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Clube dos "Desassossegados" - contribuição - II


Do “Livro do Desassossego

Fase primitiva constituída por textos de Fernando Pessoa, ele próprio, ainda não atribuídos a Bernardo Soares.

18.07.1916

“Nenhum problema tem solução. Nenhum de nós desata o nó górdio; todos nós ou desistimos ou no cortamos. Resolvemos bruscamente, com o sentimento, os problemas da inteligência, fazêmo-lo ou por cansaço de pensar, ou por timidez de encontrar conclusões, ou pela necessidade absurda (?) de encontrar um apoio, ou pelo impulso gregário de regressar aos outros e à vida.
Como nunca podemos conhecer todos os elementos duma questão, nunca a podemos resolver.
Para atingir a verdade faltam-nos dados que bastem, processos intelectuais que esgotem a interpretação desses dados.”

Comentários

Miguel(T.Mike),
Tinha eu saído daqui há pouco, e tive que voltar quando me apercebi desta nova contribuição para o nosso clube. Que bom! E vai já constar lá!
Obrigada.
Um abraço.
Maria Josefa,
devagarinho, devagarinho, vão-se descobrindo coisas, pesam-se e depois vão-se servindo.
Agradeço-lhe muito esta ideia que teve e que me levou a rever uma obra em que há muito não pegava.
Um abraço.:-)
Ana Paula Sena disse…
Tenho que, e gostarei de, fazer algo semelhante...

Um verdadeiro desassossego, esta consciência do tanto que nos escapa...

Um abraço
Benjamina disse…
Olá Miguel
É espantoso como Pessoa, mais do que saber usar as palavras, sabia pensar.
Um verdadeiro filósofo.
De facto, a Josefa meteu-nos em agradáveis e desassossegados trabalhos! Ainda bem.
Um abraço
Benjamina,
também é uma "fundadora"...
Tudo isto é extremamente positivo;
pela minha parte o digo. Aparecem novos objectivos o que, para um entradote, é um mimo para passar os dias a pensar em coisas positivas,
Um abraço.

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aos ventos da certeza.

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tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
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José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
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Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
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