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Um chato !

Ontem recebi, de viva voz, uma crítica sobre o teor deste blog.
Disseram-me assim :
-Tás um chato !
Queria isto dizer, por outras palavras, que tenho previlegiado, sobremaneira, o comentário político, chamem-lhe combate, se quizerem.
É verdade, mas não é novo.
É certo que até há um mês, mais coisa menos coisa, ia conseguindo intercalar com outros temas e até imagens. Mas tudo tem uma razão de ser.
Além do gosto pelo combate político e pela defesa dos meus pontos de vista, o que é inegável, também não tenho tido a capacidade de me alhear de um outro tipo de circunstâncias que me envolveram, e daí, talvez, este monolitismo temático.
Encaixando a crítica , espero que o momento actual passe célere e que, mesmo até ao fim do ano, consiga apresenta-vos textos novos e mais diversificados, a que não será alheia uma viagem programada durante a qual tenciono, igualmente , postar alguns textos e/ou informações.
Até lá, contudo, e à falta de melhor, vão lendo, se o entenderem, os textitos políticos que vou escrevendo.

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Retrato de Manuel Alegre

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que lindo nome para um homem forte.

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a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
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aos ventos da certeza.

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tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
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Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…