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Um texto de importância

Eu sei que muitos dos meus amigos me consideram um profundo anticlerical, para me não chamarem anti-religioso ou outros nomes mais ou menos definidores da minha forma de pensar.
Mas o certo é que não sou anticlerical porque gosto de ler muito do que muitos sacerdotes escrevem e falam, fundamentalmente como homens inteligentes e de cultura, independentemente da religião que professam, e em Portugal temos muitos que eu leio e considero, assim como respeito profundamente as convicções religiosas de cada um.
Mas vem este preâmbulo ao facto de ter lido, numa revista que me foi oferecida por um recém conhecido, chamada "Grémio Lusitano", nº.13, uma comunicação do padre Anselmo Borges, clérigo católico e filosofo, professor da Universidade de Coimbra, numa intervenção no Encontro Internacional de Lisboa sobre Religiões, Violência, Razão, em Maio de 2007, e tendo como tema
" RAZÃO, REVELAÇÃO E DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO.
Pois, meus amigos, como sabem raramente transcrevo textos, porque considero mais importante que quem é informado procure a origem das informações, e não violando esse princípio, apenas lhes digo, que tal intervenção é de extraordinário interesse, seja para religiosos, agnósticos ou ateus.
Uma belíssima leitura, com um texto, por vezes, difícil, mas de uma clareza importante.
Procurem e leiam.

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Retrato de Manuel Alegre

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que lindo nome para um homem forte.

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Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
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Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…