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Mau feitio...?

Eu sei que é o primeiro daquilo que se deseja uma nova série.

Voltar ao blogue deveria significar recomeçar com um texto de alegria, talvez. Infelizmente, não.

Ontem à noite cheguei tarde a casa e tentando ouvir aos últimas notícias na TV dei com um espetáculo deveras degradante passado junto ao Estádio de Alvalade.

Uma chusma de "jovens" invetivavam uns jogadores da bola por causa de um mau resultado. Àquela hora da manhã?????

Aquela gente não trabalha no dia seguinte para estar a desperdiçar horas de descanso por causa de um jogo da bola...?

Clubisticamente,  também sou do Sporting mas as minhas prioridades sociais vão um pouco mais além que os resultados de uma equipa de futebol.

Senhores, tento na cabeça...

O Mundo está mais difícil do que ver e sofrer porque uma bola não entra...!!!!

Ele á velhos sem médico e crianças com fome e famílias inteiras sem tecto e passam uma noite aos berros  porque os "lagartos" perderam com o Chaves...?

Tenham juízo...!

Sim, tenham muito juízo porque é disso e de atitudes semelhantes que os populistas gostam para vos agrilhoar...

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E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…