segunda-feira, 30 de junho de 2008

We are the world

Há 23 anos !
...e não há dúvida que sensibilizou o Mundo inteiro para o que se passava na Etiópia...
Hoje seria necessário, certamente, um CD, e mesmo assim sem certeza absoluta, para conseguir o mesmo objectivo.
E seria conseguido?

A partir de 1.07.08, missa e sacramentos aumentam 33%

Sempre quero ver a CGTP-IN a fazer uma manifestação em frente do Patriarcado e a enviar uma delegação ao (Sr. Bento) Presidente do Conselho de Administração no Vaticano; o BE a fazer a dissecação dos custos dos actos litúrgicos e o PCP a arreliar-se com os lucros líquidos do santuário de Fátima.
Sempre quero ver se têm coragem para tanto.
Se são capazes de afrontar AS CONFISSÕES ÍNTIMAS DA MAIORIA DOS PORTUGUESES...
Por mim adorava ver!

Acasos


Não acredito no destino. Não dou guarida a predestinações.
Só aceito acasos!
E esses podem ser bons ou maus.
Mas não passam disso.

domingo, 29 de junho de 2008

Dia do Vinho


Hoje assinala-se o Dia do Vinho.
Não sei, mas depreendo que as comemorações irão ter grande participação.
Não faço ideia se existirá uma Comissão para as Comemorações, nem se o seu presidente tem o nariz vermelho.
Por mim, hoje, abro uma excepção.Em vez de abrir só uma garrafa, abro duas...
Será que amanhã é o dia dos Abstémios?
Se for, também comemorarei.Em vez de abrir duas, abro só uma.
........................................................... ?
Ai, esta mania dos dias para tudo...!

Para quem se interessa, ainda, com o passado

Fiquei deveras impressionado com os textos do blog "Caminhos da memória " de que deixo o endereço.
Se puderem, e se ainda gostam de compreender os dias de hoje com base no passado, não deixem de o visitar.
Existe, por exemplo, um texto de Helena Cabeçadas que fará sentir, a muita gente despreocupada, o que se passava realmente perante a sua total ignorância.Mas não só. é um blog rico em informação histórica contemporânea.
Dêem uma vista de olhos que são capazes de ficar fãs.

http://caminhosdamemoria.wordpress.com/

sábado, 28 de junho de 2008

Parabéns, Mandela

Parabéns!
E obrigado por tudo.
Ainda és daqueles que dão razão à nossa vontade de viver .

Elites, de novo

Quando, na Comunicação Social, se começa a falar insistentemente em "elites" é sinal que alguém se começa de novo a sentir apertado.
Faz-me sempre lembrar aqueles almoços de açorda de marisco e vinho de Bucelas branco, gelado, que se faziam em bons restaurantes de Lisboa, a seguir ao 25 de Abril de 1974, em que "elites" bem pensantes discutiam como resolver os problemas da classe operária.
Hoje, voltaram a surgir encontros desses, embora os motivos políticos sejam de outra natureza. Mas são os mesmos, ou seja, as "elites" apeadas dos centros de decisão e que, encontrando-se marginalizadas, tentam conseguir fora das organizações, aquilo que dificilmente ganham dentro.
Temos exemplos desses, cada vez mais, a aparecerem e em todos os quadrantes,sejam de direita ou de esquerda.
É compreensível que, quem passou pelo 25.04.74 em actividade política, e na maioria dos casos na força da vida, se sinta nostálgico, e até compreendo, face às ideologias
que abraçaram, que sintam actualmente algum desconforto.
Mas existe agora uma situação nova:
-O Mundo mudou diametralmmente!
E as "elites", se o são, devem ter a capacidade e o conhecimento para encontrar novos caminhos capazes de apontar novos destinos e novas soluções, e aceitar, se a tal forem solicitadas, que deixem de se intitular de "elites".

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Uma confissão


Por razões que ainda hoje me escapam, passei a mim próprio um atestado de pequenez, eu que julgava que, dentro das minhas limitações,até era capaz de ter uma cultura minimamente acima da média.
Pois bem!
Numa daquelas "feiras do Livro" que se multiplicam e ainda bem pela cidade de Lisboa, mas tendo como característica o estarem dedicadas aos chamados "rabos de edição", encontrei o livro que aludo na imagem.
Onde andei eu tanto tempo a esquadrinhar livrarias e alfarrabistas (o meu desporto favorito depois dos ccaracóis à moda da minha Avó), e nunca me tinha dado por semelhante obra.
Por favor, quem tem filhos, ou com maior importância hoje em dia, quem tem netos, ajudem-nos a percorrer com coerência os meandros da leitura. Se não sabem, peçam ajuda!
Ainda hoje sinto as palavras enaltecedoras de uma sobrinha que afirmava que uma Bibliotecária de uma instituição de Cascais tinha sido importantíssima no seu percurso literário.(Repararam bem que "bibliotecária" está escrito com letra maiúscula.É que esse é um dos principais objectivos da sua actividade-Dar a conhecer.
Santa Senhora.)
E já agora, se não conhecem, corram a ler, e perguntem a Vós próprios como é actual.

Claro, a Ericeira...


Pois hoje, pela primeira vez este ano, fui à praia.
Uma horita para não puxar demais pelo corpito ao Sol.
E que bonita estava a Praia do Sul da Ericeira.
Com relativamente pouca gente, o que é muito bom; com uma certa aragem para disfarçar os quase 30 graus, o que é melhor, e umas sardinhas assadas com salada mista cá em cima à minha espera.
Para começar a "saison" nada mau, vamos ver como continua.Para a semana há mais...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Memória com jardins à mistura


Quando hoje fazia o meu passeio matinal, os tais 45 minutos a que o médico me obriga, recordei que, na realidade, todo o meu percurso de vida na cidade esteve sempre ligado a zonas com jardins.
No princípio, junto à Avenida de Berna, era o jardim do Parque de Palhavã, hoje muito modificado, para bem melhor diga-se, e que se conhece por Jardins da Gulbbenkian. Pois aí levava-me a minha Mãe a passear de manhã.Não foram muitas, mas foram as suficientes para eu me recordar, já que era muito pequeno.
Depois, o resto da meninice, a juventude e o princípio da idade adulta, o Campo Grande, junto à Avenida do Brasil onde morei até aos 23 anos. Ai! o jardim do Campo Grande!...ainda bem que não falas!...e não me refiro só ao célebre pato da India que desapareceu certo dia de carnaval.
Por fim, e até hoje, o Jardim Silva Porto, no centro de Benfica, para onde fui residir quase a seguir ao casamento.A primeira casa era até um andar bem alto(6º.) num prédio acabado de construir mesmo em frente.Pois foi o jardim dos meus filhos e das suas actividades, e hoje voltou também a ser o meu e de mais uma dúzia de rapazinhos e raparigas da minha idade ou mais velhos que quase diariamente fazem ali o seu jogging matinal.
Como vêem, sempre tive um jardim ao pé de mim nesta cidade.Sempre fizeram parte do meu dia a dia e das imagens do quotidiano. Tal e qual como o Rio e o Mar.
Coisas boas de quem aprendeu a viver numa metrópole imensa e conhecê-la e a esquadrinhá-la.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Dia calmo (2)

Parece que se está a realizar o desejo.

Pela primeira vez tive a hipótese de almoçar no páteo fronteiro da Biblioteca Municipal de Sintra.
Tivemos sorte. O dia estava ameno e com uma luz lindíssima.
Nunca tinha visto o Castelo e aquela encosta daquela perspectiva. Pois acreditem que vale bem a pena. É deveras bonito e sobretudo calmo, muito calmo, como era meu desejo.
Tudo isto junto a uma compreensiva e boa companhia.
Vou voltar e recomendo.
Claro que, sobretudo, agradeço à companhia o ter-me dado a conhecer tamanha beleza e, fundamentalmente, a calma e a paz de espírito que desfrutei.

Um dia calmo...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Anátema

Súbito, reapareceu perante os nossos olhos.
Não queríamos acreditar!
Era o reavivar de feridas antigas, o readmitir que se voltava de novo ao princípio.
Era um Anátema que nenhum de nós queria aceitar.
Sabemos que os factos balançam entre as nossa emoções.
Mas seria que estávamos preparados para semelhante provação?
De novo demos as mãos.
Se o Anátema se extinguiu não creio que em tal acreditemos.
Mas que acreditamos na nossa força, isso, é certo!

Engano

Por razões que desconheço, mas que talvez se devam à falta de conhecimentos, o Post anterior saiu com a data de 22.06.08, Domingo, quando foi, efectivamente, editado em 23.06.08, Segunda-feira.
Pelo facto poder confundir quem o ler aqui fica a rectificação.

domingo, 22 de junho de 2008

Todo um tempo de Saudade

Faz hoje, precisamente, um ano que tive, ao que a memória me permite, o maior desgosto da toda a minha vida.

Recordo-me que há 50 sofri muito, mas eram onze anos apenas, a vida pouco ou nada me tinha ensinado, foi passando o tempo mas nunca esquecido. Ainda hoje, venero aquela figura, que aliás conheci tão mal, mas cujo retrato me habituei a olhar com profundo respeito e a pensar sempre que aquele era o meu exemplo.

Há um ano foi diferente. Foram quase 60 anos de contacto diário. Foram décadas de profunda dedicação, extraordinariamente recompensadas com aquele amor transbordante que Ela sentia por qualquer dos filhos. Aquela força interior que nos unia e nos une.

Há um ano as minhas mãos ficaram mais vazias , os meus braços sem aqueles abraços, os meus olhos mais tristes, e a minha cabeça perdeu o colo onde se recostava e agradecia aquele cofiar gentil dos cabelos, com aquelas unhas enormes, mas incrivelmente cuidadosas e ternurentas.
Há um ano cresceu dentro de mim uma enorme árvore da Saudade, que não definha, cada vez cresce mais.

Há um ano foi, certamente, o início de todo um tempo que já nada me fará esquecer.
Foi, de certeza, o princípio do resto!
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