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Um homem que vai à luta

O que é que eu retiro da entrevista de ontem do Primeiro Ministro ?
É que felizmente temos, nesse lugar, um homem com coragem.
Um daqueles que não vira a cara à luta, que faz a vida difícil aos adversários, que guerreia pelos seus pontos de vista e pela sua honra.
Não, não é um panegenírico.
Mas eu gosto de pessoas frontais e que aguentam com o fardo que aceitaram.
A Comunicação Social nunca gostou dele. Porquê ?
Porque não lhes deu a importância que eles julgam ter, nem nunca lhes facultou a notícia, seja para o jornal diário seja para a revista mais ou menos cor de rosa, seja para nada.
Dizia hoje, numa antena aberta, uma estudante de jornalismo com 28 anos (?), que não lhe tinham feito as perguntas certas sobre o caso Freeport, com isso condenado a Judite de Sousa.
Mal vai o jornalismo quando uma estudante de 28 anos considera que um assunto mais que esgotado e apenas, ciclicamente, revivido por alguém que considera o 1º. Ministro como alvo principal, é o mais importante no que se refere à actividade do governante.
Também ouvi uma professora, desde sempre socialista (?), a dizer que vai votar no BE.
Como professora pensa o que quiser, como cidadão deixa a desejar.Ou não percebeu o que separa o PS do BE ou a sua motivação ideológica é uma batata.
Um homem destes não alimenta colunas de bem ou maldizer. Não vende jornais nem revistas. Não é querido pelos fazedores de opinião porque não dá dinheiro a ganhar.
Mas o problema dos portugueses é cultural , mesmo politicamente falando.
Poucas notícias referem uma sondagem europeia em que 43% dos portugueses considera que se ainda houvesse o Escudo($) Portugal estaria melhor.
Com uma opinião pública destas não há Primeiro Ministro que resista.
Mas felizmente temos Sócrates.
E para aqueles que se dizem afastados da política por não acreditarem nela só lembro os tempos em que pessoas, como eu, desejavam que este tempo existisse para eles poderem dizer que não acreditavam.

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