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Se eu fosse da "Troika" rasgava imediatamente o acordo

Não passaram umas dezenas de horas sobre a assinatura do acordo com a "Troika" em que se preanunciava um princípio de acordo entre os três principais partidos do arco governativo com vista à implementação de condições para a resolução dos nossos problemas económicos e financeiros, que passa obrigatoriamente por uma união no fundamental das políticas do futuro e, de novo, se vê recrudescer a violência política verbal entre os principais partidos que contradiz toda a possibilidade de qualquer acordo entre eles.
A começar, e novamente, por mais um desastrado discurso do Presidente da República, personagem de uma tragédia que ajudou ele próprio a encenar e que continua, paulatinamente, o seu trabalho de minagem do boa convivência política em Portugal. Este PR que nos caiu na rifa continua a ser incapaz de uma palavra de congregação de vontades e de esperança; este PR continua o trabalho iniciado no mandato anterior de incendio da vida publica com ataques permanentes ao actual executivo, mesmo já depois da demissão do primeiro ministro e marcadas que foram eleições legislativas, incapaz de prever o dia de amanhã, em que pelo voto dos seus concidadãos, poderá vir a ser obrigado a dar posse a um governo diferente do que os seus desejos têm manifestado abrindo, desde logo, uma nova linha de confronto e uma constante crise.
Em segundo lugar, ao contrário de Sócrates e Paulo Portas, que se têm comedido nas declarações sobre a constituição de um futuro governo, o líder do PSD, Passos Coelho, afrontado pelo descalabro que têm sido para aquele partido as últimas sondagens, resolveu irromper com um discurso de confrontação, de fuga em frente, pondo em causa qualquer entendimento futuro e com ele uma boa relação política entre os principais partidos com o intuito de levar a cabo as necessárias políticas para realização do acordado com a "Troika".Mais uma vez, Passos Coelho, vem demonstrar a sua completa incapacidade de gestão política e espera-se, como é habitual, que venha a contradizer estas afirmações já na primeira oportunidade. Continua a demonstrar-se um actor políticamente incapaz de se afirmar a si e ao partido de que é presidente e isso reflete-se na opinião pública em que é apenas considerado um "tipo simpático".
E a tal ponto a incapacidade de Passos se tem revelado que a Sócrates e ao PS lhes bastam deixar o líder do PSD fazer declarações como as que tem proferido para que se mantenham, o que era discutível há algum tempo, na efectiva luta pela victória nas próximas eleições.
Os senhores da "Troika" perante este espectáculo deverão, já, estar a pensar sobre o que afinal vieram cá fazer ?
Sairam daqui com um acordo que envolvia um PR e três partidos e, mal viraram as costas, o PR e um partido começaram a partir a loiça toda pondo em risco o efectivo cumprimento do plano acordado.
Não há dúvida, se eu fosse da "Troika" rasgava imediatamente o acordo...

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