de José Saramago


Já li.
Gostei do livro e até posso dizer que por diversas vezes me diverti .
Procurei nas suas 180 e tal páginas resíduos de escandalo; não encontrei.
Mais. Nada encontrei que não pudesse ser dito no enquadramento do próprio romance.
Não entendo a polémica gerada.
É mais um livro de Saramago, num estilo de fácil leitura, e entendível por qualquer pessoa.
Se põe alguma coisa em causa ? Põe ! Ainda bem.
Se não o fizesse não valia ter sido escrito. Este ou outro livro qualquer.
Para mim, assunto encerrado.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Papa poderá falar sobre casamento homossexual em Fátima


Notícia da TSF on-line.

Não tenho nada contra. Está em terreno dele a falar para os seus seguidores. Só isso e sem mais comentários.
Diferente seria se o fizesse na Assembleia da República que é um terreno meu e eu não lho admito nem lhe reconheço autoridade..

Marcelo Rebelo de Sousa e a vaga de fundo


Quem acompanha a política sabe que esta táctica é a mais velha do mundo.
Primeiro apresenta-se uma proposta de união para ser discutida pelos maiores entre os maiores em que o proponente se inclui.
Depois, uma vez que não é acompanhado, afirma que fica de fora de qualquer solução. Mas não existe mais ninguém com a sua projecção  pública dentro do partido, daí...aparecem logo uma série de figuras  a dizer que ele é o único capaz e começa a vaga de fundo.
E agora irá dizer que, face às muitas pressões que tem recebido por parte dos vários quadrantes do partido, vai ponderar, não dando para já uma resposta. E a vaga vai enchendo...
Daqui por uns dias virá à televisão e dirá que não pode, embora não fosse o seu desejo e com o prejuízo inerente da sua actividade profissional, virar as costa  ao partido e a todos aqueles que o chamam para o cargo de Presidente do PSD. E aceita ser candidato. Ele não queria ...! Mas os superiores interesses do partido e do País assim o obrigam.
Perfeito.
E como é que eu sei isto ? Saber não sei mas é da história e da "praxis" política mais elementar.
Se não for assim eu digo que errei e penitencio-me.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A ler

O texto de Pilar del Rio sobre o livro  de José Saramago no Diário de Notícias de hoje.

"Sobre Caim"
"O romance de Saramago não é contra Deus. Lamento contrariar os que assim pensam"

Acedam a :

http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1404512

Tarrafal começou há 73 anos


Muitos ainda se recordarão da imensa mole humana que acompanhou, em Lisboa, logo a seguir à Revolução, a transladação para o Cemitério do Alto de S. João em Lisboa dos restos mortais dos dos prisioneiros falecidos no Campo da Morte Lenta.
Recordo-me de ter chegado a casa e ter escrito:


Quem disse que os pássaros depois de mortos
se esquecem do cativeiro ?

Quem disse?

Cedo ou tarde haviam
de quebrar-se as algemas
os gritos roucos abafados
as doenças incuráveis.

Cedo ou tarde os heróis
voltariam para sentar-se
no trono das mãos entrelaçadas
que justifica a odisseia.


ou ainda

(ouvindo falar um dos sobreviventes do Tarrafal )


Para que as feridas não sarem
apenas com o fumo do tempo
porque a morte existiu ali
no campo do perpétuo tormento
te recordo quotidiano
em palavras de mar jurando
esse desejo de verde ventre
neste caminho de deserto.

Aqueles que em hino cantaste
- conchas de água no meio da sede -
homens oásis     perenes
onde sempre o ódio se vede
jamais partirão à voragem
de um pragal de sofrimento.


E porque a morte não resiste
a vida persiste
e os vivos e os mortos passam
de abraço em abraço
num arrepio quase faminto
de um infinito que esmaga.


e já passaram cerca de 30 anos...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pois hoje temos um Vasco Graça Moura, homem de Cultura,

e por isso, eu que o ataco tanto politicamente, não posso deixar de fazer menção ao magnifico artigo publicado no DN de hoje, sob o título "Melhor crer do que ler ?"
A não perder.
Acedam a :

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1403304&seccao=Vasco Gra%E7a Moura&tag=Opini%E3o - Em Foco

Papa prestará homenagem ao Santo Sudário em Maio


Como tudo na Igreja Católica, e face à burla comprovada que é a existência do dito "sudário", também aqui nada é para ser entendido literalmente mas em sentido figurado.
Mais um aproveitamento de um mito.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Clube dos "Desassossegados" - contribuição


(Pintura de Júlio Pomar)

Das "Confissões"-textos não datados- do Livro do Desassossego-Bernardo Soares/Fernando Pessoa

Excerto:

"Nada me satisfaz, nada me consola, tudo - quer haja sido, quer não - me sacia. Não quero ter a alma e não quero abdicar dela. Desejo o que não desejo e abdico do que não tenho. Não posso ser nada nem tudo: sou a ponte de passagem entre o que não tenho e o que não quero ."

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Princípio





Sempre vos ensinei a cantar as raizes.
Aquelas do peito
e as das ervas.


 
 
2009

Misturas impensáveis

Já começaram a tinir as campainhas.
Já apareceu, de novo, alguém a falar em nome dos "socialistas católicos". Já apareceu, também,  alguém a falar em nome dos "católicos católicos", o clero e crentes, mas ninguém  dos "socialistas socialistas".
Parece que estamos a brincar mas não estamos.
Em termos políticos os dois primeiros não existem só existe o último.
E os dois primeiros não existem pela simples razão constitucional de que é proibida a utilização de referências religiosas nas menções dos partidos políticos.
Os católicos falam por si, enquanto católicos não enquanto socialistas.
Os socialistas, enquanto políticos, não falam de religião, são laicos.
Não se mistura política com religião. A política é laica, dirige-se à vida civil; a religião é para os crentes, nada mais.
Mas o advento destas designações não é inocente. O que pretendem estes pretensos, não sei se católicos nem sei se socialistas, é lançar, de novo, a confusão e começar a lavrar terreno para um referendo sobre o casamento das pessoas do mesmo sexo. É esse o seu intuito.
Nós já estamos habituados àqueles que dizem pertencer a um partido mas que descredibilizam esse partido. É uma táctica para minar o partido a que "dizem" pertencer. Será que a ele pertencem na realidade ?
E normalmente tais atitudes são transmitidas rapidamente à Comunicação Social.
Mas isto é folclore.
O que interessa, agora, é sim ou não à hipótese de um referendo.
É claro que não !
Primeiro, porque também nunca se referendou o casamento entre heterosexuais, como nunca se referendou muita outra coisa.
Em segundo, porque o assunto, fazendo parte do programa do partido vencedor das eleições, foi já aprovado.
Acresce que a AR tem maioria mais do que absoluta para legislar sobre o assunto. Mesmo que o PR, por razões pessoais, vete o diploma.
Os católicos que não aceitem o casamento entre cidadãos do mesmo sexo têm um belíssimo caminho a percorrer. Se forem homossexuais não se casem.
Agora, pelas suas crenças, não podem, de algum modo, prejudicar civilmente uma parte da população tão cidadã quanto eles, nem a isso têm direito.

sábado, 24 de outubro de 2009

A Igreja Portuguesa prepara uma nova cruzada


Agora é contra o casamento dos homossexuais.
No DN, de hoje, vêem relatadas as posições de uma série de prelados, umas mais polémicas do que outras mas demonstrando a vontade da Igreja Católica Portuguesa querer vir a  interferir no processo legislativo que poderá levar, ou não, à legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
E desde o Bispo de Santarém a dizer
"Não é uma prioridade para o país. Tanto mais num momento em que há uma diminuição de casamentos (?) e uma baixa de natalidade ."
Ao Bispo do Porto
"Tem de se fazer uma análise cuidadosa antes de se tomar uma posição".
Passando pelo Bispo D.Januário Torgal Ferreira
"E porque não se fala dos homossexuais que não defendem o casamento ?"
Do Bispo de Lamego
"Escolher primeiro este assunto não faz sentido porque nem sequer é problema ".
Do Bispo de Viseu
"É triste e lamento que o Governo se vá ocupar de temas que não fazem parte dos problemas fundamentais das pessoas.
...não é tema de relevo para o País ..."
Do Bispo Auxiliar de Lisboa
"Não me pronuncio enquanto a Conferência Episcopal não o fizer ".
temos de tudo.
O Bispo de Santarém pensa que aumenta o número de casamentos e a natalidade proibindo o casamento entre homossexuais - bizarro, não é ?
D. Januário Torgal Ferreira quer saber o que pensam aqueles que não querem saber do assunto - já o vi em melhores dias...
O Bispo de Viseu acha que o problema não é dos fundamentais para as pessoas, porque ele não pode casar
e não será homossexual, porque se não, era importante. O mesmo se aplica ao Bispo de Lamego.
O Bispo Auxiliar de Lisboa, com um simples trajo preto eu nunca me comprometo...
Salva-se, mesmo assim, o Bispo do Porto, que se adivinhando o que pensa, pelo menos tem cuidado com o que diz.
Só se esquecem todos de uma coisa :
Estamos a falar de casamento civil .
Dado Portugal ser uma República Laica, as igrejas em nada tem que se intrometer nos processos legislativos discutidos em Órgãos de Soberania do Estado, nesta caso a Assembleia da República .
A eventual aprovação do casamento entre homossexuais não obriga nenhum homossexual  à realização desse contrato civil. Nenhum homossexual católico será obrigado a casar  se não o desejar.
Todos os outros, se o quiserem, podem fazê-lo, se não, não o fazem ; tal e qual como já se passa com os casais heterossexuais, onde, além do casamento civil, existe a união de facto se o quiserem declarar ou nenhuma se for esse o seu desejo.
Gostaria a Igreja Portuguesa que o Estado Português se intrometesse nas disposições do Direito Canónico ou na sua forma de organização interna ?
Gostaria que o Estado Português declarasse que os padres e religiosos eram obrigados a casarem-se, fossem homossexuais ou não ?
Claro que não ! Nem era admissível .
Então, porque se metem onde não devem ? O casamento, seja que intervenientes tiver, não é um assunto religioso, é um problema civil . Quem for religioso, que sinta necessidade de reforçar essa união por motivos de fé, que o faça, mas o Estado a isso não o obriga.
Limite-se a falar para o seu rebanho e para dentro da sua própria organização e já terão grandes motivos de preocupação.
A Igreja Portuguesa continua a acenar com um poder que já teve mas já não tem e que, cada dia que passa, é cada vez menor. É uma cruzada por razões de sobrevivência.
Esperemos, contudo, embora não acredite muito, que a Igreja venha a ser sensata e não venha a promover agitação entre portugueses, porque, e agora sou eu que o digo, o País tem assuntos muito mais graves para tratar do que se estar a preocupar com o que dizem e pensam meia dúzia de sacerdotes.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Mais um vómito dito intelectual

(Acerca do texto "Uma farsa" de Vasco Pulido Valente, hoje, no jornal Publico - http://jornal.publico.clix.pt/noticia/23-10-2009/uma-farsa-18072781.htm#).

Nunca chegaria ao desplante de Mário David de mandar retirar a cidadania a um português mas, com o respeito pelas devidas proporções, acho que, quando se perde um homem de cultura nas teias da vida comum, temos de lamentar essa perca  e não podemos deixar de verberar, não impedir nem proibir, a baixesa dos argumentos expendidos por tal pessoa.
Vasco Pulido Valente é um historiador de mérito mas um comentador que leva ao vómito.
VPV, por ódio político, rebaixa o adversário, tenta o seu assasinato público.
VPV não presta como analista, como comentador e, pelos vistos, como cidaddão defensor do livre pensamento.
As opiniões do cidadão VPV, não estou a falar do historiador, são um vómito.
Chamemos-lhe assim como um Vasco Graça Moura, que culturalmente é o que se sabe e como opinador politico-social é a última essência do mesmo vómito.
Mas quem sou eu para falar assim ? Nem sequer acabei o antigo 7º. ano.
No pensamento de VPV sou um incapaz de pensar o que me rodeia, não poderei ler nem interpretar e muito menos escrever o que penso ou construo..
Mas, na verdade, eu também não tenho emenda.
O poeta Ezra Pound era um fascistóide e eu adoro a sua poesia. Eu gosto dos ensaios históricos de VPM .Não se pode ter tudo de bom numa embalagem só.

Quem gosta de guitarra


hoje está triste.
Morreu Manuel Mendes.
Um grande instrumentista, compositor e um grande construtor de instrumentos.
Companhia de muitas noites, uma amizade que nunca se esquecerá.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"Your Blog is just perfect to learn something every day":

/
A Ana Paula Fitas do "A Nossa Candeia" atrbuiu-nos um novo selo.
Só a grande amizade blogosférica, mantida neste contacto diário, fazendo perguntas e procurando novas respostas, justifica a distinção. Agradeço ,destacando o seu empenho em tantas causas que nos unem e na vontade de seguir em frente lutando pelo que considera, e eu também, a razão de ser de andar por aqui.
E porque é, também, por aqui que vamos aprendendo, enviamos nós, agora, e pelos mesmos motivos, o selo aos seguintes blogues:








A condescendência de um teólogo


Ontem na Sic Notícias dizia um teólogo - Frei Fernando Ventura - :
"Saramago não gosta de Deus mas Deus gosta de Saramago."
Os sacerdotes adoram este paternalismo condescendente perante os "prevaricadores".
Saramago não gosta nem desgosta de Deus porque é ateu. Para ele Deus não existe. Não se pode não gostar do que não se considera existir.
E no fim um sorriso de condescendência.
Os senhores da "verdade" não abdicam da sua situação privilegiada de donos da mesma. Mesmo que seja mentira...
Não é possível qualquer diálogo com gente assim, formatada mentalmente desta maneira.
O livre pensamento só existe desde que esteja de acordo o seu.

A Hora da Poesia- Rádio Vizela

www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-entrevista-a-miguel-gomes-coelho-10072019/?fbclid=IwAR095cmi1MHhzKytias_ssHY3hooCm5P2TqODIjm7w...