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Sobre uma quinta-feira e outras coisas - I

No trimestre final do ano passado decidi, tal como muitos outros reformados, participar nas actividades daquilo a que pomposamente chamam, hoje em dia, uma Universidade Sénior.
O nome, na verdade, faz-me uma certa urticaria. Agora sou "Sénior" ! Quer dizer que até aqui era, certamente, "Júnior", o que, além do mais, não passa de um tremendo disparate.
Estas manias, que se devem com certeza a uns iluminados cheios de medo da velhice, não serve se não para mascarar uma realidade comezinha que é a de todos, ou os que têm essa sorte, sermos velhos.
Já lhe chamaram velhice, depois terceira idade, agora seniores, que nos chamarão no futuro, talvez "Seguidores da Fénix" ?
Adoro a idade que tenho, felizmente que os avanços da Ciência nos proporcionam o aumento da esperança de vida, de melhor qualidade e melhor saúde, mas não deixo, por tal, de estar a caminhar inexoravelmente para a velhice pura e dura.
Agora "sénior"parece que faço parte de uma Academia em Alcochete ou no Seixal e que amanhã vou entrar em estágio.
Além do mais até porque sabe bem sair de manhã e ir ao encontro de outras pessoas, independentemente da idade, onde, além do convívio, se pode, ainda e sempre, aprender qualquer coisa de novo e ir tentando enganar, o maior tempo possível, o terrível Alzheiemer ou outra qualquer horrível maleita .
Estas instituições são, aparte o benefício que trazem, sem mais, uns centros de dia previlegiados onde os utentes, e pagantes, passam uns períodos de tempo agradáveis e em amena cavaqueira, e são um magnífico centro de meteorologia, já que, quando chove ou faz mais frio, a maioria dos "alunos" não põe lá os pés, ou melhor, têm-nos em casa cobertos com pantufas.
Mas perdoem a divagação, estava eu a dizer que pertencia a uma tal "Universidade Sénior" (BBRRRR!!!!), onde temos a possibilidade de realizar visitas interessantes como complemento aos temas que se focam nas "aulas".
Deste modo, no dia 15 deste mês, fomos convidados a visitar o Museu Maçónico, do Grande Oriente Lusitano, ali ao Bairro Alto, na Rua do Grémio Lusitano, nome justificado pela presença do dito palácio maçónico.
Era uma visita já programada desde os finais do ano passado e sabiamos que tinhamos um cicerone à altura.

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