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Nobel da Economia: mais uma injustiça!

Agradecendo antecipadamente ao "Crónicas do Rochedo" o "roubo" que pratiquei :

"Infâmia! Vergonha! A Academia Nobel voltou a cometer uma tremenda injustiça, agora na atribuição do prémio da Economia. Que fizeram de útil Peter A. Diamond, Dale T. Mortensen e Christopher Pissarides ( atentem bem no nome deste cipriota...)?. Claro que houve politiquice na escolha. Se houvesse justiça, o prémio teria sido atribuído a Medina Carreira, esse brilhante cérebro que já foi ministro das finanças, mas se esqueceu de aplicar as receitas que diariamente vomita aos microfones da rádio ou diante das câmaras de televisão."

Para continuar a ler aceda a:
http://cronicasdorochedo.blogspot.com/2010/10/nobel-da-economia-mais-uma-injustica.html

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E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…