quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cavaco escondido com Lima de fora

Passados que foram os meses em que a Presidência da República esteve envolvida na célebre história das escutas no Palácio de Belém, na sequência das quais, por ter sido descoberta a marosca em que estava envolvido o assessor Fernando Lima e o Jornal  "Público", conforme foi noticiado pelos meios da Comunicação Social, e nunca efectivamente desmentido, eis que o PR resolve promover o mesmo Fernando Lima no organigrama da sua Casa Civil.
Nunca foi completamente esclarecido o assunto das escutas (?); na altura o PR retirou o seu assessor para a Comunicação Social da circulção mas não o demitiu, esperando que o assunto caísse no esquecimento. Mas as pessoas não esquecem, para mais quando, com outra situação de escutas, e essas efectivas, se põe em causa um político, chefe do Governo,  a quem se exigem, por parte do partido que apoiou a eleição do mesmo PR, mas não só, explicações políticas dos seus actos.
Dois pesos e duas medidas, para já não falar nas explicações que publicamenbte deviam ser exigidas ao PR sobre os seus investimentos no BPN, até hoje mal explicadas, e que por muita gente têm sido pedidas. Mas ao outro político exige-se tudo e não se espera. Mesmo com processos arquivados.
Cavaco esperou que a poeira assentasse mas esqueceu-se que existem ventos que sopram quando menos se espera...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Em jeito de resposta a uma Amiga


Nasce a saudade no abrir dos braços
e a ave da angústia que esvoaça no vazio
faz o ninho no meio do peito.

A tua ausência é uma planta de cacto.
Perene,
trespassa-me em tropismos que dilaceram.

Visita à "Casa das Histórias" de Paula Rego


(A mulher cão)

Uma belíssima visita, muito bem dirigida por pessoal do "museu", em que cada um começou a compreender (?) o mundo e a simbologia dos quadros da pintora.
Uma manhã ou tarde que vale, extraordinariamente, a pena. Hora e meia/duas horas de conflito conosco próprios.

Luta pela sucessão de Manuela Ferreira Leite ficou à porta

Tudo o que diga respeito a polítca, na vida de Ferreira Leite, fica à porta.
A senhora nunca descobriu como se entra em tal "edifício".
Na realidade, a senhora está sempre de saída...mesmo de um edifício de que não conhece a entrada...
Pelos vistos, a sucessão sofre do mesmo anátema.
Num partido à deriva só um rato doido aceita ficar navio...

Bispo do Porto diz que casamento entre homossexuais exige "reflexão"

Estou perfeitamente de acordo.
Os homossexuais, como os heterossexuais, devem reflectir antes do casamento.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Em memória do meu amigo Guillaume

Elegia

A ténue recordação de tantos rumos
ao olhar este mar
o último dos muitos navegados
deambulando entre o desespero e a esperança.

Por que vagas se ficaram as ilusões
de novas enseadas e novos cais ?
Por que terras nunca aportadas
vaguearam os sonhos deste marinheiro ?

Esburgo o que resta de tanta viagem :
meia dúzia de mãos abertas
algum porto de aconchego e pouco mais.

(Olho do alto da gávea...)

Não acredito que exista algum abrigo
para além desta água.
O derradeiro dos mares sorve-me
e acompanha-me num préstito
de que desconheço a duração.

Aqui ou pouco além tudo acaba,
as imagens desvanecem-se, nada mais é urgente.
Estas águas, como o tempo, apenas vogam
ao sabor de um intento inexorável que as dissipam.

domingo, 22 de novembro de 2009

A propósito

Fugaz.

Como a memória das pedras
a palavra
retine no seu amargor
a angústia das mãos sem dedos
das caras sem olhos
nas mentes sem mente.

Como a memória das pedras
a palavra
no seu esplendor
lança nos degelos sucessivos
o eco dos silvos notáveis
a recordação das melhores mãos
que construiram o glaciar.

Ferreira Fernandes e os estucadores

Felizmente ainda existem Jornalistas que têm vergonha de certo jornalismo que se faz Portugal. O se praticar, também, noutros paises não me resolve o problema, pelo contrário, mais me assusta.
Mas, Ferreira Fernandes, pega os ditos pelos ditos e denuncia-os.
É isso que nos é transmitido no artigo no DN de hoje.
Ainda existem Jornalistas com coragem de olhar nos olhos os que a não têm.

Para ler o artigo na totalidade aceda a :
http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1427303&seccao=Ferreira Fernandes&tag=Opini%E3o - Em Foco

Blogueiros unidos em prol de um Mundo melhor


A boa vontade de Manuela Araújo do "Sustentabilidade é acção" atribuiu a este blogue o selo acima.
Continuar a luta por um Mundo melhor é o lema, pois continuemos sem olhar para trás.
Agradecemos a distinção e esperamos merecê-la no futuro.
E porque a grande maioria daqueles que eu poderia nomear já o foram pelo blog que me indicou, apenas atribuo este selo a :

-Terra dos Espantos
-Crónicas do Rochedo
-Cogir
-Armazém de pedacinhos
-A Nossa Candeia
-AyyapaEpress

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Acompanhando Carlos de Oliveira




SOBRE O LADO ESQUERDO

De vez em quando a insónia vibra com a nitidez dos sinos, dos cristais. E então, das duas uma : partem-se ou não se partem as cordas tensas da sua harpa insuportável.
No segundo caso, o homem que não dorme pensa : "o melhor é voltar-me para o lado esquerdo e assim, deslocando todo o peso do sangue sobre a metade mais gasta do meu corpo, esmagar o coração".

(Carlos de Oliveira - Trabalho Poético -II volume - Sá da Costa)


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Qual Face Oculta qual quê...


Afinal, somos uns anjinhos !
Ora, leiam :

(Transcrito do The London Times)


No exterior do England 's Bristol Zoo existe um parque de estacionamento para 150 carros e 8 autocarros. Durante 25 anos, a cobrança do estacionamento foi efectuada por um muito simpático cobrador.
As taxas eram o correspondente a 1.40 € para carros e 7.00 € para os autocarros.
Um dia, após 25 sólidos anos de nenhuma falta ao trabalho, o cobrador simplesmente não apareceu.
A administração do Zoo, então, ligou para a Câmara Municipal e solicitou que enviassem um outro cobrador. A Câmara fez uma pequena pesquisa e respondeu que o estacionamento do Zoo era da responsabilidade do próprio Zoo, não dela. A administração do Zoo respondeu que o cobrador era um empregado da Câmara. A Câmara, por sua vez, respondeu que o cobrador do estacionamento jamais fizera parte dos seus quadros e que nunca lhe tinha pago ordenado.
Enquanto isso, descansando na sua bela residência nalgum lugar da costa da Espanha (ou algo parecido), existe um homem que, aparentemente, instalou a máquina de cobrança por sua conta e então, simplesmente começou a aparecer, todos os dias, cobrando e guardando as taxas de estacionamento, estimadas em 560 € por dia... durante 25 anos!!! Assumindo que ele trabalhava os 7 dias da semana, arrecadou algo em torno de 7 milhões de Euros.
E ninguém sabe, nem sequer, seu nome ...!!!

Aprendam...!

Proposta de reforço dos poderes presidenciais

O PSD vem propor, agora, nunca o tendo feito anteriormente, nem quando era governo ou tinha maioria na AR, que o PR nomeie os responsáveis das Reguladoras. Amanhã, certamente, pedirá que o faça para ouras situações. É uma tentativa, já denunciada, de aumento dos poderes presidenciais, inclusivamente de revisão da Constituição, já tentado aquando da eleição de Cavaco Silva para a Presidência da República - que ao PR sejam dados poderes de intervenção governativa.
Já não pensando no que isso tinha de inconstitucional, face ao legislado até ao momento, é uma tentativa, mais uma no sentido do pendor presidencialista, que a Direita portuguesa tenta fazer passar.
Mas uma coisa é o que tentam e outra coisa é o que é.
Se o PR, na Constituição Portuguesa, é o árbitro do regime, não é suposto que seja o responsável pela governação. Não se pode ser árbitro pertencendo a um dos contendores.
O que a Direita pretende é a menorização dos poderes do Governo, fundamentalmente  quando o governo lhe é adverso. Nunca o suscitou quando governou. Podemos até  descobrir, em declarações antigas, posições do actual PR que menorizava os poderes de intervenção do então Presidente face aos poderes do Governo então em funções e por ele dirigido.
O cerne do poder Legislativo está na AR e no Governo, cada um com a sua legitimidade democrática, tal qual a do PR.
 Este desejo da Direita portuguesa mais não é de que um pretexto para uma revisão constitucional que se avizinha, em que é necessário ir marcando terreno, e toda e qualquer pequena transformação, mesmo que encapotada, possa, amanhã, vir a ser um válido contributo.
Gato escondido com o rabo de fora... é verdade.
Nada disto é construtivo; tudo isto é previsto e conducente a um fim que desejam.
Mais uma vez um logro disfarçado de bom procedimento.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ainda sobre a Fome


No espaço de três segundos
morrem de fome duas crianças.

Desfalecem silenciosamente;
já nem forças para sofrer
e morrem lentamente.

E eu sei
e sinto uma profunda vergonha
e não consigo dormir
mesmo de olhos fechados.

A nova igreja do Restelo



Não vou entrar na polémica já estabelecida quanto à beleza arquitectónica do edifício.
Há quem lhe chame "mamarracho", há quem ache interessante, futurista, avançado ou até sem dignidade para um templo.
Não discuto isso, embora possa afirmar que não me choca e o que deve interessar aos crentes é o que se passará no seu interior.
O que pergunto é qual a necessidade de um novo templo católico em Lisboa, numa época de recessão de actividade religiosa e de cada vez maior afastamento das populações .
O que  pergunto é o porquê de uma comparticipação de cerca de 25% do milhão de euros já reunido por parte de uma Câmara Municipal de Lisboa a braços com enormes dificuldades financeiras, tendo cedido igualmente o terreno, após permutas; decisões, aliás, tomadas no tempo da presidência de Santana Lopes.

O que me faz confusão é esta  vontade de construir novos templos em Lisboa, já que também está considerada a edificação de uma nova catedral na zona da Expo, para já não falar na prevista basílica de Santo António no Alto do Parque Eduardo VII.
Se a igreja católica deseja novos edifícios para o culto nada tenho contra, mas que os pague sozinha, já que são para sua utilização exclusiva.
E como cidadão de Lisboa, e não crente, porquê o estar a contribuir com os meus impostos para a realização de uma obra na qual não encontro o mínimo de utilidade pública, aquela, a necessária, que é a de providenciar a melhoria da vida (efectiva) dos  munícipes mais desfavorecidos.
Tem piada que aqui, e fundamentalmente os bispos e demais apaniguados, não pedem que seja feito um referendo na autarquia para que o povo de Lisboa se pronuncie sobre a necessidade do(s) projecto(s). Nisso não querem falar e consideram, certamente, que a decisão administrativa da Câmara chega para que o assunto avance.
É pena que não tenham a mesma posição quando se fala da Assembleia da República.