Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2013

Nelson Mandela

Fica-nos o exemplo a transbordar da memória.

1640, 1º. de Dezembro

É verdade, assumo-me como nacionalista naquilo que é mais importante - a preservação da cultura de um povo.
Conseguimos a nossa independência no Sec. XII, e assim nos mantivemos ao longo da história com um interregno, o filipino, porque culturalmente somos diferentes do povo com que fazemos fronteira.
Mas, no dia de hoje, fundamentalmente no dia de hoje, já depois de ter exaltado, no FB, D. Filipa de Vilhena, a portuguesa mãe que armou aos filhos cavaleiros para que dessem a vida pela Pátria ( nos nossos tempos diriam mais facilmente : Oh, filho, não te metas nisso porque podes arranjar problemas para o teu futuro...), recordo ainda outra mulher, a D. Luísa de Gusmão, que perante a vacilação de D. João de Bragança (o futuro D. João IV) lhe terá afirmado : "Antes rainha por um dia que serva toda a vida...!".
E recordo também as divisões que existiram nas elites do tempo, fundamentalmente na aristocracia portuguesa, em que uns  apoiavam a causa nacional e outros, a melhor rec…

Receio

Os cíclicos desaparecimentos de António José Seguro da primeira linha do combate e contestação política ao governo estão a tornar-se cada vez mais comprometedores.
Numa altura de enorme efervescência política o secretário geral do PS prima pela ausência e pela não afirmação política. Anda a fazer sessões de esclarecimento pelas bases do partido, a falar do OE 2014 com o resultado que se verá, ou seja, praticamente, nenhum. Pode, contudo, já estar a trabalhar para o próximo congresso do PS.
Há quem defenda, e eu estou de acordo, que AJS receia que, chegado ao poder, possa vir a ser confrontado com situações idênticas e procedendo desta maneira o faz para não poder ser acusado de ter tomado atitudes de confronto quando era oposição.
A ser assim, só pode ser considerado de uma forma. AJS não se considera à altura para fazer face a contestações populares uma vez no poder e /ou não ter a certeza de as suas opções em matéria política sejam suficientemente abrangentes e necessárias para cria…

Grisalhos

Afinal, parece que a geração contemporânea da nossa Revolução de 74, aquela que a promoveu e defendeu, apesar dos 40 anos passados , ainda tem vitalidade para fazer frente ao poder vigente, congregando, à boa maneira do tempo da ditadura, democratas de todas as inspirações apenas com um desígnio: defender a Constituição da República e o Estado de Direito nela plasmado.

Houve um "patetoide" que um dia tentou achincalhar-nos e dividir-nos. Teve ontem a resposta. A "geração grisalha" apesar dos anos passados ainda está presente para defender aquilo que conquistou para o seu país. Uma geração que apenas tem uma pátria que se chama Portugal, que não se chama nem Mercado nem Capital. Uma geração de valores intrínsecos gerados na luta contra um estado autoritário que, parece haver alguns,ainda por ele anseiam. Pobres tristes. Ainda não aprenderam que "Roma não paga a traidores".

Sir Nicholas Winton - BBC Programme "That's Life" aired in 1988

Isto sim, meus amigos, vale uma vida. "Sir Nicholas Winton organizou o resgate e passagem para a Grã-Bretanha de cerca de 669 crianças, na sua maioria provenientes da comunidade judia da Checoslováquia e cujo destino traçado eram os campos de extermínio nazi (no quadro de uma operação conhecida como Czech Kindertransport, ainda antes da segunda guerra mundial).

Depois da guerra, Nicholas Winton não contou a ninguém o sucedido, nem mesmo à sua esposa Grete. Em 1988, meio século mais tarde, Grete encontrou no sótão um álbum de 1939, com todas as fotos das crianças, uma lista completa de nomes, algumas cartas de pais das crianças para Winton e outros documentos. Ela, finalmente, soube da história e aí começou um pequeno e bonito mistério de regresso do bem feito.

O vídeo mostra um aspecto da ocasião organizada para que Sir Nicholas Winton reencontrasse, de surpresa, alguns dos sobreviventes."
(Roubado ao Porfírio Siva)

Do medo

Mas só de quem ainda o tiver. Então, juntemo-nos todos, os que não têm e os que já o tiveram e perderam, e façamos o necessário para mudar a situação. O verdadeiro poder está, como sempre esteve, em nós desde que o saibamos protagonizar. Nada é irreversível a não ser a morte e mesmo essa não tem força suficiente para apagar a memória de quem não teve, não tem ou deixou de ter medo. E nada mais nos pode ser humanamente exigível do que morrer de pé.

O futuro europeu morreu ontem

Pelo que se vai desenrolando politicamente por essa Europa com a traição aos princípios que construíram o ideal europeu por parte dos partidos que o promoveram ( socialistas/sociais-democratas e democratas-cristãos) nada mais existe do que constatar que o futuro europeu morreu "ontem" e que hoje, para além de olharmos com desprezo para o cadáver, mais não nos resta do que começar de novo, baseados na tradição humanista que nos enforma,  e se necessário recorrer à força para impedir as tendências totalitárias de extrema-direita que se avizinham (Holanda, França, Hungira e não só).

Fomos atraiçoados pelos líderes europeus, pelas organizações políticas e político-partidárias europeias, nos finais do sec.XX e princípio do sec. XXI.

Pouco mais nos resta, se ainda nos resta alguma coisa, que tomar o futuro nas nossas mãos e avançar, apesar dos sacrifícios que possam estar no horizonte, mas caminhando em frente por nós, povos da Europa e fundamentalmente da Europa do Sul, caso con…

A ameaça

Por causa do meu post  que, de forma indirecta, falava sobre o a estátua daquele homenzinho a que tratavam por cónego recebi uma ameaça que, por um questão de decência intelectual, me recusei a publicar como comentário.
Mas fiquei cheio de medo...!
Por isso e agora de outra forma pergunto:
A estátua daquele sacripanta ainda está de pé ?
Beijinhos ao autor da ameaça...

Só num país de anedota

A chamada "Festa do Pontal" veio confirmar. Somos um país de anedota. E porquê ?
Simples !
Só num país de anedota, um governo cripto-fascista, se pode dar à pouca vergonha de, reiteradamente, produzir legislação que sabe, à partida, ser inconstitucional e, mesmo assim, tentar a sua promulgação.
Só num país de anedota porque, se o não fosse, o tal governo cripto-fascista, não durava mais um minuto no poder até pela simples razão de permanentemente afrontar o órgão, por excelência, defensor da constituição e por isso mesmo do regime democrático vigente.
Quem afronta a lei fundamental afronta a legalidade democrática e como tal deve ser banido.
Mas, claro, isso seria num país como deve  ser, democrático, respeitador da Lei, e não neste, um país que é uma anedota...

À atenção da Câmara "Socialista" de Braga

Há coisas que nunca se esquecem. Repito ! NUNCA!!!!

Sampaio da Nóvoa-Um discurso, um sinal de partida.

É bom que se saiba...

Holanda pode provocar o colapso do euro A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita. Por Matthew Lynn, El Economista Artigo | 13 Maio, 2013 - 20:57 A Holanda começa a provar o amargo da austeridade que o seu ministro das Finanças quer aplicar em toda a Europa. Foto By Rijksoverheid.nl [CC0], via Wikimedia Commons Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%. A Holanda é …

8 de Maio

8 de Maio de 1945, o Marechal de campo Keitel assina a rendição incondicional da Alemanha pondo fim à II Guerra Mundial em território Europeu. 68 anos depois...

O futuro de Victor Gaspar visto por um reformado

Cá por mim, retirava-lhe o passaporte e obrigava-o a trabalhar durante uns anos como assistente administrativo com o respectivo vencimento, mas colocando-o de imediato no quadro de mobilidade com a possibilidade de ficar sem vencimento ao fim de 18 meses. Mas continuaria obrigatoriamente por cá para poder avaliar "in loco" e com as necessárias implicações as consequências da sua própria política. Quando ele já se chamasse, a si próprio, "filho da mãe" pelas políticas que tinha determinado então deixava-o sair, mas apenas e sem hipótese de negação, para o Burkina Faso.

Tarde ou cedo descobria-se

Dizia-me alguém, há muitos anos, que não seguia ideologias mas sim homens.
Contrapunha eu que de nada serviriam os homens se não fossem enquadrados por ideologias.
Isto foi na época em que se afirmava, porque assim se tornava numa zona de conforto e sem necessidade de afirmação pessoal, que as ideologias tinham acabado ou terminado o seu prazo de validade, não existindo que diferenciar direita de esquerda, etc.
Situação que - hoje sabe-se - é do mais errado.
Nunca como, de novo, agora é necessário o enquadramento ideológico na definição dos actores políticos. Nunca, como agora, é necessário reforçarmo-nos ideologicamente e deixarmos de seguir homens sem ideologia ou declaradamente encriptados no que a isso se refere.
Nunca como, novamente, agora a necessidade de voltar à política pura e dura e combater sem peias todos aqueles que a secundarizam.
Nunca, como agora, a necessidade de voltarmos a ser uma democracia e não uma ditadura financeira.

Porque não hei-de sentir orgulho...?

O percurso da vitória dos capitães de Abrilpor FERNANDO MADAÍL25 abril 2009 O coronel Maia Loureiro, que era então alferes miliciano, integrou a coluna de Salgueiro Maia que esteve nos dois momentos em que tudo se decidiu: quando as forças fiéis ao regime não dispararam (Terreiro do Paço) e quando Marcelo se rendeu (Carmo).

Às nove da manhã, na Ribeira das Naus, o capitão Salgueiro Maia trincou o lábio - para não chorar; o alferes miliciano Maia Loureiro fez um gesto instintivo - o "V", com os dedos indicador e médio, que se tornaria um ícone da revolução. O alferes de óculos escuros Ray Ban, então com 27 anos de idade mas já uma comissão de serviço em Moçambique, tinha entrado em Lisboa no primeiro dos dez carros de combate da coluna da Escola Prática de Cavalaria (EPC), logo atrás do jipe onde seguia o mais famoso dos capitães desse dia 25 de Abril.
Naquela madrugada "onde emergimos da noite e do silêncio", como a definiria a poetisa Sophia de Mello B…

Hoje

Recordando e defendendo o 1º. de Maio, contra tudo e contra todos os que o querem pôr em causa. 

Memória

Um livro angustiante para ler e pensar para que a memória não se apague.

Será que o discurso foi seguro ?

O PS preparou bem o seu final de congresso.
Em termos de comunicação televisiva cumpriu o seu objectivo. A sua mensagem foi fácil de passar : "Todos juntos, conseguimos..."
Mas, depois de alguma ponderação, nele existem coisas que nos chamam a atenção. Olhemos para umas poucas mas bem visíveis:
-Nunca gostei, nem gosto, de Uniões Nacionais. O encerramento do Congresso do PS tentou fazer esse chamamento à União. Se bem repararam não existiram bandeiras do Partido, o que além de ser estranho, nos dirige, com a utilização única de bandeiras nacionais, para esse conceito amorfo de União de que eu não gosto. Mas surtiu efeito. O Povo gostou. O Povo, hoje, gosta de qualquer coisa desde que seja diferente e possa arredar  do poder os incompetentes que por lá pululam.
-É mais do que conhecido que é impossível misturar o que não se consegue amalgamar. Seguro, com o seu discurso de maioria absoluta mais acordos e coligações, volta a remeter-nos para uma União Nacional. Só que é impossí…