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Mostrando postagens de Junho, 2011

Stepan Shchipachyov

Saber apreciar o amor

Saber apreciar o amor,                           Especialmente apreciá-lo com os anos.                       O amor não são suspiros num banco Nem passeios ao luar.                         Será tudo : lama e as primeiras neves.                         E uma vida que é preciso viver juntos.                             O amor é parecido com um bom poema :                                 Um bom poema não se faz sem sofrimento.

Stepan Shchipachyov - Antologia da Poesia Soviética Ed. Futura

Atenas - o rastilho

Será que Atenas virá a representar, no futuro,o fim do sonho europeu por que tantas gerações lutaram ? Se não o é, para já, para lá caminha. A completa divergência entre os directórios políticos da União e os povos de que se dizem representantes irá, paulatinamente, cavar um cada vez maior fosso entre interesses. E é nesse facto, na completa insensibilidade às aspirações populares e na defesa dos interesses que representam, que residem as razões da cada vez maior recusa às políticas ditadas por  quem dirige a União. Mas também poderá  representar o inverso. Atenas poderá vir a ser o rastilho da poderosa bomba  latente que  conduzirá à radical mudança dos objectivos actuais da União. Nesse caso, o sonho da Europa Social poderá manter-se mas os actores serão outros, assim como os conceitos sociais e económicos actuais também mudarão. Contudo, não será fácil. Quem detém, actualmente, as rédeas do poder na Europa, não quererá, facilmente, abdicar dele. Nem eles nem os de quem são testas de ferro…

Novo estatuto editorial do Expresso

Para ler e meditar profundamente.
Das razões, boas ou más, do passado ou do presente, muito fica por desvendar.
Peso na consciência ou desejo de caminhos novos tudo pode servir de razão para esta tomada de posição.
De qualquer modo, pelos caminhos trilhados pelo jornal nun passado recente, tudo nos leva a duvidar de tanta transparência ou se se trata de calar conjuras futuras, que por afecto ao novo poder urge, para já, domesticar para que não venham pôr em causa tudo aquilo que o próprio jornal ajudou a construir num passado recente.
Aceda a:
http://vaievem.wordpress.com/2011/06/26/jornalismo-e-interesse-nacional

Arthur Rimbaud

O Dormidor do Vale
            É um poço de verdura onde canta um ribeiro Arrastando à doida pela erva rasgões                   De prata; onde o sol, do alto monte sobranceiro,                   Brilha: é um vale ameno na espuma dos clarões.
     Um jovem soldado, testa ao vento, caída    A boca, a nuca no agrião azul banhada,        Dorme; está deitado na terra, sem guarida      Pálido na verde enxerga de luz molhada.
       Os pés entre os gladíolos. dorme. Sorrindo        Qual menino doente a sorrir, vai dormindo:            Dá-lhe aconchego, ó Natureza, que arrefece.
      Nem aos perfumes a narina lhe estremece;             Dorme ao sol, a mão sobre o peito sossegado.       Tem dois buracos encarnados, lado a lado.
Outubro de 1870
Arthur Rimbaud - 35 Poemas de Relógio de Água 1991

Viagens na Europa

Novo modelo utilizado pelo governo para que as viagens que não paga ainda sejam mais baratas...

23 de Junho, mais uma vez

Eu, que descrevo                                                         esta morte                                                         com lágrimas,                                                         desço ao país do frio                                                         o da música extremada                                                         sem suster o dilúvio.
                                                        Erguem-se os animais                                                         num imenso gemido                                                         sua dor é verde                                                         e o escultor do medo                                                         já só esculpe o silêncio.
Ana Marques Gastão - Terra sem Mãe Ed. Gótica - 2001

23 de Junho

... por me terem trazido até aqui.

Magistratura activa /Cooperação activa

Embora muita gente possa pensar que significam coisas parecidas, estas duas palavras somadas ao adjectivo activa, têm significados que podem bem demonstrar a diferença de atitude do actual PR face ao anterior governo (socialista) e ao actual, que tem por base o seu partido de origem. E não custa muito verificar a diferença, basta ir ao dicionário. Cavaco nunca se engana e raramente tem dúvidas. Mais uma vez o provou...

A posse do novo Governo

Propor um pacto de confiança pressupõe que se é depositário da confiança dos cidadãos.
Os discursos, os dois, foram o natural bla-bla-bla destas situações.
A confiança ganha-se não se oferece e para já está tudo desconfiado.
O dia de ontem também não ajudou...

Perdeu a incoerência

Passos Coelho, fiel à sua palavra, foi coerente.
Paulo Portas fiel ao seu discurso foi coerente.
O PS foi coerente na posição tomada.
O PCP foi coerente face a anteriores declarações.
O Bloco foi, por uma vez, coerente.
Até os Ecologistas foram coerentes seguindo o PCP.
Todos votaram como se esperava. Ganhou a coerência!
Perdeu o incoerente, Fernando Nobre, que fez uma campanha contra os políticos e os Partidos e agora queria guindar-se a seu representante.
Outro epifenómeno da política nacional com o destino já traçado, o esquecimento.

 

Os bobos

Os bobos ao olhar para os outros vêem-nos sempre iguais a si próprios...
E não é verdade !
Os outros não são bobos...!
Aceda a:
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1882957&seccao=Jo%E3o+C%E9sar+das+Neves&tag=Opini%E3o+-+Em+Foco&page=-1

Anna Akhmatova

    E O MEU CORAÇÃO JÁ NÃO BATE
E o meu coração já não bate           Na minha voz, de alegria e tristeza.      Acabou... E o meu canto galopa                  Para a noite vazia, onde tu já não estás.
Anna Akhmatova-Antologia de Poesia Soviética Ed.Futura-1973

O novo governo

Quo vadis, António Costa ?

Com tanto calculismo acabas por errar as contas...

Neste início de novo ciclo

recordo alguns poemas de Armindo Rodrigues no livro "O Poeta Perguntador":
Quem cuida que sabe ignora. Quem sabe que ignora sabe. Onde a discussão não cabe fica a verdade de fora.
oooo000oooo
Mais só é quem só se sente, ou quem os outros enjeita ? Só há presença perfeita em estar em tudo presente. A si próprio se desmente quem só a si aproveita.
oooo000oooo
Nomear-te. liberdade, é logo ser mais livre.
oooo000oooo
Da poeira do tempo faz-se o esquecimeto. Da poeira dos homens se faz a lembrança.

Passa por mim no Rossio

E passei e vi umas dezenas de pessoas deitadas.
O meu já "velho" conceito de Democracia passa pelo respeito fundamental pelas minorias pelo que os "deitados" me merecem o maior respeito e considero que são livres de apresentar a sua luta e defendê-la, claro, cumprindo sempre tudo o que aos outros é exigido, isto é, o respeito pelas leis vigentes do nosso estado democrático.
Podemos até partir do princípio que poderão vir a confirmar-se as estafadas frases mobilizadoras do "hoje somos poucos, amanhã seremos muitos" ou " somos poucos mas bons", mas ao que parece o movimento está a fazer o caminho inverso - eram muitos e agora são poucos -.
Também sabemos que, politicamente, o tempo já não é o mesmo do inicio e até a CS já não lhes concede o espaço que  lhes dedicava - já não existe um governo para verberar nem um primeiro ministro para  derrotar -. Por isso a  tarefa do movimento se torna cada vez mais difícil e apagada, por isso já são só umas d…

Contrariamente

Contrariamente ao Vinho do Porto, brasão das terras que o viram nascer, António Barreto só piora com a idade...

Por onde andam estes camaradas ?

Por onde andam agora estes camaradas ? Tanto falaram, tanto escreveram, tanto condenaram... O homem já se foi embora e não os vejo apresentarem-se como alternativa ou a liderarem uma nova via. Não me digam que se lhes acabou a verbosidade ou era, mesmo, só despeito ?

Pau de cabeleira

Afnal quem vai ser quem...?

Novos tempos, novos desígnios

Cavaco vai condecorar com o mais elevado grau de uma da mais importantes ordens honoríficas portuguesas o expoente máximo do ódio político e a "promotora" da suspensão da democracia por seis meses...
Vê-se bem que algo está a mudar, já, na política portuguesa e quais os desígnios, desde há muito,  partilhados pelo actual, infelizmente, Presidente da República.

Depois da borrasca

Ora, então, vamos lá... Grande borrasca a de ontem, não foi ?  Grandes consequências mais ou menos previsíveis...É verdade ! Mas nada disto serviria se não se tirassem conclusões. Tenham calma que já vou aos idiotas úteis de que falei na 6ª. feira... Como ontem escrevi na minha página do FB e transcrevo: "Consumado está. O PSD ganhou as eleições e vai governar, certamente com o apoio do CDS, e terá todas as condições para realizar o seu trabalho.O povo português pronunciou-se e elegeu.  O resultado tem de ser respeitado sem qualquer rebuço.À Oposição ficará o trabalho de controlo do poder. É assim em Democracia; é assim que se deseja que seja; foi isso que defendemos toda uma vida."
Esta é a minha posição de princípio e que me tem acompanhado, sempre, desde há cerca de 45 anos - 45,  perguntarão porquê? - pois, quando tinha 18, já pensava na Política e na Democracia com ideias bem assentes e ainda faltavam 8 para a Revolução. Nem toda a gente da minha geração era assim, para o bem e …

E se se confirmar...

na segunda feira falaremos sobre uns idiotas úteis que lançaram este país nos braços da direita.