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sábado, 29 de outubro de 2011

Mas, afinal,...

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o Povo está revoltado ? É que não se nota muito ...!
Dizia-me um amigo do alto dos seus setente e muitos anos...
Vociferando contra outro que o impelia a participar na manifestação contra o actual governo declarava:
-Votaste neles e agora berras ? Bem te avisei !
Afinal do que é que se queixam?
Ainda na sondagem de ontem a direita continua a ter maioria...O Povo está descontente ? Aonde ? Só  quando sentirem verdadeiramente a penúria vão começar a miar.  Até lá vão gastar o que puderem no  Natal; fingir que não se passa nada e esperar um milagre.O nosso Povo tem a mania de esperar por milagres...Está-lhes na massa do sangue.

Esta conversa recordou-me o que há muito venho afirmando sobre a participação política dos povos nos dias actuais, daqueles que vivendo em democracia se têm vindo a afastar, cada vez mais. da "praxis" política, circunscrevendo o seu mundo ao tamanho do seu umbigo e olhando ao redor sem nunca ver mais ninguém.
A falta de participação política e de interesse pela mesma foi aqui que nos conduziu; aliás, situação de muito agrado das elites dirigentes e do poder financeiro internacional; quanto mais distantes da política estiverem os cidadãos mais facilmente serão conduzidos e manipuláveis.
A nossa velha Europa é disso um bom exemplo; as altas taxas de abstenção nas eleições, mormente nas europeias, dão disso um bom testemunho. Como querer uma estrutura da UE virada para os problemas sociais dos cidadãos se são eleitas maiorias que defendem políticas cada vez mais restritivas e de índole monetarista, defendendo sempre, e em primeiro lugar, quem provoca os graves problemas de crise mundial ? É o mesmo que sair de casa , deixar aberta a porta do cofre  e telefonar ao ladrão a comunicar que se foi de férias....
Vivemos em Democracia. Já não existe necessidade de uma revolução para atingir esse bem mas isso não impede de nos podermos, e devermos, revoltar contra as políticas anti-sociais que nos afectam e que nos querem impingir mascaradas por uma capa diáfana de um futuro dourado que nunca atingiremos mas que outros, os habituais, sempre lograrão atingir.
Por isso a revolta estará na ordem do dia, agora e  nos tempos que se aproximam; por isso também estarei ao seu lado.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um grito necessário

Nunca pensei ter de voltar a gritar semelhante slogan. Mas, perante o triste espectáculo que nos é diariamente proporcionado pelos dirigentes políticos europeus, outro não me sai da garganta. E, não há dúvida, que nunca como agora tal grito é mais necessário. É a nossa existência como povos que está em jogo; e se para tal for preciso, se a revolta a isso obrigar, unamo-nos efectivamente e retiremos da direcção política europeia quem ao serviço dos povos se não encontra. Democraticamente, bem visto, mas com a força necessária para os levar ao abandono dos seus cargos e que sejam democraticamente substituídos por quem, eleito, nos dê garantias de defesa dos interesses dos povos europeus.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Europa

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Sem rumo, definhando realmente, sem ninguém com algum rasgo que a retire deste permanente estado de apenas asssumir paliativos para uma situação que a pode levar à morte.
Vão apenas lambendo as feridas os escanzelados aguardando uma equipa médica competente.
Quando as doutas sumidades quizerem utilizar a injecção salvadora pode já ser tarde e por contágio morremos todos, os maus médicos incluídos.

A Hora da Poesia- Rádio Vizela

www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-entrevista-a-miguel-gomes-coelho-10072019/?fbclid=IwAR095cmi1MHhzKytias_ssHY3hooCm5P2TqODIjm7w...