Ouvi a notícia e fui à procura.
No Youtube encontrei logo dois ou três vídeos do "acontecimento".
Dizia-se que tinha nascido um hino.
Calmamente, fui repetindo as versões a fim de entender a letra já que a música tentava dar um ar de balada à antiga e nem era grande coisa.
Espantei-me !
Afinal o tal hino é um conjunto de frases pouco inspiradas e de conteúdo quase nulo. Um oferecer de uma colecção de lugares comuns onde apenas existe a vontade de agradar a um determinado público.
Fiquei com pena...Eu até gosto dos Deolinda. Não esperava que se deixassem cair tão depressa na facilidade.
Por outro lado, tenho pena da juventude estudiosa e escrava que alinhou no espectáculo sem o sentido crítico necessário.
Todos os homens são livres e iguais em direitos; e todavia, alguns são livres para morrer à fome e iguais para morrer de frio. (António Soveral-1905)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
E de novo, Yevgeny Vinokurov
Adão
(Adam)
Com uma expressão vaga olhando em volta,
Nesse primeiro dia pisou a relva
E deitou-se à sombra da figueira e, pondo
as mãos atrás da nuca, adormeceu.
E dormiu suavemente. E dormiu tranquilamente
Sob o silêncio do azul do Éden.
...Num sonho viu os fornos de Auschwitz
E cadáveres empilhados em fossas.
Foram os seus filhos que ele viu. E naquele bem-aventurança
Houve um sorriso brilhante no seu rosto.
Adormeceu sem compreender nada,
Ainda sem saber distinguir o bem do mal.
Yevgeny Vinokurov - Antologia da Poesia Soviética
Ed. Futura - 1973
(Adam)
Com uma expressão vaga olhando em volta,
Nesse primeiro dia pisou a relva
E deitou-se à sombra da figueira e, pondo
as mãos atrás da nuca, adormeceu.
E dormiu suavemente. E dormiu tranquilamente
Sob o silêncio do azul do Éden.
...Num sonho viu os fornos de Auschwitz
E cadáveres empilhados em fossas.
Foram os seus filhos que ele viu. E naquele bem-aventurança
Houve um sorriso brilhante no seu rosto.
Adormeceu sem compreender nada,
Ainda sem saber distinguir o bem do mal.
Yevgeny Vinokurov - Antologia da Poesia Soviética
Ed. Futura - 1973
Uma semana
Pois bem !
Uma semanita de descanso para arejar as ideias.
Já lá vão as eleições - esperemos que as próximas demorem -, lavou-se a cara ao blogue e aqui vamos nós, olhos no amanhã, mas não esquecendo a experiência acumulada até hoje.
E voltamos àquilo que sempre gostámos de fazer : Publicar ideias, nossas e as de outros desde que as achemos válidas.
Contem conosco, mesmo aqueles que não gostam de nós.
Aprendemos, entretanto :
"Perdoa aos teus inimigos - isso baralha-lhes as ideias"
O que é um gosto...
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Prescindiu ?
"Cavaco prescinde de ordenado de Presidente e mantém pensões*
Não! Foi obrigado a optar devido à lei aprovada por iniciativa do governo socialista.
Como qualquer cidadão optou. Não é avaria nenhuma!
Deixou de receber o vencimento de Presidente...mas.e as subvenções para despesas de representação, etc.?
Também "prescindiu"?
Até parece que está a fazer uma doação ao Estado por "motu proprio".
Nada mais falso!
Continua a campanha.
Deve haver alguém que ainda não reparou que a campanha presidencial já acabou...
1961
Um primeiro texto de Irene Pimental absolutamente imperdível.
Um olhar sobre os acontecimentos políticos de 1961 em Portugal.
"Há 50 anos o regime de Oliveira Salazar viveu um annus horribilis. Efectivamente, o Estado Novo viu-se confrontado, em 1961, com inúmeros dissabores que lhe dificultaram a vida, a pontos de parecer que não conseguiria sobreviver."
Para ler na totalidade, aceda a :
http://jugular.blogs.sapo.pt/2443788.html
Um olhar sobre os acontecimentos políticos de 1961 em Portugal.
"Há 50 anos o regime de Oliveira Salazar viveu um annus horribilis. Efectivamente, o Estado Novo viu-se confrontado, em 1961, com inúmeros dissabores que lhe dificultaram a vida, a pontos de parecer que não conseguiria sobreviver."
Para ler na totalidade, aceda a :
http://jugular.blogs.sapo.pt/2443788.html
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Dos custos da educação
Resolver o assunto de uma penada.
Quem quiser ensino privado que o pague !
Excepção: Nas zonas onde não existir escola publica a distância conveniente ou cujos meios de acesso sejam por demais insuficientes.
Neste caso o subsídio estatal não poderá, nunca, ser superior ao custo médio nos estabelecimentos do Estado.
Com o maior respeito e igualdade .
Resolvido e publique-se !
Acabou-se a mama...!!! Nem que patrocinada por "celestiais" Querubins...
Quem quiser ensino privado que o pague !
Excepção: Nas zonas onde não existir escola publica a distância conveniente ou cujos meios de acesso sejam por demais insuficientes.
Neste caso o subsídio estatal não poderá, nunca, ser superior ao custo médio nos estabelecimentos do Estado.
Com o maior respeito e igualdade .
Resolvido e publique-se !
Acabou-se a mama...!!! Nem que patrocinada por "celestiais" Querubins...
Terminar a festa mas não desfazer a banca
As presidenciais já foram! E o que ficou ?
Para muitos de nós um estranho sabor azedo na boca : foi-nos servido, novamente, uma receita retardada, uma refeição de que não gostamos. Que fazer ?
Pura e simplesmente deixar de ir aquele restaurante ?
Penso que não!
Deveremos reclamar do dono que a qualidade é péssima e que estamos dispostos a usar, as vezes necessárias, o livro de reclamações.
Afinal, é o único restaurante na zona e temos de comer...
Nem que , para tal, seja necessário obrigá-lo a trespassar o negócio. Deveremos ir todos os os dias para verificar se o que nos servem tem qualidade, se os preços estão adequados, se o serviço nos convem.
Quando acaba uma festa não é obrigatório desfazer a banca toda. É sempre bom deixar alguma coisa em condições de reutilização não se vá dar o caso de, em qualquer momento, se ter de realizar novos repastos.
Para muitos de nós um estranho sabor azedo na boca : foi-nos servido, novamente, uma receita retardada, uma refeição de que não gostamos. Que fazer ?
Pura e simplesmente deixar de ir aquele restaurante ?
Penso que não!
Deveremos reclamar do dono que a qualidade é péssima e que estamos dispostos a usar, as vezes necessárias, o livro de reclamações.
Afinal, é o único restaurante na zona e temos de comer...
Nem que , para tal, seja necessário obrigá-lo a trespassar o negócio. Deveremos ir todos os os dias para verificar se o que nos servem tem qualidade, se os preços estão adequados, se o serviço nos convem.
Quando acaba uma festa não é obrigatório desfazer a banca toda. É sempre bom deixar alguma coisa em condições de reutilização não se vá dar o caso de, em qualquer momento, se ter de realizar novos repastos.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Na verdade
Os grandes homens vêem-se na victória e na derrota.
E tivemos, ontem, disso uns bons exemplos.
Um Presidente-recandidato vencedor com um discurso rancoroso e vazio, como é habitual; um candiadto principal que, incapaz de atingir os seus objectivos, assume a derrota e discursa de forma elevada e digna.
Depois, três candidatos que conseguem encontrar victórias onde elas não existem e por fim, e em último, um outro candiadto que assume o falhanço total da sua candiadtura e o assume.
Têm, agora, os portugueses 5 anos para pensar e constatar onde, na verdade, afinal se encontram os grandes homens...
E tivemos, ontem, disso uns bons exemplos.
Um Presidente-recandidato vencedor com um discurso rancoroso e vazio, como é habitual; um candiadto principal que, incapaz de atingir os seus objectivos, assume a derrota e discursa de forma elevada e digna.
Depois, três candidatos que conseguem encontrar victórias onde elas não existem e por fim, e em último, um outro candiadto que assume o falhanço total da sua candiadtura e o assume.
Têm, agora, os portugueses 5 anos para pensar e constatar onde, na verdade, afinal se encontram os grandes homens...
domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Em dia de reflexão (II)
Não me basta a alegria que me basta.
Tenho necessidade de ganhá-la.
Alheio, o coração não se me cala,
tanto mais alto quanto mais se arrasta.
É muita a gente, mas a terra é vasta
para lhe dar abrigo e alimentá-la.
Sabe-o a simples mãe que um filho embala.
Sabe-o quem da razão se não afasta.
São uns donos de tudo, outros de nada.
Esta desigualdade é que é errada.
A riqueza porque anda repartida ?
De todos só o será , se de ninguém.
Antes que o seja, que importância tem
falar-se de comum direito à vida ?
Armindo Rodrigues - Tamanho Natural - 1976
Ed. Soc. Expansão Cultural
Tenho necessidade de ganhá-la.
Alheio, o coração não se me cala,
tanto mais alto quanto mais se arrasta.
É muita a gente, mas a terra é vasta
para lhe dar abrigo e alimentá-la.
Sabe-o a simples mãe que um filho embala.
Sabe-o quem da razão se não afasta.
São uns donos de tudo, outros de nada.
Esta desigualdade é que é errada.
A riqueza porque anda repartida ?
De todos só o será , se de ninguém.
Antes que o seja, que importância tem
falar-se de comum direito à vida ?
Armindo Rodrigues - Tamanho Natural - 1976
Ed. Soc. Expansão Cultural
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
A campanha termina hoje.
O jogo está feito mas isto não é uma roleta.
Em política não é a sorte que determina os resultados eleitorais mas o querer dos eleitores.
Que ninguém, no domingo à noite, se lastime pelo que não fez; que ninguém engula em seco pelo que devia ter feito.
De todos nós depende a seriedade destas eleições ; de todos nós depende o termos ou não honra em quem nos representará.
Dia 23 saberemos de que massa é feita a maioria dos portugueses actuais.
Por mim, o dia 23, poderá ser o da comemoração de um novo desembarque na praia da Memória.
Assim todos o queiram.
Em política não é a sorte que determina os resultados eleitorais mas o querer dos eleitores.
Que ninguém, no domingo à noite, se lastime pelo que não fez; que ninguém engula em seco pelo que devia ter feito.
De todos nós depende a seriedade destas eleições ; de todos nós depende o termos ou não honra em quem nos representará.
Dia 23 saberemos de que massa é feita a maioria dos portugueses actuais.
Por mim, o dia 23, poderá ser o da comemoração de um novo desembarque na praia da Memória.
Assim todos o queiram.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Ele quer ser o Sidónio ?
"Fernando Nobre dramatizou, na quarta-feira, o seu discurso e frisou que «não é possível demover da minha intenção» a não ser com um «tiro na cabeça», muito embora nesse caso tenho prevista que o povo português terá uma reacção enérgica." (TSF)
Mantêm-se as tendências monárquicas de Fernando Nobre. Também ele quer ser um Presidente-Rei como o Sidónio com tudo o que de negativo isso significa ?
Mantêm-se as tendências monárquicas de Fernando Nobre. Também ele quer ser um Presidente-Rei como o Sidónio com tudo o que de negativo isso significa ?
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Fazer o jogo do adversário
Não existe a mínima dúvida, (para mim nunca existiu), que Fernando Nobre veio para estas eleições presidenciais apenas com o intuito de prejudicar a candidatura de Manuel Alegre.
E está à vista com esta sua última declaração "Nobre desafia Alegre a desistir em seu favor numa segunda volta ".
Esta afirmação apenas é utilizada para ter efeitos na comuinicação social e através dela condicionar o voto no candidato da esquerda em melhores condições para enfrentar Cavaco.
Nobre sabe bem que nunca chegará à segunda volta; e sabe mais : na segunda volta não há desistências a favor de qualquer candidato visto serem apenas dois os contendores e ninguém desiste de uma luta onde não está presente.
Mais importante, e devolvendo a pergunta, seria saber de Fernando Nobre se, numa segunda volta, apelaria ao voto em Alegre no confronto com Cavaco. Isso ele nunca irá responder porque se denunciará.
Aos poucos se vai fazendo luz perante um assunto mal explicado desde o início - a candidatura de Fernando Nobre.
E está à vista com esta sua última declaração "Nobre desafia Alegre a desistir em seu favor numa segunda volta ".
Esta afirmação apenas é utilizada para ter efeitos na comuinicação social e através dela condicionar o voto no candidato da esquerda em melhores condições para enfrentar Cavaco.
Nobre sabe bem que nunca chegará à segunda volta; e sabe mais : na segunda volta não há desistências a favor de qualquer candidato visto serem apenas dois os contendores e ninguém desiste de uma luta onde não está presente.
Mais importante, e devolvendo a pergunta, seria saber de Fernando Nobre se, numa segunda volta, apelaria ao voto em Alegre no confronto com Cavaco. Isso ele nunca irá responder porque se denunciará.
Aos poucos se vai fazendo luz perante um assunto mal explicado desde o início - a candidatura de Fernando Nobre.
Um sorrir amargo perante o incompreensível
No blogue " Da Literatura", Eduardo Pitta, escreve de forma irónica mas assertiva acerca das conclusões do Projecto Farol.
É um texto que nos convoca à reflexão; por isso aqui o deixo para Vossa leitura :
"O Projecto Farol divulgou as conclusões de um inquérito sobre a realidade nacional: As escolhas dos Portugueses e o Projecto Farol. Responderam 1002 pessoas: quase todas desconfiam da classe política (94%), dos governos (90%), dos partidos políticos (89%), do Parlamento (84%) e da máquina do Estado (75%). Até aqui, nada de surpreendente.
Mas 46% dos inquiridos considera as condições de vida, no presente, piores ou mesmo muito piores que antes de Abril de 1974. Num primeiro momento, fiquei perplexo. Pensei mesmo: fizeram o inquérito na Quinta da Marinha e na Foz. Vendo bem, está certo.
Antes de Abril de 1974, a pequena-burguesia vivia em casas arrendadas, não tinha carro, não era titular de cartões de crédito, punha os filhos no ensino público, via cinema do 2.º balcão, bebia galões e capilé, comia bife de quinze em quinze dias, abominava ansiolíticos, ia ao Parque Mayer, fazia férias em Monfortinho, jantava fora quatro vezes por ano e mandava virar os colarinhos das camisas. Os mais afoitos iam a Badajoz comprar caramelos uma vez por ano. Hoje chama-se classe-média à pequena-burguesia."
Para ler na totalidade aceda a :
http://daliteratura.blogspot.com/2011/01/dantes-e-que-era.html
É um texto que nos convoca à reflexão; por isso aqui o deixo para Vossa leitura :
"O Projecto Farol divulgou as conclusões de um inquérito sobre a realidade nacional: As escolhas dos Portugueses e o Projecto Farol. Responderam 1002 pessoas: quase todas desconfiam da classe política (94%), dos governos (90%), dos partidos políticos (89%), do Parlamento (84%) e da máquina do Estado (75%). Até aqui, nada de surpreendente.
Mas 46% dos inquiridos considera as condições de vida, no presente, piores ou mesmo muito piores que antes de Abril de 1974. Num primeiro momento, fiquei perplexo. Pensei mesmo: fizeram o inquérito na Quinta da Marinha e na Foz. Vendo bem, está certo.
Antes de Abril de 1974, a pequena-burguesia vivia em casas arrendadas, não tinha carro, não era titular de cartões de crédito, punha os filhos no ensino público, via cinema do 2.º balcão, bebia galões e capilé, comia bife de quinze em quinze dias, abominava ansiolíticos, ia ao Parque Mayer, fazia férias em Monfortinho, jantava fora quatro vezes por ano e mandava virar os colarinhos das camisas. Os mais afoitos iam a Badajoz comprar caramelos uma vez por ano. Hoje chama-se classe-média à pequena-burguesia."
Para ler na totalidade aceda a :
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A Hora da Poesia- Rádio Vizela
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E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...
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A Nossa Candeia agraciou-nos com o selo " O Seu Blog É Viciante "... O Prémio "Seu Blog É Viciante" resulta na comunhã...













