quarta-feira, 4 de maio de 2011

Três exemplos da grande informação que temos

Desespero

Não há dúvida !
Perante a reacção histérica do maior partido da oposição e dos seus sequazes face aos resultados das negociações com a Troika, e dando à luz a sua verdadeira face de não estar preocupado com os portugueses mas apenas consido próprio, o PSD é cada vez mais um Partido Sem Destino.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cá por mim obrigava-os a visitar o Aljube...

durante os próximos 25 anos, 365 dias por ano.
Pelos vistos os queixosos não conheciam verdadeiramente a família.
E como muito bem se diz na net, é esquisito não ver dar grande publicidade a tão insólito acontecimento que nem sequer é acompanhado pelo MP na denúncia.
Os "grandes defensores da Liberdade de Expressão" de repente ficaram calados. Se se tratasse de uma "mixaruquice" qualquer tinha honras de parragona de primeira página.
Neste país está tudo grosso, não há dúvida.
Leiam a notícia nos links abaixo e tirem as conclusões:
-http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=12515
-Margarida Fonseca Santos: Julgamento 3 de Maio: "Dia 3 de Maio, pelas 9h15 , um julgamento que nos remete para os tempos da ditadura… Margarida Fonseca Santos (autora), Carlos Fragateiro e ..."

Será gente desta


que os portugueses querem à frente do governo do país ?

Tomar posição

Daqui a cerca de um mês vamos todos ser chamados a exercer, novamente, o nosso direito de voto mas, agora, para as Legislativas. E vamos ser chamados porque, não sendo o voto obrigatório no nosso país, apenas compete ao Estado mobilizar os cidadãos para o cumprimento desse dever cívico e político. A desmobilização dos eleitores portugueses face ao cumprimento do seu dever de voto tem sido evidente nos últimos actos eleitorais com uma subida assustadora da abstenção; daí que a primeira tomada de posição seja a de proclamar a necessidade de haver uma manifestação maciça contra a abstenção acorrendo todos às urnas e expressando a sua escolha política. Ninguém deve ficar de fora. O momento que o país atravessa com as diferentes perspectivas de futuro que nos são apresentadas pelas diferentes forças políticas é por demais importante para que alguém ignore o acto eleitoral, para que alguém ouse esquecer as suas obrigações para com o colectivo a que pertence.
O tomar uma posição política é o segundo aspecto de que se reveste o acto eleitoral.
Com a apresentação do programa do Partido Socialista ficam desde já balizadas as opções políticas. O que desejam os cidadãos para o futuro do país fica agora de escolha mais clara pois sabem-se já as posições globais de todas as forças políticas, embora algumas ainda não tenham posto, preto no branco, aquilo que desejam transmitir e as especificidades das suas propostas; mas o sumo do seu fruto já é por demais conhecido. E é aí que o cidadão eleitor tem de fazer as suas escolhas; é aí que o cidadão eleitor tem de tomar a consciência daquilo que deseja e responder, no futuro, pela sua tomada de posição. Ninguém terá desculpa na opção que tomou; seremos todos co-responsáveis pelos resultados os acto eleitoral e pela relação de forças que dele sair para a constituição do novo governo.
Sabemos que é desejável a constituição de um governo de maioria alargada mas tal só será possível se todos os partidos estiverem dispostos a negociar esse mesmo  alargamento, daí que, sabendo de antemão que existe já quem se exclua desse facto, não deixando grandes esperanças de contributo, mais importante ainda se torna a decisão do voto popular.
Há que tomar posição !
Temos, obrigatóriamente, de dizer o que queremos e arcar com as responsabilidades.
Acabou-se o tempo de deixar aos outros a expressão das nossas opções.
Temos de nos apresentar ao Mundo como senhores da nossa vontade e verdadeiramente decididos a tomar a responsabilidade pelo nosso futuro.
Gritar contra algo para que não quizemos contribuir não é mais aceitável. Temos de nos assumir como cidadãos de corpo inteiro e conscientes das nossas opções.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Partilhar uma maravilha

A mdsol, em resposta a um poste anterior, teve a bondade de me enviar o link abaixo.
Hoje, mais uma vez, no Dia da Liberdade, é de não perder a sua leitura.
O Tesouro de Manuel António Pina.

http://e-livros.clube-de-leituras.pt/elivro.php?id=otesouro

Hoje, 25 de Abril de 2011


Demonstra que não te esqueces.
De manhã visita o Aljube ; à tarde vai à manifestação; à noite vai ao cinema ver o "48".
No fim descansa e recorda-te do que viste...
Comemoraste bem a Revolução !

domingo, 17 de abril de 2011

Ver as coisas a direito

O Partido dos Verdadeiros Finlandeses, extrema direita, teve uma subida espectacular nas últimas eleições legislativas daquele país, situando-se na terceira posição, à frente dos centristas, a um ponto dos conservadores, os vencedores do escrutínio, e empatados com os sociais-democratas, mas com menos deputados eleitos que estes últimos.
Temos assim que vão desempenhar um, papel importante na constituição do novo governo finlandês onde, certramente, hão-de querer fazer valer todas as suas ideias de extrema direita com principal realce para a sua posição anti-europeísta.
Tem-se falado muito, ultimammente, que o "affair" Empréstimo Europeu-FMI a Portugal foi pedra de toque na propaganda eleitoral dos "Verdadeiros Finlandeses" que se recusavam a patrocinar o mesmo  sendo também a favor da saída do nosso país do "Euro". Coisa esquisita...
Afinal quem é que é contra o projecto europeu, são os "Verdadeiros Finlandeses" e outros que se lhes agregam não são os Portugueses; quem não quer a continuação dos princípios de solidadriedade que enformam o projecto europeu  são os "Verdadeiros Finlandeses" não os portugueses; quem é contra muitos dos princípios que nortearam a constituição da União Europeia são os "Verdadeiros Finlandeses" não os Portugueses .
Dizia-se antigamente no nosso país que "quem está mal , muda-se" e deverá ser uma verdade.
Os "Verdadeiros Finlandeses" estão mal na União Europeia, nós estamos bem, eles devem-se mudar, não nós.

sábado, 16 de abril de 2011

Mensagem inesquecível

Não será que...?

Tal é o desacerto, a confusão, os sucessivos tiros nos pés, que chego a a pensar se não estará Pedro Passos Coelho a fazer tudo o que lhe é possível para perder as eleições?
É que isto de ser Primeiro Ministro não é para todos e talvez tenha concluído que seria melhor aplicar a si próprio o Princípio de Peter.
Por outro lado, se não for esta a razão então, e pelo que se tem observado, melhor será perdê-las mesmo porque o país ficá muito mal servido tendo-o como Primeiro Ministro.

Quando for crescido...


não quero ser como este senhor...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Gostava de ter os olhos em bico

Não tenho ideia de alguma vez ter conhecido um povo como o português no que toca a prejudicar-se a si próprio quando se lhe deparam grandes problemas.
Um exemplo disso é, na actualidade, a facilidade com que, quer na Comunicação Social quer na "vox populi", se faz o possível para que os problemas com que o país se confronta sejam empolados de forma evidente, esquecendo, como neste caso, que estamos a ser observados enquanto Nação capaz, pelas mais diversas instituições internacionais e estados.
Parece que a teoria do quanto pior melhor faz curso permanente no nosso país não se lembrando os seus cidadãos que estão a preparar a cama em que se hão-de deitar amanhã, e que quanto pior fizerem, quanto mais divididos se apresentarem, piores condições irão encontrar no futuro. Quem pensar que vai ganhar algo com isso, engana-se!
Numa altura em que as dificuldades se avolumam, esperava-se que todos nós, e não só a classe dita política porque politicos somos todos, tivessemos o Sentido de Estado suficientemente desenvolvido para pensarmos em termos de Povo, não unido apenas nas canções e nos cartazes, mas na esperança na recuperação e construção de uma sociedade mais próspera e para isso é necessário o contributo de todos.
Recordo-me sempre dos paises destruídos pela Grande Guerra que à força de empenho e trabalho conjunto, aliado a um imenso orgulho nacional, se transformaram, de novo, em grandes potencias  económicas e culturais. Recordo o actual Japão, assolado de tragédias, que demonstra sempre, apesar da luta política que sempre existe, um elevadíssimo sentido nacional na ultrapassagem dos problemas que os afectam e, tudo isso, sempre dentro do seu inesgotável civismo e sentido nacional.
Por cá, apesar das imensas dificuldades, continuamos a degladiar-nos, dando um espectáculo indecoroso perante mundo, esperando sempre ganhos individuais e/ou de grupo que nada têm a ver com os grandes desígnios que nos deviam nortear.
Alturas existem em que gostava que todos tivessemos os "olhos em bico"...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Com tanta recusa

e ao abrigo da dupla nacionalidade ainda vamos ver Passos Coelho a convidar o deputado Tiririca para encabeçar  uma lista de deputados do PSD à Assembleia da República.
Já convidaram um candidato a "Faz.tudo" para Lisboa; o Tiririca não ficaria mal noutro distrito qualquer...
Ao fim e ao cabo é tudo circo...e palhaços não faltam...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Palhaço por palhaço prefiro o"Faz-tudo"...

A melhor frase que li sobre o "affair" Fernando Nobre :

"Felizmente que só me desiludo com quem me ilude. O que não é o caso..."

Durante toda a campanha eleitoral para as presidenciais foi por  demais eviente o esforço de muita gente em alertar os concidadãos para a verdadeira natureza política do então candidato Fernando Nobre.
Era por demais evidente! O homem era e é um demagogo !
Não quizeram ouvir. Muita gente ligada, de qualquer modo, à esquerda julgou ver ali um providencial candidato capaz de de impedir, não a victória de Cavaco mas, a ida à segunda volta de Manuel Alegre.
O candidato "Nobre" não tinha e não tem, e agora vê-se de forma explícita, nada para oferecer à democracia portuguesa senão o que de pior existe na demagogia, a sua capacidade para ser um homem de circo ( sem querer ofender os profissionais da arte ). Ele é "ilusionismo", ele é "contorsionismo", ele é "funanbulismo", ele é, não um "palhaço pobre" mas, um pobre palhaço.
E o que mais espanta é que pessoas grandemente consideradas politicamente alinharam no cortejo como que encadeadas por uma luz que, afinal vê-se, não existia.
Mais um "saltimbanco" que não ficará para a história nem politicamente servirá alguma vez de exemplo para alguém.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Fruta da época

UMA PIADA QUE ME CHEGOU POR EMAIL

A crise política começou e Cavaco não disse nada.


O Sócrates ameaçou demitir-se e Cavaco nada disse.


O Sócrates demitiu-se mesmo e Cavaco continua sem nada dizer.


Pergunto eu, não será melhor alguém passar lá em casa a ver se está tudo bem?


Nos dias de hoje todo o cuidado é pouco com idosos sozinhos em casa.

(Fanado ao blogue "O Jumento")

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Adeus



Como muito bem afirma Francisco Seixas da Costa:
"A saída de Jaime Gama - a mais bem preparada figura política da minha geração - da cena pública constitui um imenso empobrecimento para a nossa vida cívica."
http://duas-ou-tres.blogspot.com/
É o adeus à política activa do "peixe de águas profundas", um político que durante dezenas de anos nos habituamos a respeitar e que deixa às novas gerações um  bom exemplo.
Foi aplaudido de pé por todos na AR, na hora da despedida, sinal de reconhecimento pelos seus pares.
Vai fazer muita falta toda a sua experiência e verticalidade.
Espera-se , contudo, que se mantenha disponível para aconselhar os políticos deste país numa altura tão difícil quanto a que estamos a atravessar.
Não será um adeus à política, será sempre um até já...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Um governo pa...


Aos poucos vão aparecendo as cartas que cada partido está disposto a jogar no próximo dia 5 de Junho.
Começam a desenhar-se estratégias dos partidos. movimentos e grupos.
Se por um lado já se sabe qual é a estratégia da direita, consubstanciada  nas posições já conhecidas, se bem que ainda não passadas a letra de forma, por parte do PSD e do CDS, ficamos a saber este fim de semana que poderá estar em construção uma plataforma à extrema esquerda englobando o PCP e os grupelhos que o acompanham na dita CDU e o Bloco de Esquerda. Ficará assim formado um bloco comunista disposto, e com toda a legitimidade, a ser alternativa de governo em Portugal.
Mas o mais interessante na linguagem deste putativo aglomerado político é o completo conservadorismo ideológico que apresenta. Por parte do BE, se bem que os objectivos sejam os mesmos, os termos em que se expressa são mais modernos, mais apelativos; O PCP, não, mantem-se igual a si próprio e lança o seu "novo" slogan " Por um governo patriótico de de esquerda"...
Pressupõe, certamente, que quem não compartilha o mesmo ideário não será patriota nem de esquerda...
Mas isso são tiques já habituais e sempre imutáveis na mensagem do partido de Jerónimo.
Teremos assim, e se nada se modificar, que se apresentarão ao eleitorado dois blocos, um de direita (PSD+CDS) e outro de extrema esquerda (PCP+BE). O espaço representado pelo Partido Socialista deverá concorrer sozinho.
Caberá aos cidadãos começar a olhar com olhos de ver  as receitas que lhe são apresentadas.
Certo, certo, é que existem indicios de que aparecerão possibilidades de um "governo paranóico e de extrema esquerda " e  um "paranóico e de direita ultra liberal".
Do restante logo se verá...
Aguardemos.

19 anos


Completam-se hoje 19 anos que desapareceu Salgueiro Maia, imagem da Revolução de Abril e sua figura operacional de proa.
Foi um exemplo que deve ser recordado nestes tempos conturbados e de dúvidas.
Será, também, data para recordar quem, sendo tão importante para nós, foi, em vida, vítima de injustiças.
Nunca esqueceremos que no ocaso da existência viu ser-lhe recusada uma pensão do Estado ao mesmo tempo que dois Pides eram considerados merecedores de tal proveito.
Lembra-se Dr. Cavaco ?
Será que tem conseguido dormir de consciência tranquila durante estes 19 anos ?
A História saberá recompensar cada um pelos seus méritos; Salgueiro Maia ficará sempre na nossa História enquanto outros serão esquecidos na obscuridade dos seus actos.

sábado, 2 de abril de 2011

Agora, a clarificação até dos "à rasca..."


Felizmente que estamos à beira da clarificação política, ou talvez não, com a marcação das legislativas antecipadas.
Mas vai ser interessante verificar, mais uma vez, as posições dos diversos partidos e movimentos.
Se do PCP e do BE nada se pode esperar mais, pois já se sabe o que descreve a cartilha - os movimentos comunistas raramente apresenta quaisquer surpresas -, dos outros poderão aparecer confirmações e/ou nuances sobre as políticas que têm vindo a apresentar, umas mais liberais outras menos, umas mais socialistase/ou sociais-democratas que  outras,  umas mais europeias outras mais nacionalistas.
Mais interessante, contudo, vai ser verificar onde se vão encaixar os cabeças de cartaz ou como eufemisticamente agora se diz os "representantes" dos movimentos populares "não engajados", como tem sido apregoado , com por exemplo o da "Geração à Rasca" e sucedâneos.
Aí sim, concluiremos da independência e do apartidarismo assumido aquando das manifestações "populares" levadas a efeito. Aí sim, teremos as certezas que nos faltam sobre o factor muito controverso do termo "popular".
Aprendi na minha juventude que a designação de "popular" por partidos ou movimentos normalmente encriptava posições conservadoras ou de autoritarismo de direita ou esquerda.
Nunca esqueci o ensinamento e até hoje, também, ninguém me provou o contrário.
Fica para tirar futuras conclusões.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

1 de Abril



Tenho lido e ouvido tanta "mentira" durante o dia de hoje ...especialmente na área da política ...que chego a ficar na dúvida.
Por exemplo:
- Dizem que temos um Presidente da República...
- Dizem que o PSD tem um líder coerente...
- Dizem que o Paulo Portas não quer ir para o próximo governo...
- Dizem que o Jerónimo de Sousa quere-se aliar ao Sócrates para formar governo sem impor condições...
- Dizem que o Louçã já desistiu de destruir o PS...
e até dizem que o Governo de Gestão pode fazer aquilo que não pode...
Grandes mentirosos, não são ?

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mas não batam só no "Coelho Farsola"...

Temos de ser honestos. O "Coelho Farsola" é o principal culpado mas há mais.
Afinal quando começou esta crise ou melhor, quando foram criadas as condições para o seu início ?
Lembram-se de um "Senhor" que dizia que se não votassem nele o País caía no abismo da falta de credibilidade externa ? Pois é ...!
Esse mesmo "Senhor", através de dois discursos inqualificáveis, deu o pontapé de saída para a crise política em que vivemos e da qual ainda não sabemos a extensão global dos malefícios.
Mas também foi esse mesmo "Senhor" que depois de lhe ter rebentado nas mãos a crise que ele próprio ajudou a criar veio afirmar, com desfaçatez, que havia sido ultrapassado pela velocidade dos próprios acontecimentos. Quem não sabe conduzir não carrega no acelerador...
Mas a História dos sec. XX e XXI se encarregará de lhe fazer o perfil para a posteridade e a fotografia vai ficar certamente desfocada.
Entusiasmado com as palavras do "Chefe", o "Coelho Farsola" atirou-se ao poder ou ao "pote" como infelizmente, e denotando uma completa falta de escrúpulos, classificou o poder.
Teve pouco tempo para saborear a fraca luz de um sucesso efémero tal foi a frieza e a condenação externa e interna com que foi recebida a sua atitude. O "Coelho Farsola" tem o seu destino marcado. Será mais um, dos muitos que por aí já apareceram a ser votado ao esquecimento nas malhas da História Portuguesa sem deixar qualquer rasto.
Mas não podemos ficar por aqui. Existem actores menores.
O da "Lavoura", cuja sede de poder, já que protagonismo consegue angariar a todos junto da Comunicação Social que lhe ampara o jogo, é um "case study" da política portuguesa. Entre um pró e um contra arranja sempre forma de se colocar como necessário a uma coligação que lhe dê hipóteses de um lugarzito num futuro governo da direita. Viu que a corrente estava de maré e acompanhou a "rebelião" na esperança de que lhe sobrem algumas côdeas que lhe garantam a sobrevivência, coisa aliás a que há muito está habituado.
E ainda, outros dois actores, quase que diria apenas figurantes, em todo este processo.
O "Proletário" e o "Sacristão".
Qualquer deles, atirando-se a quem sempre quiseram destruir, fizeram o frete aos outros três.
Sabem bem que nunca conseguiram chegar a lado nenhum mas que, também, é no protesto que encontram o vinho com que embebedam os apaniguados. E agora, na ressaca, quais inspectores das actividades económicas, vêm gritar que em nada são culpados pelos desacatos provocados pelo excesso de bebida e vai daí multam os próprios seguidores com o agravamento das consequências que ,também eles, provocaram.
Tristes figuras de quem, apenas, se contenta em aparecer nos fundos do palco...
Como vêem o "Farsolas" não está sozinho nesta "peça" mas está mal acompanhado. Fazem todos um bom conjunto de responsáveis por aquilo que o povo português vai passar nos próximos anos.
Esperemos que na altura certa quem de direito os saiba penalizar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Era uma vez um coelhinho...

que gostava muito de ser estrela do espectáculo.
Assim, foi-se formando desde a juventude, aprendendo a falar para muita gente, aprendendo canto, concorrendo a papeis em que a sua figura fosse mais notada, mas nada conseguiu.
Decidiu:
-Vou aprender mais qualquer coisa de modo a ficar mais forte e ser mais notado.
E assim fez...
Esteve uns anos em que não apareceu nos palcos, aceitou outros papeis em companhias privadas em que a sua imagem não era necessáriamente publicitada até que um dia pensou...:
-Está na hora!
E apareceu a dizer que tinha chegado o seu momento. Que era agora que ia demonstrar toda a sua valia e aquilo que tinha aprendido.
Consta, no entanto, que o empresário que lhe tinha dado a mão começou a ver que o pupilo não ia pelo melhor caminho e afastou-se.
O pobre do coelhinho, como na história do Pinóquio, começou a dar-se com outras piores companhias, menos desejáveis, mas...já estava lançado no palco. Tinha de seguir em frente.
Mas os papeis que lhe davam para decorar eram de má qualidade e o coelhinho não era farto em ideias próprias...começou a balbuciar...
Quando apareceia dizia o que não devia e o que devia não dizia...estava à beira do abismo...
Que fazer, então ?
Pensou bem, pensou melhor...Já sei!
Aproveitou a boleia e foi no combóio de chocolate com o Pai Natal ao Circo...
Sempre estava no meio dos seus...



terça-feira, 29 de março de 2011

Horizonte enevoado


Não sei o que me penaliza mais...
Se o não cumprimento das minhas expectativas no início da caminhada democrática se a constatação efectiva de que ainda faltarão uma ou duas gerações para que este povo, de que também faço parte, consiga libertar-se de todos os piores defeitos que lhe foram inculcados por  dezenas de anos de paternalismo político.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A compostura de um Povo


É de tal forma importante o testemunho que me foi enviado por e-mail que não quiz deixar de o postar.

"Eu observei isto mesmo quando passei uma semana em Kobe a seguir ao sismo de 1995! Senti um respeito enorme pela inexcedível compostura deste povo!"
António GC

10 things to learn from Japan

1. THE CALM

Not a single visual of wild grief. Sorrow itself has been elevated.

2. THE DIGNITY

Disciplined queues for water and groceries. Not a rough word or a crude gesture.

3. THE ABILITY

The incredible architects, for instance. Buildings swayed but didn’t fall.

4. THE GRACE

People bought only what they needed for the present, so everybody could get something.

5. THE ORDER

No looting in shops. No honking and no overtaking on the roads. Just understanding.

6. THE SACRIFICE

Fifty workers stayed back to pump sea water in the N-reactors. How will they ever be repaid?

7. THE TENDERNESS

Restaurants cut prices. An unguarded ATM is left alone. The strong cared for the weak.

8. THE TRAINING

The old and the children, everyone knew exactly what to do. And they did just that.

9. THE MEDIA

They showed magnificent restraint in the bulletins. No silly reporters. Only calm reportage.

10. THE CONSCIENCE

When the power went off in a store, people put things back on the shelves and left quietly.

Existem , na realidade, exemplos no Mundo que bem nos poderiam fazer pensar.
Os meus agradecimentos ao António Gomes Coelho.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Pai Natal veste laranja

 
Não sei porquê (?) recordei-me, hoje, de uma antiga história do Pai Natal...
O simpático velhote (?) com o seu ar bondoso escondia , na realidade, uma imagem sinistra. Saía-lhe um fuminho verde por entre os dentes quando falava e ao virar-se, a grande capa cor de laranja que o cobria, não conseguia disfarçar a cauda ponteaguda que arrastava pelo chão, já para não falar dos pés porque pés não tinha mas sim uns cascos de bode velho.

terça-feira, 22 de março de 2011

Silêncios comprometidos


Ainda não ouvi uma palavra dos defensores do "quanto pior melhor"...
Estão caladinhos porque sabem que só pode  mesmo  piorar e não vá o feitiço virar-se contra o feiticeiro e o Povo, com que tanto enchem a boca, lhes venha a cobrar pelo que suceder.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Muito bem, Senhores !


Vamos para eleições !
Que se clarifique de vez !
E se não houver clarificação a culpa será  só e apenas do eleitorado.
É hora de todos tomarem as suas responsabilidades e dizerem o que querem. Amanhã não poderão nunca dizer que foram enganados. Saberão o que estará em cima da mesa; saberão as propostas de cada um; aquilo em que votarem será, certamente, o que vão ter e as suas consequências benéficas ou maléficas.
Que se seque o pântano, que se acabem com as areias movediças.
E quem perder que o assuma assim como quem ganhar, se alguém ganhar, efectivamente.

Verdades


Se quem se olhar ao espelho se visse fielmente reflectido não voltaria a fazê-lo ...por vergonha.
Infelizmente nem todos têm espelhos e dos que têm  muitos evitam parar à sua frente.
(Incluido eu, certamente...)

domingo, 20 de março de 2011

O sarcasmo

Eu sei que o sarcasmo, em determinadas situações, não é benvindo; pode mesmo ser considerado imoral e até socialmente violento.Mas numa altura em que a violência, embora encapotada de bons costumes, por aí campeia, nada obsta a que o utilize.
E isto vem ao caso de "um suponhamos" como se ouve para aí :
Se  o tsunami não tivesse sido no Japão mas em Portugal  de certeza absoluta que a culpa era, não da natureza, mas do Sócrates; se não tivessemos pelo menos 8.000 mortos e 12.000 desparecidos a culpa era do Sócrates porque não sabia preparar uma tragédia em condições; se não existissem sequelas nucleares a culpa também era do Sócrates porque sempre tinha combatido a implantação em Portugal na energia nuclear e agora não podiamos apresentar essa situação como agravante do infausto acontecimento...Aquela mania das barragens e das eólicas sempre foi um disparate que nos penaliza...
O "gajo" está feito! Mesmo que não queira a culpa há-de ser sempre dele...

segunda-feira, 14 de março de 2011

O interesse dos números


Tenhamos senso !
Se juntar muita gente, centenas de milhar de pessoas, fosse razão para decidir um destino ou uma verdade, há muito que não havia dúvidas sobre o "fenómeno" de Fátima.



domingo, 13 de março de 2011

Uma nova manifestação



Já que existem na calha mais umas manifestações programadas, porque não lançar mais uma:

"MANIFESTAÇÃO NACIONAL DOS PORTUGUESES QUE PENSAM"

E é de sucesso garantido.
Se forem muitos está assegurado; se forem poucos, poucos portugueses existem que se dêem ao trabalho de pensar e há que tirar ilações.
É fácil na realidade juntar gente e/ou tirar conclusões.

PS.: Este texto não quer pôr minimamente em causa o sucesso para a organização da manifestação de ontem que foi significativo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um dia que tem memória



24 de Fevereiro é uma data que bem pode ser relembrada por motivos diversos.
No nosso país, onde parece que a memória por vezes anda arredada,   há que ter orgulho em algumas efemérides.
Com a ajuda do DN reportamos assim:
1869 - Abolição da escravatura em todos os domínios portugueses.
Por mais uma vez fomos percursores de algo de bom para a   Humanidade.
1911 - Contestação dos bispos portugueses face às medidas introduzidas pela 1ª. República no que respeita à Lei do
Divórcio, à criação do Registo Civil, ao fim do juramento religioso nos tribunais.
Reconhecidamente, a ICAR, não queria perder o poder e o controlo sobre o estado e os cidadãos.
1987 - Morre Zeca Afonso.
Desaparece uma , talvez a maior, referência da música portuguesa, e não só, do sec. XX.
É um bom exercício este de olhar para o passado e descobrir referências que nos animem.
Vale a pena.
Afinal nem tudo é assim tão mau como dizem...









    

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Será que o dominó não tem peças que cheguem ?

Tem-se assistido nos últimos dias à proliferação de comentários sobre as consequências regionais dos acontecimentos no Norte de África. Médio Oriente e Norte do Índico.
Tem-se falado, inclusivamente, nos desenvolvimentos que poderão afectar a própria Europa.
Estranhamente, ninguém fala no continente africano, afinal o mais sujeito a influência, quer por proximidade quer por similariedade de situações.
Que sucederá na África Subsaariana e no resto continente por desnvolvimento natural da situação no Norte ?
O dominó da democracia não terá peças suficientes para chegar à África Negra ?
Todos sabemos que existem outras condições diferentes...
Mas será que se manterá imóvel ?
Esperemos que não!

Diz-me onde escreves...


...e eu dir-te-ei quem és...
Escreve no Correio da Manhã...
É um indigente mental...
Só pode ser António Ribeiro Ferreira !
Não se estragam duas casas.

Aceda a :
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/antonio-ribeiro-ferreira/um-filme-de-terror031634733

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Afinal, quem governa ?

O Presidente do SMMP parece que não conhece a Constituição da República.
Unicamente o Governo é Executivo  e define as políticas sectoriais.
Sempre que não gosta de qualquer coisa clama pelo PR.
Terá feito isso, também, quando o PR promulgou o corte nos vencimentos?
Já não há, nunca houve,  pachorra para o dr.Palma.

Aceda a :
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1786385

...e o contrário não seria possível ?

Diz a Lusa que:
Governo apresenta dados de modo a tentar "iludir a opinião pública" - CGTP

A CGTP acusou o Governo de apresentar os números do desemprego de forma a tentar iludir a opinião pública portuguesa e criticou as declarações de Valter Lemos.

Vamos supor que a Lusa dizia:
"CGTP apresenta dados de modo a tentar "desiludir a opinião pública" -  GOVERNO

O Governo acusou a CGTP de apresentar os números do desemprego de forma a tentar desiludir a opinião pública portuguesa e apoiou as declarações de Valter Lemos."

Ser possível, é!
Onde ficava a opinião pública ?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Uma pastilha elástica

Primeiro a moção era contra o Governo(PS).
Depois contra o Governo (PS) mais a direita (PSD) .
Agora acusam o PSD de dar o braço ao Governo(PS) contra quem vão apresentar uma moção de censura (ambos).
Vejam lá se se fixam...senão ainda os vou ver, amanhã, a afirmar que a moção também é contra si próprios...
Aceda a:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1784921

Haja quem pense...



Nem tudo é "Louçã" no Bloco de Esquerda...
Ainda existe quem pense. E isso é bom e há mais...
Aceda a:
http://arrastao.org/2176939.html

A Praça Tahrir também foi isto...

Um caso não faz norma, é verdade, mas não deixa, por isso mesmo. de ser um aviso.
Contudo, talvez exista, também, alguém que considere isto um valor idiossincrático de um povo, culturalmente estabelecido, e como tal deverá ser respeitado pelos "danados" valores ocidentais que nada respeitam relativamente aos povos que deles diferem...

Aceda a:
http://daliteratura.blogspot.com/2011/02/danos-colaterais.html
http://mediadecoder.blogs.nytimes.com/2011/02/15/cbs-lara-logan-suffered-brutal-attack-in-cairo/?scp=2&sq=Lara%20Logan&st=cse

Bispos desafiam Governo a provar

Uma vez mais, os senhores clérigos da ICAR portuguesa, vêm fazer desafios ao poder político constituído como se tratassem de pares numa discussão.
Querendo sempre levar a água ao seu moinho no seu jogo de interesses do proselitismo agora põem em causa questões relacionadas com o ensino e entram abertamente na disputa de certos estabelecimentos
de ensino privado e cooperativo com o governo.
Continuo , sempre, a não achar piada nenhuma a este permanente interferir por parte da ICAR  nos assuntos do estado português.
Claro que, dirão, que lhes é legítima, como cidadãos, a interferência.
Será, com certeza, tão legítima quanto eu poder desafiar a ICAR, enquanto Ateu, a provar a existência de Deus...
Mais importante será o meu desafio porque da sua resposta depende a credibilidade de uma organização que se baseia na tal "existência".
Da impossibilidade ou não da prova  ficará dependente a legitimidade, sequer, da ICAR desafiar alguém.
Aceda a:
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1784864

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Alegre tomou, e bem, uma posição

Quem esperava o contrário desiluda-se...
Nada faria esperar outra posição por parte do ex-candidato à Presidência da República.
Quempensava, que Alegre apoiaria a posição do Bloco sobre a moção de censura, não acompanhou, certamente, a campanha eleitoral.
Entregue aos bichos, com públicas divergências no seio do BE, Louçã deu um passo em frente em direcção ao abismo, desde há muito previsto.
Há muito que o BE tinha perdido, aos olhos dos portugueses, a inocência política dos idealistas.
Louçã começou já a ser, para o BE, não o seguro de vida mas o maior problema.
Não atingidos os objectivos pessoais na sua guerra privada com Sócrates, Francisco Louçã, entrou em delírio e ficou sem respostas para quem, em princípio, viu nnele uma lufada de ar fresco à esquerda.
Só que nada de fresco pode vir de um armário onde se guardam  alguns dos esqueletos mais mal cheirosos da História por muito esforço que se faça para os continuar a carregar às costas.
Louçã considera Sócrates em fim de ciclo. Talvez tenha razão. Mas a maior constatação é que Louçã já não está em fim de ciclo; Louçã já há muito acabou e o Bloco irá acompanhá-lo.
Aceda a:
http://economico.sapo.pt/noticias/nada-justifica-que-a-esquerda-promova-o-regresso-da-direita_110959.html

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A absolvição (?)...


Com a falta de clérigos de que a ICAR se queixa, e com as confissões por IPhone, qualquer dia veremos, certamente, missas tipo "Matrix" com padres virtuais.
Aceda a:
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1779507

Por um direito

Desde quando é que cumprir-se um direito é a razão de ser de uma notícia de jornal.
O seu não cumprimento é que o deveria ser.
É a mentalidade do pequeno escândalo, para quem , afinal, não está de acordo com tal direito, que leva a publicações deste género.
Aceda a:
http://www.ionline.pt/conteudo/103616-duas-militares-da-gnr-celebram-o-primeiro-...casamento-homossexual-na-instituicao

Egípto


Alguém falou em Revolução Egípcia?
Boa vontade, só, não chega.
E assim se desilude um povo que, no entanto, fica a saber, uma vez por todas, que não é assim que se fazem revoluções.

Aceda a:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/Secretário+geral+da+ONU+deixa+cair+exigência+de+transição+democrática+imediata+no+Egipto.htm

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Este povo não merece

que a sua Revolução se perca.

Teixeira de Pascoaes, actual

Buda

Seguia Buda, um dia, o seu caminho,
Sob os raios do sol que o penetravam
Quando avistou, deitado, um cão velhinho,
com chagas, onde vermes pululavam.

E, com amor e fraternal carinho,
Limpou-lhe as chagas podres, que cheiravam
Tal mal! - livrando assim o pobrezinho,
Mendigo cão das dores que o matavam.

Mas, preocupado, continuou andando...
E lembrou-se dos vermes, que, ficando
Sem nenhum alimento, iam morrer.

E voltou junto deles; e um pedaço
De carne, ali, cortara do seu braço;
E, abençoando-os, deu-lhes de comer.

Teixeira de Pascoaes - As Sombras

As fotos do dia



Apesar do movimento o nosso "herói" continuou dormindo.
A autoridade, preocupado com a burocracia necessária, nenhuma lhe ligou.
Mas o nosso homem continuou...acordou, pediu lume, fumou, deitou-se de novo e voltou a adormecer.
Como eu gostaria de ser como ele...
Ter um sono assim pesado.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Solidariedades


Na Lisboa dos cravos de Abril o Cairo que se lixe...
Como diria o Almada : "São sempre os mesmos que aparecem...."
Desgostosamente, os mesmos 50 ou 100...

Andar em sentido contrário

nem sempre significa não seguir em frente...


( Imagem: British Bar - Cais do Sodré - Lisboa)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os meus e os teus ditadores

De acordo com o "Avante", o PCP só se preocupa com os ditadores dos outros, os maus, mas nada diz dos seus, os bons.

«Tal como aconteceu na Tunísia, também no Egipto o povo não desiste de conquistar o futuro.

Anteontem, de acordo com a Al Jazeera, pelo menos dois milhões de pessoas exigiam nas ruas das principais cidades do país – com destaque para o Cairo, Alexandria ou Suez – os direitos sociais e laborais, a justiça social, a democracia e a liberdade negadas durante décadas de ditadura…»

Acaso ouviram alguma declaração do orgão oficial do PCP sobre a situação em Cuba, na China, no Tibete, no Vietname, no Laos, na Coreia do Norte, no Irão, na Síria, ou até em Myanmar.

Alguém falou em coerência ?

(Agradecimentos ao Randon Precision)
http://rprecision.blogspot.com/

Armar aos cucos

Ouvi a notícia e fui à procura.
No Youtube encontrei logo dois ou três vídeos do "acontecimento".
Dizia-se que tinha nascido um hino.
Calmamente, fui repetindo as versões a fim de entender a letra já  que a música tentava dar um ar de balada à antiga e nem era grande coisa.
Espantei-me !
Afinal o tal hino é um conjunto de frases pouco inspiradas e de conteúdo quase nulo. Um oferecer de uma colecção de lugares comuns onde apenas existe a vontade de agradar a um determinado público.
Fiquei com pena...Eu até gosto dos Deolinda. Não esperava que se deixassem cair tão depressa na facilidade.
Por outro lado, tenho pena da juventude estudiosa e escrava que alinhou no espectáculo sem o sentido crítico necessário.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E de novo, Yevgeny Vinokurov

Adão
(Adam)

Com uma expressão vaga olhando em volta,
Nesse primeiro dia pisou a relva
E deitou-se à sombra da figueira e, pondo
as mãos atrás da nuca, adormeceu.

E dormiu suavemente. E dormiu tranquilamente
Sob o silêncio do azul do Éden.
...Num sonho viu os fornos de Auschwitz
E cadáveres empilhados em fossas.

Foram os seus filhos que ele viu. E naquele bem-aventurança
Houve um sorriso brilhante no seu rosto.
Adormeceu sem compreender nada,
Ainda sem saber distinguir o bem do mal.

Yevgeny Vinokurov - Antologia da Poesia Soviética
Ed. Futura - 1973

Uma semana

 
Pois bem !
Uma semanita de descanso para arejar as ideias.
Já lá vão as eleições - esperemos que as próximas demorem -, lavou-se a cara ao blogue e aqui vamos nós, olhos no amanhã, mas não esquecendo a experiência acumulada até hoje.
E voltamos àquilo que sempre gostámos de fazer :
Publicar ideias, nossas e as de outros desde que as achemos válidas.
Contem conosco, mesmo aqueles que não gostam de nós.
Aprendemos, entretanto :
"Perdoa aos teus inimigos - isso baralha-lhes as ideias"
O que é um gosto...




A Hora da Poesia- Rádio Vizela

www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-entrevista-a-miguel-gomes-coelho-10072019/?fbclid=IwAR095cmi1MHhzKytias_ssHY3hooCm5P2TqODIjm7w...