Pular para o conteúdo principal

"Contra a indiferença"

Mais uma vez volto a lembrar o blog acima que poderão ler no endereço
http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/
Não me canso de o visitar e de o ler.
A voz autorizada do Dr. Fernando Nobre fala-nos das infelicidades deste Mundo, daquelas que nos pesam na consciência porque, afinal, somos todos culpados quanto mais não seja por indiferença, por egoismo, por não querermos saber, por nos preocuparmos, apenas, com o acessório, porque a nossa vidinha é sempre mais importante que as catástrofes que por aí se vêm, porque não nos tocam. Quando nos tocam algumas dificuldades, aí sim, barafustamos desmesuradamente, chamamos nomes a toda a gente e não compreendemos que o que nos custa talvez custe pouco em comparação com as tragédias humanitárias que por aí pululam.
Fernando Nobre escreve duma forma calma, sem puxar por sentimentos básicos e despropositados. A realidade, afinal, até é fácil de descrever, embora a crueza das situações, por mais complexas, nos pareça indiscritível.
Se tiverem tempo (?) vão lá e leiam.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…