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Oh, Pai !

Para quem me conhece sabe que o dia de hoje é de comemoracao.
É uma data que vejo repetir-se de bom grado e sem exitacoes nem tristeza.
Estar cá e ir envelhecendo, sabendo-me sempre disponível para todos que o merecem,sao razoes suficientes para poder afirmar que vou disfrutando de alguma felicidade.
O saber que tenho comigo a companheira de sempre e as minhas muito queridas tres árvores que, aliás, tem florescido e dado novos frutos, além de um "clan" irrepreensível , é o que cimenta este meu desejo de sempre continuar, aprender e procurar novos desafios.
Talvez por essa razao, também, e agora justifico o título deste texto, sinto a felicidade de alguém a quem pela primeira vez lhe disseram : "Oh, Pai !"
Eu sei que foi uma lindíssima prenda de Natal para quem a ouviu mas, creiam que, partilhando a felicidade, é igualmente para mim uma adorável prenda de anos, que nao esquecerei.
É nestas pequenas coisas, neste sentir os outros, que tenho bem a consciencia de ter gasto a quase totalidade dos meus anos passados. E nao vou mudar porque a felicidade, mesmo que nao minha, me faz feliz.

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Retrato de Manuel Alegre

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não apenas de versos   mas de vida.

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ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
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José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

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Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
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