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A ditadura dos Mercados

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Pois, não há dúvida, que têm muito poder. Pois, não há dúvida, que têm força suficiente para depor governos e levar a nomeação de outros.Pois, é crível, que tenham os seus homens de mão espalhados por todo o planeta. Pois, sabemos já, que funcionam com um poder ditatorial e como tal são difíceis de combater.
Mas não estaremos  a esquecer-nos de qualquer coisa ?
Não nos estaremos a esquecer que as ditaduras também se abatem e se arredam do poder os ditadores ?
Só falta saber a fórmula...
Dizia-me alguém, de uma forma muito simples, que a maneira mais fácil de acabar com eles, não com o mercado, mas com o Senhor Mercado, o tal ditador, era haver uma união de todos os povos e obrigarem os governos a deixar de pagar as dívidas soberanas. O Senhor Mercado, o tal ditador, deixava de ter recursos - quem não recebe o que emprestou vai à falência- e assim se terminaria o seu poder .
O alguém não é economista mas é um tipo com ideias simples. E se desse resultado ?
Ai, se desse resultado, não existia povo que não aderisse à ideia...

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Retrato de Manuel Alegre

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que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
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Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…