quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dois anos

Dois anos !
Mais de 29.000 visitas.
Mais de 1.100 postes.
Agradeço a quem me acompanhou.
Agradeço a quem me obsequiou com a amizade,
Agradeço às muitíssimas e belas experiências trocadas.
Enquanto puder por aqui ficarei.
A todos, afinal, um sentido agradecimento..

Pois, há que continuar a vender papel....

-Estamos a ficar sem manchetes!
Então como é que a gente mantem as tiragens...?

Vai daí, salta o processo Moura Guedes contra o 1º. Ministro .

-Ah, bom ! Afinal o filão não acabou...

E cá vai disto...
"Sócrates arguido!"
Lá safaram a tiragem de hoje.
Só que o Conselho Superior da Magistratura vem desmentir :
"Sócrates não é arguido !"

-Bolas!
Então, e agora, o que é que a gente vai descobrir para amanhã ?
Querem ver que já nem a Moura Guedes serve ?
Estamos tramados!
Assim este "gajo" também já não nos serve como 1º. Ministro...

23 de Junho

Sou o silêncio que ficou
uma cidade igual às outras
onde os gritos se esvaem
e a tua morte se tornou minha.

Em tuas asas
quebradas
tudo se desintegra
menos a memória.

Ana Marques Gastão - Terra sem Mãe
                                                          Ed.  Gótica

terça-feira, 22 de junho de 2010

Quem se tramava era o mexilhão

Pois é verdade!
O Ministério do Ambiente chumbou a barragem de Padroselos por causa do mexilhão, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas.
Claro que aqui se vão defrontar as posições de quem é a favor do mexilhão ou a favor da energia limpa produzida pela barragem ou ainda da poupança nacional face à importação de combustíveis fósseis para a obtenção dessa mesma energia.
São casos bicudos em que, vendo bem, todos têm razão e não é fácil optar.
Sabe-se que a UE proteje o mexilhão e isso é meio caminho andado para a suspensão.
Sabe-se que a UE quer francas melhorias na economia e o resultado destes projectos a isso ajudava.
Sabe-se que estes projectos iam criar emprego numa zona em grandes dificuldades e isso não é de malbaratar. Estão em jogo pessoas e famílias.
Mas pronto, salve-se o mexilhão...
Para ler a notícia completa aceda a :
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1599592

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Só me dá vontade de ser vulgar


Só me dá vontade de ser vulgar e dizer a Marcelo Rebelo de Sousa :
-Oh, Marcelo, vai dar banho ao cão !
Aquela do PR, Cavaco Silva, estar nas cerimónias fúmebres de Saramago em "espírito" é de "cabo de esquadra".
É verdade que  Marcelo  defendeu Cavaco, mas até ele próprio parecia não estar nada convencido do que estava a dizer.
Foi "à Marcelo", quando sabe que tem de defender alguém que não tem defesa.
Cavaco é mesquinho, pequenino, inculto e um mau presidente da nossa República. Não tem defesa.
Não o vi fazer o mesmo com Bento XVI, a não ser que o Papa já fosse um amigo do peito e com ele já tivesse conversado muito. Não o vi sair em defesa do Saramago perante o destemperado ataque formulado pelo "Osservatore Romano", jornal oficial do Vaticano.
Não o vi ser Presidente dos portugueses.
Vi-o ser o representante da família dos "Silvas" e emplastros.
No limite, perante tantas situações condenáveis na sua presidência, Cavaco Silva, o melhor que poderia fazer era não se recandidatar. Não é porque não possa vencer o acto eleitoral; é porque não merece.

Abrir a boca e sair asneira

D. Duarte Pio, aquele cidadão nacional que se diz herdeiro de uma coisa que não existe, voltou a falar e como sempre boa coisa não saíu.
Pois leiam :

"Falando em Viseu, na sessão de encerramento do XVI Congresso da Causa Real, sem nunca referir o nome de José Saramago, Duarte Pio, disse ser «simbólico que o país neste momento esteja a homenagear como um grande herói nacional um homem que é contra Portugal, que quis que Portugal deixasse de existir como país, que tem um certo ódio até à nossa raiz e que esse seja considerado o símbolo actual do nosso regime».
Na sua opinião, este momento ajuda «a perceber um pouco o que é que vai na cabeça de algumas pessoas que têm vergonha de ser portuguesas hoje em dia e que gostariam de ser outra coisa qualquer»."

Para confirmar acedam a :
http://diario.iol.pt/esta-e-boca/saramago-d-duarte-morte-nobel-lisboa-tvi24/1171554-4087.html

domingo, 20 de junho de 2010

Uma lição


Uma lição de vida aos mais jovens e não só.
Que nunca ninguém diga que não sabe porque não tem acesso.
Saramago é a prova do contrário.
Sabe-se quando se quer e se trabalha e nisso se tem orgulho; atinge-se quando se deseja.
Um exemplo a seguir .

Na verdade



Vendo bem, vendo bem, também não fizeste cá falta nenhuma...

sábado, 19 de junho de 2010

Mas também existe gente inteligente

Gostava de fazer notar os muitos e belos elogios fúnebres que José Saramago recebeu.
Existem  alguns que, pela sua origem e declarada veemência, devem ser citados: os de Zapatero e Rajoy presidentes do Governo e do maior partido (conservador) da oposição espanhóis.
A nível nacional o de Manuel Alegre, entre muitos outros, me merece especial menção.
“Um homem profundamente português, culturalmente ibérico, cidadão do mundo sem ser cosmopolita”
Para o ler aceda a:
http://www.manuelalegre.com/201000/1/000817,062010/index.htm

L'Osservatore Romano - Nojo no Vaticano

Segundo o dicionário de língua portuguesa a palavra nojo significa Luto, dó, mas também, náusea, enjoo.
O Vaticano só conhece a náusea
Conforme se pode verificar através do link abaixo, o jornal oficial do Vaticano, numa segunda versão Sousa Lara, atinje Saramago com uma diatribe pouco consentânea com a forma de estar que apregoa.
Esqueceu-se depressa  Bento XVI da forma como o Povo católico e o Estado Português o receberam não se coibindo, agora, de o apoucar, sabendo que o escritor é considerado um património cultural deste País.
Mas as acções ficam para quem as pratica, o dar a outra face é um conceito do passado mesmo no Vaticano, e assim cai mais uma máscara, das muitas que por aqueles palácios romanos polulam.
Claro que sabemos todos que, num futuro médio-longo, no Mundo toda a gente, independentemente das crenças, saberá quem foi José Saramago e muito pouca, mesmo da crença católica ,se lembrará quem foi um jornalista, de nome Claudio Toscani, de um qualquer jornal daquele pseudo-estado , se ainda existir, assim como do seu dirigente máximo .
Para ler a notícia completa aceda a:
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/06/saramago-era-populista-extremista-afirma-obituario-no-jornal-do-vaticano.html

sexta-feira, 18 de junho de 2010

‘As escutas provam tudo’- Pacheco Pereira




Dado existir um outro deputado ( J.Oliveira-PCP) que também as ouviu e  afirmou que as escutas não trouxeram nada de novo, até podem provar que o Pacheco tem um problema de ouvidos...

Acerca dos feriados nacionais

14 é o número de feriados nacionais que existe neste país.
50% do Estado, outro tanto religiosos.
É verdade que existem feriados a mais e que a grande maioria do povo não  comemora o seu verdadeiro sentido.
Então há que escolher. Além da indignidade de ter de negociar com o Vaticano os feriados religiosos nesta República - parece que está estipulado na vergonhosa concordata, mas ainda não discutido pelo que todas as possibilidades se encontram em aberto - no que respeita aos feriados nacionais do Estado será difícil fazer chegar a uma situação de consenso.
Depois de olhar bem para a lista cheguei a uma conclusão:
É mais fácil do que se pensa!
Pois comemorem-se no data precisa os feriados relativos a acontecimentos comprovados históricamente.
Dê-se mobilidade àqueles em que pode haver dúvida ou mesmo desconhecimento real da data.
Seria assim que se reduziria facilmente o número de pontes, porque feriados com datas concretas e comprovadas existem muito poucos, a saber:
Ano Novo -  25 de Abril  - 1º. De Maio - 5 de Outubro - 1º. de Dezembro
Sobram 9 para encostar ou eliminar.
Eu sei que é polémico porque logo à partida põe em causa o 25 de Dezembro, por exemplo, mas é um princípio.
Também sei que os mais activos religiosos  mandam às urtigas a minha proposta, mas o que querem, é como o outro dizia:
"É a vida!"

Uma homenagem feita em silêncio

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Óbviamente demito-o ! - Fernando Nobre


Poder-se-ia pensar que era falta de jeito, mas não. É falta de cultura política.
A utilização de uma frase de referência na nossa história , de que muitos apaniguados se terão agradado, não passa de mais um desconchavado assomo de populismo e demagogia por parte do candidato presidencial Fernando Nobre.
Esquece-se, Fernando Nobre, das condições em que tal frase foi proferida e a quem se dirigiu realmente ?
Ao tentar aproveitar-se do paralelo, comete um insulto ao nosso Regime Democrático e a qualquer primeiro-ministro que por via do voto venha a ter de trabalhar com ele caso, longínquo e improvável, alguma vez , venha a ser Presidente da República.
Pior que um PR que não sabe falar é aquele que não sabe o que diz.
Os tiques de autoritarismo que Fernando Nobre tem deixado passar na sua mensagem assim como o que parece indesculpável, a  falta de preparação constitucional que demonstra, são motivos mais do que suficientes para não se lhe outorgar o voto.
Uma desilusão política este candidato.
Aceda a:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=175891

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Somos todos políticos porque cidadãos, e é tempo de agir.

"Somos todos políticos porque cidadãos, e é tempo de agir. É tempo de dar a volta a isto. É tempo de fazer da política um lugar apaixonado e lúcido para um novo começar-de-novo. Sim?"

Com estas  palavras termina Jacinto Lucas Pires o seu pequeno mas belo texto sobre a sua adesão à Campanha de Manuel Alegre e ao facto de ser o seu Mandatário para a Juventude.

Para o ler na totalidade aceda a :
http://www.manuelalegre.com/332000/1/000804,062010/index.htm

Falemos então de cultura

domingo, 13 de junho de 2010

Comissões de Inquérito, por Fernanda Palma


Num tempo de grande confronto e demasiada confusão sobre os assuntos,com os meus agradecimentos ao "Carta a Garcia"
http://acartaagarcia.blogspot.com/2010/06/comissoes-de-inquerito-por-fernanda.html
transcrevo o texto da Professora Catedrática de Direito Penal, Fernanda Palma, sobre as Comissões de Inquérito:

"Discute-se, hoje, se as "escutas" autorizadas no âmbito de um processo-crime podem ser utilizadas por uma comissão parlamentar de inquérito. É uma discussão jurídica interessante, que deve ser encarada como tal pelos juristas. Neste caso, o terreno do debate político não pode, por muito digno que seja, sobrepor-se a uma decisão conforme ao Direito, que é devida a todos os cidadãos

Digladiam-se, aqui, dois argumentos fundamentais. Por um lado, invoca-se o regime restritivo que a Constituição consagra em matéria de inviolabilidade das comunicações e ingerência nas comunicações. Por outro lado, referem-se os amplos poderes das comissões parlamentares de inquérito, que correspondem, em termos gerais, aos poderes de investigação das autoridades judiciais.

A verdade, porém, é que as comissões parlamentares de inquérito não gozam (por força do artigo 13º, nº 1, da lei que aprovou o seu regime) dos poderes "reservados" pela Constituição às autoridades judiciais. Assim, importa averiguar se o legislador constitucional conferiu alguma competência reservada, ou seja, exclusiva, às autoridades judiciais no âmbito da ingerência nas comunicações.

O artigo 34º, nº 4, da Constituição diz que "toda" a ingerência das autoridades públicas na correspondência, nas telecomunicações e nos demais meios de comunicação só pode ser autorizada nos casos previstos na lei em matéria de processo criminal. E o artigo 32º, nº 4, reserva aos juízes a competência para praticar os actos que se prendam directamente com os direitos fundamentais.

O sentido destas normas é absolutamente claro. "Toda" a ingerência nas comunicações abrange intercepção, gravação e posterior utilização como meio de prova – com consequente acesso aos conteúdos. O que está em causa, claro está, é o direito à reserva da vida privada e só um juiz, mediante expressa previsão legal e no âmbito de um processo-crime, pode autorizar e validar estas operações.

Por conseguinte, a utilização das "escutas" fora do processo criminal é proibida pela Constituição, pois também consubstancia uma ingerência extra--processual: viabiliza o acesso às conversações e potencia a sua divulgação. Ora, o princípio constitucional é, em termos literais, da "inviolabilidade" das comunicações e esse princípio apenas pode ser posto em causa pela investigação criminal.

Só uma analogia entre comissões parlamentares de inquérito e autoridades judiciais permitiria outra resposta. Mas as restrições de direitos fundamentais não podem ser autorizadas por analogia e é o próprio legislador que restringe os poderes das comissões. E se não o fizesse, violaria o princípio da separação e interdependência de poderes, que constitui corolário do Estado de Direito democrático.

Por:Fernanda Palma, Professora Catedrática de Direito Penal"

Islândia: Parlamento aprova lei que permite casamento homossexual



Será que o presidente da Islândia também vai discursar a dizer que promulga a lei por causa dos gravíssimos problemas economico-financeiros do seu país ?
Ou será que vai ter uma atitude digna de um presidente e assumir a promulgação da lei  aprovada inequívocamente pelo parlamento e independentemente das suas  convicções pessoais ?
Aceda a:
http://www.publico.pt/Mundo/islandia-parlamento-aprova-lei-que-permite-casamento-homossexual_1441623?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader

O mais importante discurso para comemorar 25 anos de União Europeia


Que cada um tire as suas próprias conclusões...

sábado, 12 de junho de 2010

Cantina parlamentar



Bifes à João Semedo:

Tomem-se dois bifes, que podem ser de carne de vaca ou de porco ou de outro animal qualquer, porque tal não tem qualquer importância, desde que o cozinheiro lhe chame bifes.
Não devem ser muito grandes nem pequenos, tanto faz, nem grossos nem finos, talvez médios, mas também não tem qualquer importância.
Temperem-se, muito ou pouco, ao gosto, ou não se lhes coloque tempero nenhum, não é importante.
Pegue-se numa frigideira, numa chapa, numa caçarola ou qualquer outro recipiente, não importa qual, porque também é indiferente.
Coloque-se no seu interior uma qualquer besuntice e deixe-se aquecer em lume brando.
Quando a besuntice estiver à temperatura adequada coloquem-se os ditos bifes e deixem-se fritar o quanto baste de ambos os lados.A meio desta operação pergunte-se ao cozinheiro do lado se quer juntar qualquer coisa, pouco importa o que seja, natas, iogurte, vinho, muito ou pouco tanto faz, açucar, ah, e é verdade, marmelada, muita marmelada, fica bem neste cozinhado, e limão ou mesmo vinagre para azedar.
Quando chegar ao ponto que se ache conveniente pode-se então envolver com outros ingredientes, que tenham chegado à cozinha, entretanto, mesmo que os canones culinários não aconselhem a sua utilização, também pouco importa. Mas não esquecer.marmelada, muita !
Acompanhe-se com o que estiver à mão, ou mesmo não se acompanhe com nada, porque já não se vai distinguir o sabor do que quer que seja, nem importa se ainda se julgue que se começou o cozinhado com bifes.
Serve-se como se quiser ou de maneira nenhuma ou mesmo em cima de uma folha de papel pardo já que de seguida ninguém vai conseguir comer a mistela e o caminho mais natural é seguir para o caixote do lixo.
Uma boa receita que ninguém vai conseguir tragar, a que só o cozinheiro chama bifes, porque foi o que congeminou antes de entrar na cozinha, com um custo bem elevado e que não ficará nos anais pantagruélicos.
A não repetir...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

"Tem uma palavra a mais, que é insustentável"

Tanto não gostei do discurso de Cavaco Silva como  detestei o sentido pindérico-nacionalista do de António Barreto. Que saudades de João Pedro Bénard da Costa...
Um por excesso, o outro por fazer da memória, que também devia  ser a sua, algo a desprezar.
Do comentário de Fernando Nobre, apenas que se situa no mesmo patamar das palavras de Cavaco só que, aceitando cometer os mesmos erros, afirma que devia ter sido proferido mais cedo.
Também não gosto do comentário de Manuel Alegre ao considerar que, o dito discurso, tinha apenas uma frase a mais -Insustentável -. Para mais, vindo de um escritor que também é um político experiente, esperava-se que pensasse um discurso, neste dia e nesta altura da vida do País, da Europa e do Mundo, com outra forma e outro conteúdo.
Mas pelo menos teve a virtude de discordar de qualquer coisa... Mas é pouco, muito pouco...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Professora garante que "ninguém" vai "recriar Mocidade Portuguesa"

Fui alertado pelo Profírio Silva para minha deficiente informação sobre o assunto. Tinha, como outros e em boa fé, a informação prestada pelo Jornal O Público indicada no meu post de ontem.
Igualmente, através do "A nossa candeia", tomei conhecimento dos esclarecimentos prestados ao Jornal de Notícias de hoje, sobre o mesmo tema, conforme podem verificar no link abaixo.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1588887

Considerando que existem definições que não haviam sido transmitidas na primeira notícia não terei, então, razão para o meu comentário se, e neste país existe sempre um se, se tomar esta notícia do JN como fidedigna e vier, na realidade, a acontecer o que ali se descreve.
Esperemos que, amanhã, não apareça um jornal a dizer outra coisa ou que o cortejo não cumpra o que agora está enunciado.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Olha, agora querem laurear a "Bufa"....

Além de considerar uma afronta à Democracia, além de ficar pasmado que professores, tão lestos, recentemente, a vir para a rua defender os seus interesses e um melhor ensino no nosso país e uma melhor educação, além de, e já não me devia admirar, de me pasmar que existam encarregados de educação que pactuem com isto, além de tudo o mais que se possa dizer, espanto-me com notícias destas e por ver actividades como as referidas nas Comemorações dos 100 anos da Implantação da República.
É claro que tudo isto parte do conceito de que a Ditadura foi a 2ª.República e que a que foi implantada no 25 de Abril a Terceira.
Nada de mais errado, - e como muito bem defende Mário Soares, a Ditadura do Estado Novo não foi uma República -, e como tal não pode nem deve ser incluída nas Comemorações do Centenário.
Nós comemoramos o Centenário da Implantação da República, mas o regime republicano em Portugal tem, pelo menos, menos 5 décadas de existência.
Mas se não sabem do que falo, acedam a :
http://www.publico.pt/Sociedade/criancas-vestemse-com-fardas-da-mocidade-para-reviver-100-anos-de-republica_1440933
Por mim, vou ali ao lado comprar uma lata de tinta pois, com a vergonha, quero pintar a cara de preto...
Haja quem tenha vergonha....

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A entrevista de Fernando Nobre ao DN


Populismo e Demagogia quanto baste e nada mais.

Quando uma entrevista que se quer clarificadora apenas se fixa em frases com "Eu sou um verdadeiro patriota", "Não faço parte do sistema", "O que é isso de Esquerda e Direita", "Toda a minha vida fala por mim... ", "A minha instituição no Porto " e alusões  a   que um partido político é o mesmo que um clube de futebol, que não pertencendo ao sistema quer o apoio de pessoas nele integrado e que o fundaram, a hilariante teoria sobre a semelhança de Olivença e Gibraltar, a colagem à querela do nome do "casamento" gay a Cavaco e ao PSD+CDS e depois os considerandos sobre a governação de que nunca fará parte nem integrará assim como e o que é muito mais grave a vontade de mudar o sistema actual e como tal pressupõe um golpe de Estado partindo do Palácio de Belém ( mais um...), pouco ou nada há para dizer mais a não ser :
-LIVREM-NOS DE UM CANDIDATO A PR ASSIM!!!!!!
 QUANTO MAIS A UM FUTURO PR !!!
Era bom que os eleitores lessem com olhos de ler estas declarações, fizessem os seus juizos, e não fossem apenas pelos títulos, bem manobrados, dos jornais e outras entidades.

sábado, 5 de junho de 2010

Imagem



Estragas-me a paz.
E eu preciso das minhas solidões,
de bocados mentais sem ti.


Coisas de Partir, de Ana Luisa Amaral
Ed. Gótica - 2001

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Terra sem Mãe, de Ana Marques Gastão



Um espanto a que só agora, infelizmente, tive acesso.
Diz tudo o que eu senti nestes últimos 3 anos, Mãe !
Obrigatório não perder.

Terra sem Mãe - Ana Marques Gastão
Ed. Gótica - 2001

quinta-feira, 3 de junho de 2010

*As melhores frases dos piores alunos, retiradas dos exames nacionais 2008/2009 do 12º ano*


Como hoje é feriado e finjindo que vamos rir embora fiquemos vontade de chorar.
Pois, leiam lá isto de "meninos" do 12º ano :

*O Convento dos Capuchos foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do monte.*
*A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje*
*O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra! *
*Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.*
*O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes! *
*Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.*
*O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada.*
*O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.*
*O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0*
*Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.*
*O verme conhecido como solitária é um molusco que mora no interior, mas que está muito sozinho.*
*Na segunda guerra mundial toda a Europa foi vítima da barbie!
*O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.*
*A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.*
*Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.*
*Uma tonelada pesa pelo menos 100Kg de chumbo.*
*A fundação do Titanic serve para mostrar a agressividade dos ice-bergs.*
*Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.*
*A água tem uma cor inodora.*
*O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.*
*O sul foi posto debaixo do norte por ser mais cómodo.*
*Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha.*
*Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.*
*A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.*
*Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus. *
*Ao princípio os índios eram muito atrasados mas com o tempo foram-se sifilizando.*
*A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo.*
*A Latitude é um circo que passa por o Equador, dos zero aos 90º.*
*Caudal de um rio, é quando um rio vai andando e deixa um bocadinho para trás!*
*Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado. *

Satisfeitos ?

Não me fites em meus olhos


Não me fites em meus olhos
mas em meu olhar, e fixa
que quem se detém na carne
nunca chegará à vida.

Olha-me com a um espelho
que te olha, pois quem fita
não mais que os olhos da carne,
à medida que olha, olvida.


Miguel  de Unamuno - Antologia Poética - Cancioneiro
Ed. Assírio & Alvim - 2003

A entrevista de Manuel Alegre

Foi um bom pontapé de saída para a campanha das presidenciais. Nem de mais nem de menos.
Marcou o seu terreno e disse ao que vinha. Esteve sereno e mostrou-se como um homem de estado.
Falou dos seus concorrentes com respeito mas remetendo-os para os seus verdadeiros lugares - Cavaco à direita e Fernando Nobre onde continua a não se saber -.
E assim se vão definindo posições. Já se sabe que novas "Grandes Entrevistas" só em Setembro pelo que deixar a germinar esta semente foi positivo.
Alegre fez bem em afirmar-se como único responsável na elaboração da sua campanha retirando, por isso, aos partidos e movimentos que o apoiam ou virão a apoiá-lo qualquer tentação de aproveitamento político indevido.
Começa agora o  trabalho de sapa pelo país real e os muitos afazeres que terá pela frente se quizer apresentar-se em 2011 como verdadeira alternativa ao Palácio de Belém.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sem palavras

Esta  máxima, segundo me transmitiamn por e-mail, é da autoria do ex-ministro das Finanças, Campos e Cunha:

Não sei para que é que querem gastar dinheiro no TGV se podem perfeitamente oferecer um Porsche a cada português gastando menos”.

Só me restam umas palavras:
-Ainda bem que se denitiu !

terça-feira, 1 de junho de 2010

Cavaco mais preocupado com o desemprego do que com as presidenciais

Cavaco Silva continua a querer vender uma imagem populista de desapego ao poder e de menorização da democracia.
Ao manter sempre um discurso em que subvaloriza o acto eleitoral que se aproxima e ao qual ainda não disse se concorre, mas vai concorrer, Cavaco Silva, continua a querer passar aos portugueses a imagem do homem super-preocupado com os negócios da Nação, a fazer constantes incursões no que apenas ao governo diz  respeito, como se em Portugal existisse um sitema presidencialista de que, se depreende,  é adepto.
Numa altura em que se ouvem vozes a trilhar um caminho de invectiva contra os partidos e a classe  política, Cavaco, interessado em cavalgar essa onda, não perde ocasião de demonstrar, como se fosse verdadeiro, que uma eleição presidencial é um assunto de somenos importância quando o devia valorizar e assim  fazer crescer o interesse e a importância do próprio cargo que ocupa.
Mas é uma boa lição para quem o apoia. Afinal querem dar o seu voto a quem acha que a ascensão ao lugar de Supremo Magistrado da Nação é um assunto com parca relevância.
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