sábado, 25 de julho de 2009

Passar a palavra

Primeiro:
Acredito na democracia representativa e que ela não existe sem partidos políticos.
Segundo:
Acredito, também, e contudo, que quem não é filiado em qualquer partido tem um papel importantíssimo a desempenhar no desenhar político que deseja para o país.
O independente não é um eleitor sem causas, antes pelo contrário, e porque as tem, talvez se encontre mais próximo do senso comum do cidadão anónimo, sendo capaz de, de forma mais desapaixonada, olhar os problemas e escolher as causas que, do seu ponto de vista, mais urge resolver para o bem da sociedade em que se insere.
O recente aparecimento de convergências em torno de projectos políticos face a presumíveis perigos de retorno ao poder da direita é disso um bom exemplo.
A assumpção, por parte de independentes, desse perigo é também uma chamada de atenção aos partidos políticos mais radicais porque fazem, objectivamente, da convergência um crime de "lesa" filosofia política e não um meio de procurar, apesar das divergências, uma plataforma de combate mais ampla ao que na realidade é necessário combater, a direita e as suas políticas redutoras.
É, por isso, necessário passar a palavra, fazer conversa digna com aquilo que realmente nos une e optar. Optar é a palavra chave na actual situação e dela dependerá o futuro a curto e médio prazo do país. Das opções de cada um não haverá lugar a desculpas no dia seguinte. Que cada um as assuma com consciência, sentido de visão e sensibilidade.
E tudo isto. Maria João, porque estivemos a conversar na rua onde passavam as pessoas anónimas que, certamente, têm também estes mesmos pensamentos. E é necessário dizer-lhes.

Um comentário:

Francisco Clamote disse...

O exercício da cidadania é responsabilidade de todos nós. Sejamos ou não (como é o meu caso) militantes partidários. Força, pois !
Abraço.

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