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Saudades de um Presidente que se emocionava

Jorge Sampaio, contactado pela Comunicação Social, afirmou hoje que,infelizmente, as últimas notícias que teve de Portugal são sobre um "penalty" e sobre um Provedor.
Parece que, no meio da desgraça económico-social em que grassa hoje o Mundo, nada de mais importante há neste país para comentar e discutir.
É o contraponto à posição populista de permanente resposta às questões mesquinhas que têm assolado a sociedade portuguesa, de que esses dois momentos são exemplo, que o actual PR tem patrocinado.
Cavaco está a demonstrar no fim deste seu primeiro mandato, por mim será o último, a sua verdadeira essência como político. Cavaco Silva é um populista !
Já o demonstrou com o célebre "deixem-nos trabalhar !...", como actualmente, seguindo milimétricamente as construções da Informação, acede a comentar assuntos de somenos importância, como se grandes fossem, só para agradar a quem o ouve ou o questiona.
Assim é fácil ser PR.
Que saudades de Soares e das comoções de Sampaio...

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Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…