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Merry Cristmas, Mr. Thomsen ...!


Para a Grécia e Portugal, e já o foi para a Islândia e Irlanda, existe um personagem que passa por ser, devido às suas funções nas célebres Troikas, um dos homens mais poderosos e quiçá o seu verdadeiro primeiro ministro -  Poul Thomsen  .
Esta figura incontornável que manda de verdade e cujo comando é aceite pelos executivos de forma humilde e veneranda poderá amanhã vir a ser responsabilizada se as políticas que impôs, como é crível que venha a suceder pelos desenvolvimentos que se nos apresentam, não derem os frutos requeridos e, pelo contrário, significarem miséria e destruição económica dos povos a que se destinaram.
Cabe, então, perguntar aos arautos da direita nacional e internacional que tanto gritam pela criminalização da má gestão pública dos governantes, e uma vez que, seguramente, os governos eleitos popularmente se declararão inocentes pelo facto de apenas terem cumprido ordens de quem na realidade mandava, se se pode mandar prender e julgar o senhor Poul Thomsen  e os seus dois companheiros...
Será interessante saber o que os poderes internacionais e nacionais disto pensam. Assim um tipo de Tribunal de Haia para os direitos humanos e para a defesa dos povos e da sua integridade.
Será  que os membros da(s) Troika(s) desejarão continuar com o seu trabalho de cangalheiros perante esta perspectiva ? Serão assim tão corajosos e certos de que estão a fazer o trabalho correcto para benefício das nações intervencionadas ?
Hum...! Tenho aqui uma pequenina (?) desconfiança de que não quererão continuar nos cargos...
Também eles seguem instruções de outros níveis mais altos, obscuros e invisíveis ao cidadão comum e que têm muito pouco a ver com os interesses dos povos.
Quanto a mim se o puder julgar faço-o quanto mais não seja para saber quem o mandou...
Merry Christmas, Mr. Thomsen...!

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tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

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Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…