segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Em Janeiro de 1940

Sim, o problema, afinal, não é de hoje.
Ora vejam bem esta notícia de 8 de Janeiro de 1940 sobre os arrumadores de automóveis na cidade de Lisboa.
Isto não muda nada, na verdade...


À atenção do Dr. António Costa.
(Agradecimentos ao Carlos pelo e-mail)

Acabou-se o luto ...

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Este blogue rejeita continuar o luto que assumiu como forma de combate político.
Face aos desenvolvimentos políticos no país, assim como na Europa a que dizemos pertencer, o luto não faz mais qualquer sentido.
Este blogue volta a ser vermelho, a cor da sua origem, a cor com que se identifica, a cor da luta que é necessário retomar com maior veemência.

domingo, 20 de novembro de 2011

Tartufo

Bento XVI/África: Papa diz que SIDA é problema ético e exige «mudança de comportamento»

Exortação apostólica divulgada na viagem ao Benim destaca ameaça das pandemias e defende acesso dos pobres aos medicamentos

D.R.
Ajudá, Benim, 19 nov 2011 (Ecclesia) – Bento XVI defendeu hoje que o problema da SIDA em África é “sobretudo ético” e não se resolve apenas com respostas médicas, mas através da abstinência, “fidelidade conjugal” e “rejeição da promiscuidade sexual”.



Um perfeito conhecedor do Mundo e do tempo presente, este homenzinho.......

Para a notícia completa aceda a:

Estamos de acordo

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Sobre a acção do Partido Socialista, liderado por António José Seguro, Manuel Alegre considerou que os portugueses "mais frágeis da sociedade, os empresários que estão a cortar o crédito", e que votam no partido, "precisam de protecção de quem os representa".
"E isso implica uma capacidade de ruptura, não apenas de bom comportamento", alertou.


(Manuel Alegre em entrevista à SIC)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

E a quem iremos pedir responsabilidades ?

Todos sabemos, já nos foi metido pelos olhos adentro, que o nosso actual governo não passa de um conjunto de ajudantes dos verdadeiros ministros que governam o País, os tais da Troika.
Esses senhores, de nacionalidades todas diferentes, que nos foram impostos pelos mercados (?), que ninguém conhece de lado nenhum, nem o que pensam politicamente e que, mais importante, não foram votados para os cargos que ocupam, impõem-nos políticas para que se cumpram os objectivos por eles determinados. Só falta saber uma coisa : -E se os objectivos não forem atingidos, não por culpa do povo português, mas pela inadequação das medidas impostas quem responderá perante o País por tal fracasso ? Quem será o responsável que, por gestão danosa, poderemos levar, tão ao gosto actual, à barra do tribunal ?
Será que os responsáveis internacionais (FMI+BCE+UE) estarão dispostos a que os seus representantes possam vir a ser arguidos ou serão substituídos pelos Presidentes dos mesmos organismos para responderem pelas culpas que terão no cartório ?
Alguém terá de ser responsabilizado !

PARANOIKA

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TROIKA

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O fecho das embaixadas

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Se as razões para o fecho das sete embaixadas são:

"o facto de haver nesses países um número reduzido de portugueses e de serem países em que o investimento em Portugal “é muito reduzido”. "

porque não encerrar , logo à partida, a embaixada no Vaticano?
Não existe investimento em Portugal, antes pelo contrário, e o número de portugueses por lá é inferior ao existente em Andorra.

Razões de Estado (?), não é?  ;o)

Tozé!!!!

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Já ouvi a conferência de imprensa da Troika que cantou loas à actividade do Governo e se congratulou com o teu apoio; já ouvi a conferêcia de imprensa do Gaspar a contar-nos como tudo ainda vai ser mais difícil. Só me falta ouvir-te a ti a explicares o que ouviste e conseguiste na reunião com os ditos da Troika; qual o eco  que os teus argumentos e previsões económicas e fianceiras, que tens apresentado aos portugueses, tiveram perante tais individualidades e as alterações que podem vir a ser adoptadas no futuro.
É que de tudo o que ouvi, os tais senhores apenas ficaram contentes pelo PS ter dado apoio ao orçamento mas não me pareceu ouvir que concordariam, eventualmente, com as propostas que o PS tem subscrito no que respeita ao OE2012.
Gostava que me esclarecesses pois ainda não fiquei esclarecido se te consideram interlocutor válido na discussão dos problemas relativos ao acordo ou apenas uma muleta do governo para a prossecução da sua política.
Fico à espera.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

E disseram

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ao "duque":
-Quieto ! Faz o que o dono manda...
E, ele fez...!

Valores

Uma crónica de Fernando Dacosta que merece ser lida
Seres decentes
Quando cumpria o seu segundo
mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe
apresentada pelo Governo uma
lei especialmente congeminada
contra si.


O texto impedia que o vencimento do
Chefe do Estado fosse «acumulado
com quaisquer pensões de reforma
ou de sobrevivência» públicas que
viesse a receber.
Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-
se de auferir a aposentação de militar para a
qual descontara durante toda a carreira.
O desconforto de tamanha injustiça levou-o,
mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há
pouco, se pronunciaram a seu favor.
Como consequência, foram-lhe disponibilizadas
as importâncias não pagas durante catorze
anos, com retroactivos, num total de um milhão
e trezentos mil euros.
Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu,
porém, prescindir do benefício, que o não era
pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados
- e não aceitou o dinheiro.
Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à
corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância,
Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma
esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo,
no arranjismo que o imergem, nos imergem
por todos os lados.
As pessoas de bem logo o olharam empolgadas:
o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de
ânimo em altura de extrema pungência cívica, de
dolorosíssimo abandono social.
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento
afim, quando se negou a subscrever
um pedido de pensão por mérito intelectual que
a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de
Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situ -
ação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não,
não peço. Se o Estado português entender que a
mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a.
Mas pedi-la, não. Nunca!»
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria,
pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e
primeiras páginas de periódicos) explica-se pela
nossa recalcada má consciência que não suporta,
de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
“A política tem de ser feita respeitando uma
moral, a moral da responsabilidade e, se possível,
a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável
“preservar alguns dos valores de outrora, das
utopias de outrora”.
Quem o conhece não se surpreende com a sua
decisão, pois as questões da honra, da integridade,
foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário
e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta
- acrescentando os outros.
“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará,
“fora dela. Reagi como tímido, liderando”.
O acto do antigo Presidente («cujo carácter e
probidade sobrelevam a calamidade moral que
por aí se tornou comum», como escreveu numa
das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos)
ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida,
pervertida ética.
Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o
bastão de Marechal) preservou um nível de di -
gnidade decisivo para continuarmos a respeitar-
-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível
ao futuro dos que persistem em ser decentes.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vende-se...

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Contacto: Rua da Horta Seca, 15- Lisboa

A imagem de marca

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deste Governo....
O emblemático Ministro dos Feriados...

Grande investigação ou grande desilusão

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Sempre desejoso de aprender mais qualquer coisa decidi comprar nos três últimos dias o jornal Diário de Notícias.
Pensei cá para os meus botões : -Pronto, compra lá aquilo, esquece-te que deixaste de o adquirir porque o consideraste pouco credível; uma investigação é sempre uma investigação e dá-lhes lá o benefício da dúvida...
Pois, eu dei o benefício da dúvida e não consegui, eu, qualquer benefício com o que li. Três dias de várias páginas de texto e uma confrangedora falta de objectividade, de assuntos tratados pela rama, em que se procurou a informação de um ponto de vista sensacionalista e em que as vertentes mais importantes da história da Maçonaria portuguesa nem sequer foram afloradas. Parece que os investigadores estavam mais preocupados em dar razão ao Alberto João Jardim e a caucionar as informações de um ex-juiz do que escrever sobre um tema que é historicamente importante no passado  de Portugal, que se confunde com a própia história do país em muitos aspectos.
Existem textos mais simples publicados que dizem mais sobre a Maçonaria Portuguesa que a investingação do DN. E, depois, aquela permanente confrontação Maçonaria/Igreja Católica, como se fossem organizações antagónicas e que disputassem os mesmos terrenos de influência.
O DN não trouxe nada de novo e, pior, estou crente que os seus textos ainda confundiram mais os leitores que do assunto pouco ou nada soubessem.
Resumindo: Na próxima já não me apanham; nem com grandes investigações voltarei a comprar o actual DN.
Nota: Declaração de interesses - Não, não pertenço a nenhuma organização maçónica!

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Foi um livro de grande importância para as pessoas da minha geração. Ainda hoje o é.
Relê-lo far-nos-à pensar no caminho percorrido e que afinal, se muita coisa mudou, muitas outras, também essenciais ainda ficaram por se cumprir. 
É sempre bom voltar quando se têm valores à nossa espera...

O futuro da democracia na Europa

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Pelo que se está a desenhar, e com o beneplácito de muita boa gente, o futuro da democracia na Europa pode estar a caminho de sofrer mutações radicais.
O básico princípio de um cidadão um voto na escolha dos dirigentes políticos pode cair em desuso. A nomeação pura e simples de governantes por influência política externa aos estados e com base nos "dictames" dos mui poderosos mercados está para aí a desenhar um novo conceito de "um economista um voto" relegando a política para o caixote do lixo da História.
A "Velha Europa" está a definhar, não há dúvida. Resta-nos o quê ?
Voltar a recordar a sua História ( é sintomático que alguém queira deixar de considerar a disciplina de História como estruturante no ensino...) e gritar a bons pulmões que esta é a Europa da Revolução Francesa, da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.
E façamo-lo depressa, antes que outros, por mais radicais,  reinventem a guilhotina...

Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...