Todos os homens são livres e iguais em direitos; e todavia, alguns são livres para morrer à fome e iguais para morrer de frio. (António Soveral-1905)
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
A propósito dos incidentes da Quinta da Cabrinha
Mais uma vez no DN a jornalista Fernanda Câncio apresenta um artigo pleno de oportunidade e de interrogações.
Os incidentes da Quinta da Cabrinha não levantam problemas apenas relativos à pobreza mas também ao modo de estar na vida de muita gente, mesmo de gente pobre.
Para quando um verdadeiro estudo nacional, mas com implicações enérgicas e imediatas, para fazer uma luz verdadeira sobre o assunto, de forma a separar o trigo do joio ?
Para quando um inquérito sobre os verdadeiros utentes dos bairros sociais ?
Para quando a moralização face aos incumprimentos das suas obrigações de uma grande fatia dos utentes dos mesmos bairros ?
É que o assunto pode parecer menor mas não é.Tem a ver com igualdade de direitos e deveres de todos os cidadãos. Tem a ver, por fim, com a dignidade das pessoas,
Os incidentes da Quinta da Cabrinha não levantam problemas apenas relativos à pobreza mas também ao modo de estar na vida de muita gente, mesmo de gente pobre.
Para quando um verdadeiro estudo nacional, mas com implicações enérgicas e imediatas, para fazer uma luz verdadeira sobre o assunto, de forma a separar o trigo do joio ?
Para quando um inquérito sobre os verdadeiros utentes dos bairros sociais ?
Para quando a moralização face aos incumprimentos das suas obrigações de uma grande fatia dos utentes dos mesmos bairros ?
É que o assunto pode parecer menor mas não é.Tem a ver com igualdade de direitos e deveres de todos os cidadãos. Tem a ver, por fim, com a dignidade das pessoas,
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Já que o assunto está na moda
Pois fiquem sabendo que o novo porto de Lisboa foi inaugurado em 31 de Outubro de 1887.
Há 121 anos, portanto, e ainda se discute...
Há 121 anos, portanto, e ainda se discute...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Perdi a cabeça e comprei um
Antes de ser popularizado, hoje em dia, por toda a gente que pede ( ou vende pensos ou vende o Borda d'Água), esta publicação sui-generis ( será assim que se escreve ?), faz parte da minha memória de criança, quando ouvia os verndedores no Rossio, no tempo em que a Baixa era o centro do comércio e serviços de Lisboa, mas não só o Borda d'Água, também o jornal do Gaiato, os jornais vespertinos, a parada dos meninos da Fragata D. Fernando e Glória, etc.
Se tenho saudades desse tempo, não!
Mas, bolas, chego à conclusão que estou mesmo a ficar velho.
sábado, 6 de setembro de 2008
No carro eléctrico nº.28
Vem hoje na revista do DN uma reportagem sobre os assaltos perpetrados nesta linha, principalmente ao turistas que têm a pouca sorte de nele entrar.
Posso falar de tal assunto porque, há coisa de uns meses, assisti e intervim numa dessas situações.
Dois rapazinhos estavam a tentar limpar a carteira que um alemão trazia no bolso das calças.
Sentado no banco dos palermas, à rectaguarda, fui assistindo paulatinamente, eu e os outros, ao jogo do empurra entre os dois meninos, até conseguirem isolar o pobre do homem dos amigos que o acompanhavam.
Empurrão daqui, encosto dali, o bolso à disposição da mão, a paragem que estava a chegar e quando iam a meter a luva, este vosso amigo avisou so senhor, em inglês, "CUIDADO COM OS CARTEIRISTAS !..."
De imediato o senhor meteu a mão ao bolso, segurou a carteira e olhou em volta.
O comparsa do "mãozinhas" correu para a porta e saltou para o passeio, uma vez que tinhamos chegado à paragem. O "mãozinhas" ao ver-se descoberto, em vez de se pôr na alheta, resolveu tirar desforço do maldito denunciante e uma vez que ainda estavam a entrar passageiros e a porta da rectaguarda ainda estava aberta, tentou agredir-me, "maldito velho!", mas falhou e levou um calduço de raspão da minha lavra; não contente, e já no passeio, ainda tentou a pontapé atingir-me, já que me tinha deslocado para a porta, mas também falhou como falhou a minha resposta com um chuto.
A porta fechou. O nº.28 continuou a sua marcha, ouvindo eu os impropérios dos malandrins, e retornei ao meu lugar.
Os restantes passageiros, que tudo tinham visto, incluindo a dança dos meninos para limpar o alemão, olharam para mim com um olhar incrédulo.
Este velho tinha desmanchado o golpe dos putos.
O Senhor ao meu lado, que como eu assistira à função, disse-me:
-Isto é uma miséria. Estes gajos fazem o que querem conosco a ver...
Aí eu perguntei-lhe:
-Mas o senhor estava a ver e mais perto do alemão do que eu.Porque não falou ?
Retorquiu-me:
-Ah, sabe, eu sou de Lisboa mas vivo há muitos anos na Madeira...
Nem lhe respondi.
Mas fiquei a saber porque é que no carro da linha nº.28 os turistas e os nacionais são tão assaltados:
-Porque os lisboetas são cobardolas e uns individualistas e só se queixam quando lhes toca pela porta.
Não é comigo não me meto...!
Pois é, e depois digam que eu tenho mau feitio...
Posso falar de tal assunto porque, há coisa de uns meses, assisti e intervim numa dessas situações.
Dois rapazinhos estavam a tentar limpar a carteira que um alemão trazia no bolso das calças.
Sentado no banco dos palermas, à rectaguarda, fui assistindo paulatinamente, eu e os outros, ao jogo do empurra entre os dois meninos, até conseguirem isolar o pobre do homem dos amigos que o acompanhavam.
Empurrão daqui, encosto dali, o bolso à disposição da mão, a paragem que estava a chegar e quando iam a meter a luva, este vosso amigo avisou so senhor, em inglês, "CUIDADO COM OS CARTEIRISTAS !..."
De imediato o senhor meteu a mão ao bolso, segurou a carteira e olhou em volta.
O comparsa do "mãozinhas" correu para a porta e saltou para o passeio, uma vez que tinhamos chegado à paragem. O "mãozinhas" ao ver-se descoberto, em vez de se pôr na alheta, resolveu tirar desforço do maldito denunciante e uma vez que ainda estavam a entrar passageiros e a porta da rectaguarda ainda estava aberta, tentou agredir-me, "maldito velho!", mas falhou e levou um calduço de raspão da minha lavra; não contente, e já no passeio, ainda tentou a pontapé atingir-me, já que me tinha deslocado para a porta, mas também falhou como falhou a minha resposta com um chuto.
A porta fechou. O nº.28 continuou a sua marcha, ouvindo eu os impropérios dos malandrins, e retornei ao meu lugar.
Os restantes passageiros, que tudo tinham visto, incluindo a dança dos meninos para limpar o alemão, olharam para mim com um olhar incrédulo.
Este velho tinha desmanchado o golpe dos putos.
O Senhor ao meu lado, que como eu assistira à função, disse-me:
-Isto é uma miséria. Estes gajos fazem o que querem conosco a ver...
Aí eu perguntei-lhe:
-Mas o senhor estava a ver e mais perto do alemão do que eu.Porque não falou ?
Retorquiu-me:
-Ah, sabe, eu sou de Lisboa mas vivo há muitos anos na Madeira...
Nem lhe respondi.
Mas fiquei a saber porque é que no carro da linha nº.28 os turistas e os nacionais são tão assaltados:
-Porque os lisboetas são cobardolas e uns individualistas e só se queixam quando lhes toca pela porta.
Não é comigo não me meto...!
Pois é, e depois digam que eu tenho mau feitio...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Desastre no Aeroporto de Madrid
Que dirão agora os defensores da manutenção no activo do Aeroporto da Portela-Lisboa ?
O que teria sido se fosse cá com todo aquele casario e urbanizações que o rodeiam ?
Será que ainda não estão convencidos, pelo menos como medida de segurança, que é um crime mantê-lo ali ?
O que teria sido se fosse cá com todo aquele casario e urbanizações que o rodeiam ?
Será que ainda não estão convencidos, pelo menos como medida de segurança, que é um crime mantê-lo ali ?
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Casa dos Bicos vai ser cedida à Fundação José Saramago
Ora aí está uma boa utilização de um património (aliás quase abandonado) em benefício de outro património(José Saramago felizmente é português).
Fico muito satisfeito e só tenho de dar os parabéns à Câmara Municipal de Lisboa.
Uma observação apenas:
-Não acham que deveriam convidar o Dr. Cavaco, o Santana Lopes e o Sousa Lara para a inauguração?
Fico muito satisfeito e só tenho de dar os parabéns à Câmara Municipal de Lisboa.
Uma observação apenas:
-Não acham que deveriam convidar o Dr. Cavaco, o Santana Lopes e o Sousa Lara para a inauguração?
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Os rios subterrâneos da Av. da Liberdade em Lisboa
Tive hoje um almoço de tertúlia em que diversos amigos se juntam para discutir/conversar sobre os mais diferentes temas.
Desta vez, o mais interessante do encontro, foi um esclarecimento, feito por quem sabe, sobre aquilo que é um mito para a maioria dos lisboetas:Os rios subterrâneos da Avenida da Liberdade.
Uma explicação técnica simples, com palavras comuns, ensinou-nos que, pura e simplesmente, NÃO EXISTEM.
E esta Hem...?
Não existem?
Pois não! E desta vez fiquei completamente convencido !
Mais um mito que foi à vida.
Adoro acabar com mitos...
É claro que não sou a pessoa indicada para o explicar mas, se necessário, promoverei a explicação.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Memória com jardins à mistura

Quando hoje fazia o meu passeio matinal, os tais 45 minutos a que o médico me obriga, recordei que, na realidade, todo o meu percurso de vida na cidade esteve sempre ligado a zonas com jardins.
No princípio, junto à Avenida de Berna, era o jardim do Parque de Palhavã, hoje muito modificado, para bem melhor diga-se, e que se conhece por Jardins da Gulbbenkian. Pois aí levava-me a minha Mãe a passear de manhã.Não foram muitas, mas foram as suficientes para eu me recordar, já que era muito pequeno.
Depois, o resto da meninice, a juventude e o princípio da idade adulta, o Campo Grande, junto à Avenida do Brasil onde morei até aos 23 anos. Ai! o jardim do Campo Grande!...ainda bem que não falas!...e não me refiro só ao célebre pato da India que desapareceu certo dia de carnaval.
Por fim, e até hoje, o Jardim Silva Porto, no centro de Benfica, para onde fui residir quase a seguir ao casamento.A primeira casa era até um andar bem alto(6º.) num prédio acabado de construir mesmo em frente.Pois foi o jardim dos meus filhos e das suas actividades, e hoje voltou também a ser o meu e de mais uma dúzia de rapazinhos e raparigas da minha idade ou mais velhos que quase diariamente fazem ali o seu jogging matinal.
Como vêem, sempre tive um jardim ao pé de mim nesta cidade.Sempre fizeram parte do meu dia a dia e das imagens do quotidiano. Tal e qual como o Rio e o Mar.
Coisas boas de quem aprendeu a viver numa metrópole imensa e conhecê-la e a esquadrinhá-la.
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A Hora da Poesia- Rádio Vizela
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Eu sei que é o primeiro daquilo que se deseja uma nova série. Voltar ao blogue deveria significar recomeçar com um texto de alegria, talvez....
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Hoje de manhã fiquei completamente descansado ao tomar conhecimento da notícia mais importante dos últimos dias e que me veio tirar de cima ...
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