Pular para o conteúdo principal

"Tem uma palavra a mais, que é insustentável"

Tanto não gostei do discurso de Cavaco Silva como  detestei o sentido pindérico-nacionalista do de António Barreto. Que saudades de João Pedro Bénard da Costa...
Um por excesso, o outro por fazer da memória, que também devia  ser a sua, algo a desprezar.
Do comentário de Fernando Nobre, apenas que se situa no mesmo patamar das palavras de Cavaco só que, aceitando cometer os mesmos erros, afirma que devia ter sido proferido mais cedo.
Também não gosto do comentário de Manuel Alegre ao considerar que, o dito discurso, tinha apenas uma frase a mais -Insustentável -. Para mais, vindo de um escritor que também é um político experiente, esperava-se que pensasse um discurso, neste dia e nesta altura da vida do País, da Europa e do Mundo, com outra forma e outro conteúdo.
Mas pelo menos teve a virtude de discordar de qualquer coisa... Mas é pouco, muito pouco...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…