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O facto importante

Não há dúvida que a nossa Comunicação Social não muda ou não quer mudar.
Na inauguração da Sede Nacional de Candidatura de Manuel Alegre o importante não foi o discurso do candidato mas apenas um "fait-diver":

"O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou hoje ter informações de que estão a ser recrutadas crianças em escolas para levarem “bandeirinhas” para as visitas do Presidente da República a determinados concelhos do país."

De pouco importam as palavras que dão base a uma plataforma enorme de consenso entre os portugueses; o que importa é a "intriguinha"...
Como querem que um país seja credível se os seus orgãos de informação é esta atitude que tomam ?
E não se refere só a este candidato.
Seja sobre o que for aquilo que noticiam é, normalmente, sempre o que tem menos interesse objectivo para a vida dos cidadãos mas mais interesse comercial, aquilo que vende, o chocarreiro, o tolda espíritos, o embrutecimento geral...
E estavam lá todos cheios de máquinas, reporteres e microfones. O que se viu ?
O problema das criancinhas...
Olhem!
Como eu costumo dizer, para não dizer pior - BATATAS!!!

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E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…