segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Partido Soft


Preocupa-me mas estou curioso.
Gostava de ter acesso a uma qualquer sondagem sobre a actual intenção de voto dos portugueses.
E a minha curiosidade assenta no facto de, face à ausência do PS na discussão pública dos temas mais candentes da actrualidade política, quem seriam os partidos mais votados e o escalonamento da respectiva lista.
Dizia-se antigamente, e hoje também é um facto, que "quem não aparece esquece"; daí a minha curiosidade e também a minha apreensão.
Não fora o permanente combate que os militantes e os simpatizantes do partido fazem nas redes sociais e poder-se-ia dizer que o PS não existia em termos públicos.
Será este o caminho correcto; será esta política de não intervenção do novo secretário geral a melhor forma de relançar o partido para os objectivos que o país necessita ?
Não sei! Mas isto assim está pastoso, soft demais para o meu gosto, primar pela ausência não creio que seja o caminho desejado.
Existem momentos em que se deve demonstrar que se está presente. O silêncio não é uma boa forma de afirmação.
Estou preocupado mas curioso.

“não tem paralelo nos últimos 50 anos”.


Pois não !
Há 50 anos estavamos em 1961 e iniciou-se o ocaso do Portugal Colonial, com o início da guerra em Africa e a perca do Estado Português da Índia após a invasão daqueles territórios pela União Indiana.
Portanto, a haver paradigma de comparação para Pedro Passos Coelho, seria anterior áquele ano o bom exemplo nos cortes da despesa do Estado que se não fizeram no meio século seguinte.
Em Portugal governava Salazar e também existia (?) paz social, sabemos bem a que preço, e até os patrões e empregados derrimiam (?) os seus conflitos na fascizante Câmara Corporativa.
Agradecemos a Passos Coelho a declaração, ficamos a saber do que gosta, mas não somos obrigados a seguir porque felizmente, hoje, 50 anos depois vivemos em Democracia.
Mas cada um come do que gosta e a Pedro Passos Coelho já não me espantará se o ouvir a gritar num comício, como ao seu actual mentor,  "Deixem-nos trabalhar...!!!.
É pena ! Um homem ainda tão novo e a seguir tão maus exemplos.
Politicamente terá decerto vida curta.

O medo

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Pode até parecer estranho mas não o é.
Passos Coelho e o seu PSD demonstram o medo que os invade, que lhes seja aplicada a pena de Talião.
Pedem, agora, humildemente que não haja nem seja promovida a conflitualidade social no nosso país a bem dos superiores interesses de Portugal. Memória curta de quem utilizou essa conflitualidade e a a promoveu para atingir os seus objectivos de tomada de poder.
Para ser mais claro diria , mesmo, falta de vergonha e incapacidade de enfrentar os problemas com que se deparam na governação depois de terem feito uma política de "bota abaixo", sistematicamente, perante a governação do anterior executivo.
E o medo está aí; o pavor do "quem com ferro mata com ferro morre".
Um manifesto exemplo de incapacidade política.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O velho, o rapaz e o burro


Ao rapaz mandaram-no embora e o conto ficou entregue ao velho - coitado, incapaz, olhando o fim da vida como sempre a imaginou e fez a sua a existência, isto é, ao sabor dos seus interesses -  e ao burro, recém promovido a condutor da manada sem que tivesse dado provas de instinto e sabedoria nem merecido o apoio dos anciãos.
E o resultado está à vista...
O velho, depois de levar o burro ao colo, fecha os olhos, assobia e olha para o lado não se lhe vá estragar o arranjinho e o descanso; e o burro leva a manada em direcção ao precipício porque esta coisa de dirigir e assumir ele não sabe e o velho com o seu silêncio já  em nada ajuda...

domingo, 7 de agosto de 2011

Face à crise já existente


e à muito maior que se advinha em termos mundiais só existe uma solução que compatibilize a Liberdade com os Direitos Humanos e o combate à desigualdade e à pobreza - o Socialismo Democrático !
Sem dúvida que é por aqui o caminho.
Uma vez mais o capitalismo exacerbado está num processo de autofagia e os povos têm de estar preparados para a defesa dos seus mais elementares direitos e da Liberdade em si mesma.
Reforço, "e da Liberdade em si mesma".
É bom que não haja confusões !

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mudança de estilo


Era clarinho como a água que a mudança de liderança no Partido Socialista traria inevitavelmente uma alteração de estilo. As pessoas são diferentes, as motivações também, o seu percurso pessoal e político é igualmente diferente.
O que se pede, contudo, é que habituados a um líder forte os socialistas portugueses se revejam também num novo secretário geral que lhes dê a certeza de força e entusiasmo na intervenção política.
Seguro tem pouquíssimo tempo de cargo como líder do PS e da oposição mas não há como uma primeira impressão para definir desde o início o que vai ser um trajecto político e a sua atitude não se tem revelado entusiasmante.
O  tom muito cordato e polido que faz chegar aos eleitores faz dele um homem agradável que demonstra serenidade e pode ser um trunfo pessoal na diferenciação do anterior líder; mas será que é aglutinador ?
A sua atitude faz-me por vezes recordar o antigo líder socialista Victor Constâncio, homem competente e sabedor, cordato, capaz de fazer acordos com o poder em nome do interesse nacional, mas que de líder nada tinha e  se viu arrasado politicamente por um inconsistente Cavaco Silva, primeiro ministro deste país, de má memória.
Creio que o eleitorado deseja um Dr. António José Seguro frontal, activo e defensor dos princípios que enformam o Partido que representa; não julgo que o eleitorado esteja interessado no Tó Zé, à boa maneira popularucha agora em voga ( ao Constâncio chamavam-lhe Vitinho ), como se ainda fosse presidente da JS.
Um líder demonstra-se pela atitude e pela capacidade de arrastar consigo os eleitores.
Os primeiros sinais, ténues que são, ainda não deram para ver o que será o amanhã.
Aguardemos, contudo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nada tinha a ver contigo

mas eras uma mulher com coluna vertebral.
É esta a minha homenagem.

Moody's & Co.




Não gosto do Governo, não o quero lá, não lhe dou o mínimo apoio, detesto o que eles representam, mas...independentemente disso e pensando a nivel global, olhando o passado recente e no terrorismo que as agências de rating têm produzido a nível mundial, apoio declaradamente que os seus responsáveis sejam julgados no TPI como terroristas e  grandes violadores dos Direitos Humanos.
E nisso incluo todos aqueles que lhes têm dado cobertura a nível europeu e mundial.
A haver Justiça que seja feita sem deixar ninguém de fora !

quarta-feira, 6 de julho de 2011

That's an injustice...


Havia quem lhe desse dois anos ou um ano; assim  não lhe dou seis meses...
Um Primeiro Mnistro armado em "patinho feio" tem os dias contados...

Camaleão burguês


Com o caminho que isto está a levar vou ver muitos camaleões a mudar de cor outra vez...

A conclusão da anedota

Cavaco pediu aos portugueses para não dizerem mal das agências de rating.
Ontem teve a resposta da Moody's.
Hoje tem a nossa:

terça-feira, 5 de julho de 2011

Então !!


Então Dr. Cavaco, ninguém internacionalmente acredita em si nem no seu amado governo de Direita?
As suas promessas eleitorais como as do seu amado Governo de nada servem o País ?
Estamos sempre pior quando o Senhor afirmou que ficaríamos melhor...
Onde está a ser jogado o seu "prestígio"internacional ?
Será que o tem ? Como economista ou como "honoris causa" em Literatura na Índia?
Deve ser prestigiado em Literatura, certamente, depois das suas declarações sobre a "Utopia"...
Como economista não o será de certeza !
Valha-nos Nossa Senhora da Asneira....
Aceda a:
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1898066&seccao=Dinheiro%20Vivo

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nobre


Sem nobreza na entrada nem na saída da política activa.
Pior!
Por sua  causa, as futuras tentativas de entrada de independentes dos partidos na vida política ficará adiada "sine die".
O exemplo foi mau demais...

Dos apelos à união nacional ou à União Nacional


Desde que o actual governo tomou posse tem sido prática em enumeros jornais quer televisivos, quer nas edições em papel ou na net, assim como nas redes sociais e na blogoesfera, o apelo à união nacional num esforço de todos para que o País possa levar de vencida os muitos desafios que tem pela frente.
Parece que esse desígnio, agora considerado fundamental, não o era quando o anterior governo estava em funções; nessa altura, a união nacional, não era considerada prioritária e muito pelo contrário, o importante era a divisão nacional, o confronto, tudo o que pudesse levar, por que meios fosse, à queda do executivo e à convocação de eleições antecipadas.
Até o posicionamento do actual e infeliz PR se alterou e da crítica acérrima, da convocação da rebeldia contra o anterior executivo, do permanente contributo para a suspeição sobre o anterior governo, se passou para uma agenda mitigada de críticas em que se avoluma a não já necessária protecção dos portugueses face às exigências da conjuntura, da impossibilidade de lhes serem pedidos mais sacrificios, mas para uma compreensiva necessidade de aceitar maiores sacrificios que aqueles que lhes eram pedidos anteriormente.
E o que, mais bizarro, sucede agora é quase um apelo para que os portugueses se constituam, a bem da Nação, numa União Nacional, em que se diluam as diferenças e apenas se foquem nos objectivos delineados pelo novo governo, aparte as exigências da troika, quase que, não o aceitando, possam vir a ser apodados de traidores à Pátria.
Não sei porquê (?) estou a sentir-me a retroceder aos meus vinte e tal anos...
Mas não é esse o bom caminho !
O bom caminho passa, sim, não só pelo cumprimento das nossas obrigações mas também pelo vincar das diferenças políticas, pelo confronto dos diferentes caminhos que poderão ser opção para delinear o futuro, pela assumpão de cada um do seu projecto. É na diferença e no confronto sério que se descobrem novas soluções , não o será nunca no arregimentar de um rebanho .
Os desígnios do actual poder e dos que o conduziram à liderança  do governo e a forma como se expressam apenas demonstra medo do futuro e dúvida sobre a sua capacidade de levar por diante as suas políticas face a uma possível reacção popular em contra corrente e, com isso, à falência do seu projecto.
Do muito que o amanhã nos reserva apenas uma coisa tenho a certeza:
O futuro passa por uma união (na diferença) nunca por uma União (indiferenciada).

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Passos Coelho promove economia chinesa


Com a recente intenção do governo em se locupletar à custa de parte substancial do 13º. mês dos portugueses quem vai sofrer é o pequeno e médio comércio nacional.
Pois, as gentes irão diminuir drásticamente`as suas compras e com isso diminuirão, também, de forma violenta, as vendas.
Quem se irá ficar a rir e a esfregar as mãos de contente serão os detentores das chamadas lojas de "artigos orientais", vulgo lojas dos chineses, que pelo seu baixo preço verão aumentar as vendas.
Com isso se promoverá mais importações da China e maiores lucros dos ditos empresários o que se revelará profícuo para aquele país asático.
E eu, estupidamente, a pensar que o governo português queria proteger as "micro,pequenas e médias empresas nacionais" tanto industriais,  que trabalham para o mercado interno, como as comerciais e que são responsáveis pela maior fatia do emprego nacional.
Mas enganei-me !
Pedro Passos Coelho está mais preocupado com a economia chinesa e obriga-nos, a nós, a ficar com os olhos em bico.

Sondagem

Segundo a Eurosondagem subiu a percentagem de apoiantes aos partidos de direita em Portugal (cerca de 54%).
Claro que isto foi feito até ao dia 28 de Junho.
Espero pela próxima, aquela em que serão já avaliadas as medidas de austeridade não impostas pela troika mas sim por opção do governo de PPC, para conhecer a reacção popular.
Aceda a:
http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/portugal2011/2011/07/01/psd-e-cds-pp-sobem-nas-intencoes-de-voto

A Hora da Poesia- Rádio Vizela

www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-entrevista-a-miguel-gomes-coelho-10072019/?fbclid=IwAR095cmi1MHhzKytias_ssHY3hooCm5P2TqODIjm7w...