sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Um Partido de memória curta

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«Confiamos totalmente na apreciação que sobre isso fizer o senhor Presidente da República, seja num sentido seja ou noutro, nós estamos completamente de acordo.
Acha Carlos Zorrinho, pelo passado recente, e fundamentalmente em relação ao Partido Socialista, que será de confiar no actual PR de forma tão aberta e benigna ?
Mudam-se os tempos mudam-se as vontades mas o que talvez não mude é a falta de vergonha na cara.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

É mais fácil

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acabar com o "ministro dos feriados" do que acabar com os feriados de exaltação nacional.
É mais fácil defenestrar este governo que aceitar que nos seja imposto o esquecimento da comemoração cívica dos pilares da nossa identidade.
Há coisas que não se trocam por dinheiro mesmo que exista quem nos governa que assim pense.
Podem querer acabar com feriados de 1 de Dezembro e 5 de Outubro, podem até fazê-lo, mas poderão ter a certeza de que serão repostos na primeira oportunidade; e é bom que seja rápido...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

1 de Dezembro de 1640

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Há quem insista em não querer recordá-lo, por isso patrocina o seu esquecimento. 
Relembrar que um Povo se revolta causa medo a muita gente que se curva perante outros poderes.
Sinais de tempos antigos. Sinais dos tempos actuais...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Se melhor razão não houvesse

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"Fitch corta 'rating' de Portugal para 'lixo" (Sol)

Esta notícia chegava para a justificar a Greve Geral e os seus motivos.
Os lobos continuam insaciáveis do sangue das suas vítimas. Não vão descansar enquanto as não virem em pele e osso para depois imporem a sua lei mais extrema perante a incapacidade de revolta.
Não existe, pois, outra solução :  REVOLTEMO-NOS, JÁ!!!

Aceda a:
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=34613

Aqui também

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Em Janeiro de 1940

Sim, o problema, afinal, não é de hoje.
Ora vejam bem esta notícia de 8 de Janeiro de 1940 sobre os arrumadores de automóveis na cidade de Lisboa.
Isto não muda nada, na verdade...


À atenção do Dr. António Costa.
(Agradecimentos ao Carlos pelo e-mail)

Acabou-se o luto ...

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Este blogue rejeita continuar o luto que assumiu como forma de combate político.
Face aos desenvolvimentos políticos no país, assim como na Europa a que dizemos pertencer, o luto não faz mais qualquer sentido.
Este blogue volta a ser vermelho, a cor da sua origem, a cor com que se identifica, a cor da luta que é necessário retomar com maior veemência.

domingo, 20 de novembro de 2011

Tartufo

Bento XVI/África: Papa diz que SIDA é problema ético e exige «mudança de comportamento»

Exortação apostólica divulgada na viagem ao Benim destaca ameaça das pandemias e defende acesso dos pobres aos medicamentos

D.R.
Ajudá, Benim, 19 nov 2011 (Ecclesia) – Bento XVI defendeu hoje que o problema da SIDA em África é “sobretudo ético” e não se resolve apenas com respostas médicas, mas através da abstinência, “fidelidade conjugal” e “rejeição da promiscuidade sexual”.



Um perfeito conhecedor do Mundo e do tempo presente, este homenzinho.......

Para a notícia completa aceda a:

Estamos de acordo

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Sobre a acção do Partido Socialista, liderado por António José Seguro, Manuel Alegre considerou que os portugueses "mais frágeis da sociedade, os empresários que estão a cortar o crédito", e que votam no partido, "precisam de protecção de quem os representa".
"E isso implica uma capacidade de ruptura, não apenas de bom comportamento", alertou.


(Manuel Alegre em entrevista à SIC)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

E a quem iremos pedir responsabilidades ?

Todos sabemos, já nos foi metido pelos olhos adentro, que o nosso actual governo não passa de um conjunto de ajudantes dos verdadeiros ministros que governam o País, os tais da Troika.
Esses senhores, de nacionalidades todas diferentes, que nos foram impostos pelos mercados (?), que ninguém conhece de lado nenhum, nem o que pensam politicamente e que, mais importante, não foram votados para os cargos que ocupam, impõem-nos políticas para que se cumpram os objectivos por eles determinados. Só falta saber uma coisa : -E se os objectivos não forem atingidos, não por culpa do povo português, mas pela inadequação das medidas impostas quem responderá perante o País por tal fracasso ? Quem será o responsável que, por gestão danosa, poderemos levar, tão ao gosto actual, à barra do tribunal ?
Será que os responsáveis internacionais (FMI+BCE+UE) estarão dispostos a que os seus representantes possam vir a ser arguidos ou serão substituídos pelos Presidentes dos mesmos organismos para responderem pelas culpas que terão no cartório ?
Alguém terá de ser responsabilizado !

PARANOIKA

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TROIKA

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O fecho das embaixadas

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Se as razões para o fecho das sete embaixadas são:

"o facto de haver nesses países um número reduzido de portugueses e de serem países em que o investimento em Portugal “é muito reduzido”. "

porque não encerrar , logo à partida, a embaixada no Vaticano?
Não existe investimento em Portugal, antes pelo contrário, e o número de portugueses por lá é inferior ao existente em Andorra.

Razões de Estado (?), não é?  ;o)

Tozé!!!!

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Já ouvi a conferência de imprensa da Troika que cantou loas à actividade do Governo e se congratulou com o teu apoio; já ouvi a conferêcia de imprensa do Gaspar a contar-nos como tudo ainda vai ser mais difícil. Só me falta ouvir-te a ti a explicares o que ouviste e conseguiste na reunião com os ditos da Troika; qual o eco  que os teus argumentos e previsões económicas e fianceiras, que tens apresentado aos portugueses, tiveram perante tais individualidades e as alterações que podem vir a ser adoptadas no futuro.
É que de tudo o que ouvi, os tais senhores apenas ficaram contentes pelo PS ter dado apoio ao orçamento mas não me pareceu ouvir que concordariam, eventualmente, com as propostas que o PS tem subscrito no que respeita ao OE2012.
Gostava que me esclarecesses pois ainda não fiquei esclarecido se te consideram interlocutor válido na discussão dos problemas relativos ao acordo ou apenas uma muleta do governo para a prossecução da sua política.
Fico à espera.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

E disseram

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ao "duque":
-Quieto ! Faz o que o dono manda...
E, ele fez...!

Valores

Uma crónica de Fernando Dacosta que merece ser lida
Seres decentes
Quando cumpria o seu segundo
mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe
apresentada pelo Governo uma
lei especialmente congeminada
contra si.


O texto impedia que o vencimento do
Chefe do Estado fosse «acumulado
com quaisquer pensões de reforma
ou de sobrevivência» públicas que
viesse a receber.
Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-
se de auferir a aposentação de militar para a
qual descontara durante toda a carreira.
O desconforto de tamanha injustiça levou-o,
mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há
pouco, se pronunciaram a seu favor.
Como consequência, foram-lhe disponibilizadas
as importâncias não pagas durante catorze
anos, com retroactivos, num total de um milhão
e trezentos mil euros.
Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu,
porém, prescindir do benefício, que o não era
pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados
- e não aceitou o dinheiro.
Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à
corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância,
Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma
esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo,
no arranjismo que o imergem, nos imergem
por todos os lados.
As pessoas de bem logo o olharam empolgadas:
o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de
ânimo em altura de extrema pungência cívica, de
dolorosíssimo abandono social.
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento
afim, quando se negou a subscrever
um pedido de pensão por mérito intelectual que
a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de
Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situ -
ação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não,
não peço. Se o Estado português entender que a
mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a.
Mas pedi-la, não. Nunca!»
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria,
pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e
primeiras páginas de periódicos) explica-se pela
nossa recalcada má consciência que não suporta,
de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
“A política tem de ser feita respeitando uma
moral, a moral da responsabilidade e, se possível,
a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável
“preservar alguns dos valores de outrora, das
utopias de outrora”.
Quem o conhece não se surpreende com a sua
decisão, pois as questões da honra, da integridade,
foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário
e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta
- acrescentando os outros.
“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará,
“fora dela. Reagi como tímido, liderando”.
O acto do antigo Presidente («cujo carácter e
probidade sobrelevam a calamidade moral que
por aí se tornou comum», como escreveu numa
das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos)
ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida,
pervertida ética.
Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o
bastão de Marechal) preservou um nível de di -
gnidade decisivo para continuarmos a respeitar-
-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível
ao futuro dos que persistem em ser decentes.

Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...