Todos os homens são livres e iguais em direitos; e todavia, alguns são livres para morrer à fome e iguais para morrer de frio. (António Soveral-1905)
domingo, 11 de setembro de 2011
Congresso do Partdo Socialista (II)
Quero poder acreditar que poderão vir a ser passdas à prática as boas intenções políticas apregoadas nos discursos do Secretário Geral António José Seguro.
Quero poder vir a acreditar até porque, como não acredito minimamente nos actuais governantes, tal representaria para mim, assim como para muitos apoiantes do Socialismo Democrático, a existência de um ponto de encontro ideológico e político dificilmente logrável em qualquer outra organização política do espectro partidário português.
Não me deixo iludir pela belíssima organização do congresso, pela exposição pública e simpática do novo líder, nem sequer pelos magníficos discursos que dali ouvi.
Mas palavras são palavras e para quem está há 3 meses à espera de actos fica-se satisfeito por as ouvir mas, igualmente, com a apreensão necessária quanto à prática política futura.
As reflexões dos restantes partidos é absolutamente natural, uns, no caso dos que compôem o governo, pela incapacidade política já demonstrada, outros, os dois da esquerda comunista, pela também incapacidade de entender que o que propõem está velho e bafiento e já nenhum povo no Mundo os desejaria, de novo, como governantes.
Por isso os melhores votos que faço é que, acabado o festim, comecem a aparecer rapidamente as propostas que dizem mobilizadoras e acertadas para que possamos encarar o futuro de forma mais confiante. E que a essas se sigam outras e outras e outras, sabendo nós já que, logo após a queda do actual governo ou da sua substituição no final da legislatura muito existe que tem de ser refeito.
Esperemos, pois, com confiança mas, com as devidas cautelas...
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