Dizia-me alguém, há muitos anos, que não seguia ideologias mas sim homens.
Contrapunha eu que de nada serviriam os homens se não fossem enquadrados por ideologias.
Isto foi na época em que se afirmava, porque assim se tornava numa zona de conforto e sem necessidade de afirmação pessoal, que as ideologias tinham acabado ou terminado o seu prazo de validade, não existindo que diferenciar direita de esquerda, etc.
Situação que - hoje sabe-se - é do mais errado.
Nunca como, de novo, agora é necessário o enquadramento ideológico na definição dos actores políticos. Nunca, como agora, é necessário reforçarmo-nos ideologicamente e deixarmos de seguir homens sem ideologia ou declaradamente encriptados no que a isso se refere.
Nunca como, novamente, agora a necessidade de voltar à política pura e dura e combater sem peias todos aqueles que a secundarizam.
Nunca, como agora, a necessidade de voltarmos a ser uma democracia e não uma ditadura financeira.
Todos os homens são livres e iguais em direitos; e todavia, alguns são livres para morrer à fome e iguais para morrer de frio. (António Soveral-1905)
sexta-feira, 3 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Porque não hei-de sentir orgulho...?
O percurso da vitória dos capitães de Abril
por FERNANDO MADAÍL25 abril
2009
O coronel Maia Loureiro, que era então
alferes miliciano, integrou a coluna de Salgueiro Maia que esteve nos dois
momentos em que tudo se decidiu: quando as forças fiéis ao regime não dispararam
(Terreiro do Paço) e quando Marcelo se rendeu (Carmo).
Às nove da manhã, na Ribeira das Naus, o capitão Salgueiro Maia trincou o
lábio - para não chorar; o alferes miliciano Maia Loureiro fez um gesto
instintivo - o "V", com os dedos indicador e médio, que se tornaria um ícone da
revolução. O alferes de óculos escuros Ray Ban, então com 27 anos de idade mas
já uma comissão de serviço em Moçambique, tinha entrado em Lisboa no primeiro
dos dez carros de combate da coluna da Escola Prática de Cavalaria (EPC), logo
atrás do jipe onde seguia o mais famoso dos capitães desse dia 25 de Abril.
Naquela madrugada "onde emergimos da noite e do silêncio", como a definiria a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, o militar de óculos escuros já tinha respondido do alto da torre da EBR/Panhard, com um sorriso mal disfarçado, à continência que lhe fizera o chefe da Polícia de Choque, perfilada na Avenida Fontes Pereira de Melo, antes de ligarem as sirenes com que atravessariam as principais artérias da capital.
No Terreiro do Paço, local simbólico do poder e destino da missão da EPC no âmbito da operação Fim do Regime, tinha acompanhado Salgueiro Maia quando o oficial, lenço branco na mão e prudente granada no bolso, foi parlamentar com o brigadeiro Junqueira Reis, que comandava uma força com quatro carros de combate do Regimento de Cavalaria 7, fiel ao regime fascista, e que o oficial superior dividira entre a Rua Ribeira das Naus e a Rua do Arsenal, que desembocam no Terreiro do Paço.
Sabe-se que estava previsto prender os comandantes do Regimento de Cavalaria 7 (e também de Lanceiros 2) à saída das suas casas, mas os grupos de comandos terão falhado os golpes de mão - e estes blindados, mais poderosos que os da EPC, deviam estar ao serviço do Movimento das Forças Armadas (MFA), prevendo-se que seriam estacionados na zona do Estádio Nacional. Não foi isso o que sucedeu e, naqueles longos minutos, entre ordens de Junqueira dos Reis para disparar sobre Salgueiro Maia e da recusa dos seus homens em atirar contra os camaradas de armas, decidiu-se o futuro do País.
E seria no momento que a fotografia de Eduardo Gageiro imortalizou que o hoje coronel Maia Loureiro se convenceu que o 25 de Abril tinha triunfado: o major Pato Anselmo, botas de cavalaria mas camisola civil, que já tinha sido abordado, numa primeira tentativa de negociação, pelo miliciano que usava uns óculos Ray Ban que o acompanhavam desde Marara (Tete - Moçambique), rendera-se; as torres de dois dos poderosos carros de combate M/47 tinham sido rodadas 180 graus; e os adversários, como sucederia ao longo da jornada, aderiram ao MFA. "Tive a noção que tínhamos vencido. Aquele gesto saiu-me. Não pensei no Churchill nem em nada. Foi espontâneo."
Há outras imagens, ainda no decisivo Terreiro do Paço - de onde fugiriam, por um buraco na parede das traseiras, os ministros da Guerra e do Exército (curiosamente, Maia Loureiro tinha sido colega do filho do ministro Luz Cunha no Liceu Camões), e que chegou a ser um alvo potencial da fragata F-743 -, onde o alferes do "V" surge em destaque.
Ainda tem o capacete quando aparece junto de um agente da PSP, a quem Salgueiro Maia ordenara que descongestionasse o trânsito na zona. Ou quando aparecem os dois motocicletas da polícia à frente de uma viatura com agentes de capacete, Mauser e baioneta calada que, ao verem o cano de um carro de combate apontado, saltaram cada qual para seu lado, de tal forma que largavam o equipamento num jeito que, como definiu Salgueiro Maia e concorda o seu companheiro de revolução, "parecia uma cena de um filme do Charlot".
Entretanto, conhecida a inesperada ida de Marcelo Caetano para o quartel da GNR no Carmo (o que estava previsto, em caso de golpe, seria evacuar o chefe do Governo para Monsanto), a acção confiada à EPC passou a ser cercar o ainda primeiro-ministro.
Nessa altura, lembra Maia Loureiro, que tinha uma posição privilegiada naquele périplo militar, sucedeu aquilo que os historiadores podem rotular de decisiva mudança: a adesão dos lisboetas transformava o golpe de Estado militar numa revolução popular.
Na Rua Augusta, o sobrinho-neto e afilhado de um outro Maia Loureiro - que tinha sido fotografado a entrar em Lisboa, no golpe do 28 de Maio de 1926, de espada em riste e montando um cavalo ao lado de Gomes da Costa - via o delírio da multidão ao perceber que o regime instaurado pelo seu antepassado iria acabar. "Gente de todas as idades e feitios, dos engravatadinhos aos que usavam calças à boca de sino (então na moda), todos a saltar para cima dos carros de combate e a vitoriar os militares."
No Rossio - onde surgiram os primeiros cravos, mostrando que "uma arma de guerra podia transformar-se num símbolo de paz", como recorda o militar cujas primeiras inquietações políticas tinham surgido no ano lectivo de 1965/66, quando frequentou Medicina -, a unidade do Regimento de Infantaria 1, que ali estava para lhes impedir a passagem, também se passava para o lado do MFA.
Entre um mar de risos e abraços, subiram a Rua do Carmo. Na estreitíssima Calçada do Sacramento, também cheia de gente a complicar a marcha dos blindados, onde nem faltavam peças de museu como os velhinhos Fox (que teve um furo na portagem da auto-estrada) e Humber (carro para o qual já não havia munições e a que amarraram uma HK21), talvez Maia Loureiro tenha recordado os meses anteriores, desde que regressara, em Outubro, de Moçambique, onde estivera, entre 1971 e 1973, a garantir a protecção às cargas críticas para a construção da barragem de Cabora Bassa: das conversas mais genéricas com Salgueiro Maia e outros camaradas até ao dia em que o capitão Correia Bernardo o chamou a ele e ao alferes Clímaco Pereira à biblioteca e os aliciou a integrarem o MFA.
A sua EBR estacionou no cruzamento entre a Rua Serpa Pinto e a Rua Garrett, em pleno Chiado, para garantir a protecção daquela entrada para o largo central das operações - e o vizinho Hotel Borges servia de casa de banho àqueles soldados, bem pouco cheirosos após tanta hora em acção.
Entretanto, Salgueiro Maia chamava o alferes para o palco definitivo da queda do fascismo, onde os vizinhos da GNR sugeriam telhados ou varandas para os atiradores, havia pessoas do chão até às janelas, as velhotas davam comida aos jovens fardados - "um presunto, decerto desviado por populares de alguma mercearia da zona, passava de mão em mão".
Já de boina no lugar do capacete com que surgira no Terreiro do Paço, o alferes miliciano viveu alguns dos momentos que se fixaram para sempre na sua memória e na História de Portugal. E quando, pelas 17 horas, Salgueiro Maia pediu ao conhecido oposicionista Francisco Sousa Tavares (futuro deputado do PS e ministro num governo do PSD) para ajudar a afastar a população, o ombro do alferes miliciano serviu-lhe de degrau para subir a uma das guaritas da GNR e, megafone em punho, sugerir à multidão que fosse festejar a liberdade para o Terreiro do Paço - mas ninguém queria arredar pé dali. De tal forma, recorda Maia Loureiro, que, uma hora depois, ele próprio seria arrastado para debaixo do automóvel onde chegava o general Spínola e ao qual estava a tentar escoltar.
Na porta de entrada da instituição cujo distintivo, curiosamente, Maia Loureiro passaria a trazer na farda a partir de 1993 (quando a Guarda Fiscal, para onde entrara logo em 1975, foi integrada na GNR), é um dos oficiais que surgem em cima da Chaimite, quando a Bula avançou à ré até metade da entrada para retirar os políticos que se tinham rendido - mal viu Marcelo e os outros a entrarem, mas recorda-se bem dos murros que os populares davam no blindado, enquanto gritavam "assassino".
E que é feito daqueles óculos Ray Ban, modelo de aviador, tão na moda em 1974? "Só os perdi quando [já coronel da então Guarda Fiscal] embarquei na primeira lancha de vigilância e intervenção, lançada à água no ano 2000. Ao virar-me de repente, quando íamos a uns 50 nós [quase 100 quilómetros por hora], os óculos caíram ao mar." Resta a foto de Eduardo Gageiro.
Naquela madrugada "onde emergimos da noite e do silêncio", como a definiria a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, o militar de óculos escuros já tinha respondido do alto da torre da EBR/Panhard, com um sorriso mal disfarçado, à continência que lhe fizera o chefe da Polícia de Choque, perfilada na Avenida Fontes Pereira de Melo, antes de ligarem as sirenes com que atravessariam as principais artérias da capital.
No Terreiro do Paço, local simbólico do poder e destino da missão da EPC no âmbito da operação Fim do Regime, tinha acompanhado Salgueiro Maia quando o oficial, lenço branco na mão e prudente granada no bolso, foi parlamentar com o brigadeiro Junqueira Reis, que comandava uma força com quatro carros de combate do Regimento de Cavalaria 7, fiel ao regime fascista, e que o oficial superior dividira entre a Rua Ribeira das Naus e a Rua do Arsenal, que desembocam no Terreiro do Paço.
Sabe-se que estava previsto prender os comandantes do Regimento de Cavalaria 7 (e também de Lanceiros 2) à saída das suas casas, mas os grupos de comandos terão falhado os golpes de mão - e estes blindados, mais poderosos que os da EPC, deviam estar ao serviço do Movimento das Forças Armadas (MFA), prevendo-se que seriam estacionados na zona do Estádio Nacional. Não foi isso o que sucedeu e, naqueles longos minutos, entre ordens de Junqueira dos Reis para disparar sobre Salgueiro Maia e da recusa dos seus homens em atirar contra os camaradas de armas, decidiu-se o futuro do País.
E seria no momento que a fotografia de Eduardo Gageiro imortalizou que o hoje coronel Maia Loureiro se convenceu que o 25 de Abril tinha triunfado: o major Pato Anselmo, botas de cavalaria mas camisola civil, que já tinha sido abordado, numa primeira tentativa de negociação, pelo miliciano que usava uns óculos Ray Ban que o acompanhavam desde Marara (Tete - Moçambique), rendera-se; as torres de dois dos poderosos carros de combate M/47 tinham sido rodadas 180 graus; e os adversários, como sucederia ao longo da jornada, aderiram ao MFA. "Tive a noção que tínhamos vencido. Aquele gesto saiu-me. Não pensei no Churchill nem em nada. Foi espontâneo."
Há outras imagens, ainda no decisivo Terreiro do Paço - de onde fugiriam, por um buraco na parede das traseiras, os ministros da Guerra e do Exército (curiosamente, Maia Loureiro tinha sido colega do filho do ministro Luz Cunha no Liceu Camões), e que chegou a ser um alvo potencial da fragata F-743 -, onde o alferes do "V" surge em destaque.
Ainda tem o capacete quando aparece junto de um agente da PSP, a quem Salgueiro Maia ordenara que descongestionasse o trânsito na zona. Ou quando aparecem os dois motocicletas da polícia à frente de uma viatura com agentes de capacete, Mauser e baioneta calada que, ao verem o cano de um carro de combate apontado, saltaram cada qual para seu lado, de tal forma que largavam o equipamento num jeito que, como definiu Salgueiro Maia e concorda o seu companheiro de revolução, "parecia uma cena de um filme do Charlot".
Entretanto, conhecida a inesperada ida de Marcelo Caetano para o quartel da GNR no Carmo (o que estava previsto, em caso de golpe, seria evacuar o chefe do Governo para Monsanto), a acção confiada à EPC passou a ser cercar o ainda primeiro-ministro.
Nessa altura, lembra Maia Loureiro, que tinha uma posição privilegiada naquele périplo militar, sucedeu aquilo que os historiadores podem rotular de decisiva mudança: a adesão dos lisboetas transformava o golpe de Estado militar numa revolução popular.
Na Rua Augusta, o sobrinho-neto e afilhado de um outro Maia Loureiro - que tinha sido fotografado a entrar em Lisboa, no golpe do 28 de Maio de 1926, de espada em riste e montando um cavalo ao lado de Gomes da Costa - via o delírio da multidão ao perceber que o regime instaurado pelo seu antepassado iria acabar. "Gente de todas as idades e feitios, dos engravatadinhos aos que usavam calças à boca de sino (então na moda), todos a saltar para cima dos carros de combate e a vitoriar os militares."
No Rossio - onde surgiram os primeiros cravos, mostrando que "uma arma de guerra podia transformar-se num símbolo de paz", como recorda o militar cujas primeiras inquietações políticas tinham surgido no ano lectivo de 1965/66, quando frequentou Medicina -, a unidade do Regimento de Infantaria 1, que ali estava para lhes impedir a passagem, também se passava para o lado do MFA.
Entre um mar de risos e abraços, subiram a Rua do Carmo. Na estreitíssima Calçada do Sacramento, também cheia de gente a complicar a marcha dos blindados, onde nem faltavam peças de museu como os velhinhos Fox (que teve um furo na portagem da auto-estrada) e Humber (carro para o qual já não havia munições e a que amarraram uma HK21), talvez Maia Loureiro tenha recordado os meses anteriores, desde que regressara, em Outubro, de Moçambique, onde estivera, entre 1971 e 1973, a garantir a protecção às cargas críticas para a construção da barragem de Cabora Bassa: das conversas mais genéricas com Salgueiro Maia e outros camaradas até ao dia em que o capitão Correia Bernardo o chamou a ele e ao alferes Clímaco Pereira à biblioteca e os aliciou a integrarem o MFA.
A sua EBR estacionou no cruzamento entre a Rua Serpa Pinto e a Rua Garrett, em pleno Chiado, para garantir a protecção daquela entrada para o largo central das operações - e o vizinho Hotel Borges servia de casa de banho àqueles soldados, bem pouco cheirosos após tanta hora em acção.
Entretanto, Salgueiro Maia chamava o alferes para o palco definitivo da queda do fascismo, onde os vizinhos da GNR sugeriam telhados ou varandas para os atiradores, havia pessoas do chão até às janelas, as velhotas davam comida aos jovens fardados - "um presunto, decerto desviado por populares de alguma mercearia da zona, passava de mão em mão".
Já de boina no lugar do capacete com que surgira no Terreiro do Paço, o alferes miliciano viveu alguns dos momentos que se fixaram para sempre na sua memória e na História de Portugal. E quando, pelas 17 horas, Salgueiro Maia pediu ao conhecido oposicionista Francisco Sousa Tavares (futuro deputado do PS e ministro num governo do PSD) para ajudar a afastar a população, o ombro do alferes miliciano serviu-lhe de degrau para subir a uma das guaritas da GNR e, megafone em punho, sugerir à multidão que fosse festejar a liberdade para o Terreiro do Paço - mas ninguém queria arredar pé dali. De tal forma, recorda Maia Loureiro, que, uma hora depois, ele próprio seria arrastado para debaixo do automóvel onde chegava o general Spínola e ao qual estava a tentar escoltar.
Na porta de entrada da instituição cujo distintivo, curiosamente, Maia Loureiro passaria a trazer na farda a partir de 1993 (quando a Guarda Fiscal, para onde entrara logo em 1975, foi integrada na GNR), é um dos oficiais que surgem em cima da Chaimite, quando a Bula avançou à ré até metade da entrada para retirar os políticos que se tinham rendido - mal viu Marcelo e os outros a entrarem, mas recorda-se bem dos murros que os populares davam no blindado, enquanto gritavam "assassino".
E que é feito daqueles óculos Ray Ban, modelo de aviador, tão na moda em 1974? "Só os perdi quando [já coronel da então Guarda Fiscal] embarquei na primeira lancha de vigilância e intervenção, lançada à água no ano 2000. Ao virar-me de repente, quando íamos a uns 50 nós [quase 100 quilómetros por hora], os óculos caíram ao mar." Resta a foto de Eduardo Gageiro.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Será que o discurso foi seguro ?
O PS preparou bem o seu final de congresso.
Em termos de comunicação televisiva cumpriu o seu objectivo. A sua mensagem foi fácil de passar : "Todos juntos, conseguimos..."
Mas, depois de alguma ponderação, nele existem coisas que nos chamam a atenção. Olhemos para umas poucas mas bem visíveis:
-Nunca gostei, nem gosto, de Uniões Nacionais. O encerramento do Congresso do PS tentou fazer esse chamamento à União. Se bem repararam não existiram bandeiras do Partido, o que além de ser estranho, nos dirige, com a utilização única de bandeiras nacionais, para esse conceito amorfo de União de que eu não gosto. Mas surtiu efeito. O Povo gostou. O Povo, hoje, gosta de qualquer coisa desde que seja diferente e possa arredar do poder os incompetentes que por lá pululam.
-É mais do que conhecido que é impossível misturar o que não se consegue amalgamar. Seguro, com o seu discurso de maioria absoluta mais acordos e coligações, volta a remeter-nos para uma União Nacional. Só que é impossível agregar o que por natureza é oposto; nisso, José Manuel Pureza, tem absoluta razão. Além do mais, o apelo revela inconsistência ou previsível aceitação de que o desejado dificilmente é atingível e é necessário deixar abertos os caminhos.
-Seguro tentou fazer o contraponto com o ambiente que se vive no Governo. Ao contrário deste o PS também é um mar de União. Ao chamar para junto de si os adversários de ontem, e estes ao aceitarem a situação, deu uma imagem de que, também dentro do Partido, a União é necessária. Que se lixe a diferença... Mas isso já é do domínio da política e da propaganda.
Em termos de comunicação televisiva cumpriu o seu objectivo. A sua mensagem foi fácil de passar : "Todos juntos, conseguimos..."
Mas, depois de alguma ponderação, nele existem coisas que nos chamam a atenção. Olhemos para umas poucas mas bem visíveis:
-Nunca gostei, nem gosto, de Uniões Nacionais. O encerramento do Congresso do PS tentou fazer esse chamamento à União. Se bem repararam não existiram bandeiras do Partido, o que além de ser estranho, nos dirige, com a utilização única de bandeiras nacionais, para esse conceito amorfo de União de que eu não gosto. Mas surtiu efeito. O Povo gostou. O Povo, hoje, gosta de qualquer coisa desde que seja diferente e possa arredar do poder os incompetentes que por lá pululam.
-É mais do que conhecido que é impossível misturar o que não se consegue amalgamar. Seguro, com o seu discurso de maioria absoluta mais acordos e coligações, volta a remeter-nos para uma União Nacional. Só que é impossível agregar o que por natureza é oposto; nisso, José Manuel Pureza, tem absoluta razão. Além do mais, o apelo revela inconsistência ou previsível aceitação de que o desejado dificilmente é atingível e é necessário deixar abertos os caminhos.
-Seguro tentou fazer o contraponto com o ambiente que se vive no Governo. Ao contrário deste o PS também é um mar de União. Ao chamar para junto de si os adversários de ontem, e estes ao aceitarem a situação, deu uma imagem de que, também dentro do Partido, a União é necessária. Que se lixe a diferença... Mas isso já é do domínio da política e da propaganda.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
sábado, 29 de dezembro de 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Estrela do presépio
Bento XVI, além de ter despedido o burro e a vaca, afirmou que a célebre estrela era uma "super nova". Andei à procura e esta foi a mais nova que encontrei.

(Destinada à Barbearia do Senhor Luís...)
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
Tomas Tranströmer
Fiz , nestas férias, uma magnífica descoberta - a poesia de Tomas Tranströmer .
Leiam e dêem-me razão.
Leiam e dêem-me razão.
domingo, 12 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Congresso Democrático das Alternativas
No dia 5 de Outubro vai realizar-se o Congresso Democrático das Alternativas. Trata-se de uma iniciativa de cidadãos e cidadãs de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa, que se propõem debater as consequências económicas, sociais, políticas e culturais da adoção do Memorando de Entendimento e das políticas de austeridade. Pretende-se reunir todos os que sentem a necessidade e têm a vontade de construir em conjunto uma alternativa à política de empobrecimento consagrada no Memorando e de convergir na ação política para o verdadeiro resgate democrático de Portugal.
Eu subscrevi a Convocatória do Congresso. Se concordar com o texto não deixe de o subscrever (pode fazê-lo em subscrever.congressoalternativas.org) e de participar neste evento de mobilização democrática, que visa resistir à iniquidade e lançar bases para um futuro justo e inclusivo que devolva às pessoas e ao País a dignidade que merecem.
Para mais informações sobre o Congresso e as diferentes formas possíveis de participação, consulte http://www.congressoalternativas.org.
PS: Caso se identifique com os propósitos do Congresso, ajude a divulgar esta iniciativa, reencaminhando esta mensagem para outras pessoas que possam estar interessadas.
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Sonhar a terra livre e insubmissa
E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...
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E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito... E cada vez mais do que nunca...
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Alegre Manuel alegre até à morte que lindo nome para um homem triste que lindo nome para um homem forte. Alegre Manuel despedaça...
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" Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, e...










