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Só para acabar o assunto dos anónimos

Um anónimo existe, pelo menos no que me diz respeito, que anda há muito a tentar que eu me compare a ele próprio; isto é, que eu deixe de ser bem educado e passe também a ser ordinário.
Porque tive um Pai e uma Mãe que me educaram não conseguirei nunca chegar ao estadio de ordinarice a que o tal anónimo chegou.
Por isso e só para acabar e nunca mais voltar ao assunto: Na minha casa mando eu e, como tal, a moderação de comentários  nos meus blogues a ser decidida é por mim e não por um qualquer alguém de baixa estatura educacional para não ser mais generalista.
Mais: Quanto a quem me lê não se preocupe é tudo gente que sabe respeitar o outro.
Mantenho o meu desejo de não ter de voltar ao assunto nem cruzar quaisquer palavras com semelhante individuo.

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Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…