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Claro, a Ericeira...


Pois hoje, pela primeira vez este ano, fui à praia.
Uma horita para não puxar demais pelo corpito ao Sol.
E que bonita estava a Praia do Sul da Ericeira.
Com relativamente pouca gente, o que é muito bom; com uma certa aragem para disfarçar os quase 30 graus, o que é melhor, e umas sardinhas assadas com salada mista cá em cima à minha espera.
Para começar a "saison" nada mau, vamos ver como continua.Para a semana há mais...

Comentários

Anônimo disse…
Nao tens vergonha de me por cheia de inveja...!!!!!! E nós aqui com chuva e com máxima de 20 graus.
A tua neta nao achou piada nenhuma vocês terem ido para a praia dela....
Ainda bem que aproveitaram. Vejam se repetem!
Beijinhos Mipa
T.Mike disse…
Pois é, Mipa,
mas mandei mais fotografias.
Foi só para dar de beber à dor...
bjs.
Mlee disse…
Pois eu fui para o Meco e saí de lá às oito da noite com um calor que não se aguentava ... e marcharam a saladinha de polvo e um pratinho de ameijoas de comer e chorar por mais ... hehehe beijinhos ...
T.Mike disse…
Mlee, Mlee,

mas oito da noite para mim é demais, e as sardinhas à noite não me caem bem(?)....
Agora a saladinha de polvo e a ameijoitas....Senhora, aonde nos conduzem Vossos passos?...

Bjocas grandes.

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Retrato de Manuel Alegre

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que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…