terça-feira, 17 de agosto de 2010

Tarrafal

O Rogério da Costa Pereira, no  novíssimo blogue Pegada, sob o título " Espetem-me garfos nos olhos e rodem com força", faz alusão a um artigo de José Pedro Castanheira, no Expresso, cujo link indicamos abaixo :
"Tarrafal "não era uma prisão, mas sim um paraíso"
O referido texto tem por base um livro de José Vicente Lopes, um prestigiado jornalista e investigador cabo-verdiano, sobre a mais famosa prisão da ditadura, e revela que, no contexto africano, a Cruz Vermelha Internacional ficou espantada com as condições prisionais.Os responsáveis da Cruz Vermelha ficaram especialmente surpreendidos com "as idas semanais ao mar dos presos, as sessões de cinema, a biblioteca, as consultas ao Hospital da Praia, a possibilidade de estudar e fazer exames".
É triste ser obrigado a reconhecer que também na Cruz Vermelha nem toda a gente era recomendável.
A afirmação daria vontade de rir se o assunto não fosse trágico.
Claro que estas considerações se referem a impressões relatadas durante o período que decorreu até 1974.
Mas é importante o artigo de José Pedro Castanheira pelo que denuncia e, também, por aquilo  a que mais recentemente temos assistido.
O revisionismo da História é um campo que tem vindo a ser explorado insistentemente querendo fazer esquecer, aos mais incautos, uma verdade que incomoda ainda muita gente.
Mas como a memória existe é bom que seja reposta a realidade daquele campo prisional.
Por isso aqui deixo uma menção a um texto pungente da autoria de um dos mais destacados "tarrafalistas" - Cândido de Oliveira -.
Se não o conhecem tentem encontrá-lo e compreendam verdadeiramente o que era aquele "Paraíso".
Aceda a:
http://clix.expresso.pt//tarrafal-nao-era-uma-prisao-mas-sim-um-paraiso=f599197

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