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Mostrando postagens de Março, 2011

Mas não batam só no "Coelho Farsola"...

Temos de ser honestos. O "Coelho Farsola" é o principal culpado mas há mais.
Afinal quando começou esta crise ou melhor, quando foram criadas as condições para o seu início ?
Lembram-se de um "Senhor" que dizia que se não votassem nele o País caía no abismo da falta de credibilidade externa ? Pois é ...!
Esse mesmo "Senhor", através de dois discursos inqualificáveis, deu o pontapé de saída para a crise política em que vivemos e da qual ainda não sabemos a extensão global dos malefícios.
Mas também foi esse mesmo "Senhor" que depois de lhe ter rebentado nas mãos a crise que ele próprio ajudou a criar veio afirmar, com desfaçatez, que havia sido ultrapassado pela velocidade dos próprios acontecimentos. Quem não sabe conduzir não carrega no acelerador...
Mas a História dos sec. XX e XXI se encarregará de lhe fazer o perfil para a posteridade e a fotografia vai ficar certamente desfocada.
Entusiasmado com as palavras do "Chefe", o "Co…

Era uma vez um coelhinho...

que gostava muito de ser estrela do espectáculo.
Assim, foi-se formando desde a juventude, aprendendo a falar para muita gente, aprendendo canto, concorrendo a papeis em que a sua figura fosse mais notada, mas nada conseguiu. Decidiu: -Vou aprender mais qualquer coisa de modo a ficar mais forte e ser mais notado. E assim fez... Esteve uns anos em que não apareceu nos palcos, aceitou outros papeis em companhias privadas em que a sua imagem não era necessáriamente publicitada até que um dia pensou...: -Está na hora! E apareceu a dizer que tinha chegado o seu momento. Que era agora que ia demonstrar toda a sua valia e aquilo que tinha aprendido. Consta, no entanto, que o empresário que lhe tinha dado a mão começou a ver que o pupilo não ia pelo melhor caminho e afastou-se. O pobre do coelhinho, como na história do Pinóquio, começou a dar-se com outras piores companhias, menos desejáveis, mas...já estava lançado no palco. Tinha de seguir em frente. Mas os papeis que lhe davam para decorar eram de …

Horizonte enevoado

Não sei o que me penaliza mais... Se o não cumprimento das minhas expectativas no início da caminhada democrática se a constatação efectiva de que ainda faltarão uma ou duas gerações para que este povo, de que também faço parte, consiga libertar-se de todos os piores defeitos que lhe foram inculcados por  dezenas de anos de paternalismo político.

A compostura de um Povo

É de tal forma importante o testemunho que me foi enviado por e-mail que não quiz deixar de o postar.
"Eu observei isto mesmo quando passei uma semana em Kobe a seguir ao sismo de 1995! Senti um respeito enorme pela inexcedível compostura deste povo!" António GC
10 things to learn from Japan
1. THE CALM
Not a single visual of wild grief. Sorrow itself has been elevated.
2. THE DIGNITY
Disciplined queues for water and groceries. Not a rough word or a crude gesture.
3. THE ABILITY
The incredible architects, for instance. Buildings swayed but didn’t fall.
4. THE GRACE
People bought only what they needed for the present, so everybody could get something.
5. THE ORDER
No looting in shops. No honking and no overtaking on the roads. Just understanding.
6. THE SACRIFICE
Fifty workers stayed back to pump sea water in the N-reactors. How will they ever be repaid?
7. THE TENDERNESS
Restaurants cut prices. An unguarded ATM is left alone. The strong cared for the weak.
8. THE TRAINING
The old and the chil…

O Pai Natal veste laranja

Não sei porquê (?) recordei-me, hoje, de uma antiga história do Pai Natal... O simpático velhote (?) com o seu ar bondoso escondia , na realidade, uma imagem sinistra. Saía-lhe um fuminho verde por entre os dentes quando falava e ao virar-se, a grande capa cor de laranja que o cobria, não conseguia disfarçar a cauda ponteaguda que arrastava pelo chão, já para não falar dos pés porque pés não tinha mas sim uns cascos de bode velho.

Silêncios comprometidos

Ainda não ouvi uma palavra dos defensores do "quanto pior melhor"... Estão caladinhos porque sabem que só pode  mesmo  piorar e não vá o feitiço virar-se contra o feiticeiro e o Povo, com que tanto enchem a boca, lhes venha a cobrar pelo que suceder.

Muito bem, Senhores !

Vamos para eleições !
Que se clarifique de vez !
E se não houver clarificação a culpa será  só e apenas do eleitorado.
É hora de todos tomarem as suas responsabilidades e dizerem o que querem. Amanhã não poderão nunca dizer que foram enganados. Saberão o que estará em cima da mesa; saberão as propostas de cada um; aquilo em que votarem será, certamente, o que vão ter e as suas consequências benéficas ou maléficas.
Que se seque o pântano, que se acabem com as areias movediças.
E quem perder que o assuma assim como quem ganhar, se alguém ganhar, efectivamente.

Verdades

Se quem se olhar ao espelho se visse fielmente reflectido não voltaria a fazê-lo ...por vergonha. Infelizmente nem todos têm espelhos e dos que têm  muitos evitam parar à sua frente. (Incluido eu, certamente...)

O sarcasmo

Eu sei que o sarcasmo, em determinadas situações, não é benvindo; pode mesmo ser considerado imoral e até socialmente violento.Mas numa altura em que a violência, embora encapotada de bons costumes, por aí campeia, nada obsta a que o utilize.
E isto vem ao caso de "um suponhamos" como se ouve para aí :
Se  o tsunami não tivesse sido no Japão mas em Portugal  de certeza absoluta que a culpa era, não da natureza, mas do Sócrates; se não tivessemos pelo menos 8.000 mortos e 12.000 desparecidos a culpa era do Sócrates porque não sabia preparar uma tragédia em condições; se não existissem sequelas nucleares a culpa também era do Sócrates porque sempre tinha combatido a implantação em Portugal na energia nuclear e agora não podiamos apresentar essa situação como agravante do infausto acontecimento...Aquela mania das barragens e das eólicas sempre foi um disparate que nos penaliza...
O "gajo" está feito! Mesmo que não queira a culpa há-de ser sempre dele...

Pensar no Japão

Um anátema que parece perdurar !

O interesse dos números

Tenhamos senso ! Se juntar muita gente, centenas de milhar de pessoas, fosse razão para decidir um destino ou uma verdade, há muito que não havia dúvidas sobre o "fenómeno" de Fátima.


Uma nova manifestação

Já que existem na calha mais umas manifestações programadas, porque não lançar mais uma:
"MANIFESTAÇÃO NACIONAL DOS PORTUGUESES QUE PENSAM"
E é de sucesso garantido. Se forem muitos está assegurado; se forem poucos, poucos portugueses existem que se dêem ao trabalho de pensar e há que tirar ilações. É fácil na realidade juntar gente e/ou tirar conclusões.
PS.: Este texto não quer pôr minimamente em causa o sucesso para a organização da manifestação de ontem que foi significativo.

Máscaras

Por muito que te disfarces não deixas nunca de ser quem és...