sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Alambor

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Alguém existe aqui na net que considera que o desconhecimento do termo e o que significa "Alambor" um sinal de pouca ilustração, mesmo de falta  de cultura básica.
Como não sou pessoa de me ficar na ignorância lá fui à Wikipédia tentar saber o que sobre "alambor" existia.
E encontrei, graças a Deus ! Mesmo eu que sou ateu .
à partir de agora sou um homem muito mais ilustrado e conhecedor da tradição templária na construção de castelos. Coisa demasiadamente importante nos dias de hoje; problema dos problemas, tema obrigatório nas conversas com a Senhora Merkel.
Pois fiquem sabendo, seus incultos, que :

"O alambor é um tipo de estrutura defensiva que consiste no espessamento da base de uma muralha.
Elemento de arquitetura militar foi introduzido pelos Templários, visando dificultar o assalto às muralhas de uma fortificação pelos atacantes.
O material utilizado para a sua confecção geralmente era a pedra. Os sitiantes viam assim dificultadas as tarefas de aproximação de elementos de ataque típicos da época, como torres de assalto e catapultas, e mesmo dos trabalhos de sapa das muralhas.
Em Portugal o seu melhor exemplo é no Castelo de Tomar."
Como me sinto mais feliz.
A partir de hoje já somos 313 os que sabem o significado de tal palavra. Que bom !
Claro, meus amigos, espero que não me mandem, e com razão, saltar da muralha e rebolar pelo "alambor" por vos ter confrontado com a vossa ignorância...
O Alambor ! Mas como é que isto me passou ?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Arreganhar a taxa

Alguns muito ricos deste Mundo fizeram-me recordar as palavras do antigo primeiro ministro António Guterres sobre a necessidade de olhar com atenção para os mais desfavorecidos:
"Ou os ricos tratam dos pobres ou os pobres, amanhã, tratarão dos ricos..."
Se não foi perfeitamente assim foi parecido mas a mensagem é a mesma.
Talvez por isso considere que esta onda de boa vontade dos hiper-afortunados da vida mais não passa do que uma hipócrita tentativa de fazer passar uma mensagem de preocupação social que verdadeiramente não existe. Se existisse há muito que a tinham posto em prática, não só agora que os ventos não correm de feição na economia do planeta, que os protestos começam a subir de tom, que são postas em causa e derrubadas lideranças que se achavam inamovíveis, etc.
Acabo por considerar mais honesto quem se recusa ao esforço, embora a argumentação seja infantil, como é o caso do "trabalhador" Amorim, do que muitos outros que só pelas circunstâncias se apresentam como concordantes com a  medida de taxar as grandes fortunas.
Por outro lado, a aplicação de tal medida, segundo os especialistas, não é fácil e já deve estar a ser bem estudada pelos possíveis contribuintes de modo a fazer pouca mossa no seu património mas não deixando de os fazer passar por preocupados cidadãos com as injustiças sociais.
Daí que considere, também, que de tanto e demagógico palavreado sobre o assunto, a taxa para os ricos e a sua boa vontade não me faça mais do que... arreganhar a taxa...


terça-feira, 23 de agosto de 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Do animal feroz ao gato amestrado

Quem tem acompanhado, desde o dia 21 de Junho, a evolução política portuguesa não pode deixar de se espantar.
Parece, em certas situações, que voltámos ao 24 de Abril em que fazendo oposição declaradamente ao Poder apenas existia uma força de todos conhecida - o Partido Comunista. E hoje estamos na mesma!
A contrariar, efectivamente e em termos públicos, o actual governo apenas se tem apresentado o partido de Jerónimo de Sousa. É certo que para isso trabalhou e trabalha; esta é a situação que sempre desejou - um governo de direita para poder dar aso a toda a sua militância de contestação. Para que isso sucedesse aliou-se, inclusivamente, a essa mesma direita, para derrubar o governo anterior dirijido pelo seu arqui-inimigo, o Partido Socialista.
Perguntarão, e muito bem, sim e o resto?
Os restantes partidos neste momento ou não existem ou hibernam.
O Bloco está a caminhar heroicamente para a inexistência e o Partido Socialista, cordatamente, e infelizmente, dirige-se, como nos  piores momentos do seu passado, para uma sonolenta oposição, sem chama nem desígnio palpável, à semelhança do que é o habitual comportamento do seu eleito Secretário Geral.
O Partido Socialista deixou de ser dirigido por uma animal feroz para o ser, agora, por um gato amestrado.
Contudo, e isto é que se torna deveras importante, é que o mal estar já se nota nas hostes partidárias e nos apoiantes anónimos.
Não haverá por lá ninguém que dê um berro e um murro na mesa ?
É que assim isto vai mal ! Entregues a extremos, direita e comunistas, onde se poderão albergar os eleitores da esquerda democrática que não se revêm naqueles projectos ?
A pergunta fica; a resposta há-de vir, se alguma vez vier ou, se alguém acordar da sonolência.



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sábado, 20 de agosto de 2011

Mesmo só à cacetada, só que noutro

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Parvos e bandidos só mesmo à cacetada - António Ribeiro Ferreira-Jornal "i" - 19.08.2011


Uma velha técnica: misturar o que se não deve. 
O intuito do articulista é óbvio como é óbvio, depois de tantos insultos a gente que o não merece e que ele não consegue descortinar quem, que eu o considere, aliás, como desde há muito tempo, um verdadeiro pedaço de asno que, como outros que por aí pululam, escrevem em jornais..


Para a opinião aceda a:
http://www.ionline.pt/conteudo/143994-parvos-e-bandidos-so-mesmo--cacetada

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Rio de Janeiro será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude


(Agência Lusa - http://www.lusa.pt/)
Brasil: Rio de Janeiro será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude

E eu a julgar que o iam fazer África Oriental, onde transformariam os 50.000.000 de Euros (custo da actual deslocação a Espanha e que é paga pelo contribuinte espanhol, católico ou não) em alimentação para os necessitados e que as centenas de milhares de pessoas que aguardaram e aclamaram o lider espiritual dos cristãos católicos iriam ter a possibilidade de mostrar no terreno toda a sua disponibilidade para ajudar quem precisa. O Lider católico até iria vestido de "fato macaco", transportado numa carroça ou a pé,  e falaria aos seus fieis por um megafone e estaria ao sol abrasador como os outros.
Mas não! Enganei-me !
Vai para o Brasil, país emergente e rico, para o ar condicionado das boas instalações, resguardo no seu papamóvel, com o seu séquito de saiotes bem engomados e discursando as banalidades habituais..
Escolhas pouco evangélicas, na realidade.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Chegou o momento de cobrar...

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Nem necessitou do "cobrador de fraque"...
Aceda a:
http://aeiou.expresso.pt/mario-crespo-convidado-pelo-governo-para-correspondente-da-rtp-em-washington=f668493

O Fado perdeu

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Cavaco, aquele senhor que se diz ser Presidente da República Portuguesa, prestou pública homenagem, altamente merecida, a Fontes Rocha.
Estranho, contudo, nada o ter ouvido dizer sobre a morte de José Manuel Osório. Temos a reedição do factor Saramago ?
Digam-me que estou errado porque nada vi sobre o assunto e a culpa é minha ou que estou irremiavelmente certo sobre a personalidade do PR de apenas alguns, e cada vez mais, poucos portugueses.

Europa

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Sem rumo, definhando realmente, sem ninguém com algum rasgo que a retire deste permanente estado de apenas asssumir paliativos para uma situação que a pode levar à morte.
Vão apenas lambendo as feridas os escanzelados aguardando uma equipa médica competente.
Quando as doutas sumidades quizerem utilizar a injecção salvadora pode já ser tarde e por contágio morremos todos, os maus médicos incluídos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Uma tradição que se tem perdido



Ao passear sem destino encontram-se por vezes pequenas obras de arte que o tempo e o abandono tem vindo a fazer esquecer.
Em Fernão Ferro, junto à estrada de Sesimbra existe uma quinta muito bem chamada de "Quinta das Conchas". Este é um dos seus portais, o mais conservado. Um rendilhado de conchas, como que um bordado,  que era habitual observar na minha infância mormente na zona da Caparica.
Perdeu-se, pelo que tenho visto, o interesse pela utilização destes materiais e é pena. Além de belo era tradicional

Partido Soft


Preocupa-me mas estou curioso.
Gostava de ter acesso a uma qualquer sondagem sobre a actual intenção de voto dos portugueses.
E a minha curiosidade assenta no facto de, face à ausência do PS na discussão pública dos temas mais candentes da actrualidade política, quem seriam os partidos mais votados e o escalonamento da respectiva lista.
Dizia-se antigamente, e hoje também é um facto, que "quem não aparece esquece"; daí a minha curiosidade e também a minha apreensão.
Não fora o permanente combate que os militantes e os simpatizantes do partido fazem nas redes sociais e poder-se-ia dizer que o PS não existia em termos públicos.
Será este o caminho correcto; será esta política de não intervenção do novo secretário geral a melhor forma de relançar o partido para os objectivos que o país necessita ?
Não sei! Mas isto assim está pastoso, soft demais para o meu gosto, primar pela ausência não creio que seja o caminho desejado.
Existem momentos em que se deve demonstrar que se está presente. O silêncio não é uma boa forma de afirmação.
Estou preocupado mas curioso.

“não tem paralelo nos últimos 50 anos”.


Pois não !
Há 50 anos estavamos em 1961 e iniciou-se o ocaso do Portugal Colonial, com o início da guerra em Africa e a perca do Estado Português da Índia após a invasão daqueles territórios pela União Indiana.
Portanto, a haver paradigma de comparação para Pedro Passos Coelho, seria anterior áquele ano o bom exemplo nos cortes da despesa do Estado que se não fizeram no meio século seguinte.
Em Portugal governava Salazar e também existia (?) paz social, sabemos bem a que preço, e até os patrões e empregados derrimiam (?) os seus conflitos na fascizante Câmara Corporativa.
Agradecemos a Passos Coelho a declaração, ficamos a saber do que gosta, mas não somos obrigados a seguir porque felizmente, hoje, 50 anos depois vivemos em Democracia.
Mas cada um come do que gosta e a Pedro Passos Coelho já não me espantará se o ouvir a gritar num comício, como ao seu actual mentor,  "Deixem-nos trabalhar...!!!.
É pena ! Um homem ainda tão novo e a seguir tão maus exemplos.
Politicamente terá decerto vida curta.

O medo

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Pode até parecer estranho mas não o é.
Passos Coelho e o seu PSD demonstram o medo que os invade, que lhes seja aplicada a pena de Talião.
Pedem, agora, humildemente que não haja nem seja promovida a conflitualidade social no nosso país a bem dos superiores interesses de Portugal. Memória curta de quem utilizou essa conflitualidade e a a promoveu para atingir os seus objectivos de tomada de poder.
Para ser mais claro diria , mesmo, falta de vergonha e incapacidade de enfrentar os problemas com que se deparam na governação depois de terem feito uma política de "bota abaixo", sistematicamente, perante a governação do anterior executivo.
E o medo está aí; o pavor do "quem com ferro mata com ferro morre".
Um manifesto exemplo de incapacidade política.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O velho, o rapaz e o burro


Ao rapaz mandaram-no embora e o conto ficou entregue ao velho - coitado, incapaz, olhando o fim da vida como sempre a imaginou e fez a sua a existência, isto é, ao sabor dos seus interesses -  e ao burro, recém promovido a condutor da manada sem que tivesse dado provas de instinto e sabedoria nem merecido o apoio dos anciãos.
E o resultado está à vista...
O velho, depois de levar o burro ao colo, fecha os olhos, assobia e olha para o lado não se lhe vá estragar o arranjinho e o descanso; e o burro leva a manada em direcção ao precipício porque esta coisa de dirigir e assumir ele não sabe e o velho com o seu silêncio já  em nada ajuda...

domingo, 7 de agosto de 2011

Face à crise já existente


e à muito maior que se advinha em termos mundiais só existe uma solução que compatibilize a Liberdade com os Direitos Humanos e o combate à desigualdade e à pobreza - o Socialismo Democrático !
Sem dúvida que é por aqui o caminho.
Uma vez mais o capitalismo exacerbado está num processo de autofagia e os povos têm de estar preparados para a defesa dos seus mais elementares direitos e da Liberdade em si mesma.
Reforço, "e da Liberdade em si mesma".
É bom que não haja confusões !

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mudança de estilo


Era clarinho como a água que a mudança de liderança no Partido Socialista traria inevitavelmente uma alteração de estilo. As pessoas são diferentes, as motivações também, o seu percurso pessoal e político é igualmente diferente.
O que se pede, contudo, é que habituados a um líder forte os socialistas portugueses se revejam também num novo secretário geral que lhes dê a certeza de força e entusiasmo na intervenção política.
Seguro tem pouquíssimo tempo de cargo como líder do PS e da oposição mas não há como uma primeira impressão para definir desde o início o que vai ser um trajecto político e a sua atitude não se tem revelado entusiasmante.
O  tom muito cordato e polido que faz chegar aos eleitores faz dele um homem agradável que demonstra serenidade e pode ser um trunfo pessoal na diferenciação do anterior líder; mas será que é aglutinador ?
A sua atitude faz-me por vezes recordar o antigo líder socialista Victor Constâncio, homem competente e sabedor, cordato, capaz de fazer acordos com o poder em nome do interesse nacional, mas que de líder nada tinha e  se viu arrasado politicamente por um inconsistente Cavaco Silva, primeiro ministro deste país, de má memória.
Creio que o eleitorado deseja um Dr. António José Seguro frontal, activo e defensor dos princípios que enformam o Partido que representa; não julgo que o eleitorado esteja interessado no Tó Zé, à boa maneira popularucha agora em voga ( ao Constâncio chamavam-lhe Vitinho ), como se ainda fosse presidente da JS.
Um líder demonstra-se pela atitude e pela capacidade de arrastar consigo os eleitores.
Os primeiros sinais, ténues que são, ainda não deram para ver o que será o amanhã.
Aguardemos, contudo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nada tinha a ver contigo

mas eras uma mulher com coluna vertebral.
É esta a minha homenagem.

Moody's & Co.




Não gosto do Governo, não o quero lá, não lhe dou o mínimo apoio, detesto o que eles representam, mas...independentemente disso e pensando a nivel global, olhando o passado recente e no terrorismo que as agências de rating têm produzido a nível mundial, apoio declaradamente que os seus responsáveis sejam julgados no TPI como terroristas e  grandes violadores dos Direitos Humanos.
E nisso incluo todos aqueles que lhes têm dado cobertura a nível europeu e mundial.
A haver Justiça que seja feita sem deixar ninguém de fora !

quarta-feira, 6 de julho de 2011

That's an injustice...


Havia quem lhe desse dois anos ou um ano; assim  não lhe dou seis meses...
Um Primeiro Mnistro armado em "patinho feio" tem os dias contados...

Camaleão burguês


Com o caminho que isto está a levar vou ver muitos camaleões a mudar de cor outra vez...

A conclusão da anedota

Cavaco pediu aos portugueses para não dizerem mal das agências de rating.
Ontem teve a resposta da Moody's.
Hoje tem a nossa:

terça-feira, 5 de julho de 2011

Então !!


Então Dr. Cavaco, ninguém internacionalmente acredita em si nem no seu amado governo de Direita?
As suas promessas eleitorais como as do seu amado Governo de nada servem o País ?
Estamos sempre pior quando o Senhor afirmou que ficaríamos melhor...
Onde está a ser jogado o seu "prestígio"internacional ?
Será que o tem ? Como economista ou como "honoris causa" em Literatura na Índia?
Deve ser prestigiado em Literatura, certamente, depois das suas declarações sobre a "Utopia"...
Como economista não o será de certeza !
Valha-nos Nossa Senhora da Asneira....
Aceda a:
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1898066&seccao=Dinheiro%20Vivo

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nobre


Sem nobreza na entrada nem na saída da política activa.
Pior!
Por sua  causa, as futuras tentativas de entrada de independentes dos partidos na vida política ficará adiada "sine die".
O exemplo foi mau demais...

Dos apelos à união nacional ou à União Nacional


Desde que o actual governo tomou posse tem sido prática em enumeros jornais quer televisivos, quer nas edições em papel ou na net, assim como nas redes sociais e na blogoesfera, o apelo à união nacional num esforço de todos para que o País possa levar de vencida os muitos desafios que tem pela frente.
Parece que esse desígnio, agora considerado fundamental, não o era quando o anterior governo estava em funções; nessa altura, a união nacional, não era considerada prioritária e muito pelo contrário, o importante era a divisão nacional, o confronto, tudo o que pudesse levar, por que meios fosse, à queda do executivo e à convocação de eleições antecipadas.
Até o posicionamento do actual e infeliz PR se alterou e da crítica acérrima, da convocação da rebeldia contra o anterior executivo, do permanente contributo para a suspeição sobre o anterior governo, se passou para uma agenda mitigada de críticas em que se avoluma a não já necessária protecção dos portugueses face às exigências da conjuntura, da impossibilidade de lhes serem pedidos mais sacrificios, mas para uma compreensiva necessidade de aceitar maiores sacrificios que aqueles que lhes eram pedidos anteriormente.
E o que, mais bizarro, sucede agora é quase um apelo para que os portugueses se constituam, a bem da Nação, numa União Nacional, em que se diluam as diferenças e apenas se foquem nos objectivos delineados pelo novo governo, aparte as exigências da troika, quase que, não o aceitando, possam vir a ser apodados de traidores à Pátria.
Não sei porquê (?) estou a sentir-me a retroceder aos meus vinte e tal anos...
Mas não é esse o bom caminho !
O bom caminho passa, sim, não só pelo cumprimento das nossas obrigações mas também pelo vincar das diferenças políticas, pelo confronto dos diferentes caminhos que poderão ser opção para delinear o futuro, pela assumpão de cada um do seu projecto. É na diferença e no confronto sério que se descobrem novas soluções , não o será nunca no arregimentar de um rebanho .
Os desígnios do actual poder e dos que o conduziram à liderança  do governo e a forma como se expressam apenas demonstra medo do futuro e dúvida sobre a sua capacidade de levar por diante as suas políticas face a uma possível reacção popular em contra corrente e, com isso, à falência do seu projecto.
Do muito que o amanhã nos reserva apenas uma coisa tenho a certeza:
O futuro passa por uma união (na diferença) nunca por uma União (indiferenciada).

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Passos Coelho promove economia chinesa


Com a recente intenção do governo em se locupletar à custa de parte substancial do 13º. mês dos portugueses quem vai sofrer é o pequeno e médio comércio nacional.
Pois, as gentes irão diminuir drásticamente`as suas compras e com isso diminuirão, também, de forma violenta, as vendas.
Quem se irá ficar a rir e a esfregar as mãos de contente serão os detentores das chamadas lojas de "artigos orientais", vulgo lojas dos chineses, que pelo seu baixo preço verão aumentar as vendas.
Com isso se promoverá mais importações da China e maiores lucros dos ditos empresários o que se revelará profícuo para aquele país asático.
E eu, estupidamente, a pensar que o governo português queria proteger as "micro,pequenas e médias empresas nacionais" tanto industriais,  que trabalham para o mercado interno, como as comerciais e que são responsáveis pela maior fatia do emprego nacional.
Mas enganei-me !
Pedro Passos Coelho está mais preocupado com a economia chinesa e obriga-nos, a nós, a ficar com os olhos em bico.

Sondagem

Segundo a Eurosondagem subiu a percentagem de apoiantes aos partidos de direita em Portugal (cerca de 54%).
Claro que isto foi feito até ao dia 28 de Junho.
Espero pela próxima, aquela em que serão já avaliadas as medidas de austeridade não impostas pela troika mas sim por opção do governo de PPC, para conhecer a reacção popular.
Aceda a:
http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/portugal2011/2011/07/01/psd-e-cds-pp-sobem-nas-intencoes-de-voto

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Stepan Shchipachyov


Saber apreciar o amor


Saber apreciar o amor,
                          Especialmente apreciá-lo com os anos.
                      O amor não são suspiros num banco
Nem passeios ao luar.
                        Será tudo : lama e as primeiras neves.
                        E uma vida que é preciso viver juntos.
                            O amor é parecido com um bom poema :
                                Um bom poema não se faz sem sofrimento.


Stepan Shchipachyov - Antologia da Poesia Soviética
Ed. Futura

Atenas - o rastilho


Será que Atenas virá a representar, no futuro,o fim do sonho europeu por que tantas gerações lutaram ?
Se não o é, para já, para lá caminha.
A completa divergência entre os directórios políticos da União e os povos de que se dizem representantes irá, paulatinamente, cavar um cada vez maior fosso entre interesses.
E é nesse facto, na completa insensibilidade às aspirações populares e na defesa dos interesses que representam, que residem as razões da cada vez maior recusa às políticas ditadas por  quem dirige a União.
Mas também poderá  representar o inverso.
Atenas poderá vir a ser o rastilho da poderosa bomba  latente que  conduzirá à radical mudança dos objectivos actuais da União. Nesse caso, o sonho da Europa Social poderá manter-se mas os actores serão outros, assim como os conceitos sociais e económicos actuais também mudarão.
Contudo, não será fácil.
Quem detém, actualmente, as rédeas do poder na Europa, não quererá, facilmente, abdicar dele. Nem eles nem os de quem são testas de ferro à escala internacional. Afinal, os verdadeiros responsáveis pela crise.
Tudo terá de começar pela verdadeira consciencialização dos povos europeus de que não se podem abster, como tem sucedido, de intervir na discussão das politicas europeias e na decisão de quem os representa. É necessário actuar e participar quando a isso somos chamados. As vergonhosas taxas de abstenção nas eleições europeias são disso um bom exemplo.
Se assim acontecer, ainda poderemos, um dia, vir a celebrar Atenas como um  reinício do sonho europeu caso contrário, será o marco histórico da falência de um projecto que grandes estadistas, coisa que agora não existe, um dia conceberam não para o bem de alguns mas para o benefício de todos. 

domingo, 26 de junho de 2011

Novo estatuto editorial do Expresso


Para ler e meditar profundamente.
Das razões, boas ou más, do passado ou do presente, muito fica por desvendar.
Peso na consciência ou desejo de caminhos novos tudo pode servir de razão para esta tomada de posição.
De qualquer modo, pelos caminhos trilhados pelo jornal nun passado recente, tudo nos leva a duvidar de tanta transparência ou se se trata de calar conjuras futuras, que por afecto ao novo poder urge, para já, domesticar para que não venham pôr em causa tudo aquilo que o próprio jornal ajudou a construir num passado recente.
Aceda a:
http://vaievem.wordpress.com/2011/06/26/jornalismo-e-interesse-nacional

sábado, 25 de junho de 2011

Arthur Rimbaud


O Dormidor do Vale

            É um poço de verdura onde canta um ribeiro
Arrastando à doida pela erva rasgões
                  De prata; onde o sol, do alto monte sobranceiro,
                  Brilha: é um vale ameno na espuma dos clarões.

     Um jovem soldado, testa ao vento, caída
   A boca, a nuca no agrião azul banhada,
       Dorme; está deitado na terra, sem guarida
     Pálido na verde enxerga de luz molhada.

       Os pés entre os gladíolos. dorme. Sorrindo
       Qual menino doente a sorrir, vai dormindo:
           Dá-lhe aconchego, ó Natureza, que arrefece.

      Nem aos perfumes a narina lhe estremece;
            Dorme ao sol, a mão sobre o peito sossegado.
      Tem dois buracos encarnados, lado a lado.

Outubro de 1870

Arthur Rimbaud - 35 Poemas de
Relógio de Água 1991

Viagens na Europa



Novo modelo utilizado pelo governo para que as viagens que não paga ainda sejam mais baratas...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

23 de Junho, mais uma vez

                                                        Eu, que descrevo
                                                        esta morte
                                                        com lágrimas,
                                                        desço ao país do frio
                                                        o da música extremada
                                                        sem suster o dilúvio.

                                                        Erguem-se os animais
                                                        num imenso gemido
                                                        sua dor é verde
                                                        e o escultor do medo
                                                        já só esculpe o silêncio.

Ana Marques Gastão - Terra sem Mãe
Ed. Gótica - 2001

23 de Junho



... por me terem trazido até aqui.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Magistratura activa /Cooperação activa

Embora muita gente possa pensar que significam coisas parecidas, estas duas palavras somadas ao adjectivo activa, têm significados que podem bem demonstrar a diferença de atitude do actual PR face ao anterior governo (socialista) e ao actual, que tem por base o seu partido de origem.
E não custa muito verificar a diferença, basta ir ao dicionário.
Cavaco nunca se engana e raramente tem dúvidas. Mais uma vez o provou...

terça-feira, 21 de junho de 2011

A posse do novo Governo


Propor um pacto de confiança pressupõe que se é depositário da confiança dos cidadãos.
Os discursos, os dois, foram o natural bla-bla-bla destas situações.
A confiança ganha-se não se oferece e para já está tudo desconfiado.
O dia de ontem também não ajudou...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Perdeu a incoerência


Passos Coelho, fiel à sua palavra, foi coerente.
Paulo Portas fiel ao seu discurso foi coerente.
O PS foi coerente na posição tomada.
O PCP foi coerente face a anteriores declarações.
O Bloco foi, por uma vez, coerente.
Até os Ecologistas foram coerentes seguindo o PCP.
Todos votaram como se esperava. Ganhou a coerência!
Perdeu o incoerente, Fernando Nobre, que fez uma campanha contra os políticos e os Partidos e agora queria guindar-se a seu representante.
Outro epifenómeno da política nacional com o destino já traçado, o esquecimento.




Os bobos


Os bobos ao olhar para os outros vêem-nos sempre iguais a si próprios...
E não é verdade !
Os outros não são bobos...!
Aceda a:
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1882957&seccao=Jo%E3o+C%E9sar+das+Neves&tag=Opini%E3o+-+Em+Foco&page=-1

A Hora da Poesia- Rádio Vizela

www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-entrevista-a-miguel-gomes-coelho-10072019/?fbclid=IwAR095cmi1MHhzKytias_ssHY3hooCm5P2TqODIjm7w...