Pular para o conteúdo principal

Co-gestão

Quem ler ou ouvir os comunicados das associações sindicais da Justiça - Juizes e Magistrados do Ministério Público - pensará certamente que o País entrou em co-gestão.
Amanhã os Sindicatos dos Bancários farão perguntas, pedirão justificações de como a Caixa Geral dos Depósitos é gerida e os conceitos na concessão de crédito; os Sinicatos da Tap perguntarão e interferirão na gestão económica e financeira, para já não falar na logística e nas rotas da transportadora; os Sindicatos da CP inquirirão sobre a gestão e os contratos de compra de novas locomotivas e carruagens, etc.
Será que não estamos a cair no ridículo ?
O problema da gestão, co-gestão e auto-gestão ficou resolvido há 30 anos. Teve a ver com a definição do carácter económico e político do regime.
No entanto, parece que exitem uns senhores doutores que não se sabe bem porquê (?) estão a querer levantar de novo o problema.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…