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Caim de José Saramago


Já li.
Gostei do livro e até posso dizer que por diversas vezes me diverti .
Procurei nas suas 180 e tal páginas resíduos de escandalo; não encontrei.
Mais. Nada encontrei que não pudesse ser dito no enquadramento do próprio romance.
Não entendo a polémica gerada.
É mais um livro de Saramago, num estilo de fácil leitura, e entendível por qualquer pessoa.
Se põe alguma coisa em causa ? Põe ! Ainda bem.
Se não o fizesse não valia ter sido escrito. Este ou outro livro qualquer.
Para mim, assunto encerrado.

Comentários

Vejo que o Miguel (T.Mike) também reparou que, durante quase duas semanas, muita gente opinou sobre o que desconhecia, pois não tinha ido à fonte. E que nem se falou de Literatura, mas do carácter do autor, e isso é triste.
Ainda bem que o Miguel não é uma pessoa com pré-conceitos e vai às fontes com toda a abertura de espírito.
Um abraço.
Josefa
Maria Josefa,
foi uma das coisas que mais me enfureceu durante este processo e disso dei nota nos meus comentários.
É tudo feito "ad hominem". E não custa nada ler o Genesis e ver como o Autor construiu o romance.E até entendê-lo.
Um abraço. :-)
Miguelito

Antes do mais:

Tens um desafio lá na Travessa. Tenho a certeza de que vais continuar a brincadeira. E passar a mais gente. Muito obrigado

Agora, vamos ao Saramago e ao Caim.

Também já li o livro e, como tu, gostei. Da obra - tenho-a toda - há uns quantos aos quais não achei piada nenhuma. Para mim, o melhor de todos é A História do Cerco de Lisboa. Gostos...

Conheço o Saramago há uns bons anos. É um tipo difícil, antipático, embirrento, sizudo. E a Pilar del Rio (que o veio caçar aqui) reza pela mesma cartilha. Também não gosto dela.

Quando disse ao nosso Nobel da minha preferência, olhou-me de viés, manteve o sobrolho franzido - que sempre usa - e retorquiu-me que era o seu livro «menor» (sic). Não me chamou atrasado mental, mas... quase.

Com a idade, o Velho vai-se refinando, como o vinho do Porto. Melhor, aumentando o azedo, como o vinagre. Donde, esta polémica ser, para ele, motivo de imensa satisfação, ainda que não o diga.

Resumindo e conclindo: li o livro, gostei e acho que a gritaria só o publicita.

Abs

PS (Sou, mas aqui é só Post Scriptum) - Um pedido, que são dois:
a) Manda-me, sff, o teu imeile. O meu é: hantferreira@gmail.com;
b) Quando puderes (e quiseres) lê o meu «Morte na Picada». E, depois, dá-me a tua opinião. Gostarei muito.
analima disse…
Eu ainda não li. E é por isso que não tenho falado muito do assunto. Já sobre a polémica criada acho que não vou resistir a dizer qualquer coisa um destes dias. O que diz, bem como a Maria Josefa, faz todo, todo o sentido.
Tem graça que quando penso nos livros de Saramago que já li é a "História do Cerco de Lisboa" que me vem sempre à memória em primeiro lugar.
Ana Paula Fitas disse…
Ainda não li, Miguel... mas, depois desta síntese esclarecedora, fiquei ainda com mais vontade de o ler... porque, de algum modo, não me surpreende o que diz e, acima de tudo, porque o vou ler muito mais descontraidamente. Obrigado :)
Um abraço.
Ana Paula Sena disse…
Também tenciono ler o Caim, até já o tenho aqui comigo. Depois de outras leituras que tenho entre mãos, lá irei debruçar-me sobre a origem de tanta pseudo-polémica.

Gostei da sua apreciação objectiva.
Por sinal, um dos meus livros preferidos de Saramago é precisamente a História do Cerco de Lisboa :)

Obrigada, T.Mike.

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que lindo nome para um homem forte.

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pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
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