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Opinion makers, articulistas, etc.

Podem crer que sou um fanático por notícias.
Tenho a televisão ligada todo o santo dia ou na Sic-Notícias ou na RTP-N, e à hora dos telejornais faço contínuo" zapping" pelos 3 telejornais das generalistas.
Compro diariamente o DN por me parecer, actualmente, o jornal mais equilibrado, mas antes de sair de casa já passei pela internet e vi as primeiras páginas de todos os publicados no dia.
Ao domingo podia bem descansar mas, tenho de confessar, continuo com a função do resto da semana mas descobri, por gesto mecânico, que vou direitinho, no DN, ler a Fernanda Câncio e o sr.Alberto Gonçalves, parece que sociólogo de profissão..
E, enquanto no primeiro caso, confirmo quase sempre a justeza do meu agrado pelo escrito, no segundo confirmo o desagrado.
O tal sr. Alberto Gonçalves parece o anão da Gata Borralheira, o resmungão, para quem nada nem nunca está certo ou vale a pena. Uma espécie de comentário de Vasco Polido Valente na TVI, só que enquanto o VPV é de belíssima leitura, e sr. Alberto é um chato.
Mas como é um vício, e nisso sou mazuquista, vou continuar a comprar o DN ao domingo, nem que seja só, para confirmar a justeza das minhas apreciações.

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Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
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Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…