sexta-feira, 17 de junho de 2011

Neste início de novo ciclo


recordo alguns poemas de Armindo Rodrigues no livro "O Poeta Perguntador":

Quem cuida que sabe ignora.
Quem sabe que ignora sabe.
Onde a discussão não cabe
fica a verdade de fora.

oooo000oooo

Mais só é quem só se sente,
ou quem os outros enjeita ?
Só há presença perfeita
em estar em tudo presente.
A si próprio se desmente
quem só a si aproveita.

oooo000oooo

Nomear-te.
liberdade,
é logo ser mais livre.

oooo000oooo

Da poeira do tempo
faz-se o esquecimeto.
Da poeira dos homens
se faz a lembrança.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Passa por mim no Rossio


E passei e vi umas dezenas de pessoas deitadas.
O meu já "velho" conceito de Democracia passa pelo respeito fundamental pelas minorias pelo que os "deitados" me merecem o maior respeito e considero que são livres de apresentar a sua luta e defendê-la, claro, cumprindo sempre tudo o que aos outros é exigido, isto é, o respeito pelas leis vigentes do nosso estado democrático.
Podemos até partir do princípio que poderão vir a confirmar-se as estafadas frases mobilizadoras do "hoje somos poucos, amanhã seremos muitos" ou " somos poucos mas bons", mas ao que parece o movimento está a fazer o caminho inverso - eram muitos e agora são poucos -.
Também sabemos que, politicamente, o tempo já não é o mesmo do inicio e até a CS já não lhes concede o espaço que  lhes dedicava - já não existe um governo para verberar nem um primeiro ministro para  derrotar -. Por isso a  tarefa do movimento se torna cada vez mais difícil e apagada, por isso já são só umas dezenas que resistem.
Por outro lado, o exemplo que fez a génese do movimento, as revoltas populares no Norte de África, e compreensivelmente, não foi adoptado pela maioria dos cidadãos até porque, e bem, se entendeu que, enquanto por lá se combatia pelo fim de ditaduras, isso nada tinha, e não tem,  a ver com a situação portuguesa e europeia.
Com tudo isto iremos, certamente, assistir ao esvasiamento do protesto - o Rossio não é a Praça Tahrir - e aos poucos a grande praça lisboeta  voltará ao seu aspecto normal, pejada de gente que corre de um lado para o outro no seu afã de trabalho. À noite haverá gente por lá deitada mas serão os habituais e infelizes sem abrigo que por ali resistem entre caixas de cartão e cobertores esperando pela boa vontade das organizações que os apoiam.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Contrariamente


Contrariamente ao Vinho do Porto, brasão das terras que o viram nascer, António Barreto só piora com a idade...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Por onde andam estes camaradas ?

Por onde andam agora estes camaradas ?
Tanto falaram, tanto escreveram, tanto condenaram...
O homem já se foi embora e não os vejo apresentarem-se como alternativa ou a liderarem uma nova via.
Não me digam que se lhes acabou a verbosidade ou era, mesmo, só despeito ?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pau de cabeleira


Afnal quem vai ser quem...?

Novos tempos, novos desígnios

Cavaco vai condecorar com o mais elevado grau de uma da mais importantes ordens honoríficas portuguesas o expoente máximo do ódio político e a "promotora" da suspensão da democracia por seis meses...
Vê-se bem que algo está a mudar, já, na política portuguesa e quais os desígnios, desde há muito,  partilhados pelo actual, infelizmente, Presidente da República.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Depois da borrasca


Ora, então, vamos lá...
Grande borrasca a de ontem, não foi ? 
Grandes consequências mais ou menos previsíveis...É verdade !
Mas nada disto serviria se não se tirassem conclusões. Tenham calma que já vou aos idiotas úteis de que falei na 6ª. feira...
Como ontem escrevi na minha página do FB e transcrevo:
"Consumado está.
O PSD ganhou as eleições e vai governar, certamente com o apoio do CDS, e terá todas as condições para realizar o seu trabalho.O povo português pronunciou-se e elegeu. 
O resultado tem de ser respeitado sem qualquer rebuço.À Oposição ficará o trabalho de controlo do poder. É assim em Democracia; é assim que se deseja que seja; foi isso que defendemos toda uma vida."

Esta é a minha posição de princípio e que me tem acompanhado, sempre, desde há cerca de 45 anos - 45, 
perguntarão porquê? - pois, quando tinha 18, já pensava na Política e na Democracia com ideias bem assentes e ainda faltavam 8 para a Revolução. Nem toda a gente da minha geração era assim, para o bem e para o mal, e isso veio a demonstrar-se mais tarde e os exemplos são muitos.
Mas voltando ao assunto inicial.
Está assim descrita a minha posição política face aos novos actores da política portuguesa. Nada mais há a fazer, neste momento, do que respeitar a vontade popular por maiores que sejam os engulhos  que isso nos possa causar. Mas não basta encher a boca com a palavra "Povo" é necessário respeitá-la.
Segundo ponto. 
O PS e José Sócrates perderam inequivocamente as eleições;  e é um facto que tem de ser aceite sem mais mas nem menos mas; e não há que ir buscar bodes expiatórios dos permanentes "ses" que estas situações normalmente geram.
Felizmente, José Sócrates - infelizmente para quem muito o respeita - tomou a atitude mais digna e fez um extraordinário discurso de vencido/despedida que deve deixar alguns amargos de boca a alguns vencedores que conhecemos recentemente.
Teve o discernimento  de abandonar o poder e/ou a liderança de um grande partido de forma corajosa e desapegada. Havia mais, na noite de ontem, quem devesse ter feito o mesmo, mas essa coragem não existiu. Ressalvo a posição tomada pelo presidente do pequeníssimo MEP que tomou idêntica decisão.
Mas dos idiotas úteis - cá vamos nós - existem alguns que ganham sempre e outros que não sabem despegar-se do seu estatuto de líder.
Há muito que era sabido que a idiotice à esquerda era um mal de que padecem certos partidos em Portugal.
Só faltaria saber se seriam úteis ou inúteis. No caso vertente foram úteis ... à direita; já se estava à espera e os motivos porque assim seria, também, por quem anda nisto há muitos anos.
Primeiro o PCP que ganha (?) sempre, que fica muito satisfeito com o seus 7.9% e porque conquistou um deputado no Algarve mas que no cômputo geral não granjeou mais do que 440.850 votos (eles parecem muitos porque vão sempre todos às manifestações). Mas o PCP atingiu o seu objectivo - a derrota do Partido Socialista, seu arqui-inimigo desde os tempos de Soares -. Ao PCP não lhe interessa um governo de esquerda, interessa-lhe poder continuar a dispor da rua para se manifestar contra qualquer coisa; movimentar as massas que ainda nele vêem um farol e um futuro radioso de amanhãs que cantam. Para continuar a existir o PCP não necessita de um partido que com ele converja em matéria política; necessita de um partido que lhe seja antagónico para que possa protestar.
Já o Bloco de Esquerda é um caso diferente. A nova versão à esquerda do projecto do PRD, tem um professor universitário em vez de um general como mentor. Está-se a esvaziar calmamente, tal e qual o outro. Os seus burgueses esquerdizantes vão olhando mais para o que perdem que para o que ganham e vão-no deixando a pouco e pouco sem encontrarem alternativa para as suas fogosidades revolucionárias. Louçã é um caso deprimente. Depois de uma hecatombe como a de ontem manteve-se impávido e não pôs o seu lugar à disposição. Perder a projecção política que lhe dá o cargo de coordenador do BE é-lhe mais penoso do que ter a humildade democrática, que tanto a outros exigiu, para aceitar que foi derrotado inexoravelmente. Esperemos, ao menos, que também não venha a ser vendido para servir de coito a um qualquer movimento extremista como foi o caso do Renovador Democrático. 
Falta-nos falar ainda da direita que se alapou à vitória. É o caso de Portas e do CDS.
Espertalhão, sabendo que vai para o governo obrigatoriamente. Paulo Portas esqueceu-se de avaliar a derrota que foi o não ter conseguido mais votos que o BE+CDU, sua questão de princípio, nem o facto de nem sequer poder ter podido vislumbrar o tão apetecido cargo de primeiro ministro como chegou a manifestar.
Arranjou um discurso, quase tipo PCP, para se declarar vencedor e continua na sua boa senda de um dos poucos políticos profissionais portugueses de mais longa vida partidária.
Sobre o PSD e Passos Coelho nem é necessário falar. Ganhou suficientemente distanciado para que possamos partir do princípio (?) que o povo eleitor estava suficientemente elucidado sobre as suas propostas. Vamos aguardar calmamente o desenrolar das suas políticas e verificar "a posteriori" se era verdade que os eleitores estavam cientes no que iam votar. A ver vamos.
Deixei para último o Partido Socialista, porque embora não seja militante, foi aquele a que dei apoio.
Sócrates tem razão! Ele perdeu estas legislativas e os anticorpos gerados à sua volta levaram também o Partido ao resultado conhecido.
O que espero do Partido a que dei apoio ?
Espero que seja coerente e que respeite os seus compromissos. Não espero que vá para o governo mas sim que se insira na Oposição ressalvando as situações em que deu já anteriormente o seu apoio. Terá de cumpri-las milimetricamente mas só e unicamente essas. No resto terá campo para ser um defensor das suas causas e dos seus princípios fundadores e um observador atento de toda a actividade governativa.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

domingo, 29 de maio de 2011

Uma semana

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No próximo fim de semana joga-se o futuro de Portugal.
É claro que o país não desaparece e a nação não se eclipsa mas vai estar em decisão o futuro político.
A ainda decorrente campanha eleitoral tem sido uma afronta aos mais simples princípios  éticos do procedimento político.
Não me recordo de assistir a um espectáculo tão reles desde 1974. Dirão, e com razão, que tudo é fruto de um clima provocatório que se tem vindo a estabelecer ao longo dos últimos seis/sete anos. A quebra de hegemonia de um partido político e o seu consequente afastamento do poder criou um permanente estado de "complot", de guerrilha política que se estendeu a corporações e demais interesses que iam sendo postos em causa.
O partido referido, o PPD dito PSD, demonstrou toda a sua incapacidade de compreender o jogo democrático e aceitar o veredicto popular. São disso exemplo o execrável consulado de ódio de Manuel Ferreira Leite , ainda agora bem consubstanciado no recente comício no Norte, assim como a actual liderança de um desnorteado líder, Passos Coelho. É certo que à direita não foram os únicos. Muitos dos parceiros da jogatana que queria levar ao assassínio moral e político do Primeiro Ministro estiveram também no CDS, em que o caso Freeport é um bom exemplo. Contudo, Paulo Portas, é um político de créditos firmados, por muito que se discorde dele; não é um principiante armado em candidato a PM, como é o caso do lider do PPD/PSD. Passos Coelho é tão mau enquanto político que até faz sentir saudades de Pedro Santana Lopes.
Por outro lado não nos podemos esquecer da esquerda comunista, PCP e BE, que muito contribuiram, por razões ideológicas antigas, para a tentativa de desgaste e cisão no PS. Bem tentaram mas não conseguiram e acabaram por fazer o papel de idiotas úteis favorecendo os interesses e intuitos da direita portuguesa, em que o CDS, aparecendo tacticamente mais ao centro, empurrou o ultra liberal e descaracterizado PPD para o extremo da direita do espaço político nacional.
Mas foi só isto ?
Não! Falta aqui uma individualidade.
Todo este processo tem outro actor que não pode ser esquecido nem menosprezado.
O actual Presidente da República!
Todos os  incidentes criados durante o seu primeiro mandato, os seus discursos de victória e posse como actual PR foram o rastilho que deram aso à actual situação política.
Cavaco Silva em nada de tudo isto é inocente e será certamente, também, um dos visados no escrutínio do próximo dia 5 de Junho.
Se o Partido Socialista ganhar as eleições, como espero, o primeiro derrotado não é Passos Coelho, porque esse não contará felizmente e nunca mais para a História política portuguesa. O principal derrotado será o actual PR e toda a sua "entourage".
De resto, já se sabe o que acontecerá depois: o CDS emergirá como 3º. partido mais votado e com mais poder negocial e à esquerda o PCP, ganhará com o sempre mesmo que tenha perdido, e o Bloco continuará o seu caminho descendente e de quebra de influência já há muito iniciado.
Aguarde-se, pois, o veredicto do Povo.
Por mim, como já informei, votarei no circulo de Lisboa na lista liderada por Eduardo Ferro Rodrigues (Partido Socialista) com o intuito, também, de evitar que alguma vez uma candidato como Fernando Nobre possa vir a ter neste país qualquer veleidade política.

sábado, 28 de maio de 2011

Um texto sobre outros argumentos

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Perante uma campanha, das mais reles a que tenho assistido desde que há democracia em Portugal, um texto como o que Ana Paula Fitas publicou no seu blogue "A nossa Candeia" é uma lufada de ar fresco, uma tentativa de levar a sensatez ao debate e deixar de lado a calúnia, a paixão exacerbada e opinião vendida.
Infelizmente, momentos como o descrito, são praticamente inexistentes na nossa CS e fundamentalmente nos canais televisivos onde a perseguição "ad hominem" tem sido uma constante.
Existe um real cansaço dos eleitores, uma vacuidade de mensagem no discurso político, menoriza-se o povo quando apenas se lhe quer servir o insulto, a baixeza e o argumento fácil que esconde a verdadeira intenção.
Felizmente só falta uma semana.
Aceda a:
http://anapaulafitas.blogspot.com/2011/05/solucoes-economicas-para-uma-crise-que.html

quinta-feira, 26 de maio de 2011

5 de Junho, afinal votamos em quem ?


Com a evolução natural da vida política portuguesa as eleições legislativas transformaram-se na eleição de uma figura para Primeiro Ministro. Contudo o país está dividido em circulos eleitorais distritais, com listas próprias. Assim, em Lisboa, por exemplo, a escolha dos candidatos debate-se entre listas partidárias lideradas por Ferro Rodrigues, Fernando Nobre, Teresa Caeiro, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, só para falar nos partidos representados na AR.
Estranhamente, ou talvez não, os líderes dos dois maiores partidos - PS e PSD- apresentam-se por circulos eleitorais da província, no caso Castelo Branco e Vila Real.
Poder-se-á criar, por esse facto, ums situação de ambiguidade ao cidadão eleitor na justa medida em que, querendo contribuir com o seu voto para a eleição de uma determinada figura para PM poderá estar a eleger, a nível de circulo, alguém que lhe não interesse minimamente como deputado.
São os efeitos da personalização da vida política portuguesa que adultera o espírito da constituição de circulos eleitorais com deputados eleitos por esses mesmos circulos e sobre quem os eleitores devem exercer o seu escrutínio de actividade parlamentar.
É uma preversão do sistema.
E o caso de Lisboa é disso exemplo, onde aparecem 5 políticos experimentados e um recentemente derrotado nas eleições presidenciais onde se verificou a sua total incapacidade política - estamos, claro, a falar de Fernando Nobre.
Assim, para sermos coerentes, e dentro do espírito de voto por circulos, é nas listas lideradas por estes candidatos que deveríamos exercer o nosso direito de voto. É aí que devemos, em primeiro lugar, exercer o nosso direito de escolha.
Por mim, que não tenho dúvidas sobre o meu voto, esse problema não se põe já que apoio incontesávelmente a lista liderada por Ferro Rodrigues, mas para muitos outros, talvez, não seja tão fácil dadas as muitas resistências que alguns candidatos merecem.
A ver vamos

terça-feira, 24 de maio de 2011

Só para acabar o assunto dos anónimos

Um anónimo existe, pelo menos no que me diz respeito, que anda há muito a tentar que eu me compare a ele próprio; isto é, que eu deixe de ser bem educado e passe também a ser ordinário.
Porque tive um Pai e uma Mãe que me educaram não conseguirei nunca chegar ao estadio de ordinarice a que o tal anónimo chegou.
Por isso e só para acabar e nunca mais voltar ao assunto: Na minha casa mando eu e, como tal, a moderação de comentários  nos meus blogues a ser decidida é por mim e não por um qualquer alguém de baixa estatura educacional para não ser mais generalista.
Mais: Quanto a quem me lê não se preocupe é tudo gente que sabe respeitar o outro.
Mantenho o meu desejo de não ter de voltar ao assunto nem cruzar quaisquer palavras com semelhante individuo.

Voltando aos anónimos




O anonimato utilizado como forma de agressão politica e ideológica e insulto, revelando a cobardia de quem o utiliza, recorda-me sempre que gente ainda existe que não perdeu certos tiques nem certos hábitos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um cenário não espectável


mas uma boa provação para aquilatar do sentir democrático dos portugueses e fundamentalmente do inquilino de Belém.
Vamos supor que o PCP ganhava as eleições e que com a votação obtida pelo BE existia maioria estável e coerente na AR.
Segundo as suas palavras o ainda Presidente da República daria, certamente, posse a um governo nessas condições. Só que esse mesmo governo era, e como se sabe é, contra o acordo com a Troika e pura e simplesmente o vetava.
Que sucederia ?
Já sei que, neste momento, toda a gente dirá que não discute cenários por mais académicos que sejam mas a pegunta fica...
Amigo da onça ? Eu...?

domingo, 22 de maio de 2011

37 anos após o 25 de Abril

a verdadeira mensagem da direita portuguesa:
Passos Coelho descansa Portas: "Nestas eleições só temos um adversário"

Cumprtiu-se o desejo de Freitas do Amaral: o CDS é o partido do centro-direita.
Alienou-se o desejo social-democrata de Sá Carneiro. O PSD é hoje o partido mais à direita do espectro político do Portugal democrático.
Inverteram-se os papeis à direita e o adversário é comum, tal como na esquerda extremada e na extrema esquerda, o Partido Socialista é que polariza todos os ódios porque continua e continuará a ser o verdadeiro representante do ideal democrático que representou a Revolução de 1974.
Querendo-se aproveitar dos despojos de um conflito internacional, com base na economia, a direita portuguesa tenta - queira a vontade do povo que de forma inglória -retornar aos seus bons tempos do fim  do marcelismo, aqueles em que acenava com uma pseudodemocratização política e económica mas implementava com nunca a repressão e protegia o grande capital.
Era espectável que isto um dia pudesse vir a suceder mas, felizmente, a maioria dos portugueses não tem memória curta.
O projecto Passos Coelho cheira a bafio e até na própria América do  capitalismo feroz foi vencido. Não desejamos ter em Portugal um  G.W. Bush mais alto e mais novo.
Sabemos o que é e o que representa uma tal figura. Representa guerra seja qual for a sua encenação.
Numa altura em que toda a Europa se começa, e bem, a revoltar contra o Liberalismo que Passos Coelho representa - em Portugal desde sempre estas coisasx sucedem com grande atraso - no nosso País aparecem uns partidos que desejam fazer regredir a História.
E é aqui que os cidadãos têm a palavra. E essa palavra é necessária e obrigatória. É impossível, neste momento, a abstenção.
Os portugueses vão ter que se decidir sobre o rumo que querem para o país, efectivamente, e depois não se podem queixar.
Muito há que está em jogo. Não existe margem para erro!
Decidam-se, verdadeiramente, entre gente que sabe e paraquedistas que esperam do salto o seu momento de glória.
Decidam-se entre medidas concretas que os tentam defender e medidas mal explicadas que se sabe à partida que os vão prejudicar em benefício de outrem.
Votem a 5 de Junho... mas primeiro pensem!

sábado, 21 de maio de 2011

O que o debate clarificou

O que mais ressalta do debate de ontem entre José Sócrates e Passos Coelho é que no dia 6 de Junho este país vai continuar em crise política.
A assumida e quase suicida intransigência de Passos Coelho face ao seu principal oponente não auguram nada de positivo. Passos não quer só ganhar as eleições, não quer ser só primeiro ministro quer fundamentalmente destruir Sócrates politicamente.
Sócrates apareceu até agora como vítima de um "complot" com base numa aliança contra natura (direita/esquerda) e mandou às malvas a proclamada arrogância do animal feroz aparecendo como o mais conciliador dos candidatos face aos problemas políticos com que nos defrontaremos no futuro.
Assim tivemos um debate inconclusivo quanto ao vencedor, tudo dependendo do olhar de quem o viu e da leitura das entrelinhas dos discursos.
É inegável que Passos Coelho surpreendeu neste debate, contrariamente aos anteriores em que tinha sido derrotado sem apelo nem agravo. Mas a meu ver não surpreendeu pela positiva. Os ódiozinhos de que o seu discurso vem eivado projectam-nos uma figura que nos levanta as maiores suspeitas no exercício do cargo a que se candidata. Diria mesmo que quem ganhou este debate foi a intransigência, o país e os eleitores pouco beneficiaram com ele.
Começa agora a campanha verdadeira.
Espera-se o quê? Mais do mesmo ?
Por parte do PSD está escrito o guião. Por parte de Sócrates aguarda-se que volte a ser o que sempre foi, um combatente, um aglutinador de vontades. O País já sabe o que se passou; agora é de futuro que se tem de falar e não de quem ganha ou perde numa hora de conversa de surdos.
É isto que se aguarda.É isso que o País necessita. Até porque além do mais, como não temos em Belém um Presidente em quem possamos confiar na isenção, terá de ser na AR que o assunto tem de ser esgrimido e solucionado.
Deixar nas mãos do inquilino de Belém a resolução do problema é o pior destino com que nos poderemos deparar.
A ver vamos. A solução está no voto dos cidadãos.

sábado, 14 de maio de 2011

O purgatório da S. Caetano

Depois do frente e frente de ontem entre Portas e Passos Coelho não há dúvida que se concluiu de vez quem é o verdadeiro líder da oposição ao PS.
Portas demonstrou à saciedade a completa incapacidade de intervenção política do Presidente do PSD relegando-o inexoravelmente para o baú do esquecimento.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A ignomínia tem um rosto

Eduardo Catroga

Faço minhas as palavras de Pedro Adão e Silva no texto abaixo:
"Sem retorno
Quando se pensava que a saída de cena de Leite Campos serviria para baixar o nível de intensidade dos disparates vindos da São Caetano, eis que Catroga resolveu ocupar o lugar deixado vago. Depois da criminalização do PS, veio uma comparação insultuosa com a Alemanha Nazi. Não há justificação possível para o que Catroga disse hoje ao Público. É o tipo de fronteira que deve ser mesmo intransponível. Quanto a isso, já não há nada a fazer. O que me preocupa agora é mesmo o day-after. São declarações como esta que, ganhe quem ganhar, vão tornar o país literalmente ingovernável após as eleições. Não vai ser nada bonito e Catroga, nas últimas semanas, resolveu juntar-se ao coro de irresponsáveis. É uma tristeza e é indesculpável."
Ver links :
http://publico.pt/Pol%C3%ADtica/eduardo-catroga-o-ps-quer-verse-livre-de-socrates-mas-precisa-de-perder-as-eleicoes_1493634?p=2

domingo, 8 de maio de 2011

Ciclicamente eles voltam

 mas já deviam saber qual a resposta...

As sondagens valem o que valem mas...


Porque será que os dois políticos mais enfurecidos actualmente em Portugal serão o Passos Coelho e o Francisco Louçã ?

O Bloco e o táxi


Será que o Bloco quer um governo com um programa de esquerda ?

Não!!!
O Bloco, com o seu possível aliado - o PCP -, quer um governo com um programa político de extrema esquerda.
Aí reside o principal problema...

Se eu fosse da "Troika" rasgava imediatamente o acordo

Não passaram umas dezenas de horas sobre a assinatura do acordo com a "Troika" em que se preanunciava um princípio de acordo entre os três principais partidos do arco governativo com vista à implementação de condições para a resolução dos nossos problemas económicos e financeiros, que passa obrigatoriamente por uma união no fundamental das políticas do futuro e, de novo, se vê recrudescer a violência política verbal entre os principais partidos que contradiz toda a possibilidade de qualquer acordo entre eles.
A começar, e novamente, por mais um desastrado discurso do Presidente da República, personagem de uma tragédia que ajudou ele próprio a encenar e que continua, paulatinamente, o seu trabalho de minagem do boa convivência política em Portugal. Este PR que nos caiu na rifa continua a ser incapaz de uma palavra de congregação de vontades e de esperança; este PR continua o trabalho iniciado no mandato anterior de incendio da vida publica com ataques permanentes ao actual executivo, mesmo já depois da demissão do primeiro ministro e marcadas que foram eleições legislativas, incapaz de prever o dia de amanhã, em que pelo voto dos seus concidadãos, poderá vir a ser obrigado a dar posse a um governo diferente do que os seus desejos têm manifestado abrindo, desde logo, uma nova linha de confronto e uma constante crise.
Em segundo lugar, ao contrário de Sócrates e Paulo Portas, que se têm comedido nas declarações sobre a constituição de um futuro governo, o líder do PSD, Passos Coelho, afrontado pelo descalabro que têm sido para aquele partido as últimas sondagens, resolveu irromper com um discurso de confrontação, de fuga em frente, pondo em causa qualquer entendimento futuro e com ele uma boa relação política entre os principais partidos com o intuito de levar a cabo as necessárias políticas para realização do acordado com a "Troika".Mais uma vez, Passos Coelho, vem demonstrar a sua completa incapacidade de gestão política e espera-se, como é habitual, que venha a contradizer estas afirmações já na primeira oportunidade. Continua a demonstrar-se um actor políticamente incapaz de se afirmar a si e ao partido de que é presidente e isso reflete-se na opinião pública em que é apenas considerado um "tipo simpático".
E a tal ponto a incapacidade de Passos se tem revelado que a Sócrates e ao PS lhes bastam deixar o líder do PSD fazer declarações como as que tem proferido para que se mantenham, o que era discutível há algum tempo, na efectiva luta pela victória nas próximas eleições.
Os senhores da "Troika" perante este espectáculo deverão, já, estar a pensar sobre o que afinal vieram cá fazer ?
Sairam daqui com um acordo que envolvia um PR e três partidos e, mal viraram as costas, o PR e um partido começaram a partir a loiça toda pondo em risco o efectivo cumprimento do plano acordado.
Não há dúvida, se eu fosse da "Troika" rasgava imediatamente o acordo...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A.P.S.B, hoje começa nova luta...



A nossa conversa de ontem teve o condão de me acordar de uma certa letargia.
Não há dúvida, temos uma luta pela frente !
E a única coisa a fazer é ir ao encontro dela, sem medo, ultrapassando os epítetos que já sabemos nos serão endereçados. Até parece que é crime defender aquilo em que se acredita. Os dados estão lançados e as provas vêem a nosso favor.
De uma coisa temos a certeza , lutamos pelo que acreditamos e não pelos lucros que daí podem advir.
E assim, sendo, a  victória será sempre nossa !

Disfunção Pública

Sejam quais forem as percentagens de adesão à greve da FP ( 60% ou 2%) o que se constata é que foi um flop. A Ana Avoila não conseguiu agora os seus intentos nem o PC, e o já mini-Bloco, conseguiram a mobilização de outras datas.
É isto que me decepciona no meu Povo...!
Mal se sente apertado...desmobiliza...!
O que é que isso significa?
Significa que a convicção não era muita, que estavam à espera que o poder cedesse mas não cedeu concluindo, agora, que contribuiram para o desastre e que, neste momento, com o FMI, nada conseguirtão e se encontram na iminência de ficar pior.
É melhor, pois, arrepiar caminho e não se manifestar...
Isto, antigamente, tinha um nome...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Três exemplos da grande informação que temos

Desespero

Não há dúvida !
Perante a reacção histérica do maior partido da oposição e dos seus sequazes face aos resultados das negociações com a Troika, e dando à luz a sua verdadeira face de não estar preocupado com os portugueses mas apenas consido próprio, o PSD é cada vez mais um Partido Sem Destino.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cá por mim obrigava-os a visitar o Aljube...

durante os próximos 25 anos, 365 dias por ano.
Pelos vistos os queixosos não conheciam verdadeiramente a família.
E como muito bem se diz na net, é esquisito não ver dar grande publicidade a tão insólito acontecimento que nem sequer é acompanhado pelo MP na denúncia.
Os "grandes defensores da Liberdade de Expressão" de repente ficaram calados. Se se tratasse de uma "mixaruquice" qualquer tinha honras de parragona de primeira página.
Neste país está tudo grosso, não há dúvida.
Leiam a notícia nos links abaixo e tirem as conclusões:
-http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=12515
-Margarida Fonseca Santos: Julgamento 3 de Maio: "Dia 3 de Maio, pelas 9h15 , um julgamento que nos remete para os tempos da ditadura… Margarida Fonseca Santos (autora), Carlos Fragateiro e ..."

Será gente desta


que os portugueses querem à frente do governo do país ?

Tomar posição

Daqui a cerca de um mês vamos todos ser chamados a exercer, novamente, o nosso direito de voto mas, agora, para as Legislativas. E vamos ser chamados porque, não sendo o voto obrigatório no nosso país, apenas compete ao Estado mobilizar os cidadãos para o cumprimento desse dever cívico e político. A desmobilização dos eleitores portugueses face ao cumprimento do seu dever de voto tem sido evidente nos últimos actos eleitorais com uma subida assustadora da abstenção; daí que a primeira tomada de posição seja a de proclamar a necessidade de haver uma manifestação maciça contra a abstenção acorrendo todos às urnas e expressando a sua escolha política. Ninguém deve ficar de fora. O momento que o país atravessa com as diferentes perspectivas de futuro que nos são apresentadas pelas diferentes forças políticas é por demais importante para que alguém ignore o acto eleitoral, para que alguém ouse esquecer as suas obrigações para com o colectivo a que pertence.
O tomar uma posição política é o segundo aspecto de que se reveste o acto eleitoral.
Com a apresentação do programa do Partido Socialista ficam desde já balizadas as opções políticas. O que desejam os cidadãos para o futuro do país fica agora de escolha mais clara pois sabem-se já as posições globais de todas as forças políticas, embora algumas ainda não tenham posto, preto no branco, aquilo que desejam transmitir e as especificidades das suas propostas; mas o sumo do seu fruto já é por demais conhecido. E é aí que o cidadão eleitor tem de fazer as suas escolhas; é aí que o cidadão eleitor tem de tomar a consciência daquilo que deseja e responder, no futuro, pela sua tomada de posição. Ninguém terá desculpa na opção que tomou; seremos todos co-responsáveis pelos resultados os acto eleitoral e pela relação de forças que dele sair para a constituição do novo governo.
Sabemos que é desejável a constituição de um governo de maioria alargada mas tal só será possível se todos os partidos estiverem dispostos a negociar esse mesmo  alargamento, daí que, sabendo de antemão que existe já quem se exclua desse facto, não deixando grandes esperanças de contributo, mais importante ainda se torna a decisão do voto popular.
Há que tomar posição !
Temos, obrigatóriamente, de dizer o que queremos e arcar com as responsabilidades.
Acabou-se o tempo de deixar aos outros a expressão das nossas opções.
Temos de nos apresentar ao Mundo como senhores da nossa vontade e verdadeiramente decididos a tomar a responsabilidade pelo nosso futuro.
Gritar contra algo para que não quizemos contribuir não é mais aceitável. Temos de nos assumir como cidadãos de corpo inteiro e conscientes das nossas opções.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Partilhar uma maravilha

A mdsol, em resposta a um poste anterior, teve a bondade de me enviar o link abaixo.
Hoje, mais uma vez, no Dia da Liberdade, é de não perder a sua leitura.
O Tesouro de Manuel António Pina.

http://e-livros.clube-de-leituras.pt/elivro.php?id=otesouro

Hoje, 25 de Abril de 2011


Demonstra que não te esqueces.
De manhã visita o Aljube ; à tarde vai à manifestação; à noite vai ao cinema ver o "48".
No fim descansa e recorda-te do que viste...
Comemoraste bem a Revolução !

domingo, 17 de abril de 2011

Ver as coisas a direito

O Partido dos Verdadeiros Finlandeses, extrema direita, teve uma subida espectacular nas últimas eleições legislativas daquele país, situando-se na terceira posição, à frente dos centristas, a um ponto dos conservadores, os vencedores do escrutínio, e empatados com os sociais-democratas, mas com menos deputados eleitos que estes últimos.
Temos assim que vão desempenhar um, papel importante na constituição do novo governo finlandês onde, certramente, hão-de querer fazer valer todas as suas ideias de extrema direita com principal realce para a sua posição anti-europeísta.
Tem-se falado muito, ultimammente, que o "affair" Empréstimo Europeu-FMI a Portugal foi pedra de toque na propaganda eleitoral dos "Verdadeiros Finlandeses" que se recusavam a patrocinar o mesmo  sendo também a favor da saída do nosso país do "Euro". Coisa esquisita...
Afinal quem é que é contra o projecto europeu, são os "Verdadeiros Finlandeses" e outros que se lhes agregam não são os Portugueses; quem não quer a continuação dos princípios de solidadriedade que enformam o projecto europeu  são os "Verdadeiros Finlandeses" não os portugueses; quem é contra muitos dos princípios que nortearam a constituição da União Europeia são os "Verdadeiros Finlandeses" não os Portugueses .
Dizia-se antigamente no nosso país que "quem está mal , muda-se" e deverá ser uma verdade.
Os "Verdadeiros Finlandeses" estão mal na União Europeia, nós estamos bem, eles devem-se mudar, não nós.

sábado, 16 de abril de 2011

Mensagem inesquecível

Não será que...?

Tal é o desacerto, a confusão, os sucessivos tiros nos pés, que chego a a pensar se não estará Pedro Passos Coelho a fazer tudo o que lhe é possível para perder as eleições?
É que isto de ser Primeiro Ministro não é para todos e talvez tenha concluído que seria melhor aplicar a si próprio o Princípio de Peter.
Por outro lado, se não for esta a razão então, e pelo que se tem observado, melhor será perdê-las mesmo porque o país ficá muito mal servido tendo-o como Primeiro Ministro.

Quando for crescido...


não quero ser como este senhor...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Gostava de ter os olhos em bico

Não tenho ideia de alguma vez ter conhecido um povo como o português no que toca a prejudicar-se a si próprio quando se lhe deparam grandes problemas.
Um exemplo disso é, na actualidade, a facilidade com que, quer na Comunicação Social quer na "vox populi", se faz o possível para que os problemas com que o país se confronta sejam empolados de forma evidente, esquecendo, como neste caso, que estamos a ser observados enquanto Nação capaz, pelas mais diversas instituições internacionais e estados.
Parece que a teoria do quanto pior melhor faz curso permanente no nosso país não se lembrando os seus cidadãos que estão a preparar a cama em que se hão-de deitar amanhã, e que quanto pior fizerem, quanto mais divididos se apresentarem, piores condições irão encontrar no futuro. Quem pensar que vai ganhar algo com isso, engana-se!
Numa altura em que as dificuldades se avolumam, esperava-se que todos nós, e não só a classe dita política porque politicos somos todos, tivessemos o Sentido de Estado suficientemente desenvolvido para pensarmos em termos de Povo, não unido apenas nas canções e nos cartazes, mas na esperança na recuperação e construção de uma sociedade mais próspera e para isso é necessário o contributo de todos.
Recordo-me sempre dos paises destruídos pela Grande Guerra que à força de empenho e trabalho conjunto, aliado a um imenso orgulho nacional, se transformaram, de novo, em grandes potencias  económicas e culturais. Recordo o actual Japão, assolado de tragédias, que demonstra sempre, apesar da luta política que sempre existe, um elevadíssimo sentido nacional na ultrapassagem dos problemas que os afectam e, tudo isso, sempre dentro do seu inesgotável civismo e sentido nacional.
Por cá, apesar das imensas dificuldades, continuamos a degladiar-nos, dando um espectáculo indecoroso perante mundo, esperando sempre ganhos individuais e/ou de grupo que nada têm a ver com os grandes desígnios que nos deviam nortear.
Alturas existem em que gostava que todos tivessemos os "olhos em bico"...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Com tanta recusa

e ao abrigo da dupla nacionalidade ainda vamos ver Passos Coelho a convidar o deputado Tiririca para encabeçar  uma lista de deputados do PSD à Assembleia da República.
Já convidaram um candidato a "Faz.tudo" para Lisboa; o Tiririca não ficaria mal noutro distrito qualquer...
Ao fim e ao cabo é tudo circo...e palhaços não faltam...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Palhaço por palhaço prefiro o"Faz-tudo"...

A melhor frase que li sobre o "affair" Fernando Nobre :

"Felizmente que só me desiludo com quem me ilude. O que não é o caso..."

Durante toda a campanha eleitoral para as presidenciais foi por  demais eviente o esforço de muita gente em alertar os concidadãos para a verdadeira natureza política do então candidato Fernando Nobre.
Era por demais evidente! O homem era e é um demagogo !
Não quizeram ouvir. Muita gente ligada, de qualquer modo, à esquerda julgou ver ali um providencial candidato capaz de de impedir, não a victória de Cavaco mas, a ida à segunda volta de Manuel Alegre.
O candidato "Nobre" não tinha e não tem, e agora vê-se de forma explícita, nada para oferecer à democracia portuguesa senão o que de pior existe na demagogia, a sua capacidade para ser um homem de circo ( sem querer ofender os profissionais da arte ). Ele é "ilusionismo", ele é "contorsionismo", ele é "funanbulismo", ele é, não um "palhaço pobre" mas, um pobre palhaço.
E o que mais espanta é que pessoas grandemente consideradas politicamente alinharam no cortejo como que encadeadas por uma luz que, afinal vê-se, não existia.
Mais um "saltimbanco" que não ficará para a história nem politicamente servirá alguma vez de exemplo para alguém.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Fruta da época

UMA PIADA QUE ME CHEGOU POR EMAIL

A crise política começou e Cavaco não disse nada.


O Sócrates ameaçou demitir-se e Cavaco nada disse.


O Sócrates demitiu-se mesmo e Cavaco continua sem nada dizer.


Pergunto eu, não será melhor alguém passar lá em casa a ver se está tudo bem?


Nos dias de hoje todo o cuidado é pouco com idosos sozinhos em casa.

(Fanado ao blogue "O Jumento")

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Adeus



Como muito bem afirma Francisco Seixas da Costa:
"A saída de Jaime Gama - a mais bem preparada figura política da minha geração - da cena pública constitui um imenso empobrecimento para a nossa vida cívica."
http://duas-ou-tres.blogspot.com/
É o adeus à política activa do "peixe de águas profundas", um político que durante dezenas de anos nos habituamos a respeitar e que deixa às novas gerações um  bom exemplo.
Foi aplaudido de pé por todos na AR, na hora da despedida, sinal de reconhecimento pelos seus pares.
Vai fazer muita falta toda a sua experiência e verticalidade.
Espera-se , contudo, que se mantenha disponível para aconselhar os políticos deste país numa altura tão difícil quanto a que estamos a atravessar.
Não será um adeus à política, será sempre um até já...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Um governo pa...


Aos poucos vão aparecendo as cartas que cada partido está disposto a jogar no próximo dia 5 de Junho.
Começam a desenhar-se estratégias dos partidos. movimentos e grupos.
Se por um lado já se sabe qual é a estratégia da direita, consubstanciada  nas posições já conhecidas, se bem que ainda não passadas a letra de forma, por parte do PSD e do CDS, ficamos a saber este fim de semana que poderá estar em construção uma plataforma à extrema esquerda englobando o PCP e os grupelhos que o acompanham na dita CDU e o Bloco de Esquerda. Ficará assim formado um bloco comunista disposto, e com toda a legitimidade, a ser alternativa de governo em Portugal.
Mas o mais interessante na linguagem deste putativo aglomerado político é o completo conservadorismo ideológico que apresenta. Por parte do BE, se bem que os objectivos sejam os mesmos, os termos em que se expressa são mais modernos, mais apelativos; O PCP, não, mantem-se igual a si próprio e lança o seu "novo" slogan " Por um governo patriótico de de esquerda"...
Pressupõe, certamente, que quem não compartilha o mesmo ideário não será patriota nem de esquerda...
Mas isso são tiques já habituais e sempre imutáveis na mensagem do partido de Jerónimo.
Teremos assim, e se nada se modificar, que se apresentarão ao eleitorado dois blocos, um de direita (PSD+CDS) e outro de extrema esquerda (PCP+BE). O espaço representado pelo Partido Socialista deverá concorrer sozinho.
Caberá aos cidadãos começar a olhar com olhos de ver  as receitas que lhe são apresentadas.
Certo, certo, é que existem indicios de que aparecerão possibilidades de um "governo paranóico e de extrema esquerda " e  um "paranóico e de direita ultra liberal".
Do restante logo se verá...
Aguardemos.

19 anos


Completam-se hoje 19 anos que desapareceu Salgueiro Maia, imagem da Revolução de Abril e sua figura operacional de proa.
Foi um exemplo que deve ser recordado nestes tempos conturbados e de dúvidas.
Será, também, data para recordar quem, sendo tão importante para nós, foi, em vida, vítima de injustiças.
Nunca esqueceremos que no ocaso da existência viu ser-lhe recusada uma pensão do Estado ao mesmo tempo que dois Pides eram considerados merecedores de tal proveito.
Lembra-se Dr. Cavaco ?
Será que tem conseguido dormir de consciência tranquila durante estes 19 anos ?
A História saberá recompensar cada um pelos seus méritos; Salgueiro Maia ficará sempre na nossa História enquanto outros serão esquecidos na obscuridade dos seus actos.

sábado, 2 de abril de 2011

Agora, a clarificação até dos "à rasca..."


Felizmente que estamos à beira da clarificação política, ou talvez não, com a marcação das legislativas antecipadas.
Mas vai ser interessante verificar, mais uma vez, as posições dos diversos partidos e movimentos.
Se do PCP e do BE nada se pode esperar mais, pois já se sabe o que descreve a cartilha - os movimentos comunistas raramente apresenta quaisquer surpresas -, dos outros poderão aparecer confirmações e/ou nuances sobre as políticas que têm vindo a apresentar, umas mais liberais outras menos, umas mais socialistase/ou sociais-democratas que  outras,  umas mais europeias outras mais nacionalistas.
Mais interessante, contudo, vai ser verificar onde se vão encaixar os cabeças de cartaz ou como eufemisticamente agora se diz os "representantes" dos movimentos populares "não engajados", como tem sido apregoado , com por exemplo o da "Geração à Rasca" e sucedâneos.
Aí sim, concluiremos da independência e do apartidarismo assumido aquando das manifestações "populares" levadas a efeito. Aí sim, teremos as certezas que nos faltam sobre o factor muito controverso do termo "popular".
Aprendi na minha juventude que a designação de "popular" por partidos ou movimentos normalmente encriptava posições conservadoras ou de autoritarismo de direita ou esquerda.
Nunca esqueci o ensinamento e até hoje, também, ninguém me provou o contrário.
Fica para tirar futuras conclusões.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

1 de Abril



Tenho lido e ouvido tanta "mentira" durante o dia de hoje ...especialmente na área da política ...que chego a ficar na dúvida.
Por exemplo:
- Dizem que temos um Presidente da República...
- Dizem que o PSD tem um líder coerente...
- Dizem que o Paulo Portas não quer ir para o próximo governo...
- Dizem que o Jerónimo de Sousa quere-se aliar ao Sócrates para formar governo sem impor condições...
- Dizem que o Louçã já desistiu de destruir o PS...
e até dizem que o Governo de Gestão pode fazer aquilo que não pode...
Grandes mentirosos, não são ?

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mas não batam só no "Coelho Farsola"...

Temos de ser honestos. O "Coelho Farsola" é o principal culpado mas há mais.
Afinal quando começou esta crise ou melhor, quando foram criadas as condições para o seu início ?
Lembram-se de um "Senhor" que dizia que se não votassem nele o País caía no abismo da falta de credibilidade externa ? Pois é ...!
Esse mesmo "Senhor", através de dois discursos inqualificáveis, deu o pontapé de saída para a crise política em que vivemos e da qual ainda não sabemos a extensão global dos malefícios.
Mas também foi esse mesmo "Senhor" que depois de lhe ter rebentado nas mãos a crise que ele próprio ajudou a criar veio afirmar, com desfaçatez, que havia sido ultrapassado pela velocidade dos próprios acontecimentos. Quem não sabe conduzir não carrega no acelerador...
Mas a História dos sec. XX e XXI se encarregará de lhe fazer o perfil para a posteridade e a fotografia vai ficar certamente desfocada.
Entusiasmado com as palavras do "Chefe", o "Coelho Farsola" atirou-se ao poder ou ao "pote" como infelizmente, e denotando uma completa falta de escrúpulos, classificou o poder.
Teve pouco tempo para saborear a fraca luz de um sucesso efémero tal foi a frieza e a condenação externa e interna com que foi recebida a sua atitude. O "Coelho Farsola" tem o seu destino marcado. Será mais um, dos muitos que por aí já apareceram a ser votado ao esquecimento nas malhas da História Portuguesa sem deixar qualquer rasto.
Mas não podemos ficar por aqui. Existem actores menores.
O da "Lavoura", cuja sede de poder, já que protagonismo consegue angariar a todos junto da Comunicação Social que lhe ampara o jogo, é um "case study" da política portuguesa. Entre um pró e um contra arranja sempre forma de se colocar como necessário a uma coligação que lhe dê hipóteses de um lugarzito num futuro governo da direita. Viu que a corrente estava de maré e acompanhou a "rebelião" na esperança de que lhe sobrem algumas côdeas que lhe garantam a sobrevivência, coisa aliás a que há muito está habituado.
E ainda, outros dois actores, quase que diria apenas figurantes, em todo este processo.
O "Proletário" e o "Sacristão".
Qualquer deles, atirando-se a quem sempre quiseram destruir, fizeram o frete aos outros três.
Sabem bem que nunca conseguiram chegar a lado nenhum mas que, também, é no protesto que encontram o vinho com que embebedam os apaniguados. E agora, na ressaca, quais inspectores das actividades económicas, vêm gritar que em nada são culpados pelos desacatos provocados pelo excesso de bebida e vai daí multam os próprios seguidores com o agravamento das consequências que ,também eles, provocaram.
Tristes figuras de quem, apenas, se contenta em aparecer nos fundos do palco...
Como vêem o "Farsolas" não está sozinho nesta "peça" mas está mal acompanhado. Fazem todos um bom conjunto de responsáveis por aquilo que o povo português vai passar nos próximos anos.
Esperemos que na altura certa quem de direito os saiba penalizar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Era uma vez um coelhinho...

que gostava muito de ser estrela do espectáculo.
Assim, foi-se formando desde a juventude, aprendendo a falar para muita gente, aprendendo canto, concorrendo a papeis em que a sua figura fosse mais notada, mas nada conseguiu.
Decidiu:
-Vou aprender mais qualquer coisa de modo a ficar mais forte e ser mais notado.
E assim fez...
Esteve uns anos em que não apareceu nos palcos, aceitou outros papeis em companhias privadas em que a sua imagem não era necessáriamente publicitada até que um dia pensou...:
-Está na hora!
E apareceu a dizer que tinha chegado o seu momento. Que era agora que ia demonstrar toda a sua valia e aquilo que tinha aprendido.
Consta, no entanto, que o empresário que lhe tinha dado a mão começou a ver que o pupilo não ia pelo melhor caminho e afastou-se.
O pobre do coelhinho, como na história do Pinóquio, começou a dar-se com outras piores companhias, menos desejáveis, mas...já estava lançado no palco. Tinha de seguir em frente.
Mas os papeis que lhe davam para decorar eram de má qualidade e o coelhinho não era farto em ideias próprias...começou a balbuciar...
Quando apareceia dizia o que não devia e o que devia não dizia...estava à beira do abismo...
Que fazer, então ?
Pensou bem, pensou melhor...Já sei!
Aproveitou a boleia e foi no combóio de chocolate com o Pai Natal ao Circo...
Sempre estava no meio dos seus...



terça-feira, 29 de março de 2011

Horizonte enevoado


Não sei o que me penaliza mais...
Se o não cumprimento das minhas expectativas no início da caminhada democrática se a constatação efectiva de que ainda faltarão uma ou duas gerações para que este povo, de que também faço parte, consiga libertar-se de todos os piores defeitos que lhe foram inculcados por  dezenas de anos de paternalismo político.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A compostura de um Povo


É de tal forma importante o testemunho que me foi enviado por e-mail que não quiz deixar de o postar.

"Eu observei isto mesmo quando passei uma semana em Kobe a seguir ao sismo de 1995! Senti um respeito enorme pela inexcedível compostura deste povo!"
António GC

10 things to learn from Japan

1. THE CALM

Not a single visual of wild grief. Sorrow itself has been elevated.

2. THE DIGNITY

Disciplined queues for water and groceries. Not a rough word or a crude gesture.

3. THE ABILITY

The incredible architects, for instance. Buildings swayed but didn’t fall.

4. THE GRACE

People bought only what they needed for the present, so everybody could get something.

5. THE ORDER

No looting in shops. No honking and no overtaking on the roads. Just understanding.

6. THE SACRIFICE

Fifty workers stayed back to pump sea water in the N-reactors. How will they ever be repaid?

7. THE TENDERNESS

Restaurants cut prices. An unguarded ATM is left alone. The strong cared for the weak.

8. THE TRAINING

The old and the children, everyone knew exactly what to do. And they did just that.

9. THE MEDIA

They showed magnificent restraint in the bulletins. No silly reporters. Only calm reportage.

10. THE CONSCIENCE

When the power went off in a store, people put things back on the shelves and left quietly.

Existem , na realidade, exemplos no Mundo que bem nos poderiam fazer pensar.
Os meus agradecimentos ao António Gomes Coelho.

A Hora da Poesia- Rádio Vizela

www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-entrevista-a-miguel-gomes-coelho-10072019/?fbclid=IwAR095cmi1MHhzKytias_ssHY3hooCm5P2TqODIjm7w...