Notícia do "El País".
"En efecto, anoche la Comisión de Educación del Congreso, con el apoyo de PSOE, ERC-IU-ICV y BNG, y el voto en contra del PP y CiU, aprobó que el Gobierno se comprometa a trasladar al ordenamiento jurídico nacional la sentencia del Tribunal Europeo de Derechos Humanos de 2 de noviembre pasado que da la razón a un particular en su denuncia al Estado italiano por la presencia de crucifijos en un colegio público. La sentencia del Tribunal de Estrasburgo señala que "el crucifijo en la escuela pública supone una violación de los derechos de los padres a educar a sus hijos según sus convicciones y de la libertad de religión de los alumnos".
É caso para saudar : De Espanha bom vento...
Todos os homens são livres e iguais em direitos; e todavia, alguns são livres para morrer à fome e iguais para morrer de frio. (António Soveral-1905)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Poemas de Natal (II) - Fernando Pessoa
Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade !
Meu pensamento profundo,
Estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Visto de trás da vidraça
Do lar que nunca terei.
(Cancioneiro do Natal Português)
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Parabéns Senhor Ministro
Deixou o seu ar calmo e verberou toda a argumentação que o levou à dita comissão, de forma incisiva e forte.
Quem queria um "bombo da festa" acabou a ser vítima da batucada.
Parabéns Senhor Ministro .
Cinzento
O blogue ficou como eu, cinzento...
Mas isto passa !
Estou à espera que o Sol apareça a qualquer momento...
Mas isto passa !
Estou à espera que o Sol apareça a qualquer momento...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Noite de Natal, de António Feijó
(A um pequenito vendedor de jornais)
Bairro elegante, - e que miséria !
Roto e faminto, à luz sidéria,
O pequenito adormeceu ...
Morto de frio e de cansaço,
As mãos no seio, erguido o braço
Sobre os jornais que não vendeu.
A noite é fria; e a geada cresta,
em cada casa sinais de festa !
E o pobrezinho não tem lar ...
Todas as portas já cerradas !
Ó almas puras, bem formadas,
Vede as estrelas a chorar !
Morto de frio e de cansaço,
As mãos no seio, erguido o braço
sobre os jornais que não vendeu .
Em plena rua, que miséria !
Roto e faminto, à luz sidéria,
O pequenito adormeceu ...
Em torno dele - ó luz sagrada !
Ao ver um círculo sem geada
Na sua morna exaltação,
Pensei se o frio descaroável
Do pequenino miserável
Teria mágoa e compaixão ...
Sonha talvez, pobre inocente !
Ao frio, à neve, ao luar mordente,
Com o presépio de Belém ...
Do céu azul, às horas mortas,
Nossa Senhora abriu-lhe as portas
E aos orfãozinhos sem ninguém ...
E todo o céu se lhe apresenta
Numa grande árvore que ostenta
Coisas de um vivido esplendor,
Onde Jesus, o Deus menino,
Ao som de um cântico divino
Colhe as estrelas do Senhor ...
E o pequenino extasiado
Naquele sonho iluminado
De tantas coisas mortais,
- No céu azul, pobre criança !
Pensa talvez, cheio de esperança
Vender melhor jornais.
Perguntar-me-ão o porquê deste post ?
A razão é extremamente simples.
O Natal é na minha família uma tradição de fortes raízes .
Para mim é, sobretudo, uma festa de família e para a família.
Não tenho com o Natal qualquer relação religiosa.
Mas, e porque nisto sou um tradicionalista, e cumpro a tradição familiar vinda da minha meninice, e, creiam, sempre a cumpri até hoje, faço as decorações em casa e preparo-a para os filhos, e agora para os netos, com o entusiasmo de sempre.
Nas minhas decorações de Natal aparece sempre, desde que dele tomei conhecimento, já há muitos anos, um livro - Cancioneiro do Natal Português - da autoria de Azinhal Nabeiro, edição de 1964, páginas 44/45. Nelas consta o poema que acima transcrevo, da autoria do poeta parnasiano António Feijó - 1859-1917.
No meu Natal penso sempre nos "pequenos vendedores de jornais" deste mundo; e ali está o livro em lugar em destaque para que todos o leiam e pensem.
Estamos a 24 dias, pensemos pois...
Bairro elegante, - e que miséria !
Roto e faminto, à luz sidéria,
O pequenito adormeceu ...
Morto de frio e de cansaço,
As mãos no seio, erguido o braço
Sobre os jornais que não vendeu.
A noite é fria; e a geada cresta,
em cada casa sinais de festa !
E o pobrezinho não tem lar ...
Todas as portas já cerradas !
Ó almas puras, bem formadas,
Vede as estrelas a chorar !
Morto de frio e de cansaço,
As mãos no seio, erguido o braço
sobre os jornais que não vendeu .
Em plena rua, que miséria !
Roto e faminto, à luz sidéria,
O pequenito adormeceu ...
Em torno dele - ó luz sagrada !
Ao ver um círculo sem geada
Na sua morna exaltação,
Pensei se o frio descaroável
Do pequenino miserável
Teria mágoa e compaixão ...
Sonha talvez, pobre inocente !
Ao frio, à neve, ao luar mordente,
Com o presépio de Belém ...
Do céu azul, às horas mortas,
Nossa Senhora abriu-lhe as portas
E aos orfãozinhos sem ninguém ...
E todo o céu se lhe apresenta
Numa grande árvore que ostenta
Coisas de um vivido esplendor,
Onde Jesus, o Deus menino,
Ao som de um cântico divino
Colhe as estrelas do Senhor ...
E o pequenino extasiado
Naquele sonho iluminado
De tantas coisas mortais,
- No céu azul, pobre criança !
Pensa talvez, cheio de esperança
Vender melhor jornais.
Perguntar-me-ão o porquê deste post ?
A razão é extremamente simples.
O Natal é na minha família uma tradição de fortes raízes .
Para mim é, sobretudo, uma festa de família e para a família.
Não tenho com o Natal qualquer relação religiosa.
Mas, e porque nisto sou um tradicionalista, e cumpro a tradição familiar vinda da minha meninice, e, creiam, sempre a cumpri até hoje, faço as decorações em casa e preparo-a para os filhos, e agora para os netos, com o entusiasmo de sempre.
Nas minhas decorações de Natal aparece sempre, desde que dele tomei conhecimento, já há muitos anos, um livro - Cancioneiro do Natal Português - da autoria de Azinhal Nabeiro, edição de 1964, páginas 44/45. Nelas consta o poema que acima transcrevo, da autoria do poeta parnasiano António Feijó - 1859-1917.
No meu Natal penso sempre nos "pequenos vendedores de jornais" deste mundo; e ali está o livro em lugar em destaque para que todos o leiam e pensem.
Estamos a 24 dias, pensemos pois...
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Clube dos "Desassossegados" - contribuição IV
Na data dos 74 anos da morte do poeta :
“Pertenço a uma geração que herdou a descrença na fé cristã e criou em si uma descrença em todas as outras fés. Os nossos pais tinham ainda o impulso credor, que transferiram do cristianismo para outras formas de ilusão. Uns eram entusiastas da igualdade social, outros eram namorados só da beleza, outros tinham a fé na ciência e nos seus proveitos, e havia outros que, mais cristãos ainda, iam buscar a Orientes e Ocidentes outras formas religiosas, com que entretivessem a consciência, sem elas oca, de meramente viver.
“Pertenço a uma geração que herdou a descrença na fé cristã e criou em si uma descrença em todas as outras fés. Os nossos pais tinham ainda o impulso credor, que transferiram do cristianismo para outras formas de ilusão. Uns eram entusiastas da igualdade social, outros eram namorados só da beleza, outros tinham a fé na ciência e nos seus proveitos, e havia outros que, mais cristãos ainda, iam buscar a Orientes e Ocidentes outras formas religiosas, com que entretivessem a consciência, sem elas oca, de meramente viver.
Tudo isso nós perdemos, de todas essas consolações nascemos órfãos. Cada civilização segue a linha íntima de uma religião que a representa; passar para outras religiões é perder essa, e por fim perdê-las a todas.
Nós perdemos essa, e às outras também.
Ficámos, pois, cada um entregue a si próprio, na desolação de se sentir viver. Um barco parece ser um objecto cujo fim é navegar; mas o seu fim não é navegar, senão chegar a um porto. Nós encontrá-mo-nos navegando, sem a ideia do porto a que nos deveríamos acolher. Reproduzimos assim, na espécie dolorosa, a fórmula aventureira dos argonautas : navegar é preciso, viver não é preciso.
Sem ilusões, vivemos apenas do sonho, que é a ilusão de quem não pode ter ilusões. Vivendo de nós próprios, diminuído-nos, porque o homem completo é o homem que se ignora. Sem fé, não temos esperança, e sem esperança não temos própriamente vida. Não temos uma ideia de futuro, também não temos uma ideia de hoje, porque o hoje, para o homem de acção, não é senão um prólogo do futuro. A energia para lutar nasceu morta connosco, porque nós nascemos sem o entusiasmo da luta.
Uns de nós estagnaram na conquista alvar do quotidiano, reles e baixos buscando o pão de cada dia, e querendo obtê-lo sem o trabalho sentido, sem a consciência do esforço, sem a nobreza do conhecimento.
Outros, de melhor estirpe, abstivemo-nos da cousa pública, nada querendo e nada desejando, e tentando levar ao calvário do esquecimento a cruz de simplesmente existirmos. Impossível esforço, em que(m) não tem, como o portador da Cruz, uma origem divina na consciência.
Outros entregaram-se, atarefados por fora da alma, ao culto da confusão e do ruído, julgando viver quando se ouviam, crendo amar, quando chocavam contra as exterioridades do amor. Viver doía-nos, porque sabíamos que estávamos vivos; morrer não nos aterrava porque tínhamos perdido a noção normal da morte.
Mas outros, Raça do Fim, limite espiritual da Hora Morta, nem tiveram a coragem da negação e de asilo em si próprios. O que viveram foi em negação, em descontentamento e em desconsolo. Mas temo-lo de dentro, sem gestos, fechados sempre, pelo menos no género de vida, entre as quatro paredes do quarto e os quatro muros de não agir.
(Um dos textos considerados introdutórios do Diário de Fernando Pessoa-ele próprio para o Livro do Desassossego)
sábado, 28 de novembro de 2009
A máscara vai caindo
Com a recusa do actual PR em presidir à homenagem ao Coronel Melo Antunes, o Dr. Cavaco Silva fez cair de vez a sua máscara.
Na realidade, o actual Presidente da República nada tem a a ver com todos os portugueses - ele é apenas presidente de alguns - assim como nada tem a ver com o 25 de Abril, nem tão pouco com o 25 de Novembro.
O actual PR, políticamente, apenas tem a ver com ele e com as suas teorias económicas .
A recusa em prestar homenagem ao militar mais influente no caminho para a Democracia da Revolução Portuguesa é um exemplo do afastamento do dr. Cavaco Silva do que cala mais fundo no desejo dos portugueses.
A recusa do actual PR em presidir a tal homenagem, se não for pelas razões apresentadas, apenas pode ser justificado por uma profunda ignorância da história recente do País.
Mas isso talvez não seja novidade...a cultura não é o seu forte.
Da mesma maneira como deu pensões estatais a ex-Pides e promoveu a general um operacional do 25 de Novembro em detrimento de outros com maiores méritos para ascender ao posto, com esta ofensa ao espírito da própria Revolução, o Senhor Presidente da Républica só vem dar razão a Pacheco Pereira quando este afirmou, às Selecções do Readers Digest, que o ciclo do 25 de Abril tinha chegado ao fim com a eleição de Cavaco Silva.
Manifestamente, o actual PR não é o meu Presidente, aliás nunca o foi, e só desejo que o mais rápidamente possível abandone as funções.
Como português que viu em Abril a redenção da Pátria, este senhor causa-me repulsa.
Na realidade, o actual Presidente da República nada tem a a ver com todos os portugueses - ele é apenas presidente de alguns - assim como nada tem a ver com o 25 de Abril, nem tão pouco com o 25 de Novembro.
O actual PR, políticamente, apenas tem a ver com ele e com as suas teorias económicas .
A recusa em prestar homenagem ao militar mais influente no caminho para a Democracia da Revolução Portuguesa é um exemplo do afastamento do dr. Cavaco Silva do que cala mais fundo no desejo dos portugueses.
A recusa do actual PR em presidir a tal homenagem, se não for pelas razões apresentadas, apenas pode ser justificado por uma profunda ignorância da história recente do País.
Mas isso talvez não seja novidade...a cultura não é o seu forte.
Da mesma maneira como deu pensões estatais a ex-Pides e promoveu a general um operacional do 25 de Novembro em detrimento de outros com maiores méritos para ascender ao posto, com esta ofensa ao espírito da própria Revolução, o Senhor Presidente da Républica só vem dar razão a Pacheco Pereira quando este afirmou, às Selecções do Readers Digest, que o ciclo do 25 de Abril tinha chegado ao fim com a eleição de Cavaco Silva.
Manifestamente, o actual PR não é o meu Presidente, aliás nunca o foi, e só desejo que o mais rápidamente possível abandone as funções.
Como português que viu em Abril a redenção da Pátria, este senhor causa-me repulsa.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Co-gestão
Quem ler ou ouvir os comunicados das associações sindicais da Justiça - Juizes e Magistrados do Ministério Público - pensará certamente que o País entrou em co-gestão.
Amanhã os Sindicatos dos Bancários farão perguntas, pedirão justificações de como a Caixa Geral dos Depósitos é gerida e os conceitos na concessão de crédito; os Sinicatos da Tap perguntarão e interferirão na gestão económica e financeira, para já não falar na logística e nas rotas da transportadora; os Sindicatos da CP inquirirão sobre a gestão e os contratos de compra de novas locomotivas e carruagens, etc.
Será que não estamos a cair no ridículo ?
O problema da gestão, co-gestão e auto-gestão ficou resolvido há 30 anos. Teve a ver com a definição do carácter económico e político do regime.
No entanto, parece que exitem uns senhores doutores que não se sabe bem porquê (?) estão a querer levantar de novo o problema.
Amanhã os Sindicatos dos Bancários farão perguntas, pedirão justificações de como a Caixa Geral dos Depósitos é gerida e os conceitos na concessão de crédito; os Sinicatos da Tap perguntarão e interferirão na gestão económica e financeira, para já não falar na logística e nas rotas da transportadora; os Sindicatos da CP inquirirão sobre a gestão e os contratos de compra de novas locomotivas e carruagens, etc.
Será que não estamos a cair no ridículo ?
O problema da gestão, co-gestão e auto-gestão ficou resolvido há 30 anos. Teve a ver com a definição do carácter económico e político do regime.
No entanto, parece que exitem uns senhores doutores que não se sabe bem porquê (?) estão a querer levantar de novo o problema.
Arcebispos da Irlanda esconderam durante décadas abusos sexuais
"O cardeal Desmond Connell e mais três arcebispos irlandeses são acusados num relatório de 700 páginas de encobrir durante décadas o abuso sexual de crianças por sacerdotes de Dublin."
(Notícia do Público online, de hoje)
Ora não estará aqui um bom tema para o senhor Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, se preocupar em vez de andar a discursar sobre um assunto civil que, enquanto sacerdote, lhe não diz respeito como é o caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Como é que uma organização como a igreja, envolvida permanentemente em escândalos, mormente os sexuais, não tem vergonha de andar a querer condicionar os outros quando não tem capacidade de olhar para dentro da sua própria casa.
Caem as máscaras vêem-se os homens.
(Notícia do Público online, de hoje)
Ora não estará aqui um bom tema para o senhor Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, se preocupar em vez de andar a discursar sobre um assunto civil que, enquanto sacerdote, lhe não diz respeito como é o caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Como é que uma organização como a igreja, envolvida permanentemente em escândalos, mormente os sexuais, não tem vergonha de andar a querer condicionar os outros quando não tem capacidade de olhar para dentro da sua própria casa.
Caem as máscaras vêem-se os homens.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Cavaco escondido com Lima de fora
Passados que foram os meses em que a Presidência da República esteve envolvida na célebre história das escutas no Palácio de Belém, na sequência das quais, por ter sido descoberta a marosca em que estava envolvido o assessor Fernando Lima e o Jornal "Público", conforme foi noticiado pelos meios da Comunicação Social, e nunca efectivamente desmentido, eis que o PR resolve promover o mesmo Fernando Lima no organigrama da sua Casa Civil.
Nunca foi completamente esclarecido o assunto das escutas (?); na altura o PR retirou o seu assessor para a Comunicação Social da circulção mas não o demitiu, esperando que o assunto caísse no esquecimento. Mas as pessoas não esquecem, para mais quando, com outra situação de escutas, e essas efectivas, se põe em causa um político, chefe do Governo, a quem se exigem, por parte do partido que apoiou a eleição do mesmo PR, mas não só, explicações políticas dos seus actos.
Dois pesos e duas medidas, para já não falar nas explicações que publicamenbte deviam ser exigidas ao PR sobre os seus investimentos no BPN, até hoje mal explicadas, e que por muita gente têm sido pedidas. Mas ao outro político exige-se tudo e não se espera. Mesmo com processos arquivados.
Cavaco esperou que a poeira assentasse mas esqueceu-se que existem ventos que sopram quando menos se espera...
Nunca foi completamente esclarecido o assunto das escutas (?); na altura o PR retirou o seu assessor para a Comunicação Social da circulção mas não o demitiu, esperando que o assunto caísse no esquecimento. Mas as pessoas não esquecem, para mais quando, com outra situação de escutas, e essas efectivas, se põe em causa um político, chefe do Governo, a quem se exigem, por parte do partido que apoiou a eleição do mesmo PR, mas não só, explicações políticas dos seus actos.
Dois pesos e duas medidas, para já não falar nas explicações que publicamenbte deviam ser exigidas ao PR sobre os seus investimentos no BPN, até hoje mal explicadas, e que por muita gente têm sido pedidas. Mas ao outro político exige-se tudo e não se espera. Mesmo com processos arquivados.
Cavaco esperou que a poeira assentasse mas esqueceu-se que existem ventos que sopram quando menos se espera...
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Em jeito de resposta a uma Amiga
Nasce a saudade no abrir dos braços
e a ave da angústia que esvoaça no vazio
faz o ninho no meio do peito.
A tua ausência é uma planta de cacto.
Perene,
trespassa-me em tropismos que dilaceram.
Visita à "Casa das Histórias" de Paula Rego
(A mulher cão)
Uma belíssima visita, muito bem dirigida por pessoal do "museu", em que cada um começou a compreender (?) o mundo e a simbologia dos quadros da pintora.
Uma manhã ou tarde que vale, extraordinariamente, a pena. Hora e meia/duas horas de conflito conosco próprios.
Luta pela sucessão de Manuela Ferreira Leite ficou à porta
Tudo o que diga respeito a polítca, na vida de Ferreira Leite, fica à porta.
A senhora nunca descobriu como se entra em tal "edifício".
Na realidade, a senhora está sempre de saída...mesmo de um edifício de que não conhece a entrada...
Pelos vistos, a sucessão sofre do mesmo anátema.
Num partido à deriva só um rato doido aceita ficar navio...
A senhora nunca descobriu como se entra em tal "edifício".
Na realidade, a senhora está sempre de saída...mesmo de um edifício de que não conhece a entrada...
Pelos vistos, a sucessão sofre do mesmo anátema.
Num partido à deriva só um rato doido aceita ficar navio...
Bispo do Porto diz que casamento entre homossexuais exige "reflexão"
Estou perfeitamente de acordo.
Os homossexuais, como os heterossexuais, devem reflectir antes do casamento.
Os homossexuais, como os heterossexuais, devem reflectir antes do casamento.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Em memória do meu amigo Guillaume
Elegia
A ténue recordação de tantos rumos
ao olhar este mar
o último dos muitos navegados
deambulando entre o desespero e a esperança.
Por que vagas se ficaram as ilusões
de novas enseadas e novos cais ?
Por que terras nunca aportadas
vaguearam os sonhos deste marinheiro ?
Esburgo o que resta de tanta viagem :
meia dúzia de mãos abertas
algum porto de aconchego e pouco mais.
(Olho do alto da gávea...)
Não acredito que exista algum abrigo
para além desta água.
O derradeiro dos mares sorve-me
e acompanha-me num préstito
de que desconheço a duração.
Aqui ou pouco além tudo acaba,
as imagens desvanecem-se, nada mais é urgente.
Estas águas, como o tempo, apenas vogam
ao sabor de um intento inexorável que as dissipam.
A ténue recordação de tantos rumos
ao olhar este mar
o último dos muitos navegados
deambulando entre o desespero e a esperança.
Por que vagas se ficaram as ilusões
de novas enseadas e novos cais ?
Por que terras nunca aportadas
vaguearam os sonhos deste marinheiro ?
Esburgo o que resta de tanta viagem :
meia dúzia de mãos abertas
algum porto de aconchego e pouco mais.
(Olho do alto da gávea...)
Não acredito que exista algum abrigo
para além desta água.
O derradeiro dos mares sorve-me
e acompanha-me num préstito
de que desconheço a duração.
Aqui ou pouco além tudo acaba,
as imagens desvanecem-se, nada mais é urgente.
Estas águas, como o tempo, apenas vogam
ao sabor de um intento inexorável que as dissipam.
domingo, 22 de novembro de 2009
A propósito
Fugaz.
Como a memória das pedras
a palavra
retine no seu amargor
a angústia das mãos sem dedos
das caras sem olhos
nas mentes sem mente.
Como a memória das pedras
a palavra
no seu esplendor
lança nos degelos sucessivos
o eco dos silvos notáveis
a recordação das melhores mãos
que construiram o glaciar.
Ferreira Fernandes e os estucadores
Felizmente ainda existem Jornalistas que têm vergonha de certo jornalismo que se faz Portugal. O se praticar, também, noutros paises não me resolve o problema, pelo contrário, mais me assusta.
Mas, Ferreira Fernandes, pega os ditos pelos ditos e denuncia-os.
É isso que nos é transmitido no artigo no DN de hoje.
Ainda existem Jornalistas com coragem de olhar nos olhos os que a não têm.
Para ler o artigo na totalidade aceda a :
http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1427303&seccao=Ferreira Fernandes&tag=Opini%E3o - Em Foco
Mas, Ferreira Fernandes, pega os ditos pelos ditos e denuncia-os.
É isso que nos é transmitido no artigo no DN de hoje.
Ainda existem Jornalistas com coragem de olhar nos olhos os que a não têm.
Para ler o artigo na totalidade aceda a :
http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1427303&seccao=Ferreira Fernandes&tag=Opini%E3o - Em Foco
Blogueiros unidos em prol de um Mundo melhor
A boa vontade de Manuela Araújo do "Sustentabilidade é acção" atribuiu a este blogue o selo acima.
Continuar a luta por um Mundo melhor é o lema, pois continuemos sem olhar para trás.
Agradecemos a distinção e esperamos merecê-la no futuro.
E porque a grande maioria daqueles que eu poderia nomear já o foram pelo blog que me indicou, apenas atribuo este selo a :
Continuar a luta por um Mundo melhor é o lema, pois continuemos sem olhar para trás.
Agradecemos a distinção e esperamos merecê-la no futuro.
E porque a grande maioria daqueles que eu poderia nomear já o foram pelo blog que me indicou, apenas atribuo este selo a :
-Terra dos Espantos
-Crónicas do Rochedo
-Cogir
-Armazém de pedacinhos
-A Nossa Candeia
-AyyapaEpress
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A Hora da Poesia- Rádio Vizela
www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-entrevista-a-miguel-gomes-coelho-10072019/?fbclid=IwAR095cmi1MHhzKytias_ssHY3hooCm5P2TqODIjm7w...
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E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...
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A Nossa Candeia agraciou-nos com o selo " O Seu Blog É Viciante "... O Prémio "Seu Blog É Viciante" resulta na comunhã...








