segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O futuro da democracia na Europa

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Pelo que se está a desenhar, e com o beneplácito de muita boa gente, o futuro da democracia na Europa pode estar a caminho de sofrer mutações radicais.
O básico princípio de um cidadão um voto na escolha dos dirigentes políticos pode cair em desuso. A nomeação pura e simples de governantes por influência política externa aos estados e com base nos "dictames" dos mui poderosos mercados está para aí a desenhar um novo conceito de "um economista um voto" relegando a política para o caixote do lixo da História.
A "Velha Europa" está a definhar, não há dúvida. Resta-nos o quê ?
Voltar a recordar a sua História ( é sintomático que alguém queira deixar de considerar a disciplina de História como estruturante no ensino...) e gritar a bons pulmões que esta é a Europa da Revolução Francesa, da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.
E façamo-lo depressa, antes que outros, por mais radicais,  reinventem a guilhotina...

domingo, 13 de novembro de 2011

Bela como tu


só tu !

O governo da selva

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E não há dúvida que não vamos longe na nossa selva com os seu destino entregue a três macacos...

Será que temos um Miguel de Vasconcelos em S. Bento ?

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As últimas declarações do 1º. Ministro, Pedro Passos Coelho, acerca do papel do BCE no futuro da Europa deixam no ar uma boa pergunta:
Será que o chefe do governo português tem por objectivo a defesa dos interesses de Portugal e do seu Povo ou a defesa dos interesses da internacional capitalista dos fundos e organizações financeiras que, neste momento, parecem ter o poder político Europeu nas mãos, dando-se ao luxo de depor governos eleitos, com largo apoio parlamentar, só porque lhes não dão cobertura aos seus desígnios ?
É que se assim é, não esquecer que em Portugal continuam a existir janelas e que  o dia 1º. de Dezembro está próximo...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Declaração de voto

Respeitar uma decisão, votar de acordo com o decidido democraticamente nos orgãos partidários mas não vender a alma ao diabo, foi o que sucedeu hoje na AR na votação na generalidade do OE 2012 por parte de 13 deputados do Partido Socialista.
Submetidos à disciplina partidária não quiseram, contudo, deixar de marcar uma posição.
Seguro pode ter ficado satisfeito porque levou avante os seus intentos mas não deixou de dar a conhecer a divisão profunda e latente que existe no seio do PS.
Seguro julga que ganhou espaço político fazendo até uso de um slogan populista ( o do amor a Portugal).
Seguro está a enganar-se mas o povo da esquerda democrática não se engana. Vai ter vida curta à frente do Partido e mostrar-se-á incapaz de liderar o conjunto dos homens e mulheres de esquerda deste país que não são militantes inscritos e como tal não lhe devem nenhuma obediência política.

Olhar sobre o futuro

Feriados - Quem vai definir

Isto é uma historieta recorrente sempre que a direita chega oa poder. Temos de acabar com tantos feriados ...!
Em Portugal existem 14 feriados nacionais sendo que 7 são civis e os restantes de inspiração religiosa.
No limite, até se poderá dizer que são todos religiosos já que a ICAR tem todos os dias do calendário dedicado a um ou mais santos ou eveentos.
Mas o problema que agora se levanta é  o da valoração de uns feriados em relação aos outros. A ICAR quer ter prerrogativas de estado quando não passa de uma confissão religiosa e como tal nada tem de universal relativamente à sociedade portuguesa. Por outro lado, denttro do poder instituído, há quem se arrogue no direito de definir quais são os feriados que merecem continuar a sê-lo e os que serão banidos do calendário civil.
Em ambos os casos serão os conceitos individuais, de clérigos e governantes, que ao arrepio dos destinatários, os cidadãos, se darão ao direito de decidir.
No que me toca sou absolutamente relutante ao desparecimento dos feriados civis, os patrocinados pelo Estado, na medida em que são os que respeitam à sociedade portuguesa no seu todo. Mas, mesmo assim, ainda poderia encontrar um ou outro que não me chocaria negligenciar, casos do Carnaval e do 10 de Junho.
Quanto aos religiosos, cuja existência ou não,em nada me afecta, mas condescendendo, tudo ou quase tudo  se poderia resumir à manutenção do dia 1 de Novembro, dia de todos os santos, em que de uma só vez ficariam todos comemorados.
Mas insisto ! Quem vai definir pelo conjunto da sociedade portuguesa o que se mantem ou é banido ?
Para ser um processo justo deveria haver um referendo. É que, ainda por cima, não acreditando eu, minimamente, na pessoa que está a levantar o problema, o incapaz ministro da economia, o Álvaro, mais de pé atrás fico quanto à sapiência de uma decisão correcta.
Mas esperemos. O assunto não é grave nem é de urgente necessidade de decisão. Existem outras coisas mais importantes a decidir para o futuro do País. Só quem não sabe o que fazer às coisas importantes se preocupa com a urgência de resolução de um assunto como este.

Feriados Nacionais
· 1 DE JANEIRO
- ANO NOVO
· 5 DE FEVEREIRO
- CARNAVAL
· 18 DE ABRIL
- SEXTA-FEIRA SANTA
· 20 DE ABRIL
- PÁSCOA
· 25 DE ABRIL
- DIA DA LIBERDADE
· 1 DE MAIO
- DIA DO TRABALHADOR
· 10 DE JUNHO
- DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES
· 19 DE JUNHO
- CORPO DE DEUS
· 15 DE AGOSTO
- ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
· 5 DE OUTUBRO
- DIA DA IMPLANTAÇÃO DA RÉPUBLICA
· 1 DE NOVEMBRO
- DIA DE TODOS OS SANTOS
· 1 DE DEZEMBRO
- DIA DA INDEPENDÊNCIA
· 8 DE DEZEMBRO
- IMACULADA CONCEIÇÃO
· 25 DE DEZEMBRO
- NATAL

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Premonição

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Que se estará a passar quando um dia  ouvirmos o sr. Olli Rehn afirmar em Bruxelas que o caso alemão nada tem a ver ou de parecido com os do resto da Europa...?

Sobre os feriados religiosos

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Como se o estatuto de uma confissão religiosa fosse idêntico ao de um Estado, ainda por cima laico, (já nos basta a fantochada do estado do Vaticano), a ICAR tem o desplante de chantagear a troca de feriados religiosos, apenas , e desde que o Estado faça o mesmo no que respeita aos dias de feriados civis.
A pouca vergonha tem limites...

Igreja renuncia a dois feriados se Estado também o fizer com feriados civis"


Aceda a:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2111257

A ditadura dos Mercados

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Pois, não há dúvida, que têm muito poder. Pois, não há dúvida, que têm força suficiente para depor governos e levar a nomeação de outros.Pois, é crível, que tenham os seus homens de mão espalhados por todo o planeta. Pois, sabemos já, que funcionam com um poder ditatorial e como tal são difíceis de combater.
Mas não estaremos  a esquecer-nos de qualquer coisa ?
Não nos estaremos a esquecer que as ditaduras também se abatem e se arredam do poder os ditadores ?
Só falta saber a fórmula...
Dizia-me alguém, de uma forma muito simples, que a maneira mais fácil de acabar com eles, não com o mercado, mas com o Senhor Mercado, o tal ditador, era haver uma união de todos os povos e obrigarem os governos a deixar de pagar as dívidas soberanas. O Senhor Mercado, o tal ditador, deixava de ter recursos - quem não recebe o que emprestou vai à falência- e assim se terminaria o seu poder .
O alguém não é economista mas é um tipo com ideias simples. E se desse resultado ?
Ai, se desse resultado, não existia povo que não aderisse à ideia...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pelo ralo...


Não  te podes queixar, Tozé !!!
Fizeste a cama onde te vais deitar...

«Não há almofadas» para manter um subsídio

«Não há alternativa» a cortar os dois, garante o ministro Miguel Relvas



Toda a tua estratégia do "interese nacional" foi pelo ralo!
Mas nós avisámos e tu não quiseste acreditar...
BARRETE !!!!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Uma história exemplar nos dias de hoje


Um amigo do António, chamemos-lhe Zé, pediu~lhe um conselho sobre um automóvel em segunda mão que queria comprar. O António e o Zé sempre foram muito amigos e o Zé considerava o António um homem de confiança, correcto , frontal e conhecedor do assunto, daí o pedido que lhe fez.
Ora o António foi ver a viatura e não gostou nem da parte exterior, a pintura estava velha e riscada e o modelo era demasiado antigo assim como o motor lhe deixava tremendas dúvidas porque nem o motor de arranque funcionava.
António viu manifestamente que o carro não prestava e que o Zé iria certamente fazer um mau negócio. Daí que, pensando maduramentre no assunto, foi ter com o dono do stand e exigiu-lhe, para defesa do amigo, que lhe desse a garantia de que o carro nunca griparia. Ora o dono do stand disse-lhe logo que sim...enquanto for palavreado nada a opor.
O António foi ter com o Zé e disse-lhe então que o carro era um verdadeiro chasso e que não lhe devia durar mais que 6 meses mas que ele falara com o dono do stand que lhe afirmou, de viva voz, que o carro nunca griparia.
Desse modo, ele António, achava que o Zé podia comprar o carro mas que o melhor que podia fazer era deixá-lo parado à porta não fosse a viatura avariar em qualquer deslocação e já não tivesse arranjo;
asssim nunca teria a maçada, inclusivé, de pedir que o vendedor cumprisse a garantia.
O Zé achou estranha a proposta do seu grande amigo, mas pelo sim pelo não, amigos amigos negócios àparte, preferiu não seguir a indicação do António e foi procurar outro stand e outro amigo que soubesse de automóveis.
Não sei porquê  mas esta história lembra-me qualquer coisa...

sábado, 5 de novembro de 2011

Ainda a abstenção do Partido Socialista

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Não é novidade para ninguém que quem define as políticas partidárias são os dirigentes eleitos pelos militantes e que, por isso,  têm toda a legitimidade na assumpção das suas propostas.
Mas também não é novidade para ninguém que os votos de que um partdido beneficia quando os cidadãos são chamados a se pronunciar não provêm apenas dos militantes, número ínfimo do eleitorado, mas fundamentalmente daqueles que se revêem no programa partidário, nas ideias dos seus dirigentes,  no carisma do seu cabeça de lista, na força que antevêem  para a resolução dos problemas que se apresentam ao país.
É por isso que, muitas vezes, as decisões legítimas de orgãos nacionais  não encontram o devido eco nos cidadãos não militantes, aqueles que não se submetem aos "diktats dos directórios mas cujo voto é absolutamente necessário para as victórias partidárias. E esquecer isto é caminhar alegremente para a derrota.
Por tudo o que se tem escrito e lido parece ser este o caminho que o Partido Socialista e o seu actual Secretário Geral querem palmilhar. Esquecerem-se que a força partidária não advém  só dos seus militantes inscritos mas, e sobretudo, dos seus "compagnons de route", dos que ideologicamente vêem na Declaração de Princípios o cimento que os une e fortalece; esquecer a mole humana que ao partido  tem dado inequívoco apoio apesar de todos os obstáculos com que ameúde se confronta.
A actual direcção do PS pode ter ganho a maioria dentro do Partido mas é legítimo pensar que está a perder o povo socialista que se identifica com um passado de luta e convergência de objectivos na defesa intransigente de políticas sociais e económicas que defendam o cidadão e a sociedade justa que  tem sido sempre razão da sua actividade .
A última decisão de viabilizar no escuro, por via da abstenção, antes de qualquer negociação e de qualquer acordo  efectivo, o OE 2012 é um tiro em cheio na credibilidade de quem propõe a medida e contráriamente ao que supõem, não uma forma de ganhar eleitorado, mesmo com o artifício do "interesse nacional", mas o caminho mais rápido para inexoravelmente o perder e, na maioria dos casos, a favor de quem anteriormente se conluiou com os mesmos que ajudaram a arredar o partido do poder e com quem o PS, neste momento, faz um pacto de não agressão.
A ver vamos quem terá razão no futuro.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Para quando ?

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É disto que estão à espera ?

O actual " a bem do interesse nacional "

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faz-me recordar, neste momento, o célebre " A Bem da Nação" de tempos idos e não desejados.
Debaixo do enorme guarda chuva do conceito tomam-se as mais desvairadas atitudes impedindo quase, desde logo, que as mesmas possam vir a ser discutidas por colidirem com o dito "interesse nacional" de quem as propõe, não do País.
Cabe perguntar: Quem define e o que é o "interesse nacional".
Para os actuais dirigentes  dos dois maiores partidos portugueses é, certamente, o que consideram que se engloba num "A Bem da Nação" indiscutível e por eles definido sem contraditório.
O interesse nacional de Seguro e Passos Coelho devia ser antagónico; chegamos à conclusão que é complementar, " A Bem da Nação", negociado na sombra dos corredores, com cartas assinadas em branco para um resultado viciado e a que chamarão eufemisticamente "conversações políticas".
Quem quer atingir objectivos, pressionar, vencer dificuldades, não dá de barato a conclusão do processo mesmo que isso venha mascarado por um " A Bem da Nação" ou " a bem do interesse nacional.

Discurso político global

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O PS de Seguro

Como era expectável...

A Hora da Poesia- Rádio Vizela

www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-entrevista-a-miguel-gomes-coelho-10072019/?fbclid=IwAR095cmi1MHhzKytias_ssHY3hooCm5P2TqODIjm7w...