sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Arreganhar a taxa

Alguns muito ricos deste Mundo fizeram-me recordar as palavras do antigo primeiro ministro António Guterres sobre a necessidade de olhar com atenção para os mais desfavorecidos:
"Ou os ricos tratam dos pobres ou os pobres, amanhã, tratarão dos ricos..."
Se não foi perfeitamente assim foi parecido mas a mensagem é a mesma.
Talvez por isso considere que esta onda de boa vontade dos hiper-afortunados da vida mais não passa do que uma hipócrita tentativa de fazer passar uma mensagem de preocupação social que verdadeiramente não existe. Se existisse há muito que a tinham posto em prática, não só agora que os ventos não correm de feição na economia do planeta, que os protestos começam a subir de tom, que são postas em causa e derrubadas lideranças que se achavam inamovíveis, etc.
Acabo por considerar mais honesto quem se recusa ao esforço, embora a argumentação seja infantil, como é o caso do "trabalhador" Amorim, do que muitos outros que só pelas circunstâncias se apresentam como concordantes com a  medida de taxar as grandes fortunas.
Por outro lado, a aplicação de tal medida, segundo os especialistas, não é fácil e já deve estar a ser bem estudada pelos possíveis contribuintes de modo a fazer pouca mossa no seu património mas não deixando de os fazer passar por preocupados cidadãos com as injustiças sociais.
Daí que considere, também, que de tanto e demagógico palavreado sobre o assunto, a taxa para os ricos e a sua boa vontade não me faça mais do que... arreganhar a taxa...


terça-feira, 23 de agosto de 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Do animal feroz ao gato amestrado

Quem tem acompanhado, desde o dia 21 de Junho, a evolução política portuguesa não pode deixar de se espantar.
Parece, em certas situações, que voltámos ao 24 de Abril em que fazendo oposição declaradamente ao Poder apenas existia uma força de todos conhecida - o Partido Comunista. E hoje estamos na mesma!
A contrariar, efectivamente e em termos públicos, o actual governo apenas se tem apresentado o partido de Jerónimo de Sousa. É certo que para isso trabalhou e trabalha; esta é a situação que sempre desejou - um governo de direita para poder dar aso a toda a sua militância de contestação. Para que isso sucedesse aliou-se, inclusivamente, a essa mesma direita, para derrubar o governo anterior dirijido pelo seu arqui-inimigo, o Partido Socialista.
Perguntarão, e muito bem, sim e o resto?
Os restantes partidos neste momento ou não existem ou hibernam.
O Bloco está a caminhar heroicamente para a inexistência e o Partido Socialista, cordatamente, e infelizmente, dirige-se, como nos  piores momentos do seu passado, para uma sonolenta oposição, sem chama nem desígnio palpável, à semelhança do que é o habitual comportamento do seu eleito Secretário Geral.
O Partido Socialista deixou de ser dirigido por uma animal feroz para o ser, agora, por um gato amestrado.
Contudo, e isto é que se torna deveras importante, é que o mal estar já se nota nas hostes partidárias e nos apoiantes anónimos.
Não haverá por lá ninguém que dê um berro e um murro na mesa ?
É que assim isto vai mal ! Entregues a extremos, direita e comunistas, onde se poderão albergar os eleitores da esquerda democrática que não se revêm naqueles projectos ?
A pergunta fica; a resposta há-de vir, se alguma vez vier ou, se alguém acordar da sonolência.



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sábado, 20 de agosto de 2011

Mesmo só à cacetada, só que noutro

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Parvos e bandidos só mesmo à cacetada - António Ribeiro Ferreira-Jornal "i" - 19.08.2011


Uma velha técnica: misturar o que se não deve. 
O intuito do articulista é óbvio como é óbvio, depois de tantos insultos a gente que o não merece e que ele não consegue descortinar quem, que eu o considere, aliás, como desde há muito tempo, um verdadeiro pedaço de asno que, como outros que por aí pululam, escrevem em jornais..


Para a opinião aceda a:
http://www.ionline.pt/conteudo/143994-parvos-e-bandidos-so-mesmo--cacetada

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Rio de Janeiro será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude


(Agência Lusa - http://www.lusa.pt/)
Brasil: Rio de Janeiro será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude

E eu a julgar que o iam fazer África Oriental, onde transformariam os 50.000.000 de Euros (custo da actual deslocação a Espanha e que é paga pelo contribuinte espanhol, católico ou não) em alimentação para os necessitados e que as centenas de milhares de pessoas que aguardaram e aclamaram o lider espiritual dos cristãos católicos iriam ter a possibilidade de mostrar no terreno toda a sua disponibilidade para ajudar quem precisa. O Lider católico até iria vestido de "fato macaco", transportado numa carroça ou a pé,  e falaria aos seus fieis por um megafone e estaria ao sol abrasador como os outros.
Mas não! Enganei-me !
Vai para o Brasil, país emergente e rico, para o ar condicionado das boas instalações, resguardo no seu papamóvel, com o seu séquito de saiotes bem engomados e discursando as banalidades habituais..
Escolhas pouco evangélicas, na realidade.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Chegou o momento de cobrar...

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Nem necessitou do "cobrador de fraque"...
Aceda a:
http://aeiou.expresso.pt/mario-crespo-convidado-pelo-governo-para-correspondente-da-rtp-em-washington=f668493

O Fado perdeu

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Cavaco, aquele senhor que se diz ser Presidente da República Portuguesa, prestou pública homenagem, altamente merecida, a Fontes Rocha.
Estranho, contudo, nada o ter ouvido dizer sobre a morte de José Manuel Osório. Temos a reedição do factor Saramago ?
Digam-me que estou errado porque nada vi sobre o assunto e a culpa é minha ou que estou irremiavelmente certo sobre a personalidade do PR de apenas alguns, e cada vez mais, poucos portugueses.

Europa

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Sem rumo, definhando realmente, sem ninguém com algum rasgo que a retire deste permanente estado de apenas asssumir paliativos para uma situação que a pode levar à morte.
Vão apenas lambendo as feridas os escanzelados aguardando uma equipa médica competente.
Quando as doutas sumidades quizerem utilizar a injecção salvadora pode já ser tarde e por contágio morremos todos, os maus médicos incluídos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Uma tradição que se tem perdido



Ao passear sem destino encontram-se por vezes pequenas obras de arte que o tempo e o abandono tem vindo a fazer esquecer.
Em Fernão Ferro, junto à estrada de Sesimbra existe uma quinta muito bem chamada de "Quinta das Conchas". Este é um dos seus portais, o mais conservado. Um rendilhado de conchas, como que um bordado,  que era habitual observar na minha infância mormente na zona da Caparica.
Perdeu-se, pelo que tenho visto, o interesse pela utilização destes materiais e é pena. Além de belo era tradicional

Partido Soft


Preocupa-me mas estou curioso.
Gostava de ter acesso a uma qualquer sondagem sobre a actual intenção de voto dos portugueses.
E a minha curiosidade assenta no facto de, face à ausência do PS na discussão pública dos temas mais candentes da actrualidade política, quem seriam os partidos mais votados e o escalonamento da respectiva lista.
Dizia-se antigamente, e hoje também é um facto, que "quem não aparece esquece"; daí a minha curiosidade e também a minha apreensão.
Não fora o permanente combate que os militantes e os simpatizantes do partido fazem nas redes sociais e poder-se-ia dizer que o PS não existia em termos públicos.
Será este o caminho correcto; será esta política de não intervenção do novo secretário geral a melhor forma de relançar o partido para os objectivos que o país necessita ?
Não sei! Mas isto assim está pastoso, soft demais para o meu gosto, primar pela ausência não creio que seja o caminho desejado.
Existem momentos em que se deve demonstrar que se está presente. O silêncio não é uma boa forma de afirmação.
Estou preocupado mas curioso.

“não tem paralelo nos últimos 50 anos”.


Pois não !
Há 50 anos estavamos em 1961 e iniciou-se o ocaso do Portugal Colonial, com o início da guerra em Africa e a perca do Estado Português da Índia após a invasão daqueles territórios pela União Indiana.
Portanto, a haver paradigma de comparação para Pedro Passos Coelho, seria anterior áquele ano o bom exemplo nos cortes da despesa do Estado que se não fizeram no meio século seguinte.
Em Portugal governava Salazar e também existia (?) paz social, sabemos bem a que preço, e até os patrões e empregados derrimiam (?) os seus conflitos na fascizante Câmara Corporativa.
Agradecemos a Passos Coelho a declaração, ficamos a saber do que gosta, mas não somos obrigados a seguir porque felizmente, hoje, 50 anos depois vivemos em Democracia.
Mas cada um come do que gosta e a Pedro Passos Coelho já não me espantará se o ouvir a gritar num comício, como ao seu actual mentor,  "Deixem-nos trabalhar...!!!.
É pena ! Um homem ainda tão novo e a seguir tão maus exemplos.
Politicamente terá decerto vida curta.

O medo

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Pode até parecer estranho mas não o é.
Passos Coelho e o seu PSD demonstram o medo que os invade, que lhes seja aplicada a pena de Talião.
Pedem, agora, humildemente que não haja nem seja promovida a conflitualidade social no nosso país a bem dos superiores interesses de Portugal. Memória curta de quem utilizou essa conflitualidade e a a promoveu para atingir os seus objectivos de tomada de poder.
Para ser mais claro diria , mesmo, falta de vergonha e incapacidade de enfrentar os problemas com que se deparam na governação depois de terem feito uma política de "bota abaixo", sistematicamente, perante a governação do anterior executivo.
E o medo está aí; o pavor do "quem com ferro mata com ferro morre".
Um manifesto exemplo de incapacidade política.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O velho, o rapaz e o burro


Ao rapaz mandaram-no embora e o conto ficou entregue ao velho - coitado, incapaz, olhando o fim da vida como sempre a imaginou e fez a sua a existência, isto é, ao sabor dos seus interesses -  e ao burro, recém promovido a condutor da manada sem que tivesse dado provas de instinto e sabedoria nem merecido o apoio dos anciãos.
E o resultado está à vista...
O velho, depois de levar o burro ao colo, fecha os olhos, assobia e olha para o lado não se lhe vá estragar o arranjinho e o descanso; e o burro leva a manada em direcção ao precipício porque esta coisa de dirigir e assumir ele não sabe e o velho com o seu silêncio já  em nada ajuda...

domingo, 7 de agosto de 2011

Face à crise já existente


e à muito maior que se advinha em termos mundiais só existe uma solução que compatibilize a Liberdade com os Direitos Humanos e o combate à desigualdade e à pobreza - o Socialismo Democrático !
Sem dúvida que é por aqui o caminho.
Uma vez mais o capitalismo exacerbado está num processo de autofagia e os povos têm de estar preparados para a defesa dos seus mais elementares direitos e da Liberdade em si mesma.
Reforço, "e da Liberdade em si mesma".
É bom que não haja confusões !

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mudança de estilo


Era clarinho como a água que a mudança de liderança no Partido Socialista traria inevitavelmente uma alteração de estilo. As pessoas são diferentes, as motivações também, o seu percurso pessoal e político é igualmente diferente.
O que se pede, contudo, é que habituados a um líder forte os socialistas portugueses se revejam também num novo secretário geral que lhes dê a certeza de força e entusiasmo na intervenção política.
Seguro tem pouquíssimo tempo de cargo como líder do PS e da oposição mas não há como uma primeira impressão para definir desde o início o que vai ser um trajecto político e a sua atitude não se tem revelado entusiasmante.
O  tom muito cordato e polido que faz chegar aos eleitores faz dele um homem agradável que demonstra serenidade e pode ser um trunfo pessoal na diferenciação do anterior líder; mas será que é aglutinador ?
A sua atitude faz-me por vezes recordar o antigo líder socialista Victor Constâncio, homem competente e sabedor, cordato, capaz de fazer acordos com o poder em nome do interesse nacional, mas que de líder nada tinha e  se viu arrasado politicamente por um inconsistente Cavaco Silva, primeiro ministro deste país, de má memória.
Creio que o eleitorado deseja um Dr. António José Seguro frontal, activo e defensor dos princípios que enformam o Partido que representa; não julgo que o eleitorado esteja interessado no Tó Zé, à boa maneira popularucha agora em voga ( ao Constâncio chamavam-lhe Vitinho ), como se ainda fosse presidente da JS.
Um líder demonstra-se pela atitude e pela capacidade de arrastar consigo os eleitores.
Os primeiros sinais, ténues que são, ainda não deram para ver o que será o amanhã.
Aguardemos, contudo.
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